* Eulália Soares Vieira
A educação no Pará, a exemplo a
educação em outros Estados, passa por profunda crise> fatos não faltam para
provar isso!
O Pará, muitos desconhecem, é
pioneiro em uma iniciativa que muito vem contribuindo para melhoria do ensino,
sobretudo no interior do Estado: trata-se do Sistema Modular de Ensino de segundo
grau, que já existe há 16 anos e vem rendendo bons frutos. Através de um
trabalho itinerante, professores qualificados da capital, atendem a clientela
de segundo grau dos municípios paraenses em que não há profissionais
capacitados para tal.
Contribuindo para a formação de
professores de primeiro grau numa perspectiva mais dinâmica e progressista, o
Sistema Modular tem, ainda, aprovado muitos alunos nos vestibulares do interior
e da capital, sem a necessidade de cursinho, oportunizando melhores condições de
vida a esses interioranos.
Destaca-se, ainda, o trabalho
desenvolvido pela maioria dos professores do Sistema Modular, que vai além dos
limites de suas salas. São trabalhos sérios e de altíssimo nível, feitos junto
aos professores de primeiro grau e à comunidade desses municípios. Cito alguns
encontros de educadores, reciclagem nas diversas áreas de ensino, treinamentos
para confecções de recursos didáticos alternativos, palestras sobre drogas,
doenças sexualmente transmissíveis, feiras de ciências entre outras.
A partir de uma reportagem na
revista “Nova Escola” sobre o Sistema Modular de Ensino, outros Estados e até
países estrangeiros têm demonstrado interesses em copiar esse modelo
alternativo de ensino de segundo grau.
É bom que se diga, que apesar de
tudo isso, a Secretaria do Estado de Educação do Pará, vem fazendo cortes nos
investimentos para este projeto, alegando que os gastos são mito grandes: de
uns tempos pra cá, nós, professores do Sistema Modular, viajamos com pouco
material didático, as passagens aéreas para alguns municípios foram cortadas, e
o cerco continua se fechando!
Para mim, a maior responsável por
toda a crise da educação brasileira ´é a ideia entranhada nas cabeças dos que
planejam a educação, que consideram um gasto e não um investimento.
*Artigo publicado no Jornal O
Liberal, em 31 março de 1997. A autora é formada em Pedagogia (UFPA,1987); Mestrado
em Educação em Ciências (UFPA, 2008) e Doutorado em Educação (Universidade do
Minho/UFAM,2016). Também é poetisa, palestrante na área de educação, escritora
e trabalhou como professora do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME.
Atualmente, funcionária da UFPA.
Hoje o SOME está arquejante não tem material, não tem ninguém nas casa disponibilidade ao sistema. Temos que planeja, cozinhar, limpar a casa é atender aos nossos alunos porque não tem dinheiro para educação só para campanhas políticas.
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