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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Relembrando momentos interessantes como mochileiro do Sistema Modular

 


Não podemos negar que ensinar é um ato de muita coragem e dedicação em que deixar familiares e amigos para trás não é fácil, mexendo com sentimentos e emoções, mas quem trabalha no magistério do ensino básico, com exclusividade para o ensino médio, nos rincões da Amazônia, seja no Amazonas, seja no Pará ou seja no Amapá entre outros Estados e municípios do Brasil sabe que, antes de chegar nas localidades que desenvolve suas práticas educativas, a coragem precisa enfrentar os rios, igarapés, ramais, estradas e o céu, como acontecia até o ano de 2003, quando o SOME é desestruturado pelos tucanos que estavam no governo estadual. A partir deste ano, esta política pública, fica nas mãos das oligarquias regionais e municipais. No Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), a sala de aula não começa no sinal que bate na escola; ela começa no trapiche, na beira da pista de pouso, na mala arrumada com o peso da ausência de casa, descendo dos ônibus, vans, kombis e o contrabando de esperança por uma educação digna e melhor.


Foram quase trinta anos viajando no mapa do Estado do Pará, desenhando o chão das escolas e pintando pontes nas vielas da Amazônia paraense. Quem olha de fora vê apenas o deslocamento entre Belém e os municípios; quem vive, sente o compasso do coração acelerar quando o motor da rabeta silencia no meio do estirão ou quando o avião teco-teco, feito folha seca no vento de fim de tarde, balança nas nuvens pesadas a caminho da capital das lindas mangueiras, que alegria e que felicidade. No ano de 1990, com destino para Santarém e desenvolver minhas práticas educativas em Belterra, base física do Ministério da Agricultura, quando me deparei estava chegando em Manaus, capital do Estado do Amazonas, que nos acolheu quando o temporal fechou o teto do mundo; em outras tardes, foi o silêncio súbito de um apagão em pleno voo que nos fez pensar simplesmente, segurando a pulseira do relógio como se fosse um amuleto, agora, é interessante esta narrativa dos mochileiros do Modular.


Nas andanças pelo Pará, viajar por todas essas bandas é aceitar que a vida flutua pelos bons caminhos com trajetórias lindas. Cortar as ondas rumo ao Marajó, rasgar a correnteza em direção a Abaetetuba ou atravessar furos com águas baixas, realmente, não são escritas em um diário de turismo, que possam servir como relatório de uma agenda bonita. São realidades diárias, semanais, quinzenais ou mensais. Cada tempestade que deforma o horizonte é um lembrete da nossa fragilidade, mas cada porto alcançado é a certeza de que a caneta ainda tem tinta e a voz ainda tem força para abraçar e trocar o conhecimento com ribeirinhos, quilombolas, indígenas, assentados e camponeses.


O paradoxo é doloroso. Quem governa em gabinetes refrigerados e dita as regras do orçamento costuma enxergar a educação na planilha dos gastos, nunca como investimentos. Enquanto canetadas garantem privilégios e salários intocáveis no topo da pirâmide política, os professores do SOME segue na base, equilibrando-se em transportes superlotados, enfrentando a precariedade com a dignidade de quem sabe que o conhecimento é a única ponte verdadeira para a liberdade daqueles alunos e alunas matriculados nesta importante política pública.


Mas o rio corre, o tempo avança e a história se escreve. Apesar do esquecimento institucional, há uma riqueza que nenhuma autoridade pode confiscar: o brilho nos olhos do estudante que vê a comunidade mudar porque o professor desembarcou do barco ou chegou de ônibus.


Eles enfrentam o vento, a chuva e o descaso. Mas, no fim do dia, a lição mais bonita que o SOME deixa nas águas da Amazônia é que, para um verdadeiro educador, desistir nunca foi uma matéria do currículo. Experiências válidas e marcantes que ficam na memória e que entram em nossa história.

Viva aqueles que navegam para ensinar!


sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Café Literário Paraense da EEEFM "João Carlos Batista" (Coqueiro/Ananindeua/Pará)

 




Aconteceu pela parte da manhã de hoje, o Café Literário Paraense, na EEEFM "João Carlos Batista", localizada na passagem Moreira, 26D, próximo da feira do 40 Horas, Coqueiro, Ananindeua, Estado do Pará, com participação de alguns membros da Academia de Letras de Ananindeua - ALANIN, que foram fundamentais nas atividades pedagógicas realizadas com a comunidade escolar. 




Com alunos, professores, equipe técnico-pedagógica, cordelistas, poetas, poetisas, escritores, jornalista, editores e cronistas executaram o projeto de intervenção pedagógica marcante como um grande evento cultural que reuniu travessias entre literatura, músicas, apresentações, cordeis, poesias e as tradições com base nos autores presentes, em especial, as lendas amazônicas e identidade amazônica.



 

O evento cultural na Escola "João Carlos Batista" café, livros e versos foi um encontro de poesia, leitura, afeto com destaque as participações dos alunos e alunas.



O Café Literário Paraense representa inovação e criatividade na arte da aprendizagem entre os acadêmicos da Academia de Letras de Aanindeua - ALANIN e a Escola pública como livro novo aberto, momento importante no chão das ideias, sendo que os academicos sentaram na cadeira da Escola, de madeira em que incomoda na hora de pensar, experiência por mais de trinta anos nesse chão, deste Blogueiro.




Parabenizo tod@s os envolvi@s nesse projeto de intervenção escolar, que a Escola pública e a ALANIN continuem entrelaçadas para que a educação realmente seja digna e de qualidade.





As imagens representam o sucesso do Café Litarário Paraense na EEEFM "João Carlos Batista".














Imagens clicadas pelos membros da Academia de Letras de Ananindeua - ALANIN.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônicas de um Educador de Escola Pública (Livro)

 





📖 LANÇAMENTO!  


CRÔNICAS DE UM EDUCADOR DE ESCOLA PÚBLICA 


Escritor José Ribamar Lira de Oliveira 


Memórias, Lutas e Resistências na Educação que Transforma


Um relato verídico da educação na Amazônia.  


Histórias de luta, esperança e transformação.


*R$ 50,00* | Envio para todo Brasil 🚚  

Peça pelo WhatsApp: *(91) 98499-6619*

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Sessão de Autógrafos na XXIX Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes - Belém do Pará (Brasil)

 






Sessão de autógrafos na maior feira do Norte! 


📚📚📚


29ª FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO E DAS MULTIVOZES  

Dia: 30/08/2026 - Domingo  

Horário: 16h  

Local: Hangar

 Stand Escritores Paraenses 


E com 2 livros lindos representando a Amazônia e a Educação:


1. Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino, (Org. Marina Sousa, Sérgio Bandeira e Ribamar Oliveira)  - Vol. III  

   

2. Crônicas de um Educador de Escola Pública  

   José Ribamar Lira de Oliveira  

   "Memórias, lutas e resistências na educação que transforma"  

 


16h no Hangar, Stand Escritores Paraenses


16 horas no Hangar.  

Caneta na mão, coração na ponta.  

Livro novo cheirando tinta.  

Gente chegando com história pra contar.  


Não é só autógrafo.  

É encontro.  

É aluno que virou leitor.  

É professor que virou colega.  

É Amazônia assinada, página por página.


Dia 30 de agosto(Domingo), às 16h, Stand Escritores Paraenses 

Contamos com  presença de tod@s! 

E a educação paraense ganha mais voz.


Agende -se!


Prefácio produzido pela Mestra Marina de Sousa Costa para o livro Crônicas de um Educador de Escola Pública


           Estava eu, me preparando para receber a fase da aposentadoria, tecendo algumas expectativas para um tempo de ficar de boa, de não ter nada, no rigor do relógio,  para fazer. Eis que meu amigo José Ribamar, querido Ribinha, me entrega sua produção literária para ler e ajudar na revisão, e me “intima” a prefaciá-la. Logo, minhas expectativas tiveram que incluir alguns fazeres que imaginava, não mais exerceria.

           Prefaciar uma obra, que trata no seu maior campo, as vivências no Sistema Modular de Ensino, é motivo de orgulho e atividade irrecusável. Trata-se de apresentar algo que é parte de mim, é parte de minha história. Falarei com a propriedade de quem, durante quinze anos, viveu no Sistema Modular de ensino, grandes experiências profissionais e experiências de vida extraordinárias. Portanto, me sinto muito a vontade para essa apresentação, com uma certa pavulagem.

           Essa obra merece destaque porque sugere diálogo, se estrutura na construção de narrativas através da fala de personagens que retratam uma realidade vivida, Abir e Emos, que no processo inverso das grafias, tecem um embaralhamento dos acontecimentos por eles vividos nos trilhos da Educação e mais, essencialmente, no então Projeto de Ensino Modular, atualmente já regulamentado como Política Pública de Educação do Estado do Pará.

           Abir e Emos, mergulham nas conversas que emergem de suas memórias, em episódios que eram vividos por eles, mas que também não eram únicos. Das suas histórias identifica-se explicitamente, também, as histórias de muitos e muitas, no universo dimensional paraense, abrangido pelo SOME. São tantas situações enfocadas, no campo de trabalho, longe de ser uma ocorrência pontual ou isolada, pois o exercício da docência no SOME, sempre esteve cercado de um conjunto de fatores pertinentes  na consolidação da prática educativa, formando um eixo de necessária interação, envolvendo, entre outras, o percurso e mobilidade de acesso dos profissionais da Educação até a localidade de trabalho, a chegada, a moradia temporária, o material de trabalho, a acolhida na comunidade, a inserção na escola, a aproximação com as famílias dos educandos e das educandas, etc. por fim, até a ressonância do papel docente e os resultados de seu trabalho.

           É por todos esses segmentos que acabei de elencar, que Emos e Abir, se debruçam a transportar para as páginas literárias, as páginas da vida. São episódios de quem experienciou a essência da Educação, entre um emaranhado de ir e vir, entre transtornos e êxitos, entre pesos e levezas, cansaço e regozijo, desgastes e sucessos, insegurança e empoderamento etc.   

           Nas narrativas de Abir e Emos, fica a transparência dos seus prazeres por oportunizarem a adolescentes, jovens, homens e mulheres, descobrirem-se como sujeitos sociais de direitos, apontando caminhos em que eles possam assumir o protagonismo de suas próprias histórias.       

           É muito interessante a escolha do autor no formato de sua obra, dando vida a personagens que discorrem sobre as vivências, do próprio escritor, de forma simples, suave e agradável. Uma leitura imperdível. Parabéns, Ribinha, pela ousadia e pela grandeza da obra. E obrigada pelo convite.  

                    



                        Marina de Sousa Costa 


                             SUCESSO!

domingo, 12 de julho de 2026

Crônicas de um Educador de Escola Pública - Lançamento de Livro

 



Flay de Lançamento


No último dia 07, foi lançado o livro Crônicas de um Educador de Escola Pública, com apresentação do historiador, poeta, escritor e membro da Academia de Letras de Ananindeua - ALANIN José Ribamar Lira de Oliveira, autor do livro; o prefácio da professora e mestra Marina de Sousa Costa, a primeira orelha do escritor AroDinei Gaia e a segunda, do publicitário, poeta e escritor Nailson Guimarães e o posfácio do professor, escritor e doutor Edilson Pantoja; pela LiterAmazônida Editora e Livraria Eletrônica, em São Luis do Maranhão. Em Belém do Pará, o lançamento acontecerá no dia 29 de agosto próximo, às 17h, na Feira de Livros, Hangar, no Stand Autores Paraenses. O lançamento do livro aconteceu no Sebo Livraria do Arteiro, na capital maranhense, com presença de amig@s, familiares e convidad@s. Após apresentação do livro pelo autor, a palavra foi franqueada para o público presente com perguntas e considerações, sessão de autógrafos, sorteios de camisas com capa do livro, coquetel no local do lançamento e comemorações no Centro Cultural de São Luis e na Churrascaria Ferreiro Grill. O Autor agradece tod@s que participaram do lançamento. O evento foi um sucesso.


Capa do Livro


Segundo o historiador, cordelista, escritor e compositor AroDinei Gaia:  Nesta obra que hora o escritor Ribamar Oliveira presenteia a literatura paraense, narra as aventuras do protagonista Abir Arievilo nas andanças pelo interior do Pará na majestosa missão educacional pelo Sistema Modular.

Personagem e autor se fundem em um mesmo protagonismo.

Ribamar Oliveira e Abir Arievilo, são os mesmos personagens que, por anos protagonizaram o ensino nos mais longínquos cantos do interior paraense, na sacerdócia missão de levar educação para o povo amazônida.

            As experiências educacionais reais do autor e a vivência do personagem revelam, por meios de crônicas, a gigantesca contribuição do mestre Riba na educação paraense, seja nas águas, nas florestas, nas estradas ou na área urbana. Sua formação como historiador contribuiu para a afirmação identitária, para o revisitar da memória, a valorização cultural e o registro da história de nosso povo, é a história das mentalidades.

            Ribamar se aposentou, deixou o SOME? Ora! Nunca. Ele se levantou da rede do descanso merecido para continuar defendendo o gigante do norte através de sua caneta e das teclas de seu computador. Riba e Abir continuam na ativa, servindo como fonte para pesquisadores, vigilante das proezas moduleiras e, principalmente, produzindo seus textos e descortinando para o mundo, por meio da literatura, as façanhas educacionais da maior política de inclusão educacional de toda a Amazônia, quiça do país.

           


Exposição sobre o Livro


Já para o publicitário, escritor, poeta e membro da Academia de Letras sde Ananindeua - ALANIN, na segunda orelha do livro diz o seguinte: Este livro, é mais que um relato de experiências: é um testemunho de coragem, sacrificio e dedicação de um professor que fez da educação sua missão de vida.
           Aqui encontramos a luta incansável deste mestre, por uma escola pública de qualidade, enfrentando desafios cotidianos com firmeza, sacrifício e esperança. 
                Meu querido amigo Ribamar é confrade da Academia de Letras de Ananindeua(ALANIN), um verdadeiro companheiro de batalhas, que transformou suas vivências em palavras que inspiram e fortalecem todos nós.
               Sua trajetória mostra o peso dos sacríficios pessoais e profissionais, mas também a grandeza de quem acredita que ensinar é um ato de resistência e amor.
          Nós, que fazemos parte do processo de construção final deste livro, sentimos orgulho em compartilhar essa jornada e em ver nascer uma obra - que não apenas registra memórias - mas também reafirma o compromisso coletivo com a Educação de qualidade.



Apresentação do livro pelo autor


Aos leitores e leitoras interessad@s em adquirir, entrar em contato com o autor ou com a Editora LiterAmazônida e Livraria Eletrônica.



Sr. Waldemar e esposa com livro



Sra. Fátima Sarmanho adquiriu seu livro



O Livreiro Arteiro com Livro



Maria Clara adquiriu seu livro



Sra. Lucidéia adquiriu um livro


Profª Marluce com seu livro




Sr. Fernando adquiriu o Livro


Autografando



Sra. Manuela foi sorteda com uma camisa



O autor com os presentes


O autor e esposa




O autor com os presentes



Local do Lançamento


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Cumaru no Dia Mundial do Meio ambiente

 


Viva o Dia Mundial do Meio Ambiente!




Hoje é  o Dia Mundial do Meio ambiente 

Dia considerado marcante 

É o chão que pisamos e ser prudente 

É o igarapé que é importante 





É a floresta do nosso povo

Que vem a medicina popular 

Com plantação de novo

Onde residimos e fazemos nosso lar





Na Vila de Cumaru se aprende 

Se derrubar, falta a alimentação  

Se mata o igarapé, não atende

Depende do homem e sua ação 


No meio ambiente e seu dia mundial 

Comemora-se com felicidade 

Nesta data primordial 

Alegria e sorrisos com intensidade 


Momento crucial 

Que vem com vigor

É na roça neste dia especial 

Combativa destruição com rigor


É o mangue que vem

O domínio do igarapé 

Orienta nossa origem

Com roça no pontapé


Este chão é nosso mato  

Daí que vem o sustento.  

A queima é um fato 

Temos que ficar atento


Temos que natureza cuidar 

E plantar todo o tempo

O progresso cede lugar.  

Pra tirar sem ser contratempo


Deixa nossa mata em pé 

E o homem sustentar

Salvar nosso igarapé 

Vamos todos destruição divulgar


Esse é o nosso meio ambiente 

Que não se deixa apagar 

Com  ganância patente

Sem deixar de usar


Então respeita a terra nosso chão  

Respeita o ar, igarapé e o igapó.  

Sem meio ambiente com inspiração 

 Cumaru, não poderá terminar só.


Cumaru, Vigia de Nazaré, Pará,

05/06/2026  

Ribamar Oliveira

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Educação Ribeirinha


Durante muito tempo, populações do interior do país, especialmente no Estado do Pará, foram excluídas do acesso à educação. Essa exclusão se agravou no período da Ditadura Militar, quando os moradores de ilhas, rios, lagos, igarapés, furos e baias não eram prioridade das políticas públicas. Na Amazônia, os investimentos do governo federal concentraram-se nos grandes projetos, incluindo a construção de vilas com infraestrutura voltada ao atendimento do grande capital, que passou a ocupar esses espaços com apoio dos militares.

Este texto foi pensado a partir do período em que atuei como professor itinerante no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), percorrendo diferentes regiões do Estado do Pará. Considerado uma das mais importantes políticas públicas de inclusão educacional da Amazônia, o SOME foi implantado em 15 de abril de 1980 pela Fundação Educacional do Estado do Pará (FEP), inicialmente em quatro municípios: Curuçá, Nova Timboteua, Igarapé-Miri e Igarapé-Açu. Com os resultados positivos da experiência inicial, essa política pública expandiu-se por todo o território paraense como alternativa de acesso à educação para filhos de camponeses, quilombolas, ribeirinhos, assentados, indígenas e extrativistas, além de moradores de rios, igarapés, furos, estradas e ramais, que não tinham condições de se deslocar até as cidades ou sedes municipais onde havia ensino regular, sobretudo por limitações financeiras.


Ao longo de trinta anos de trajetória profissional como educador vinculado ao SOME, atuei em diversos municípios e localidades ribeirinhas, acumulando experiências e vivências marcantes. Passei por Terra Santa, Juruti, Aveiro, Almeirim, Sapucajuba (Abaetetuba), Maúba (Abaetetuba), Itacuruçá (Abaetetuba), Urubuéua Fátima (Abaetetuba) e Nova Providência (Bujaru), entre outros lugares onde desenvolvi minhas práticas educativas.


Com a promulgação da Lei nº 7.806, de 29 de abril de 2014, o SOME deixou de ser apenas um projeto e passou a ser reconhecido oficialmente como política pública educacional. Esse avanço foi resultado das articulações entre professores, o SINTEPP e o governo estadual da época. Embora a lei não atendesse integralmente às reivindicações da categoria, sua aprovação representou uma conquista importante para os professores.


Como sabemos, a oferta do ensino fundamental e médio no campo ainda ocorre em condições precárias, pois os investimentos que deveriam ser realizados pelos governos, em geral, não se concretizam. Na prática, muitos educadores continuam atuando em barracões, centros comunitários, igrejas e até debaixo de árvores, frequentemente sem carteiras e sem qualquer infraestrutura adequada. Diante dessa realidade, os professores buscam, com os recursos disponíveis, qualificar as atividades pedagógicas.