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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Crônicas de um Educador de Escola Pública (Livro)

 





📖 LANÇAMENTO!  


CRÔNICAS DE UM EDUCADOR DE ESCOLA PÚBLICA 


Escritor José Ribamar Lira de Oliveira 


Memórias, Lutas e Resistências na Educação que Transforma


Um relato verídico da educação na Amazônia.  


Histórias de luta, esperança e transformação.


*R$ 50,00* | Envio para todo Brasil 🚚  

Peça pelo WhatsApp: *(91) 98499-6619*

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Sessão de Autógrafos na XXIX Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes - Belém do Pará (Brasil)

 






Sessão de autógrafos na maior feira do Norte! 


📚📚📚


29ª FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO E DAS MULTIVOZES  

Dia: 30/08/2026 - Domingo  

Horário: 16h  

Local: Hangar

 Stand Escritores Paraenses 


E com 2 livros lindos representando a Amazônia e a Educação:


1. Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino, (Org. Marina Sousa, Sérgio Bandeira e Ribamar Oliveira)  - Vol. III  

   

2. Crônicas de um Educador de Escola Pública  

   José Ribamar Lira de Oliveira  

   "Memórias, lutas e resistências na educação que transforma"  

 


16h no Hangar, Stand Escritores Paraenses


16 horas no Hangar.  

Caneta na mão, coração na ponta.  

Livro novo cheirando tinta.  

Gente chegando com história pra contar.  


Não é só autógrafo.  

É encontro.  

É aluno que virou leitor.  

É professor que virou colega.  

É Amazônia assinada, página por página.


Dia 30 de agosto(Domingo), às 16h, Stand Escritores Paraenses 

Contamos com  presença de tod@s! 

E a educação paraense ganha mais voz.


Agende -se!


Prefácio produzido pela Mestra Marina de Sousa Costa para o livro Crônicas de um Educador de Escola Pública


           Estava eu, me preparando para receber a fase da aposentadoria, tecendo algumas expectativas para um tempo de ficar de boa, de não ter nada, no rigor do relógio,  para fazer. Eis que meu amigo José Ribamar, querido Ribinha, me entrega sua produção literária para ler e ajudar na revisão, e me “intima” a prefaciá-la. Logo, minhas expectativas tiveram que incluir alguns fazeres que imaginava, não mais exerceria.

           Prefaciar uma obra, que trata no seu maior campo, as vivências no Sistema Modular de Ensino, é motivo de orgulho e atividade irrecusável. Trata-se de apresentar algo que é parte de mim, é parte de minha história. Falarei com a propriedade de quem, durante quinze anos, viveu no Sistema Modular de ensino, grandes experiências profissionais e experiências de vida extraordinárias. Portanto, me sinto muito a vontade para essa apresentação, com uma certa pavulagem.

           Essa obra merece destaque porque sugere diálogo, se estrutura na construção de narrativas através da fala de personagens que retratam uma realidade vivida, Abir e Emos, que no processo inverso das grafias, tecem um embaralhamento dos acontecimentos por eles vividos nos trilhos da Educação e mais, essencialmente, no então Projeto de Ensino Modular, atualmente já regulamentado como Política Pública de Educação do Estado do Pará.

           Abir e Emos, mergulham nas conversas que emergem de suas memórias, em episódios que eram vividos por eles, mas que também não eram únicos. Das suas histórias identifica-se explicitamente, também, as histórias de muitos e muitas, no universo dimensional paraense, abrangido pelo SOME. São tantas situações enfocadas, no campo de trabalho, longe de ser uma ocorrência pontual ou isolada, pois o exercício da docência no SOME, sempre esteve cercado de um conjunto de fatores pertinentes  na consolidação da prática educativa, formando um eixo de necessária interação, envolvendo, entre outras, o percurso e mobilidade de acesso dos profissionais da Educação até a localidade de trabalho, a chegada, a moradia temporária, o material de trabalho, a acolhida na comunidade, a inserção na escola, a aproximação com as famílias dos educandos e das educandas, etc. por fim, até a ressonância do papel docente e os resultados de seu trabalho.

           É por todos esses segmentos que acabei de elencar, que Emos e Abir, se debruçam a transportar para as páginas literárias, as páginas da vida. São episódios de quem experienciou a essência da Educação, entre um emaranhado de ir e vir, entre transtornos e êxitos, entre pesos e levezas, cansaço e regozijo, desgastes e sucessos, insegurança e empoderamento etc.   

           Nas narrativas de Abir e Emos, fica a transparência dos seus prazeres por oportunizarem a adolescentes, jovens, homens e mulheres, descobrirem-se como sujeitos sociais de direitos, apontando caminhos em que eles possam assumir o protagonismo de suas próprias histórias.       

           É muito interessante a escolha do autor no formato de sua obra, dando vida a personagens que discorrem sobre as vivências, do próprio escritor, de forma simples, suave e agradável. Uma leitura imperdível. Parabéns, Ribinha, pela ousadia e pela grandeza da obra. E obrigada pelo convite.  

                    



                        Marina de Sousa Costa 


                             SUCESSO!

domingo, 12 de julho de 2026

Crônicas de um Educador de Escola Pública - Lançamento de Livro

 



Flay de Lançamento


No último dia 07, foi lançado o livro Crônicas de um Educador de Escola Pública, com apresentação do historiador, poeta, escritor e membro da Academia de Letras de Ananindeua - ALANIN José Ribamar Lira de Oliveira, autor do livro; o prefácio da professora e mestra Marina de Sousa Costa, a primeira orelha do escritor AroDinei Gaia e a segunda, do publicitário, poeta e escritor Nailson Guimarães e o posfácio do professor, escritor e doutor Edilson Pantoja; pela LiterAmazônida Editora e Livraria Eletrônica, em São Luis do Maranhão. Em Belém do Pará, o lançamento acontecerá no dia 29 de agosto próximo, às 17h, na Feira de Livros, Hangar, no Stand Autores Paraenses. O lançamento do livro aconteceu no Sebo Livraria do Arteiro, na capital maranhense, com presença de amig@s, familiares e convidad@s. Após apresentação do livro pelo autor, a palavra foi franqueada para o público presente com perguntas e considerações, sessão de autógrafos, sorteios de camisas com capa do livro, coquetel no local do lançamento e comemorações no Centro Cultural de São Luis e na Churrascaria Ferreiro Grill. O Autor agradece tod@s que participaram do lançamento. O evento foi um sucesso.


Capa do Livro


Segundo o historiador, cordelista, escritor e compositor AroDinei Gaia:  Nesta obra que hora o escritor Ribamar Oliveira presenteia a literatura paraense, narra as aventuras do protagonista Abir Arievilo nas andanças pelo interior do Pará na majestosa missão educacional pelo Sistema Modular.

Personagem e autor se fundem em um mesmo protagonismo.

Ribamar Oliveira e Abir Arievilo, são os mesmos personagens que, por anos protagonizaram o ensino nos mais longínquos cantos do interior paraense, na sacerdócia missão de levar educação para o povo amazônida.

            As experiências educacionais reais do autor e a vivência do personagem revelam, por meios de crônicas, a gigantesca contribuição do mestre Riba na educação paraense, seja nas águas, nas florestas, nas estradas ou na área urbana. Sua formação como historiador contribuiu para a afirmação identitária, para o revisitar da memória, a valorização cultural e o registro da história de nosso povo, é a história das mentalidades.

            Ribamar se aposentou, deixou o SOME? Ora! Nunca. Ele se levantou da rede do descanso merecido para continuar defendendo o gigante do norte através de sua caneta e das teclas de seu computador. Riba e Abir continuam na ativa, servindo como fonte para pesquisadores, vigilante das proezas moduleiras e, principalmente, produzindo seus textos e descortinando para o mundo, por meio da literatura, as façanhas educacionais da maior política de inclusão educacional de toda a Amazônia, quiça do país.

           


Exposição sobre o Livro


Já para o publicitário, escritor, poeta e membro da Academia de Letras sde Ananindeua - ALANIN, na segunda orelha do livro diz o seguinte: Este livro, é mais que um relato de experiências: é um testemunho de coragem, sacrificio e dedicação de um professor que fez da educação sua missão de vida.
           Aqui encontramos a luta incansável deste mestre, por uma escola pública de qualidade, enfrentando desafios cotidianos com firmeza, sacrifício e esperança. 
                Meu querido amigo Ribamar é confrade da Academia de Letras de Ananindeua(ALANIN), um verdadeiro companheiro de batalhas, que transformou suas vivências em palavras que inspiram e fortalecem todos nós.
               Sua trajetória mostra o peso dos sacríficios pessoais e profissionais, mas também a grandeza de quem acredita que ensinar é um ato de resistência e amor.
          Nós, que fazemos parte do processo de construção final deste livro, sentimos orgulho em compartilhar essa jornada e em ver nascer uma obra - que não apenas registra memórias - mas também reafirma o compromisso coletivo com a Educação de qualidade.



Apresentação do livro pelo autor


Aos leitores e leitoras interessad@s em adquirir, entrar em contato com o autor ou com a Editora LiterAmazônida e Livraria Eletrônica.



Sr. Waldemar e esposa com livro



Sra. Fátima Sarmanho adquiriu seu livro



O Livreiro Arteiro com Livro



Maria Clara adquiriu seu livro



Sra. Lucidéia adquiriu um livro


Profª Marluce com seu livro




Sr. Fernando adquiriu o Livro


Autografando



Sra. Manuela foi sorteda com uma camisa



O autor com os presentes


O autor e esposa




O autor com os presentes



Local do Lançamento


domingo, 17 de maio de 2026

Atuação como educador no Estado do Pará

 

 


Após minha formação pedagógica no antigo CTRH, em maio de 1989, ingressei no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), política pública da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC/PA) voltada aos municípios e localidades mais distantes, onde não havia oferta regular de ensino médio. Nas comunidades do interior, vivi uma experiência singular e muito enriquecedora, pois continuei desenvolvendo o resgate de suas histórias e memórias, utilizando a história oral como recurso metodológico nas práticas educativas, com foco no ensino médio e, em Abaetetuba, no ensino fundamental maior.

 



Em minhas andanças pelos rincões do Pará, trabalhei intensamente com o resgate histórico, as memórias, as histórias de vida e a história local. O SOME se organiza em quatro módulos, cada um com 50 dias letivos, que correspondem ao ano letivo do aluno. Criado em 1980, o programa funcionou por 34 anos como projeto da Secretaria. Após muita mobilização da categoria, nós, educadores, conseguimos transformá-lo em política pública em 2014, por meio da Lei Estadual nº 7.806. Anualmente, o SOME atende, em média, 35 mil alunos, conta com 1.200 professores e alcança cerca de 500 localidades.

.



Fui professor de História do ensino médio na rede pública do Estado do Pará e, por último, estive lotado na Escola de Ensino Fundamental e Médio “Dom Mário de Miranda Vilas Boas”, no município de Bujaru, vinculado à 11ª DRE, em Santa Izabel.

 

Meu primeiro circuito no SOME foi composto pelos municípios de Terra Santa, Afuá, Juruti e Almeirim. Antes de iniciar as atividades, participei de um treinamento de uma semana no Centro de Treinamento de Recursos Humanos (CTRH), em Marituba, onde hoje funciona a Escola de Polícia, com técnicos, professores e coordenadores dessa importante política pública. Depois disso, ingressei efetivamente no SOME em 17 de abril de 1989, como servidor temporário da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC/PA).

 

Como era minha primeira experiência nesse tipo de viagem, procurei buscar informações sobre o município onde iria trabalhar. Além disso, minha equipe já estava em Terra Santa e era formada pelo casal Zuleide Pamplona e Kleber Barros.

 

Saí de Belém no dia 11 de maio, uma quinta-feira, às cinco da manhã, e cheguei a Santarém por volta das cinco e meia. Passei o dia na cidade, hospedado na casa de amigos da família. Por volta das 17h, saí para o porto, onde embarcaria para Oriximiná em um barco previsto para partir às 19h. Assim que entrei na embarcação, o comandante me orientou a armar a rede, avisando que a viagem seria longa.

 

A primeira dificuldade que enfrentei foi não ter cordas para armar a rede. Corri então até um comércio próximo ao porto, onde se vendia de tudo para embarcações: cordas, redes, mosquiteiros e outros itens. De volta ao barco, surgiu outro problema: eu não conseguia apertar bem o nó no esteio, o que me impedia de deitar-se com segurança. Felizmente, um senhor idoso, de cerca de 70 anos, percebeu meu desconforto, ofereceu ajuda e ainda me ensinou o famoso “nó de porco”.

 

Depois que tudo se resolveu e a rede ficou bem armada, começamos a conversar. Quando contei que era educador na área de História, descobri que aquele senhor dominava muito bem a história factual, presente nos livros didáticos. Ele sabia inclusive as datas e comentou que, se fosse ao lugar onde eu iria trabalhar, certamente me convidaria para realizar alguma atividade que aproveitasse seus conhecimentos.

 

Ele contou que costumava aproveitar os livros didáticos dos filhos e dos netos, já que eles não demonstravam muito interesse pela leitura, ao contrário dele, que gostava de ler, embora não tivesse tido a chance de estudar. Conversamos até tarde da noite, pois sua rede estava armada ao lado da minha. Por volta das quatro da manhã de sexta-feira, chegamos ao destino. Permaneci na embarcação até amanhecer e, por volta das 7h, desembarquei na orla de Oriximiná, com a maré alta.

 

Passei a manhã esperando alguma embarcação que pudesse me levar a Terra Santa, mas nenhuma apareceu. Restou aguardar o barco de linha, que passaria à tarde, embora sem horário definido. Ainda assim, o tempo de espera não foi ruim: aproveitei para conhecer um pouco da cidade e almoçar em um restaurante que servia uma comida típica deliciosa. Depois do almoço, voltei ao porto para continuar aguardando o barco.

 

Às quinze horas, eu e outras pessoas ouvimos o apito distante de uma embarcação. Um comerciante que conversava na orla me disse: “Meu senhor, aquela ali é a embarcação que vai levá-lo para a terra onde vai trabalhar”. Mais de 40 minutos depois, o barco — pequeno, mas coberto — atracou no porto com poucos passageiros. O proprietário me ajudou a subir com as duas sacolas que eu carregava nos ombros. Durante a viagem, conversei com as pessoas a bordo, todas muito gentis; muitas moravam à beira do rio, pouco antes de Terra Santa. Também aproveitei o percurso para admirar as belezas naturais da Amazônia. Foram, ao todo, dois dias de viagem e aventura, usando avião, carro e embarcação. Esses desafios fazem parte do cotidiano dos professores que se dedicam ao trabalho no SOME.

 

O segundo módulo de 1989, no qual desenvolvi minhas atividades pedagógicas, foi no município de Afuá, na Ilha do Marajó, onde trabalhei com a mesma equipe. Naquele período, viajávamos de avião de Belém para Macapá. Lá, aguardávamos o barco da Prefeitura Municipal de Afuá para seguir até a sede do município, onde funcionava o SOME. A hospedagem era na Casa dos Professores, mas as refeições eram feitas na Pousada da D. Olga, onde almoçávamos e jantávamos. Minha impressão sobre Afuá foi a de um lugar acolhedor, que nos proporcionou excelentes condições de trabalho.

 

Meu terceiro módulo no SOME, em 1989, foi no município de Juruti, às margens do rio Amazonas, na divisa com o Estado do Amazonas, próximo a Parintins, conhecida pelo festival dos bois Caprichoso e Garantido. Eu ainda não conhecia Juruti, que, naquele período, me pareceu um município tranquilo, com fortes traços e tradições indígenas. O trajeto de Belém até lá incluía um voo até Santarém e, depois, a espera por uma embarcação que seguisse para Juruti. A viagem pelo rio durava, em média, 14 horas, variando conforme a maré, ao longo do maior rio da Amazônia.

 

Cheguei ao município à noite. Como carregava duas sacolas pesadas — uma com livros e outra com roupas —, pedi a um rapaz com carro de mão que as levasse até a Casa dos Professores, localizada a cerca de 300 metros do porto. No caminho, comecei a conversar com ele e a recolher informações importantes sobre a cidade, já pensando no levantamento histórico da sede e do município.

Ao chegar à residência, soube que um grupo de colegas já havia iniciado as aulas. Como meu calendário ficava entre um módulo e outro, eu costumava trabalhar com duas equipes: uma saía e a outra entrava. Apresentei-me aos colegas, pedi ao carregador que deixasse minhas sacolas na sala e paguei o serviço.

 

O grupo era formado por cinco integrantes: duas mulheres e três homens. Percebi que todos eram novatos e, por isso, comecei a conversar para me entrosar com a equipe. Uma das colegas já tinha ouvido falar de mim e comentou isso com os demais, pois havia trabalhado comigo no primeiro módulo, em Terra Santa. Apesar das dificuldades de comunicação da época, o convívio entre os educadores do SOME era marcado pela união e pela harmonia. Considerávamos esse trabalho ainda mais exigente do que outras modalidades de ensino, o que fortalecia os vínculos e facilitava a troca de experiências entre os colegas, especialmente entre aqueles que saíam de Belém rumo aos municípios do Oeste do Pará e a outras localidades atendidas pelo programa.


No dia 15 de maio de 1989, uma segunda-feira, iniciei minha atuação profissional como servidor público da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC/PA), como educador da área de História, lotado temporariamente no SOME, política pública voltada ao ensino médio nos municípios e localidades do interior do Estado. Minha atuação começou em Terra Santa, vinculada à Unidade Regional de Educação de Santarém, após o deslocamento que fiz de Belém, com passagens por Santarém e Oriximiná. Ao longo de 29 anos e 6 meses de trabalho no SOME, compreendi que essa política pública foi, para mim, uma verdadeira escola de vida, sobretudo pelas relações pessoais, comunitárias e pelas trocas de experiências que ela proporcionou. Ao relembrar essa trajetória, vêm à memória lugares como Almeirim, Juruti, Afuá, Belterra, São Félix do Xingu, Bujaru, Quatipuru, Tomé-Açu, Santarém, Concórdia do Pará e muitos outros municípios. Também atuei, nesse período, em programas vinculados ao CTRH, à UVA e à própria SEDUC, concluindo essa etapa na localidade de Traquateua, no município de Bujaru. Quero agradecer a todos e todas que conviveram comigo ao longo desse percurso. Sinto-me feliz por essa trajetória profissional e histórica de 37 anos. Valeu por todas as experiências vividas.

 

 

Ribamar Oliveira

Belém do Pará,

17/05/2026. Ver menos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Confraternização do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME

 





No dia 31 de janeiro do corrente ano, foi feita a confraternização dos ex-professores do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, em uma sede social em Belém do Pará. O evento que contou com aproximadamente 70 pessoas foi um sucesso. E como mensagem, o professor Carlos Barbosa, popularmente conhecido como Buda, organizou um belo texto. Parabéns, Buda, pela produção escrita!

domingo, 18 de janeiro de 2026

Andanças e Aventuras pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME

 





Em janeiro de 2014, fui lotado para localidade de São Joaquim de Ituquara, município de Baião, na Amazônia paraense, não é um lugar comum, com oportunidade  de vivenciar a realidade  daquela  região, para uma reposição de 25 dias pelo Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME. Saía de Belém no domingo para dormir na sede do município e na segunda feira pegava cedo a embarcação com destino  ao município de Tucuruí, já que meu destino ficava no meio do caminho dessa trajetória marítima pelo Rio Tocantins,  sendo uma jornada e tanto! E mais legal é que aprovetei ao máximo,  aprendendo e se encantando com as paisagens e culturas locais e com belas aventuras. Este deslocamento era tranquilo com aproximadamente três horas de viagem pelo Rio Tocantins, que apresenta encantos e magias em seu curso, segundo o povo que conversava na lancha. Essas andanças como modulindo proporcionou muitas experiências, conhecimentos e aprendizagens na arte de deslocar pelos rincões do Estado do Pará. Imagem do Porto de Baião aguardando a embarcação.


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Educadores em Movimento

 



                 *Carlos Prestes

                 *Ribamar Oliveira

 

 

Diversos profissionais se empenham em levar conhecimento às regiões distantes do Estado do Pará. Entre eles estão os educadores da política pública administrada pela SEDUC/PA, que atuam no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), implementado em 1980 para suprir a demanda por ensino médio em vários municípios.

 

“Quão esperançosa não foi a implantação

Desse projeto de educação

Que levou aos recônditos  do Pará

Este ensino digno de se exaltar

Que vem aos trancos e barrancos se segurando

Que se chama sistema modular...”

 

Ao cruzar fronteiras, seja de cidades, municípios e localidades, os educadores moduleiros vivem experiências que transcendem as paredes da sala de aula. Cada jornada é um convite para o aprendizado mútuo, onde ensinar e aprender se entrelaçam nos detalhes do cotidiano, nas conversas com desconhecidos e nos contrastes culturais que pintam o mundo com múltiplas cores.

 

“Fronteiras invisíveis

Localidades encobertas

Educador pra toda obra

Experiencia fincada no dia a dia

Quebrando a parede que vai além

Muito além da sala de aula...”

 

Quando educadores moduleiros embarcam rumo ao desconhecido, carregam consigo não apenas livros, mas inquietações de quem deseja descobrir. Mas descobrir o quê? Porque ensinamos, porque queremos ensinar, o que queremos ensinar, pra quem ensinar e pra que ensinar. Só quando descobrimos isso é que ensinar passa a ter um sentido real e significativo em nossas vidas. E é nesse sentido que os olhares curiosos dos educadores transformam embarcações em salas de aula, ônibus em bibliotecas ambulantes e públicas, e praças em laboratórios de diálogos. Cada novo destino é uma página em branco, pronta para ser preenchida com histórias e aprendizados em novos capítulos que poderão surgir.

 

“E assim, embarca o educador

Rumo ao desconhecido

Nas mãos vai o livro

Mas no fundo, no fundo...

Quer descobrir-se a si mesmo

E vai preenchendo uma página em branco

Toda vez que aporta num município...”

 

Nos percursos, os educadores se deparam com profissionais de diferentes origens. As conversas sobre métodos de ensino, os desafios enfrentados em sistemas educacionais diversos e as soluções criativas tornam-se fonte de inspiração. As trocas de experiências transcendem as barreiras das línguas, culturas, ambientes: gestos, olhares e sorrisos criam pontes invisíveis que sustentam o aprendizado geral.

 

“Em meio a tantos educadores num só lugar

As origens são embaladas pra lá e pra cá

Os desafios hão que se enfrentar

Nas trocas de experiencias entre um e todos

Que transcendem barreiras

E até os ruídos de bafafás...”

 

Ensinar em ambientes diferentes exige flexibilidade e respeito. Os educadores moduleiros precisam adaptar suas ferramentas pedagógicas, entendendo que cada cultura possui seus ritmos, suas expectativas e suas formas de aprender. Ao lidar com as diferenças, os educadores descobrem os seus valores de ouvirem, observarem e reinventarem suas práticas, tornando-se cada vez mais plural e humano.

 

“A cultura tem suas múltiplas faces

E o aprender se revela nessa diversidade

De pensar por si e pra coletividade

Reinventando a prática de educar

A fim de se pluralizar e se humanizar

Por que valores não são vaidades...”

 

Nos retornos, os educadores moduleiros não são mais os mesmos. Carregam nas bagagens não só lembranças materiais, mas principalmente percepções renovadas sobre o ensino, o papel dos educadores e a riqueza das diversidades e suas culturas. Compartilham com colegas e alun@s histórias que provocam reflexões, ampliam horizontes e ensinam que o mundo pode ser explorado também pelos olhos do conhecimento.

 

“E quando voltamos pra casa

Muita coisa mudou... caiu a casca

A maleta vem mais pesada

rica, não de pedras preciosas

mas de uma esperança renovada

de tanta cultura compartilhada...”

 

Ser educador moduleiro é cultivar um espírito inquieto, aberto e generoso. É entender que cada lugar traz lições e cada pessoa pode ser mestre em algum saber. É mostrar aos alunos que aprender é um movimento constante, uma jornada que nunca se encerra e que se expande a cada novo passo dado além dos próprios limites.

 

“Ah, seu moduleiro itinerante!

De espírito inquieto, aberto e generoso

Colheste tantas lições

Aprendeste tanto com o mestre garoto

Ensinaste, sim, ensinaste

Mas sabes bem que o giro é constante...”

 

Assim, a prosa dos educadores moduleiros é um convite: que todos possam partir, mesmo que seja apenas pela imaginação, na busca por novos olhares sobre o mundo e sobre si mesmos.

 

“Essa prosa de moduleiro

É um convite pro velho e pro novo

Partamos, mesmo na imaginação

Aos antigos e novos refúgios

Não nos acomodemos

Vamos de mãos dadas olhar o mundo.”

 

 

 

*Os autores são escritores, poetas e ex-professores do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Educação Ribeirinha

 

No interior do Pará, populações ribeirinhas tiveram acesso limitado à educação, especialmente durante a Ditadura Militar, quando os investimentos nacionais priorizavam grandes projetos em áreas urbanas e rurais. O Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), criado em 1980 pela FEP, surgiu como alternativa para incluir estudantes dessas regiões, expandindo-se para áreas rurais, quilombolas, indígenas e locais de difícil acesso.


Durante três décadas, o SOME promoveu atividades pedagógicas em diversos municípios e comunidades ribeirinhas, consolidando-se como política pública educacional voltada à inclusão. Em 2014, a Lei nº 7.806 formalizou o SOME como política educacional estadual, resultado de articulações entre professores, SINTEPP e governo.


Apesar dos avanços, persistem desafios na infraestrutura escolar rural, com aulas frequentemente ocorrendo em ambientes improvisados e sem recursos adequados, prejudicando a qualidade do ensino. Em 2017, o SOME atendeu mais de 35 mil alunos em 97 municípios; em 2024, foram cerca de 33 mil alunos em 86 municípios. Apesar das dificuldades, o sistema mantém sua relevância e continua evoluindo.


terça-feira, 12 de agosto de 2025

Doação de Livro para Biblioteca do Campus de Abaetetetuba (UFPA)

 





O volume III da Coleção Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino foi doado para Biblioteca Professora Conceição Solano, Campus de Abaetetuba, Universidade Federal do Pará - UFPA pelo Professor Sérgio Bandeira do Nascimento, um dos Organizadores, juntamente com os professores Marina de Sousa Costa e José Ribamar Lira de Oliveira.





Desde o lançamento do volume I em 2020 e do volume II em 2022, os Organizadores têm realizado a doação dos volumes para bibliotecas públicas do Estado do Pará, proporcionando acesso as leituras, pesquisas e estudos para acadêmicos que não possuem condições de adquiri-los.





O Volume III da coleção "Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino" conta com a participação, além dos Organizadores, de Autores como Carlos Alberto Prestes, Flávio Figueredo Santos Filho, Agenor Sarraf Pacheco, Altelmara de Sousa Silva, Luciandro Tássio Ribeiro de Sousa, Tânia Suely Azevedo Brasileiro, Luiza Cardoso de Melo, João Paulo da Conceição Alves, Gevanildo dos Santos Silva, Auristeles de Sousa Silva, Edinilson Sérgio Ramalho de Souza, Cláudia do Socorro Carvalho Miranda, Iorque Garcia Filgueiras e Francisauro Fernandes da Costa.


Com as publicações dos três volumes e doações pelos Organizadores e Autores, tem ampliado os novos estudos em diversos temas tendo o SOME como foco de estudo e possibilitando visibilidade dessa importante política pública da Amazônia paraense, que completou 45 anos, atendendo os filhos dos camponeses, quilombolas, indígenas, assentamentos, extrativistas, ramais, estradas e ribeirinhos 


Interessad@s em adquirir, entre em contato com os Organizadores e Autores. 


domingo, 3 de agosto de 2025

1º Encontro dos Trabalhadores e Trabalhadoras do SOME/SOMEI, em Belém do Pará

 





Aconteceu nos dias 1 e 2 do mês de agosto de 2025, o 1º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME e Sistema de Organização Modular de Ensino Indigenas - SOMEI, no auditório do CCBEU, ao lado do Sindicato, em Belém do Pará, sob coordenação do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado Pará - SINTEPP, com a participação dos delegados e delegadas das Sub-sedes de todo o Estado do Pará. 



Tendo como tema do Encontro SOME/SOMEI A Permanência e Valorização do Sistema de Organização Modular de Ensino, sendo o objetivo social-político o desenvolvimento de discussões permanentes sobre educação modular no Estado do Pará. 




O SOME foi constituído como política pública de educação do Estado do Pará mediante a Lei 7.806/2014. Sua história iniciou no interior da Fundação Educacional do Estado do Pará - FEP e no ano de 1982, passou sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC). Atualmente, atende entre 98 e 104 municípios nos rincões do Estado e em mais de 500 localidades, 1.452 professores e mais de 30.000 alunos e alunas. Sem dúvida, o SOME, tem como foco o atendimento das necessidades rurais e o Encontro ofereceu uma oportunidade única para educadores, gestores, estudantes e entidades governamentais e não governamentais que discutiram os desafios e avanços dessa importante política pública. Portanto, considerado um dos maiores eventos quanto sua qualidade nas palestras, nas intervenções e marco histórico para categoria. 

   



No primeiro dia do Encontro, aconteceu o credenciamento na sede do Sintepp, depois teve a Mística, na Praça da Batista Campos. No retorno para o auditório do CCBEU, aconteceu a Abertura com as falas dos representantes do Sintepp, CNTE, Representante Indigenas e Quilombolas. A primeira mesa, que tinha como tema SOME: 45 anos de luta e resistência levando a educação pública aos campos e aos rios, que teve como palestrantes Ribamar Oliveira (Editor do Blog do Riba e ex-Coordenador do CESOME), Prof. Gedeão Arapyú - SOMEI, e Profgessores Vinicio Nascimento e Elson (Coordenadores da Educação do Campo) e apoio da professora Andréia. Após o almoço, a palestra CEMEP: As dimensões e impactos no Pará - Copilações de fotos (CEMEP) - Quadro Geral do CEMEP no Pará, como palestrantes: Mateus Ferreira - SINTEPP, Salomão Haje (ICED - UFPA), Diego Maia - Secretaria Adjunto da SEDUC, Valdir Macieira - MPE e Dr. Rafael - MPF. Outra mesa, Identidade SOME/SOMEI: definição de uma diretriz SOME/SOMEI. Ultima mesa, A importância da união do SOME/SOMEI, indigenas, quilombolas e ribeirnhos na luta pela educação pública de qualidade que respeite as especificidades no Estado do Pará, palestrantes, Livia Duarte, ALEPA, Jota Santos AMARQUALTA, Fabio Pinto, SOME, Patrick Borari, SOMEI, Vinicio Nascimento, Educação do Campo, SINTEPP. Jantar.




No segunto dia do evento, a primeira mesa, Infraestrutura e condições de trabalho do profissional do SOME, palestrantes, Rainilza Rodrigues, SINTEPP, Anderson Dias, SEDUC, Vanilda Araújo, SOME, Marcelo Borari, SOMEI, Vera Alves, CEIND. A segunda mesa, Formação das Escolas Rurais e o SOME/SOMEI, palestrantes, Haroldo Freitas, CEE, Igor Ocada, SEDUC. Almoço. Mesa: “Formação dos Conselhos Escolares das Escolas Rurais e o fortalecimento do SOME/SOMEI: a necessidade da urgente efetivação e direcionamento dos recursos para a manutenção do SOME/SOMEI” , Palestrantes * Prof. Ronaldo Rocha - Coord. Estadual * Prof. Elson Barbaso - Coord. de Educ. do Campo e Ribeirinha * Prof. Kleber Piedade SINTEPP REGIONAIS * Sra. Luciana – SEDUC, Mesa: “A Luta pela manutenção e permanência do SOME/ SOMEI: o papel docente em cada Município e os desafios perante os desmontes da Educação Pública na Amazônia Paraense” , Palestrantes: * Dr. Walmir Brelaz - Assessor Jurídico do Sintepp * Prof. André Silva - Coord. Estadual Sintepp * Prof. Alex Ruffiel - PROFESSOR SOME * Prof. Estelino Brito - Representante do SOMEI * Prof. Gedeão Arapyú - Representante da Educação Indígena * Prof. Josias Santos - Representante da Educação Quilombola, Mesa: “Saúde Mental do Profissional do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME/SOMEI)” ,Palestrantes * Prof. Aldo Brito - Psicólogo * Brenda Lopes - Psicólogo SEDUC 18h00 - Mesa de Encerramento * Profª Conceição Holanda - Coord. Geral do SINTEPP * Prof. Saulo Ribeiro - Coord. de Sec. Geral do SINTEPP * Prof. Vinicio Nascimento - Coord. de Educ. do Campo e Ribeirinha * Profª Mila Munduruku - Representante do SOMEI * Profº Ronaldo Sateré - Representante do SOMEI * Profª Rafaela Cristina - Coordenadora Regional do Sintepp, Mesa de Encerramento : Profª Conceição Holanda - Coord. Geral do SINTEPP * Prof. Saulo Ribeiro - Coord. de Sec. Geral do SINTEPP * Prof. Vinicio Nascimento - Coord. de Educ. do Campo e Ribeirinha * Profª Mila Munduruku - Representante do SOMEI * Profº Ronaldo Sateré - Representante do SOMEI * Profª Rafaela Cristina - Coordenadora Regional do Sintepp





O I Encontro SOME/SOMEI terminou por volta das 20 horas com encerrameto das mesa e os agradecimentos.









1ª mesa do Encontro Ribamar (SOME) e Gedeão(SOMEI)


Fernando Carneiro(Ver.), Jane(MST), Jota(Quilombola)






Antes do encerramento, o SINTEPP adquiriu livros do volume II e III, da Coleção Educação na Amazônia em Repertório de Saberes: o Sistema de Organização Modular de Ensino para sorteios entre os participanters do Encontro. Alguns professores foram contemplados pelos sorteios.


Felipe Tupinambá/Ronaldo - SINTEPP

Parabenizamos a Coordenação Estadual do SINTEPP pela recepção e organização do I Encontro SOME/SOMEI. O evento foi um sucesso!



Valdivino Cunha/Conceição Holanda


Ilaci Sales (Cametá)/Conceição Holanda


Prof. Esterlino(Santarém)/Conceição Holanda


João Paulo Evangelista - Alenquer/Conceição Holanda


Volume III


Imagem Oficial do Final do Encontro


Gerações de Professores do SOME


Delegação de Abaetetuba


Delegação do Oeste do Pará


Diretoria do SINTEPP


Editor do Blog


Fábio Pinto abordando o SOME



Rainilza Rodrigues - Santarém


Blogueiro abordando a História do SOME


Imagens: SINTEPP, Redes Sociais, Professores presentes no Evento.