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sábado, 24 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (VII Parte)






O Livro Educação na Amazônia em Repertório de Sabres: O Sistema de Organização Modular de Ensino continua sendo entregue para quem adquiriu. Na Imagem acima o acadêmico de medicina, Lucas Santana, representando sua mãe, ex professora do SOME, Cláudia Simone Ferreira. 




 

Tânia Trindade, companheira de lutas e sonhos, também adquiriu seu exemplar. Boa leitura para todos e agradecemos o apoio. 


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (VI Parte)










Os últimos exemplares do livro publicado recentemente "Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino" estão a venda pelos autores e continuam com as entregas pra quem adquiriu. Na imagem acima, a Profª do SOME, Oneide Moraes, da URE de Itaituba, acaba de receber o seu e será uma leitora assídua.    






O mestrando de história, da UFPA, Prof. Anderson Rabelo, da rede pública estadual recebeu o seu exemplar das mãos de um dos Organizadores, o Prof. Dr. Sérgio Bandeira do Nascimento.




  


O Professor do SOME, Auristeles de Sousa, URE de Santarém, acaba de receber o seu exemplar.  Segundo o referido professor, diz o seguinte: "É uma honra tê-lo na minha pequena biblioteca. Uma leitura essencial para entender a maior política educacional do Estado".

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Construção da Casa dos Professores do SOME em Belterra: Uma história singular





 

Na figura 1 (1989), as ex Professoras do SOME: Marina Costa e Socorro Magno, juntamente com Jorge, ex aluno do SOME.


Na figura 2 (2020),  os ex professores do SOME: Glauco Filgueras, Marina Costa, Valderina Correa, Maria José Viana, Ângela Prata,   Rui Meireles, Daniel e Nonato Bandeira.


No ano letivo de 1988, equipes de professores ingressam na rede estadual de ensino, lotados no Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, política pública gerenciada pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará – SEDUC/PA. Deslocam-se de Belém, capital do Estado, para as localidades da Unidade Regional de Educação – URE, de Santarém, que envolvia os municípios de Aveiro, Fordlândia, Belterra e Mojuí dos Campos, formando um circuito.

 

Desde o início do referido ano, os professores que desenvolveram suas práticas educativas no município de Belterra, ficavam no abrigo dos professores em um prédio conhecido como “Unidade”. Apesar de possuir um espaço amplo, quarto grande com banheiro, entretanto, a “Unidade” não oferecia condições para moradia, não havia cozinha, refeitório, não havia mesa para beneficiar o trabalho do professor no exercício da docência, portanto, um complicador, segundo a ex Professora do SOME, Marina de Sousa Costa: “Além do mais ficava isolado, bem distante da escola. Como não tinha refeitório, os professores tinham que se deslocar para a  casa de uma senhora contratada para fornecer refeições”. Para chegar à escola andavam muito, já que não tinham transporte para buscá-los ou deixá-los. Vale ressaltar, que passaram algumas reivindicações, no ano 1988, porém, Belterra era uma base física do Ministério da Agricultura, portanto, era federalizada e suas demandas dependiam das decisões de Brasília, complicando burocraticamente para se tentar resolver algumas situações.  Da troca de ideias entre os professores e a comunidade escolar (estudantes, pais, lideranças sociais...), constatou-se a necessidade da obtenção da Casa dos Professores, mais próximo da Escola, sendo então, realizada uma campanha na comunidade para construção da residência.  Primeiro conseguiram o terreno ao lado da escola, era floresta mesmo, já no ano de 1989, consolidando a campanha Escola com a comunidade, de inicio um empresário fez doação de duas toras, a serraria se propôs transformar as toras em tábuas, conseguiram o transporte para buscar as toras nos ramais e entregar na serraria. Essas ações destacam a união e a participação da comunidade, entre pais, alunos, professores, amigos e comunitários em todo o processo, inclusive, na serração das madeiras, juntamente com um profissional da serraria, já que, só foi cedido um profissional; então, a comunidade participou efetivamente das atividades. Em forma de mutirão se deu o processo de construção da casa dos professores, que foi mais rápido, e posteriormente sua inauguração, com as equipes subsequentes se envolvendo, as outras equipes das outras localidades também participaram.

 

A imagem inicial é a foto da primeira casa quando foi inaugurada, tinha só uma porta e uma janela na frente, dois quartos e uma pequena cozinha, com banheiro interno. Importante frisar que os professores e alunos, foram para Santarém e receberam bastante apoio do comércio local, com doações, como material para o banheiro, material para cozinha, as pias, lâmpadas. Portanto sendo superada a situação da problemática da moradia dos professores.

 





Parte da equipe dessa época retornou neste ano (2020), à Belterra, numa visitação informal, mas intencionalmente programada para revisitar as memórias do SOME, portanto, 31 anos depois e fizeram o reconhecimento de que a Casa que construíram aumentou, já não pertence à Escola, sendo uma propriedade privada. Profª Marina Costa, que participou da equipe de construção da Casa, relembra que durante esse período, um escritor (Jayme Monteiro), fazia observações pela Amazônia, publicou em seu livro "À Margem do Tapajós" um capítulo inteiro sobre a Educação no Pará, com base nas observações que fez sobre as experiências educacionais do SOME em Belterra. Destaca o grande exemplo que a Amazônia representa para a "selva de pedra", que é São Paulo.





 

Importante ressaltar a equipe inicial de professores: Marina Costa, Socorro Magno, Marlene Teixeira, Eliana Reis, Safira Santos, Carlos Lima, Francisco Valente, Glauco Filgueras e Nilza, que já partiu.


Informante, revisão e credito de imagem: Marina de Sousa Costa, Ex Profª do SOME.


domingo, 18 de outubro de 2020

DIA DOS PROFESSORES E DAS PROFESSORAS

 


                                    * Marina de Sousa Costa


 

Nas alegrias desse momento festivo, percebemos que nossas emoções evidenciam a dimensão dos lastros de amizade formados no universo da docência em territórios paraenses, através do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME). Junto percebemos que ensinar vai muito além de transmitir conhecimento; se não envolver inúmeras provocações que desafiem a inércia dos sujeitos que transformam a sociedade, perde em grande parte seu sentido. Juntos amadurecemos diante dos gritantes desafios de fazer da Educação, uma ação consequente na imensa territorialidade da Amazônia paraense, especialmente com os povos dos campos, das ilhas, quilombolas, etnias diversas... nos fizemos fortes, mesmo no cansaço dessa estrada, politicamente enlamaçada. As dificuldades desse processo fizeram nascer em nós um misto de valentia e docilidade, de fúria e generosidade... de um monte de coisas antagônicas e necessárias. Me arrisco a dizer que dos 15 anos como docente no SOME e outros 15 anos nas escolas de Belém, nunca vi e vivi elo tão forte e tão alentador para as lutas que travamos, contra a tirania de sucessivos governos que representam frentes de impedimentos para o avanço social do proletariado através da  Educação. Juntos aprendemos a parear o exercício da docência com nossos estudantes, sem se ausentar dos movimentos reivindicatórios de rua por educação de qualidade, dignidade salarial e justiça. Nos nossos distanciamentos espaciais e temporais, é nas ruas que nos últimos 15 anos, temos nos encontrado e de lá, saem nossas sugestões para esses reencontros de alegria e fortalecimento.

 

 

Aproveito esses registros para parabenizar meus amigos professores, minhas amigas professoras, todos e todas que trabalham com educação, em qualquer lugar, inspirados/as nos sentimentos de "Educação: compromisso, responsabilidade e luta"; pra vocês, tenho todo prazer em dizer: FELIZ DIA DOS PROFESSORES E DAS PROFESSORAS. Estou muito feliz com vocês. 


* Professora da rede estadual de ensino, ex professora do Sistema de Organização Modular de Ensino -  SOME e uma das Organizadoras do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME, Editora Paka-Tatu, 2020. Texto publicado na pagina Facebook de Marina Costa, em 2017.


terça-feira, 13 de outubro de 2020

Autores e Organizadores do Livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME fazem doações para os IES






Os Autores e Organizadores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino  estão fazendo doações para as Instituições de Ensinos Superiores - IES do referido livro que se faz necessário como forma de serem incorporados aos acervos das bibliotecas públicas das Universidades e Faculdades, entre elas, Universidade Estadual do Pará – UEPA, Universidade Rural do Pará – UFRA, Universidade Federal do Pará - UFPA, incluindo a Escola de Aplicação do Núcleo Pedagógico Integrado – NPI, CENTUR, entre outras.


Na imagem acima, o Prof. Dr. Willame Ribeiro, Coordenador do Mestrado em Geografia da UEPA, recebendo o seu exemplar e outro doado pelos Autores e Organizadores para o acervo da Biblioteca do Programa do Mestrado. Segundo o Prof. Ribeiro o livro aborda temas que são debatidos tanto na graduação como na pós.

 

Quando os Autores e Organizadores do livro decidiram doar para o ensino superior, tinham como principal objetivo incentivar e estimular a consulta de um dos temas interessantes e importantes de uma das políticas públicas de inclusão social da Amazônia de educação voltada para os interiores do Estado do Pará, em que os alunos do ensino médio não têm oportunidade de estudar nas zonas urbanas e no ensino regular.


 





O Prof. Dr. Sérgio Bandeira do Nascimento, um dos autores e Organizadores do livro, entregando o da Profª. Ms. Antônia Brioso, do NPI, que também recebeu seu exemplar e doação de um para a Biblioteca da Escola e agradeceu bastante.


Como a leitura favorece o conhecimento do ser humano em vários sentidos, com o volume do livro nas bibliotecas proporcionará um mundo novo com visões críticas sobre educação, além de ampliar a compreensão das ideias.


Importante iniciativa dos professores da educação básica e ex alunos do SOME que não são meros receptadores e transmissores de conhecimentos. Agenor Sarraf Pacheco, Ana Célia Nascimento Morais, Ana da Conceição Oliveira, Cláudia do Socorro Carvalho Miranda, Cléia Maria Leão Gaia, Eulália Soares Vieira, Frank Carlos Corrêa de Araújo, Haroldo Rivelino Carvalho Miranda, Ilca Pena Baia Sarraf, João Gomes Tavares Neto, Jone Clebson Ribeiro Mendes, José Ribamar Lira de Oliveira, Manoel Viegas Campbell Moutinho, Marina de Sousa Costa, Sérgio Bandeira do Nascimento e Tiese R. Teixeira Júnior são os professores-pesquisadores que assumem a própria realidade escolar como objeto de curiosidade epistemológica e a problematizam em seu campo de atuação profissional – a Educação – sem prescindir de percebê-la em um contexto sócio, histórico e cultural dinâmico. Estão presentes no livro com relatos de experiências e artigos acadêmicos. 


Interessados em adquirir o livro, entre em contato com os Organizadores e Autores. Por aqui, faça seu comentário.


domingo, 11 de outubro de 2020

O SOME no ensino fundamental

 









Segundo o parágrafo único do Artigo 2º da Lei Nº 7.806, de 29 de abril de 2014, trata: "O Ensino Modular é direcionado a expansão de oportunidades educacionais em nível de ensino fundamental e médio, para a população escolar do interior do Estado, onde não existir o ensino regular, de modo complementar ao ensino fundamental”¹.


Refletindo sobre a lei acima e o Sistema de organização Modular de Ensino – SOME, sendo uma política pública importante para o desenvolvimento do Estado, enquanto alternativa para os alunos que não têm oportunidades de estudar na zona urbana. Até antes de tornar o SOME uma política pública de Estado, ele era um projeto de governo, logo ao bel prazer de cada governante. A lei do SOME foi fruto de muita luta muito suor e labuta de companheiros e companheiras que sabiam a importância do projeto para a educação paraense no campo. 

 

O SOME quando foi idealizado em fins de 79 e inicio de 80 o principal propósito seria o ensino médio, porém, em meados da década de 1990 em diante, foi sendo readaptado para o ensino fundamental, atendendo as demandas de alguns municípios, entre eles: Aveiro, Abaetetuba, Ponta de Pedras, Bujaru, entre outros. Em 1994, passou a funcionar com o ensino de 5ª a 8ª séries, inicialmente na zona rural do município de Aveiro, no Tapajós, na localidade de Apacê, Cametá, Brasilia Legal e Santa Cruz. Neste mesmo ano, o SOME atendeu 12 localidades e cerca de 700 alunos do ensino fundamental. Expandindo localidades e cargas horárias nos interiores do Estado do Pará. 

 

Com a área territorial de nosso Estado e principalmente com a chegada de grande contingentes de pessoas oriundas de outros estados, além do crescimento da população através dos diversos projetos implantados na década de 80, 90 e 2000, o SOME se estrutura e funciona para atender também esse novo público.   

 

Atualmente só o município de Abaetetuba permanece com o SOME no ensino fundamental, gerenciado pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará – SEDUC, assim como no ensino médio. No livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino. Editora Paka-Tatu, 2020. (...)O projeto SOME/fundamental, nas comunidades ribeirinhas dos rios Ajuaí, Furo Grande, Itacuruçá e Urubuéua, no município de Abaetetuba, no período de 1996 a 2001, no intuito de reconstituir a história do projeto SOME/Fundamental por meio das reminiscências narradas pelos atores sociais envolvidos“. Artigo que ressalta o processo de implantação do SOME, no município de Abaetetuba².

 

Ressalto que a dissertação do ex-professor do SOME, Angelino Júnior, enfatiza características de uma das localidades, tendo como objetivo de estudo, a comunidade de Rio Doce, no município de Abaetetuba, de ensino fundamental: “Os moradores desta comunidade vivem quase que exclusivamente sobre as águas. As casas, na sua maioria são de madeira, cobertas por telhas de barro, produzidas em olarias de localidades próximas, ou de palha extraída de palmeiras locais. A maioria das casas tem o seu assoalho alteado, pois o movimento das marés inunda e escoa os arredores das casas todos os dias. Devido a esse fator, quase toda movimentação do povo desta localidade é feito através de barcos, casquinhos e rabêtas, que são pequenas embarcações com motores a diesel no centro de seu casco. Trabalham basicamente no extrativismo vegetal e animal, sua subsistência, complementado-a com a atividade artesanal voltada para o utilitário e comercial”³.

 

Destaco a dinâmica da estrutura e funcionamento do SOME em diversos municípios e localidades proporcionando uma educação melhor para os alunos/as dos interiores, tanto no ensino médio, quanto no ensino fundamental. Interessante mesmo, e termino com um depoimento de uma informante do referido município que participou de todo o processo de implantação do SOME nas localidades que contribuiu com o artigo citado, diz: “(...) Lembrei que antes de chegar o SOME na comunidade as meninas que não arrumavam logo um filho, fugia com namorado ‘Era moda do momento’ e os professores começaram a fazer campanhas, reuniões pra conscientização (...)”.

 

1 -  Lei Nº 7.806, de 29 de abril de 2014

 

2 - MIRANDA, Claudia; MORAIS, Célia; OLIVEIRA, Ana; MIRANDA, Haroldo. O SOME e a educação serpenteada entre ilhas e rios no município de Abaetetuba: Vivências e Práticas educativas IN COSTA, Marina; OLIVEIRA, Ribamar; BANDEIRA, Sérgio (Org). Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino. Editora Paka-Tatu, 2020.

 

3 – Júnior, Angelino Gomes Ferreira. “Os limites e possibilidades do emprego de multimídias no ensino de arte no Município de Abaetetuba/Pará”. Dissertação. Instituto Presbiteriano Mackenzie, do Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura, no ano de 2009,


sábado, 10 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (V Parte)








Os últimos exemplares do livro "Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino" continuam a venda pelos autores. Para os Organizadores "Foi uma honra para nós e nos orgulha muito a produção e podermos escrever sobre os temas abordados. Com as trocas de experiências nossas na imensidão desse país, chamado Pará, estamos contribuindo para a literatura da educação paraense e com um instrumento importante de resistência".  







Os autores continuam fazendo entregas dos livros para quem adquiriu. Nas imagens, os autores Eulália Viera, Marina Costa e Ribamar Oliveira. Os ex professores do SOME Valderina Lopes, Daniel Ferreira e Roberto Fonseca, todos bastantes atuantes na educação na Amazônia, já estão com os seus exemplares.




 

O arte educador popular Wagner Neves adquiriu seu exemplar e achou muito interessante a iniciativa. Agradecemos o apoio de todos e o segundo volume já se encontra no forno. Aguardem! 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

1989: Último ano do SOME em Almeirim

  

        Durante minhas andanças pelo Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, política pública gerenciada pela Secretaria Estadual de Educação – SEDUC, no Estado do Pará, que atende os alunos matriculados no ensino médio, nos interiores que não possuem o ensino médio regular, pude constatar que, até final da década de 1990, esta importante política pública para o desenvolvimento dos diversos municípios onde atuava, em sua maioria, funcionava na sede dos municípios. Durante a década de 2000, o SOME amplia sua expansão atendendo as Vilas, lugarejos e comunidades que tinham demanda desse grau de ensino.



        No IV módulo deste ano fui deslocado para concluir o meu circuito no município de Almeirim, o que me fez ir atrás de informações sobre este município, enquanto estava em Belém, a fim de conhece-lo melhor. Seria a primeira vez que eu iria desenvolver minhas práticas educativas neste lugar e, também, conhecer um município de muitas histórias. Apesar da chegada do homem branco durante o período colonial na região, as atividades econômicas, culturais e sociais da Tribo dos Tupinambás já vinham a bastante tempo sendo empregadas no território. Inclusive, durante minha estada, percebi bastantes traços indígenas no cotidiano da sociedade almeiriense, em especial, no linguajar corriqueiro. Segundo pesquisas históricas de alguns estudiosos, os nativos ou primeiro homens, estabelecem relações com os europeus a partir de 1498, portanto, antes da chegada de Cabral ao Brasil e, depois, no século XVI. Com o surgimento da Aldeia Paru, através da Congregação dos frades Capuchos de Santo Antônio, em 1620, prosperando com a participação efetiva dos primeiros habitantes da região, denominados de Tupinambás, como ponto estratégico para os europeus, entre eles, os ingleses e neerlandeses, e também como forma de segurança, construíram o “Forte do Morro da Velha Pobre”, ao redor da Aldeia Paru, no ano de 1623, sendo, posteriormente, destruído pelos portugueses. Com a consolidação dos portugueses na região, foram construídos vários fortes, entre eles o “Forte do Desterro”, atualmente o município de Monte Alegre, que possui um vasto território sobre as pinturas rupestres. 



        Com essas informações, iniciei o módulo no dia 20 de outubro de 1989, em três turmas do 2º Grau, sendo o 1º ano já o ensino médio e as turmas do 2º e 3º anos ainda com Habilitação no Magistério, turmas, com as quais, adquiri muito conhecimento com trocas de experiências, já que, partes significativas dos alunos dessas turmas, atuavam na educação do ensino primário. Havia algumas professoras que dominavam técnicas pedagógicas que eu não conhecia, além de que o município era próspero em termos econômicos, por ser um dos mais ricos no estado, naquele período. Vale destacar que, só para se ter ideia, cada professor/a do SOME recebia um salário mínimo a cada quinze dias, o que estimulava bastante o profissional.



        Lembro-me do Prefeito Águila, do PDT, e do Secretário Municipal de Educação Itacelmo, que davam bastante apoio ao Sistema Modular, mesmo sendo o último módulo.   A nossa relação era muito estreita com a Prefeitura e secretarias, até porque muitos assessores eram nossos alunos, que estavam sempre disponíveis para aceitar nossos pedidos. Essa relação se dava também nos diversos setores do município, assim como na saúde, Secretaria de administração, Sindicatos, entidades e partidos políticos.



        No final do módulo, muitas despedidas, abraços e agradecimentos à equipe presente. No ano seguinte, foi implantado o ensino regular; inclusive, fui convidado para fazer parte da equipe de professores do município, mas não aceitei.


Texto: Ribamar Oliveira (Blogueiro)

Revisão: Prof. Carlos Prestes Trindade (Ex SOME)



quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (IV Parte)







O livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino continua sendo destaque na categoria e para os estudiosos, vejam aí, o  ex Professor do SOME Dirceu recebendo seu exemplar das mãos dos Organizadores do Livro. Comentou que irá fazer a leitura carinhosamente.




                                                        

Prof. Sérgio Bandeira(Org.) autografando o livro importante para literatura da educação amazônica. 




                                                           

Profª Marina Costa (Org.) autografando a primeira obra que tem o SOME como objeto de investigação.




                                                           

Prof. Ribamar Oliveira (Org.) autografando o livro que ampliará o conhecimento de uma das maiores politicas públicas de inclusões sociais da Amazônia.





O ex Professor do SOME Claudio Paixão, quando recebeu seu livro, achou interessante a ideia da construção e acredita que com esta produção coletiva estimulará novas produções que servirão para ampliar o conhecimento de educação na Amazônia.  




A ex aluna e x Professora do SOME, Iris do Socorro, gostou da iniciativa e se identificou com algumas narrativas abordadas em alguns textos do livro. 







O Prof. da UFPA Doriedson Rodrigues adquiriu seu livro e fez algumas considerações e críticas construtivas.



O ex Prof. do SOME  Lomelino Fernando Lopes adquiriu seu exemplar, comentou que  o   SOME  já precisava do livro recém lançado.  








Prof. Fabio Pinto e a ex Profª Maria das Dores adoraram a proposta do livro que adquiriram e enfatizaram a importância para os educadores do SOME e pesquisadores.


      

                                                  
Os Organizadores do Livro satisfeitos com "o parto quase eterno".
 

domingo, 4 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (III Parte)








O primeiro livro que tem como objeto de investigação, o Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, produzido por dezesseis autores entre professores, ex professores e ex alunos de uma das importantes políticas públicas de inclusões sociais da Amazônia, continua chegando aos diversos rincões do Estado adquiridos, principalmente, por ex professores e professores do Ensino Médio Modular. .     




                                                       Profª Ana Márcia/SOME/Moju


Altamira, Santarém, Tucuruí, Marabá, Santa Luzia do Pará, Belém, Ananindeua, Moju, Goianésia do Pará, Belterra, Óbidos, Bujaru, Conceição do Araguaia, Cametá, Mocajuba, Igarapé Miri, Itaituba entre outros municípios, são alguns em que o livro já chegou. 



                                                  Prof. Marcos e Cláudia/Regular/Belém


Eis algumas imagens dos leitores que adquiram o livro. Os Organizadores agradecem o apoio de todos. 



                                                     Profª Socorro Magno/Ex SOME



Para quem ainda não adquiriu, procurar os Organizadores: Marina Costa, Ribamar Oliveira e Sérgio Bandeira.



                                              Prof. Gilmar/SOME/Altamira

       





Profª Márcia e Prof. Roosevelt/SOME/Abaetetuba



                                                Profª Nelma Costa/SOME/Óbidos





Profª Girvânia/SOME/Concórdia




                                                     Profª Vera Marques/SOME/Bujaru



                                                    Profª Ray/SOME/Bujaru




                                             Profª Iracema Heitor/Ex Diretora/Bujaru




                                                  Prof. Gilberto/SOME/Castanhal




                                                        Gestora Pública Lucidéia/Belém





Prof. Eládio/ Profª Albanisa/SOME/Santarém




Profª Silvia/SOME/Santarém





Prof .Glauco ex SOME/Santarém




                                                   Deputado Estadual Dirceu Ten Caten




                                                         Profª Lorena/SOME/Maracanã





                                       Prof. Arnaldo/SOME/Moju e Profª Arlete/Ex SOME




                                            Prof. Carlos Prestes/Ex SOME
 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Leitores do livro Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: O SOME (II Parte)

 






O ex Professor do SOME Raimundo do Rosário adquiriu seu exemplar. Adorou a ideia de publicação das atividades pedagógicas vinculadas ao Sistema de Organização Modular de Ensino e achou interessante os temas abordados. Na imagem o referido professor com um dos organizadores do livro.







Quem adquiriu o livro que aborda questões interessantes sobre o SOME, foi a ex Profª Yeda Caldeira.  A professora ficou animada e feliz com a proposta do livro.  







A ex do SOME, Profª Selma Félix, adquiriu seu exemplar que trata de um dos momentos importantes de suas práticas educativas. 







O Professor do SOME, Edilberto, adquiriu seu exemplar e diz que "Este livro conta um pouco de minha história e de vários professores que se aventuraram pelos quatro cantos do país chamado Pará, levando conhecimento a milhares de jovens e adultos desde inicio da década de 80, projeto esse idealizado e colocado em prática (...). Nesses 25 anos que passei no SOME, aprendi a dar valor neste Estado  e nas pessoas que nele moram, sejam nativos ou imigrantes que fizeram daqui sua casa. Tive oportunidade única de conhecer mais de 100 municípios paraenses e lecionar em quase 100. Orgulho de ser modulento".







O Professor do SOME, Eduardo Chagas, de Geografia, lotado na 11ª URE, Santa Izabel, adorou         a 
publicação da obra que servirá não só para aprofundar seus conhecimentos na política pública em que trabalha e como apoio para sua filha que faz mestrado, que tem como investigação o Sistema Modular. 







O ex aluno do SOME de Cametá e doutorando, Jone Clebson Ribeiro Mendes, adorou participar da proposta do livro, como autor de um dos artigos acadêmicos.
  





Os ex alunos do SOME do município de Melgaço, Ilca Sarraf e Agenor Sarraf, ficaram felizes de participarem como autores de um dos artigos acadêmicos, abordando a politica pública em que estudaram o ensino médio. 







Grande Prof. Marcio, também deu seu apoio com aquisição da obra.






O ex Professor do SOME, Leonardo Pantoja, gostou da iniciativa com a publicação do livro.






O Professor do SOME, Paulo Tavares, lotado em Cametá, também comprou seu livro. Na imagem com o Prof. Vinício Nascimento.






O Professor do SOME, Ilaci Sales, lotado em Cametá, deu uma grande contribuição com aquisição de seu livro. Na imagem com o Prof. Vinício Nascimento. 
 





Na imagem o ex Professor do SOME, que adquiriu o livro, para fazer reflexões críticas sobre educação. 







O Prof.do SOME, Benedito Silva, lotado em Mocajuba, também conseguiu seu livro para aprofundamentos sobre o SOME. Na imagem com o Professor Vinício Nascimento.




O Professor do SOME, Arodinei Gaia, lotado em Cametá, considerou a publicação marcante por proporcionar para o pesquisador e leitor registros importantes. A partir desta obra, os estudos sobre o SOME, terá um avanço significativo.  


Aos interessados em adquirir o livro,  procurar os organizadores.