Blog do Riba
Espaço democrático que trata de assuntos como educação, política, economia e cultura.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
domingo, 18 de janeiro de 2026
Andanças e Aventuras pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME
Em janeiro de 2014, fui lotado para localidade de São Joaquim de Ituquara, município de Baião, na Amazônia paraense, não é um lugar comum, com oportunidade de vivenciar a realidade daquela região, para uma reposição de 25 dias pelo Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME. Saía de Belém no domingo para dormir na sede do município e na segunda feira pegava cedo a embarcação com destino ao município de Tucuruí, já que meu destino ficava no meio do caminho dessa trajetória marítima pelo Rio Tocantins, sendo uma jornada e tanto! E mais legal é que aprovetei ao máximo, aprendendo e se encantando com as paisagens e culturas locais e com belas aventuras. Este deslocamento era tranquilo com aproximadamente três horas de viagem pelo Rio Tocantins, que apresenta encantos e magias em seu curso, segundo o povo que conversava na lancha. Essas andanças como modulindo proporcionou muitas experiências, conhecimentos e aprendizagens na arte de deslocar pelos rincões do Estado do Pará. Imagem do Porto de Baião aguardando a embarcação.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
410 anos de fundação da Vigia de Nazaré
Olá, gente!
🔴 AO VIVO!
No dia 06/01/2026 (Terça-feira), às 17 h, temos um encontro marcado.
Diálogos Livres é o canal de comunicação das redes sociais que debate temas de interesse da sociedade. Vamos ter um bate papo prazeroso, agradável e legal com os convidados.
Vamos conversar com os Professores, Historiadores e Pesquisadores Paulo Cordeiro e Igo Soeiro sobre a História da Vigia de Nazaré e seus 410 anos.
Transmissão pelo Canal Pororoca Cabana, YouTube.
https://youtube.com/@pororocacabana?si=LaA9uQ3UQcgRKFQK
Aguardamos vocês!
Ribamar Oliveira
Mediador
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Educadores em Movimento
*Carlos Prestes
*Ribamar Oliveira
Diversos profissionais
se empenham em levar conhecimento às regiões distantes do Estado do Pará. Entre
eles estão os educadores da política pública administrada pela SEDUC/PA, que
atuam no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), implementado em 1980
para suprir a demanda por ensino médio em vários municípios.
“Quão esperançosa não foi a implantação
Desse projeto de educação
Que levou aos recônditos
do Pará
Este ensino digno de se exaltar
Que vem aos trancos e barrancos se segurando
Que se chama sistema modular...”
Ao cruzar fronteiras, seja de cidades, municípios e
localidades, os educadores moduleiros vivem experiências que transcendem as
paredes da sala de aula. Cada jornada é um convite para o aprendizado mútuo,
onde ensinar e aprender se entrelaçam nos detalhes do cotidiano, nas conversas
com desconhecidos e nos contrastes culturais que pintam o mundo com múltiplas
cores.
“Fronteiras invisíveis
Localidades encobertas
Educador pra toda obra
Experiencia fincada no dia a dia
Quebrando a parede que vai além
Muito além da sala de aula...”
Quando educadores moduleiros embarcam rumo ao desconhecido,
carregam consigo não apenas livros, mas inquietações de quem deseja descobrir.
Mas descobrir o quê? Porque ensinamos, porque queremos ensinar, o que queremos
ensinar, pra quem ensinar e pra que ensinar. Só quando descobrimos isso é que
ensinar passa a ter um sentido real e significativo em nossas vidas. E é nesse
sentido que os olhares curiosos dos educadores transformam embarcações em salas
de aula, ônibus em bibliotecas ambulantes e públicas, e praças em laboratórios
de diálogos. Cada novo destino é uma página em branco, pronta para ser
preenchida com histórias e aprendizados em novos capítulos que poderão surgir.
“E assim, embarca o educador
Rumo ao desconhecido
Nas mãos vai o livro
Mas no fundo, no fundo...
Quer descobrir-se a si mesmo
E vai preenchendo uma página em branco
Toda vez que aporta num município...”
Nos percursos, os educadores se deparam com profissionais de
diferentes origens. As conversas sobre métodos de ensino, os desafios
enfrentados em sistemas educacionais diversos e as soluções criativas tornam-se
fonte de inspiração. As trocas de experiências transcendem as barreiras das
línguas, culturas, ambientes: gestos, olhares e sorrisos criam pontes
invisíveis que sustentam o aprendizado geral.
“Em meio a tantos educadores num só lugar
As origens são embaladas pra lá e pra cá
Os desafios hão que se enfrentar
Nas trocas de experiencias entre um e todos
Que transcendem barreiras
E até os ruídos de bafafás...”
Ensinar em ambientes diferentes exige flexibilidade e
respeito. Os educadores moduleiros precisam adaptar suas ferramentas
pedagógicas, entendendo que cada cultura possui seus ritmos, suas expectativas
e suas formas de aprender. Ao lidar com as diferenças, os educadores descobrem
os seus valores de ouvirem, observarem e reinventarem suas práticas,
tornando-se cada vez mais plural e humano.
“A cultura tem suas múltiplas faces
E o aprender se revela nessa diversidade
De pensar por si e pra coletividade
Reinventando a prática de educar
A fim de se pluralizar e se humanizar
Por que valores não são vaidades...”
Nos retornos, os educadores moduleiros não são mais os
mesmos. Carregam nas bagagens não só lembranças materiais, mas principalmente
percepções renovadas sobre o ensino, o papel dos educadores e a riqueza das
diversidades e suas culturas. Compartilham com colegas e alun@s histórias que
provocam reflexões, ampliam horizontes e ensinam que o mundo pode ser explorado
também pelos olhos do conhecimento.
“E quando voltamos pra casa
Muita coisa mudou... caiu a casca
A maleta vem mais pesada
rica, não de pedras preciosas
mas de uma esperança renovada
de tanta cultura compartilhada...”
Ser educador moduleiro é cultivar um espírito inquieto,
aberto e generoso. É entender que cada lugar traz lições e cada pessoa pode ser
mestre em algum saber. É mostrar aos alunos que aprender é um movimento
constante, uma jornada que nunca se encerra e que se expande a cada novo passo
dado além dos próprios limites.
“Ah, seu moduleiro itinerante!
De espírito inquieto, aberto e generoso
Colheste tantas lições
Aprendeste tanto com o mestre garoto
Ensinaste, sim, ensinaste
Mas sabes bem que o giro é constante...”
Assim, a prosa dos educadores moduleiros é um convite: que
todos possam partir, mesmo que seja apenas pela imaginação, na busca por novos
olhares sobre o mundo e sobre si mesmos.
“Essa prosa de moduleiro
É um convite pro velho e pro novo
Partamos, mesmo na imaginação
Aos antigos e novos refúgios
Não nos acomodemos
Vamos de mãos dadas olhar o mundo.”
*Os autores são escritores, poetas e ex-professores do
Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
PALAVRAS DA AMAZÔNIA
Escritores do Pará vão realizar a COP da Literatura
Coordenados pela Federação das Academias de Letras do Pará (Falpa) escritores do Pará promovem uma ampla discussão sobre os desafios para a democratização do livro e da leitura, num encontro marcado para o próximo dia 19, na Casa da Linguagem.
Questões como a “literatura infantojuvenil - espaços de resistências e reinvenção de um mundo” estão na pauta, assim como o papel das bibliotecas (públicas e comunitárias) e a circulação literária – feiras, salões, festas e outros espaços de divulgação de autores e comercialização de suas obras.
Consta ainda do evento, o debate sobre o espaço feminino nas letras e as suas “literolutas”. Os organizadores definiram que, ao fim do evento, lançarão um documento, provisoriamente chamado de “Manifesto Palavras da Amazônia”.
O início do encontro está programado para começar às 15 horas. Um grande sarau literomusical terá início às 18 horas. No coreto da Casa da Linguagem (Avenida Nazaré, 31, esquina da Avenida Assis de Vasconcelos), o evento artístico vai reunir autores de poesia de cordel, poetas e músicos.
A concentração literária contará também com uma feira de venda de livros. O ingresso é livre. Franciorlis Viana, presidente da Falpa, explica que o objetivo é aproveitar o ambiente da COP30 “para gritar bem alto que, na Amazônia, existe uma literatura pujante, criativa e universal”. Destaca também que “a gente tem a ambição de dar holofote para a literatura produzida na região; de valorizar e reconhecer o legado deixado pelos grandes escritores regionais. E dignificar a produção dos autores atuais; valorizar o trabalho dos contadores de histórias; dos mediadores de leitura e dos imprescindíveis organizadores e gestores das bibliotecas”.
O presidente da Falpa finaliza explicando que o encontro vai ser “a COP da palavra, da escrita, das letras, das vozes literárias da Amazônia”. Além da Falpa, o evento é organizado pelas academias de letras de Ananindeua (ALANIN), Altamirense (AAL), Belém (ALBEL), Barcarenense (ABARCLE), Paraense de Literatura de Cordel (APLC), Paraense Literária Interiorana (APLI) e conta com apoio da Fundação Cultural do Pará/Casa da Linguagem.
Mais informações:
Rejani Aguiar, presidente da Alanin: (91)982576931
Rosa Peres, vice-presidente da Falpa: (94) 991731144
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino
Acho que devemos prestigiar todas as iniciativas vindas da parte de profissionais da educação que tiveram ou têm a sua biografia ligada à história do SOME. Por isso, devemos ajudar a divulgar nos diversos grupos do SOME e em outros grupos de amigos, no Facebook, Twitter, nos contatos privados, ou seja, nas diversas ferramentas das redes sociais, os trabalhos de nossos amigos de profissão que, certamente, enveredam pelos seguimentos da educação, artes, cultura, filosofia, história, temáticas sociais, como é o caso das obras "Amor e Razão" de Valdo Rosário, com preço ainda não divulgado; "Educação na Amazônia em repertórios de saberes: O Sistema Modular de Ensino", de Marina Costa, Ribamar Oliveira e Sérgio Bandeira, com o precorde 50 reais; "SOME: Educação no campo da Amazônia Paraense", de Arodinei Gaia, com o preço de 30 reais; "Formação Colaborativa e Docência: As possibilidades e os desafios", de Eulália Vieira, se eu não me engano, com o preço de 50 reais; e também o livro de memórias da Ione Alves, que eu acho que está em torno de 40 ou 50 reais.
Toda obra tem um custo,
esforço, sonhos, expectativas e suor,
muito suor de seu criador ou criadora. Criamos a expectativa dentro de nós
mesmos, de ver nossas criações sendo folheadas, mexidas e remexidas, nas mãos do
leitor havido pela sua leitura. Talvez essa seja a grande recompensa do
criador: o prazer de ver sua obra sendo lida por outros além dele próprio.
E quando a compramos e a lemos,
não percebemos nas suas entrelinhas, as noites, os dias, as madrugadas
intermináveis na frente do computador onde "Beneditino escreve, na
paciência e no sossego, trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua". Isso: Beneditino
sofre e sua pra dar vida à obra. Por
isso, o valor material passa a ser simbólico, irrelevante, porque não
compra, nem concebe a dedicação de seu autor.
Portanto, compremos, prestigiemos
as obras de nossos amigos poetas, escritores, dramaturgos, filósofos,
historiadores, porque, valorizando-os, estaremos valorizando a nós mesmos, à
nossa história, à nossa biografia.
Então, vamos comprar?
Prof. Carlos Prestes
