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domingo, 18 de janeiro de 2026

Andanças e Aventuras pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME

 





Em janeiro de 2014, fui lotado para localidade de São Joaquim de Ituquara, município de Baião, na Amazônia paraense, não é um lugar comum, com oportunidade  de vivenciar a realidade  daquela  região, para uma reposição de 25 dias pelo Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME. Saía de Belém no domingo para dormir na sede do município e na segunda feira pegava cedo a embarcação com destino  ao município de Tucuruí, já que meu destino ficava no meio do caminho dessa trajetória marítima pelo Rio Tocantins,  sendo uma jornada e tanto! E mais legal é que aprovetei ao máximo,  aprendendo e se encantando com as paisagens e culturas locais e com belas aventuras. Este deslocamento era tranquilo com aproximadamente três horas de viagem pelo Rio Tocantins, que apresenta encantos e magias em seu curso, segundo o povo que conversava na lancha. Essas andanças como modulindo proporcionou muitas experiências, conhecimentos e aprendizagens na arte de deslocar pelos rincões do Estado do Pará. Imagem do Porto de Baião aguardando a embarcação.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

410 anos de fundação da Vigia de Nazaré

 





Olá, gente!                                                          

                                                                                                                                                                                 

🔴 AO VIVO!



No dia 06/01/2026 (Terça-feira), às 17 h, temos um encontro marcado.        


Diálogos Livres é o canal de comunicação das redes sociais que debate temas de interesse da sociedade. Vamos ter um bate papo prazeroso, agradável e legal com os convidados.     

                            

Vamos conversar com os Professores, Historiadores e Pesquisadores Paulo Cordeiro e Igo Soeiro sobre a História da Vigia de Nazaré e seus 410 anos.

                   

                                  

Transmissão pelo Canal Pororoca Cabana,  YouTube.


https://youtube.com/@pororocacabana?si=LaA9uQ3UQcgRKFQK


Aguardamos vocês!


Ribamar Oliveira 


Mediador

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Educadores em Movimento

 



                 *Carlos Prestes

                 *Ribamar Oliveira

 

 

Diversos profissionais se empenham em levar conhecimento às regiões distantes do Estado do Pará. Entre eles estão os educadores da política pública administrada pela SEDUC/PA, que atuam no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), implementado em 1980 para suprir a demanda por ensino médio em vários municípios.

 

“Quão esperançosa não foi a implantação

Desse projeto de educação

Que levou aos recônditos  do Pará

Este ensino digno de se exaltar

Que vem aos trancos e barrancos se segurando

Que se chama sistema modular...”

 

Ao cruzar fronteiras, seja de cidades, municípios e localidades, os educadores moduleiros vivem experiências que transcendem as paredes da sala de aula. Cada jornada é um convite para o aprendizado mútuo, onde ensinar e aprender se entrelaçam nos detalhes do cotidiano, nas conversas com desconhecidos e nos contrastes culturais que pintam o mundo com múltiplas cores.

 

“Fronteiras invisíveis

Localidades encobertas

Educador pra toda obra

Experiencia fincada no dia a dia

Quebrando a parede que vai além

Muito além da sala de aula...”

 

Quando educadores moduleiros embarcam rumo ao desconhecido, carregam consigo não apenas livros, mas inquietações de quem deseja descobrir. Mas descobrir o quê? Porque ensinamos, porque queremos ensinar, o que queremos ensinar, pra quem ensinar e pra que ensinar. Só quando descobrimos isso é que ensinar passa a ter um sentido real e significativo em nossas vidas. E é nesse sentido que os olhares curiosos dos educadores transformam embarcações em salas de aula, ônibus em bibliotecas ambulantes e públicas, e praças em laboratórios de diálogos. Cada novo destino é uma página em branco, pronta para ser preenchida com histórias e aprendizados em novos capítulos que poderão surgir.

 

“E assim, embarca o educador

Rumo ao desconhecido

Nas mãos vai o livro

Mas no fundo, no fundo...

Quer descobrir-se a si mesmo

E vai preenchendo uma página em branco

Toda vez que aporta num município...”

 

Nos percursos, os educadores se deparam com profissionais de diferentes origens. As conversas sobre métodos de ensino, os desafios enfrentados em sistemas educacionais diversos e as soluções criativas tornam-se fonte de inspiração. As trocas de experiências transcendem as barreiras das línguas, culturas, ambientes: gestos, olhares e sorrisos criam pontes invisíveis que sustentam o aprendizado geral.

 

“Em meio a tantos educadores num só lugar

As origens são embaladas pra lá e pra cá

Os desafios hão que se enfrentar

Nas trocas de experiencias entre um e todos

Que transcendem barreiras

E até os ruídos de bafafás...”

 

Ensinar em ambientes diferentes exige flexibilidade e respeito. Os educadores moduleiros precisam adaptar suas ferramentas pedagógicas, entendendo que cada cultura possui seus ritmos, suas expectativas e suas formas de aprender. Ao lidar com as diferenças, os educadores descobrem os seus valores de ouvirem, observarem e reinventarem suas práticas, tornando-se cada vez mais plural e humano.

 

“A cultura tem suas múltiplas faces

E o aprender se revela nessa diversidade

De pensar por si e pra coletividade

Reinventando a prática de educar

A fim de se pluralizar e se humanizar

Por que valores não são vaidades...”

 

Nos retornos, os educadores moduleiros não são mais os mesmos. Carregam nas bagagens não só lembranças materiais, mas principalmente percepções renovadas sobre o ensino, o papel dos educadores e a riqueza das diversidades e suas culturas. Compartilham com colegas e alun@s histórias que provocam reflexões, ampliam horizontes e ensinam que o mundo pode ser explorado também pelos olhos do conhecimento.

 

“E quando voltamos pra casa

Muita coisa mudou... caiu a casca

A maleta vem mais pesada

rica, não de pedras preciosas

mas de uma esperança renovada

de tanta cultura compartilhada...”

 

Ser educador moduleiro é cultivar um espírito inquieto, aberto e generoso. É entender que cada lugar traz lições e cada pessoa pode ser mestre em algum saber. É mostrar aos alunos que aprender é um movimento constante, uma jornada que nunca se encerra e que se expande a cada novo passo dado além dos próprios limites.

 

“Ah, seu moduleiro itinerante!

De espírito inquieto, aberto e generoso

Colheste tantas lições

Aprendeste tanto com o mestre garoto

Ensinaste, sim, ensinaste

Mas sabes bem que o giro é constante...”

 

Assim, a prosa dos educadores moduleiros é um convite: que todos possam partir, mesmo que seja apenas pela imaginação, na busca por novos olhares sobre o mundo e sobre si mesmos.

 

“Essa prosa de moduleiro

É um convite pro velho e pro novo

Partamos, mesmo na imaginação

Aos antigos e novos refúgios

Não nos acomodemos

Vamos de mãos dadas olhar o mundo.”

 

 

 

*Os autores são escritores, poetas e ex-professores do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

PALAVRAS DA AMAZÔNIA

 





Escritores do Pará vão realizar a COP da Literatura


Coordenados pela Federação das Academias de Letras do Pará (Falpa) escritores do Pará promovem uma ampla discussão sobre os desafios para a democratização do livro e da leitura, num encontro marcado para o próximo dia 19, na Casa da Linguagem. 




Questões como a “literatura infantojuvenil - espaços de resistências e reinvenção de um mundo” estão na pauta, assim como o papel das bibliotecas (públicas e comunitárias) e a circulação literária – feiras, salões, festas e outros espaços de divulgação de autores e comercialização de suas obras. 

Consta ainda do evento, o debate sobre o espaço feminino nas letras e as suas “literolutas”. Os organizadores definiram que, ao fim do evento, lançarão um documento, provisoriamente chamado de “Manifesto Palavras da Amazônia”. 

O início do encontro está programado para começar às 15 horas. Um grande sarau literomusical terá início às 18 horas. No coreto da Casa da Linguagem (Avenida Nazaré, 31, esquina da Avenida Assis de Vasconcelos), o evento artístico vai reunir autores de poesia de cordel, poetas e músicos. 

A concentração literária contará também com uma feira de venda de livros. O ingresso é livre. Franciorlis Viana, presidente da Falpa, explica que o objetivo é aproveitar o ambiente da COP30 “para gritar bem alto que, na Amazônia, existe uma literatura pujante, criativa e universal”. Destaca também que “a gente tem a ambição de dar holofote para a literatura produzida na região; de valorizar e reconhecer o legado deixado pelos grandes escritores regionais. E dignificar a produção dos autores atuais; valorizar o trabalho dos contadores de histórias; dos mediadores de leitura e dos imprescindíveis organizadores e gestores das bibliotecas”.  

O presidente da Falpa finaliza explicando que o encontro vai ser “a COP da palavra, da escrita, das letras, das vozes literárias da Amazônia”.  Além da Falpa, o evento é organizado pelas academias de letras de Ananindeua (ALANIN), Altamirense (AAL), Belém (ALBEL), Barcarenense (ABARCLE), Paraense de Literatura de Cordel (APLC), Paraense Literária Interiorana (APLI) e conta com apoio da Fundação Cultural do Pará/Casa da Linguagem.     


Mais informações:

Rejani Aguiar, presidente da Alanin: (91)982576931

Rosa Peres, vice-presidente da Falpa: (94) 991731144

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino

Acho que devemos prestigiar todas as iniciativas vindas da parte de profissionais da educação que tiveram ou têm a sua biografia ligada à história do SOME.  Por isso, devemos ajudar a divulgar nos diversos grupos do SOME e em outros grupos de amigos, no Facebook, Twitter, nos contatos privados, ou seja, nas diversas ferramentas das redes sociais, os trabalhos  de nossos amigos  de profissão que, certamente, enveredam pelos seguimentos da educação, artes, cultura, filosofia, história, temáticas sociais, como é o caso das obras "Amor e Razão" de Valdo Rosário, com preço ainda não divulgado; "Educação na Amazônia em repertórios de saberes: O Sistema Modular de Ensino", de Marina Costa, Ribamar Oliveira e Sérgio Bandeira, com o precorde 50 reais;  "SOME: Educação no campo da Amazônia Paraense", de Arodinei Gaia, com o preço de 30 reais; "Formação Colaborativa e Docência: As possibilidades e os desafios", de Eulália Vieira, se eu não me engano, com o preço de 50 reais; e também o livro de memórias da Ione Alves,  que eu acho que está em torno de 40 ou 50 reais.

Toda obra tem um custo, esforço,  sonhos, expectativas e suor, muito suor de seu criador ou criadora. Criamos a expectativa dentro de nós mesmos, de ver nossas criações sendo folheadas, mexidas e remexidas, nas mãos do leitor havido pela sua leitura. Talvez essa seja a grande recompensa do criador: o prazer de ver sua obra sendo lida por outros além dele próprio.

E quando a compramos e a lemos, não percebemos nas suas entrelinhas, as noites, os dias, as madrugadas intermináveis na frente do computador onde "Beneditino escreve, na paciência e no sossego, trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua". Isso: Beneditino sofre e sua pra dar vida à obra. Por  isso, o valor material passa a ser simbólico, irrelevante, porque não compra, nem concebe a dedicação de seu autor.

Portanto, compremos, prestigiemos as obras de nossos amigos poetas, escritores, dramaturgos, filósofos, historiadores, porque, valorizando-os, estaremos valorizando a nós mesmos, à nossa história, à nossa biografia.

Então, vamos comprar?                                 

 

Prof. Carlos Prestes




SABERES