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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

PALAVRAS DA AMAZÔNIA

 





Escritores do Pará vão realizar a COP da Literatura


Coordenados pela Federação das Academias de Letras do Pará (Falpa) escritores do Pará promovem uma ampla discussão sobre os desafios para a democratização do livro e da leitura, num encontro marcado para o próximo dia 19, na Casa da Linguagem. 




Questões como a “literatura infantojuvenil - espaços de resistências e reinvenção de um mundo” estão na pauta, assim como o papel das bibliotecas (públicas e comunitárias) e a circulação literária – feiras, salões, festas e outros espaços de divulgação de autores e comercialização de suas obras. 

Consta ainda do evento, o debate sobre o espaço feminino nas letras e as suas “literolutas”. Os organizadores definiram que, ao fim do evento, lançarão um documento, provisoriamente chamado de “Manifesto Palavras da Amazônia”. 

O início do encontro está programado para começar às 15 horas. Um grande sarau literomusical terá início às 18 horas. No coreto da Casa da Linguagem (Avenida Nazaré, 31, esquina da Avenida Assis de Vasconcelos), o evento artístico vai reunir autores de poesia de cordel, poetas e músicos. 

A concentração literária contará também com uma feira de venda de livros. O ingresso é livre. Franciorlis Viana, presidente da Falpa, explica que o objetivo é aproveitar o ambiente da COP30 “para gritar bem alto que, na Amazônia, existe uma literatura pujante, criativa e universal”. Destaca também que “a gente tem a ambição de dar holofote para a literatura produzida na região; de valorizar e reconhecer o legado deixado pelos grandes escritores regionais. E dignificar a produção dos autores atuais; valorizar o trabalho dos contadores de histórias; dos mediadores de leitura e dos imprescindíveis organizadores e gestores das bibliotecas”.  

O presidente da Falpa finaliza explicando que o encontro vai ser “a COP da palavra, da escrita, das letras, das vozes literárias da Amazônia”.  Além da Falpa, o evento é organizado pelas academias de letras de Ananindeua (ALANIN), Altamirense (AAL), Belém (ALBEL), Barcarenense (ABARCLE), Paraense de Literatura de Cordel (APLC), Paraense Literária Interiorana (APLI) e conta com apoio da Fundação Cultural do Pará/Casa da Linguagem.     


Mais informações:

Rejani Aguiar, presidente da Alanin: (91)982576931

Rosa Peres, vice-presidente da Falpa: (94) 991731144

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

NAS ASAS DO CORDEL


(Uma gincana de aprendizagem no SOME)

*Arodinei Gaia







Gincana de Linguagem, é o nome do projeto educacional que as competentes professoras do Sistema Modular Lilian Gaia, Shelsy Cardoso e Elimara Mota vem desenvolvendo com os alunos do SOME da 2ª Ure Cametá.




            O projeto pretende proporcionar a produção do conhecimento de uma forma mais dinâmica e prazerosa, tornando os próprios estudantes os autores dessa produção. O envolvimento da comunidade escolar como funcionários da escola fundamental, dos pais e responsáveis como telespectadores e/ou participantes ativos na organização do evento é outro importante complemento do referido trabalho.








As professoras que ministram as disciplinas de português, redação, arte, literatura e língua estrangeira, reservam o final do módulo para a exposição e culminância do que foi produzido durante os 50 dias letivos de aula. Assim, arte, dança, teatro, música, gincana do conhecimento em português e inglês, soletrando em português e inglês, pintura, paródia com assunto das disciplinas, são algumas das atividades que temperam esse importante projeto pedagógico.




            Na terceira edição, desenvolvido no encerramento do terceiro módulo 2018 na localidade de Marinteua, as professoras resolveram homenagear o também professor do modular e escritor Arodinei Gaia juntando o seu trabalho literário ao mencionado projeto. O estilo literário escolhido foi a literatura de cordel, desta forma, quatro obras do citado poeta foram teatralizada com maestria pelos estudantes do 1º, 2º e 3º anos. As obras selecionadas foram: “A Pureza de Gertrudes”, “A astúcia do pescador e a ferroada de arraia”, “Proezas de São Benedito” e “O encontro com a morte” obra que o cordelista paraense escreveu em parceria com o poeta baiano Zeca Pereira.








As obras do poeta costumam retratar os costumes, a cultura e o linguajar característicos do interior amazônico, principalmente da região cametaense. Sendo assim, o projeto veio oportunizar o contato dos estudantes com uma literatura com a qual não estão acostumados que é o cordel e ainda mostra-los como a nossa cultura interiorana é forte e bonita de se ver e que portanto, precisa ser valorizada, preservada e aliada ao processo ensino aprendizagem.




            Importante relatar que a gincana ocorre em um trabalho coletivo em que os alunos são divididos em equipes e cada equipe (geralmente três ou quatro), envolve alunos das três turmas, promovendo a interação entre alunos de salas e séries diferentes num trabalho interdisciplinar. As equipes formadas são identificadas por cores (amarela, verde, azul e rosa) e a “brincadeira do conhecimento” acontece. Ao final os pontos adquiridos por cada equipe, atribuídos por um grupo de jurados, são somados e anunciada a equipe vencedora, entretanto, a euforia com que todos comemoram juntos o final do evento, nos mostra que o que menos importa no projeto é o ganhador, pois todos os envolvidos são os verdadeiros vencedores, e a maior conquista vem para o processo educacional moduleiro.


* O autor é educador do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME (Cametá) , escritor e cordelista.