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terça-feira, 8 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Às mulheres no SOME
Nesta data,
oito de março, em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, nós
professores do SOME, queremos também prestar nossas homenagens a vocês
mulheres, muito embora saibamos que todos os dias são seus. Vocês dão um quê de
especial ao SOME, se já não bastasse seus filhos, vocês educam além seus
alunos, nós, homens que convivemos com vocês ao longo da jornada do SOME. A
música do tremendão Erasmo Carlos fala um pouco por nós quando ele canta
“mulher, mulher na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um dez, sou
forte, mas não chego aos seus pés”... De fato, vocês são fortes, guerreiras,
determinadas, sabem pra onde vão e o que querem.
Uma parte
significativa de professores do SOME que são mulheres, portanto, são
protagonizadoras da educação no campo, e em especial no Sistema Modular de
Ensino.
A
importância de vocês no cotidiano é fundamental já que lutam pela autonomia,
justiça, igualdade e liberdade, além de atuarem na sala de aula, seus
ensinamentos vão além, não se limitam a ensinarem para que seus alunos sejam
aprovados no ENEM, vocês educam para a vida.
Sabemos que
a educação deve ser construída coletivamente, com a participação de diversos
sujeitos que integram e estimulam emancipação dos sujeitos, e a participação de
vocês, mulheres professoras, é de suma importância.
Sabemos o quanto é difícil pra vocês
mulher, deixarem seus afazeres, casa, filhos e lutarem por uma educação melhor
e é isso que as fazem belas, amigas, mães maravilhosas, companheiras, únicas,
encantadoras, enfim, pessoas especiais.
Que o dia 8 de março
reafirme o ideal de liberdade e igualdade de gênero no contexto das lutas
femininas, pois vocês mulheres merecem todo nosso respeito e gratidão pela sua
importância no contexto social. Parabéns mulheres, estamos firmes e fortes com
vocês.
Viva o dia oito de
março! Viva as mulheres do SOME!
A vocês uma singela homenagem
dos colegas educadores do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME Valdivino
Cunha (Sociologia) e Ribamar de Oliveira (História).
sábado, 27 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Sistema de Organização Modular de Ensino
Por Carlos Bordalo
Com a colaboração dos professores
Arleia Jeorgia e Vinicio Nascimento (*)
O Sistema de Organização Modular
de Ensino - SOME, faz parte do Sistema Educacional do Pará desde 1980 e hoje,
através da lei estadual 7806/14 (LEI DO SOME), funciona como Política Pública
Educacional do Estado. Para se ter uma ideia de seu crescimento, em 2013 o SOME
já atendia a 98 municípios, 413 comunidades, 38.134 estudantes e possuía em seu
quadro docente 1.123 professores.
Atualmente, temos em nossa
conjuntura estadual do SOME grandes deficiências devido ao não comprimento da
lei 7806/14 por parte da SEDUC, comprometendo assim as estruturas pedagógicas,
as condições de trabalho docente, incluindo a falta de segurança nas escolas.
O governo, apesar de ter aprovado
a Lei Específica do SOME, não investe em melhoria, quando não promove concurso
público para suprir as demandas docentes ao longo do Estado, provocando assim
uma falsa reposição de aulas de diversas disciplinas, deixando o ensino de
nossos alunos do campo, das águas, florestas e aldeias indígenas, com uma
deficiência perniciosa.
Além disso, o governo não
constrói escolas no Estado ou deixa de recuperar as existentes, o que faz com
que as escolas municipais fiquem superlotadas e sem espaço para que os alunos
do Ensino Médio Modular tenham um espaço digno para bem aproveitar as aulas que
ali são ofertadas.
Alunos e professores ficam à
mercê da violência e de salas de aula superlotadas nas escolas e muitas vezes
espaços sem as mínimas condições da prática educacional.
Não satisfeito com esse cenário
de caos na educação paraense, e especificamente no SOME, o governo atual do
Pará ainda quer reduzir pela metade o número de comunidades que o sistema
modular atende neste estado, segundo o coordenador do SOME/SEDUC, André Malato,
na última reunião com um grupo de professores no dia 17 de fevereiro de 2016.
O governo pretende inserir novos
projetos, como MUNDIAR E SEI (Sistema de Ensino Interativo), que são do setor
privado e tem como objetivos substituir paulatinamente esta modalidade de
ensino público para alunos do campo, da floresta, da água, povos tradicionais,
assentados e indígenas.
O projeto piloto do SEI iniciaria
pelas regiões do Baixo Tocantins, das Ilhas e região Bragantina. Pelo projeto,
ao invés dos alunos terem aulas presenciais com professores de TODAS as
disciplinas que compõem a grade curricular da base comum, como é o real direito
dos alunos desse Estado, o governo Jatene quer impor ao nosso alunado assistir
“aulas” com a presença de um professor Uni docente (Multidisciplinar) para
orientar as vídeo-aulas, que serão repassadas através de uma televisão ao longo
do período de 4h diárias.
Se com um corpo docente decente o
Ensino no SOME já tem suas dificuldades, e nosso alunado já é prejudicado por
esses fatores, imaginem com apenas um docente e uma televisão o que acontecerá
com o futuro do Ensino Médio no campo, o que acontecerá com o aprendizado dos
mais de 38 mil alunos existentes no SOME?
(*) Professora Arleia Jeorgea e
professor Vinício Nascimento compõem a Coordenação Estadual do SINTEPP.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
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