Espaço democrático que trata de assuntos como educação, política, economia e cultura.
No dia 31 de janeiro do corrente ano, foi feita a confraternização dos ex-professores do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, em uma sede social em Belém do Pará. O evento que contou com aproximadamente 70 pessoas foi um sucesso. E como mensagem, o professor Carlos Barbosa, popularmente conhecido como Buda, organizou um belo texto. Parabéns, Buda, pela produção escrita!
O diálogo entre os protagonistas
do livro apresenta uma narrativa sobre seres da floresta que destacam o papel
central do ser humano na dinâmica da Amazônia, tanto como agente fundamental
para a região quanto como responsável por processos de degradação ambiental,
incluindo queimadas, desmatamento, introdução de pastagens e criação de gado.
Paulo Ferreira, autor do conto
infantojuvenil "A Cutia e a Castanheira", busca nesta narrativa
ressaltar um universo fascinante envolvendo animais, destacando também diversos
aprendizados relacionados a valores e comportamentos no contexto do habitat
natural das espécies e a importância da preservação ambiental. Este último
aspecto é fundamental não apenas para a Amazônia, mas para todo o planeta.
O livro utiliza uma linguagem
apropriada para crianças e jovens, apresenta informações detalhadas sobre
espécies da floresta amazônica e conta com ilustrações de Sérgio Bastos que
facilitam a compreensão e tornam a leitura envolvente.
Destaco ainda a relevância deste
livro como instrumento educativo, pois contribui para o desenvolvimento do
pensamento crítico e do respeito à vida animal. Trata-se de uma obra
recomendada para que professores e professoras trabalhem questões de consciência
e preservação ambiental, temas cada vez mais atuais.
Este livro é uma ótima
ferramenta para o ensino fundamental, despertando interesse pela floresta.
Recomendo para quem quer aprender mais sobre fauna e conservação da natureza.
Boa leitura!
Em janeiro de 2014, fui lotado para localidade de São Joaquim de Ituquara, município de Baião, na Amazônia paraense, não é um lugar comum, com oportunidade de vivenciar a realidade daquela região, para uma reposição de 25 dias pelo Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME. Saía de Belém no domingo para dormir na sede do município e na segunda feira pegava cedo a embarcação com destino ao município de Tucuruí, já que meu destino ficava no meio do caminho dessa trajetória marítima pelo Rio Tocantins, sendo uma jornada e tanto! E mais legal é que aprovetei ao máximo, aprendendo e se encantando com as paisagens e culturas locais e com belas aventuras. Este deslocamento era tranquilo com aproximadamente três horas de viagem pelo Rio Tocantins, que apresenta encantos e magias em seu curso, segundo o povo que conversava na lancha. Essas andanças como modulindo proporcionou muitas experiências, conhecimentos e aprendizagens na arte de deslocar pelos rincões do Estado do Pará. Imagem do Porto de Baião aguardando a embarcação.
Olá, gente!
🔴 AO VIVO!
No dia 06/01/2026 (Terça-feira), às 17 h, temos um encontro marcado.
Diálogos Livres é o canal de comunicação das redes sociais que debate temas de interesse da sociedade. Vamos ter um bate papo prazeroso, agradável e legal com os convidados.
Vamos conversar com os Professores, Historiadores e Pesquisadores Paulo Cordeiro e Igo Soeiro sobre a História da Vigia de Nazaré e seus 410 anos.
Transmissão pelo Canal Pororoca Cabana, YouTube.
https://youtube.com/@pororocacabana?si=LaA9uQ3UQcgRKFQK
Aguardamos vocês!
Ribamar Oliveira
Mediador
*Carlos Prestes
*Ribamar Oliveira
Diversos profissionais
se empenham em levar conhecimento às regiões distantes do Estado do Pará. Entre
eles estão os educadores da política pública administrada pela SEDUC/PA, que
atuam no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), implementado em 1980
para suprir a demanda por ensino médio em vários municípios.
“Quão esperançosa não foi a implantação
Desse projeto de educação
Que levou aos recônditos
do Pará
Este ensino digno de se exaltar
Que vem aos trancos e barrancos se segurando
Que se chama sistema modular...”
Ao cruzar fronteiras, seja de cidades, municípios e
localidades, os educadores moduleiros vivem experiências que transcendem as
paredes da sala de aula. Cada jornada é um convite para o aprendizado mútuo,
onde ensinar e aprender se entrelaçam nos detalhes do cotidiano, nas conversas
com desconhecidos e nos contrastes culturais que pintam o mundo com múltiplas
cores.
“Fronteiras invisíveis
Localidades encobertas
Educador pra toda obra
Experiencia fincada no dia a dia
Quebrando a parede que vai além
Muito além da sala de aula...”
Quando educadores moduleiros embarcam rumo ao desconhecido,
carregam consigo não apenas livros, mas inquietações de quem deseja descobrir.
Mas descobrir o quê? Porque ensinamos, porque queremos ensinar, o que queremos
ensinar, pra quem ensinar e pra que ensinar. Só quando descobrimos isso é que
ensinar passa a ter um sentido real e significativo em nossas vidas. E é nesse
sentido que os olhares curiosos dos educadores transformam embarcações em salas
de aula, ônibus em bibliotecas ambulantes e públicas, e praças em laboratórios
de diálogos. Cada novo destino é uma página em branco, pronta para ser
preenchida com histórias e aprendizados em novos capítulos que poderão surgir.
“E assim, embarca o educador
Rumo ao desconhecido
Nas mãos vai o livro
Mas no fundo, no fundo...
Quer descobrir-se a si mesmo
E vai preenchendo uma página em branco
Toda vez que aporta num município...”
Nos percursos, os educadores se deparam com profissionais de
diferentes origens. As conversas sobre métodos de ensino, os desafios
enfrentados em sistemas educacionais diversos e as soluções criativas tornam-se
fonte de inspiração. As trocas de experiências transcendem as barreiras das
línguas, culturas, ambientes: gestos, olhares e sorrisos criam pontes
invisíveis que sustentam o aprendizado geral.
“Em meio a tantos educadores num só lugar
As origens são embaladas pra lá e pra cá
Os desafios hão que se enfrentar
Nas trocas de experiencias entre um e todos
Que transcendem barreiras
E até os ruídos de bafafás...”
Ensinar em ambientes diferentes exige flexibilidade e
respeito. Os educadores moduleiros precisam adaptar suas ferramentas
pedagógicas, entendendo que cada cultura possui seus ritmos, suas expectativas
e suas formas de aprender. Ao lidar com as diferenças, os educadores descobrem
os seus valores de ouvirem, observarem e reinventarem suas práticas,
tornando-se cada vez mais plural e humano.
“A cultura tem suas múltiplas faces
E o aprender se revela nessa diversidade
De pensar por si e pra coletividade
Reinventando a prática de educar
A fim de se pluralizar e se humanizar
Por que valores não são vaidades...”
Nos retornos, os educadores moduleiros não são mais os
mesmos. Carregam nas bagagens não só lembranças materiais, mas principalmente
percepções renovadas sobre o ensino, o papel dos educadores e a riqueza das
diversidades e suas culturas. Compartilham com colegas e alun@s histórias que
provocam reflexões, ampliam horizontes e ensinam que o mundo pode ser explorado
também pelos olhos do conhecimento.
“E quando voltamos pra casa
Muita coisa mudou... caiu a casca
A maleta vem mais pesada
rica, não de pedras preciosas
mas de uma esperança renovada
de tanta cultura compartilhada...”
Ser educador moduleiro é cultivar um espírito inquieto,
aberto e generoso. É entender que cada lugar traz lições e cada pessoa pode ser
mestre em algum saber. É mostrar aos alunos que aprender é um movimento
constante, uma jornada que nunca se encerra e que se expande a cada novo passo
dado além dos próprios limites.
“Ah, seu moduleiro itinerante!
De espírito inquieto, aberto e generoso
Colheste tantas lições
Aprendeste tanto com o mestre garoto
Ensinaste, sim, ensinaste
Mas sabes bem que o giro é constante...”
Assim, a prosa dos educadores moduleiros é um convite: que
todos possam partir, mesmo que seja apenas pela imaginação, na busca por novos
olhares sobre o mundo e sobre si mesmos.
“Essa prosa de moduleiro
É um convite pro velho e pro novo
Partamos, mesmo na imaginação
Aos antigos e novos refúgios
Não nos acomodemos
Vamos de mãos dadas olhar o mundo.”
*Os autores são escritores, poetas e ex-professores do
Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME