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segunda-feira, 10 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
8 de março - Dia Internacional das Mulheres I
Aconteceu, hoje, pela manhã, uma grande caminhada em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
O dia 08 de março, é uma data memorável, já que é marcada como Dia Internacional da Mulher, onde se instituiu após a luta de várias operárias guerreiras no Congresso da Internacional Socialista. Em homenagem ao grupo de mulheres tecelãs em greve, que foram torturadas, presas e queimadas vivas.
Desde este momento, as mulheres lutam com a opressão e o machismo.
Com mais de mil pessoas, a caminhada contou o apoio de vários movimentos, partidos e entidades que defendem os interesses das mulheres.
As imagens retratam a importância das mulheres para sociedade, que lutam contra as ideias conservadoras.
O blogueiro participou do ato, onde encontrou vários companheiro(a)s e camaradas de longa vida nos movimentos sociais, populares, comunitários e partidários. Parabéns para as mulheres.
O evento foi um sucesso.
8 de março - Dia Internacional da Mulher
Uma vasta programação alusiva ao Dia Internacional de Mulheres, que se comemora na data de hoje, a Central Única dos trabalhadores - CUT e seus sindicados filiados, realizou ontem, no Auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua 28 de setembro, próximo a Doca de Souza Franco, no bairro do Reduto.
Na primeira mesa, que começou por volta de 15 h. o debate foi sobre "A mercantilização do corpo e da vida das mulheres", com Rosane Silva, da CUT/Nacional e Rosalina Amorim, do Sindicato dos Bancários.
A segunda mesa, começou às 17 h. e tratou sobre "Política de Saúde para as mulheres do Campo e da Cidade", ficando com a Sra. Rita, da Secretaria de políticas para as mulheres da FETAGRI.
A partir das 18:30 h. teve inicio Atividade Aberta que abordou "Mulheres em Luta por Igualdade, Liberdade e Autonomia, com Tatiana Oliveira, do Movimento Mundial de Mulheres e Rosane Silva, da CUT/Nacional.
Após as exposições sempre aconteceram intervenções, com números expressivos de participações dos presentes.
Entre os temas abordados foram: Igualdade (O que chama atenção é pouca presença das mulheres nos espaços de representação formal e nos partidos políticos; Creche: um direito da criança e da família e dever do Estado; Paridade, Direitos das trabalhadoras Domésticas, Mudança no sistema político brasileira, Combate à Violência contra as Mulheres; Aborto Legal e Seguro; Democratização da Comunicação; Fim das Terceirizações e Precarizações; Seguridade Social Universal, Soberania Alimentar e Energética entre outros.
O blogueiro se fez presente e acredita como as sindicalistas que 8 de março é uma data de luta, marcada por manifestações que levantam bandeiras feministas em defesa da igualdade, liberdade e autonomia.
Marcadores:
8 de março,
Dia Internacional da Mulher,
Marcha Mundial de Mulheres,
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Mulher,
Mulheres
sexta-feira, 7 de março de 2014
São Joaquim de Ituquara (Baião): História e Memória - Parte V
Parte de coleta de dados, parcial, realizada com alunos das turmas da 1ª série "A" e "B" e 2ª série "A" e "B", na localidade de São Joaquim de Ituquara, no município de Baião, durante reposição de aulas, nos meses de janeiro e fevereiro de 2014, pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME.
Em comemorações ao Dia Internacional da Mulher, que será amanhã, dia 08, estamos postando. Viva o dia Internacional da Mulher, que são todos os dias.
MULHERES EM ITUQUARA:
Saberes e Memórias
Relações de Gêneros
O papel da mulher depois que se
estabeleceu a sociedade privada, se foi tratada de maneira inferiorizada, basta
que recorramos à história da Grécia Antiga que mesmo no apogeu da democracia
ateniense, foi reservado à mulher na hierarquia masculina um papel inferior. No
caso brasileiro, somente a partir da década de 30 é que a mulher passou a ter
direito a votar e essa submissão é imposta até hoje, onde além de ser
menosprezada socialmente, sofre diversos tipos de discriminação e violência,
seja ela psicológica moral ou física cantada em prosa e verso onde uma letra
cantada e muito cantada nas rádios décadas atrás diz: “Amélia que era mulher de
verdade, Amélia não tinha a menor vaidade, achava bonito não ter o que comer
aquilo sim é que era mulher” Os relatos a seguir tornam-se fundamentais à
medida que revelam um pouco da cultura construída ao longo de um processo de
formação histórica e geográfico-espacial; assim como abordam questões que
precisam ser refletidas por toda sociedade em relação aos saberes e suas
experiências vividas e adquiridas.
A História de dona Amélia, que não é a
mesma da música, nos relata sobre o seu passado, que ela passou muitas
dificuldades principalmente de água que era preciso carregar no balde do
igarapé para casa e subir uma ladeira enorme para poder chegar a casa com água.
O alimento que precisavam caçar no mato ou ir para o rio pra ter o que comer,
eles precisavam de arpão e caçavam de armas que eles mesmos faziam, quanto a
roupa era preciso comprar o pano que era ruim e muito caro, eles não tinham
emprego fixo.
O material escolar eles não
tinham, eram as mães que faziam para seus filhos, e a educação que era muito
ruim, porque não tinha professor e nem escola adequada para estudar, a saúde
não era boa não tinha posto de saúde no lugar que eles moravam, ela ia para o
mato para buscar lenha para fazer fogo, tudo isso aconteceu foi no passado
dela, ela falou que foi muito sofrido nessas partes da vida dela.
A respeito do marido dela, ele
nunca a maltratou ela, sempre que ele podia ajudava no que podia, e em geral as
pessoas daquela época achavam que o sustento da casa deveria depender apenas
dos homens. Por isso só eles deveriam trabalhar fora de casa, à
responsabilidade das esposas era cuidar da casa e dos filhos e hoje em dia não,
as mulheres conseguiram trabalhar fora de casa e conseguiram seu próprio
sustento, e não dependem só do homem.
Atualmente, o mundo é mais fácil,
o estudo, a alimentação, a saúde entre outros. A mulher tem emprego, ajuda o
marido na roça, nas despesas e é reconhecida como uma “batalhadora”,
“guerreira” por ter passado muitas
coisas ruins e chegar onde está.
Ela é respeitada por todos, principalmente pelos homens que sempre a
ajudaram. Para exemplificarmos a importância da mulher na sociedade brasileira
temos uma representante feminina comandando nosso país, a Presidente Dilma
Rousseff.
A Srª Paula Gonçalves Morais,
afirma que as coisas naquela época eram muito diferentes , quando eu fiquei
moça, a minha mãe falava tu não vai, e não era pra ir, mas eu não obedecia eu
falava que eu ia, e eu ia quando eu queria ir pra festa eu pedia pra mamãe e
ela falava pede pro teu pai e eu pedia pra ele, se ele falasse não, era não.
Quando eu queria ir pra festa e eles não deixavam, eu deixava os dois dormirem,
e fugia pra festa, e gostava muito de dançar, quando eu chegava a casa eu
apanhava muito. Ai me envolvi com um rapaz e engravidei dele mas ele não quis
assumir nós, então a mamãe falou que ia me amparar, mas se eu procurasse outro
filho eu ia me virar. E depois que eu tivesse o filho eu tinha que trabalhar, a
mamãe me maltratou muito, sofri, mas com o tempo eu arrumei marido, naquela
época nós passávamos muita dificuldade, porque nós não tínhamos uma casa boa
pra morar, era feita de madeira e coberta de palha e tinha dia que tinha que
comer e tinha dia que não tinha, eu era dona de casa. A diferença daquele tempo
pro dia de hoje, era a juventude porque naquele tempo não era violento como
agora que as filhas não respeitam os pais, e hoje em dia não tem respeito como
naquele tempo, e já existia o direito da mulher, porque quando o homem separava
da mulher, todo o bem material do homem ia ser tudo da mulher, e naquela época
não era bom, era mais difícil, porque não tinha socorro em relação à doença.
Muitas pessoas morriam por falta de médico pra socorrer, para descobrir alguma
doença. O meu marido bebia e me batia, teve uma vez que ele bebeu e me botou
pra correr, queria me bater e eu corri só de bermuda. A relação entre pais e os
filhos era boa, os filhos obedeciam nós morava na colônia e não tinha quase pra
onde sair nós dependia do timbuí (Tipo de cipó que tece paneiro, vassoura,
covo: pega tracajá), da farinha, do milho, do arroz, da banana, da abóbora, do
leite de maçaranduba e carvão que nós tirávamos para vender.
.
As alunas Lucilene e Devanilse e a informante
Conversamos
com a senhora Sime sobre sua vida, ela
nos disse que é muito boa. Porque ela tem uma família tem seus objetivos
concretizados, mas enfrentou muitos obstáculos na vida ela era uma excelente
professora, agora se aposentou é independente
tem com que se sustentar.
A relação
com seu esposo é muito importante para ela. Porque já estão muitos anos
casados, ela é uma pessoa bastante conhecida aqui em Ituquara porque foi uma
ótima Professora, ela é uma senhora muito querida e respeitada. O estudo foi
muito importante na vida dela, por isso ela diz para nós alunos que temos de
estudar para sermos alguém e mais não jogue seus sonhos fora você nunca sabe o
que pode ser é só você querer e confiar em si mesmo e em Deus, que ele sempre
guarda você.
E como ela
dizia tinha um sonho de ser Professora e ela ia conseguir chegar lá confiantemente
e se tornou uma excelente pessoa.
Ela tem uma
banda de música que construiu com sua força de vontade, a banda pra ela foi
muito bom porque nem se passava pela cabeça que chegasse ao ponto ela vai a
Igreja, rezar pedir a Deus pra dizer o quanto é grata por tudo que faz e fez
por ela e pela gente porque tudo que Deus faz é bom. Diz que conhece tantos
lugares, pessoas maravilhosas e especiais na vida dela. Ela tem muito orgulho
da vida que tem e da família que é muito importante pra ela essa é um pouco da
história de uma grande mulher lembrada por várias pessoas, mas ela disse que
não é fácil você conseguir o que quer, pra ter o que você quer, precisa correr
atrás, precisa enfrentar os obstáculos da vida tem que ser forte, se um dia
você cair levante de cabeça erguida, tem coisas na vida que não pode deixar de
sonhar porque quando menos esperar acontece. Essa pessoa é conhecida como Dona
Sime e como todos nós chamamos. Foi um pouco de sua história.
Dona Maria
sim, sofreu muito. Ela nos conta que dificuldade que passou foi de trabalho, de
fome, roupas, calçada e muitas outras coisas, como por exemplo, eu não usava
carvão e muito menos gás, usava somente a lenha. ’’
Sofreu muito
na mão do seu marido, mas disse que agora não é mais aquela boba que era antes,
já sabe se defender, pois já existe a lei que protege as mulheres. “Eu não sou
mais obrigada pelo meu marido a cuidar da casa, mas durante os meus filhos
tiverem comigo eu sempre vou cuidar deles e até hoje com ajuda de Deus.”
Grande parte
dessas informações nos permite refletir sobre os saberes, imaginários,
representações e práticas sociais cotidianas, a saber: A mulher desempenha
várias funções: de mulher, de mãe e às vezes do pai. D. Amélia relaciona uma
dessas funções “que ela passou muitas dificuldades principalmente de água que
era preciso carregar no balde do igarapé para casa e subir uma ladeira enorme
para poder chegar a casa com água. O alimento que precisavam caçar no mato ou
ir para o rio pra ter o que comer, eles precisavam de arpão e caçavam de armas
que eles mesmos faziam”. Na função de mãe “O material escolar eles não tinham,
eram as mães que faziam para seus filhos”.
São funções que demonstram as condições sociais e tipos de trabalho que
essas pessoas desenvolveram e/ou desenvolvem como frisa D. Maria: “eu não usava
carvão e muito menos gás, usava somente a lenha”, ou a Professora Sime “que enfrentou
muitos obstáculos na vida ela era uma excelente professora, agora se aposentou
é independente tem com que se sustentar.”.
É visível o
destaque dos valores morais como o respeito, em relação ao marido e aos filhos,
D. Amélia nos fala do seu marido “ele nunca a maltratou, sempre ele ajudava no
que podia”. Ao contrário de D. Amélia, D. Maria “Sofreu muito na mão do seu marido,
mas disse que agora não é mais aquela boba que era antes, já sabe se defender,
pois já existe a lei que protege as mulheres“. Em relação aos filhos, D. Paula
Gonçalves, nos diz “A relação entre pais e os filhos era boa, os filhos
obedeciam nós morava na colônia” e continua “A diferença daquele tempo para o
dia de hoje, era a juventude porque naquele tempo não era violento como agora
que as filhas não respeitam os pais, e hoje em dia não tem respeito como
naquele tempo”. Contudo nem todas concordam com padrões vigentes da época como
relata D. Paula “Quando eu queria ir pra festa e eles não deixavam, eu esperava
os dois dormirem, e fugia pra festa, e gostava muito de dançar, quando eu
chegava a casa eu apanhava muito”.
Portanto, as
denuncias sociais também foram surgindo no decorrer das falas das nossas
informantes, como falta de escolas, postos de saúde, falta de saneamento
básico, problemas estruturais que permanecem até hoje. Nossos governantes
locais deveriam olhar com mais responsabilidades e governar para o povo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
São Joaquim de Ituquara (Baião): História e Memória - Parte IV
MEDICINA POPULAR
XAROPE
PARA CÓLICA
Ingredientes: 1 xicara. (Chá) de água,
uma col. (sopa) de alecrim fresco, uma col. (sopa) de folhas e flores secas de
camomila, ½ xicara. (Chá) de mel.
Modo de preparo: ferva agua, o alecrim
e as folhas e flores secas de camomila, por 10 minutos. Espere amornar, coe e
junte o mel. Esquente novamente, mexendo sempre. Tome duas colheres de sopa ao
dia.
XAROPE PARA DOR DE GARGANTA
Ingredientes: três col. (sopa) de flor
de laranjeira, três dentes de alho, um limão com casca cortado em quatro
partes, um xicara. (Chá) de mel de eucalipto.
Modo de preparo: coloque os dentes de
alho, o limão cortado e as flores de laranjeira em uma vasilha e amasse.
Despeje o mel, tape e deixe descansar. Após doze horas, esprema bem e coe e
tome duas colheres ao dia.
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XAROPE PARA AZIA.
Ingredientes: duas col. (sopa) de
folhas e sementes frescas de erva – doce dois col. (sopa) de hortelã fresca, ½ xicara.
(Chá) de mel.
Modo de preparo: Amasse as ervas com o
cabo de uma colher, até formar uma pasta. Junte o mel, misture e deixe
descansar na geladeira por seis horas. Coe e tome uma colher de sopa, três
vezes ao dia.
PARA ELIMINAR VERRUGAS.
Ingrediente: leite do pé de mandioca.
Modo de preparo: arrancar uma folha do
pé de mandioca, dessa folha sai um leite que é colocado em cima da verruga,
coloque duas ou três vezes ao dia.
domingo, 2 de março de 2014
São Joaquim de Ituquara (Baião): História e Memória - Parte III
Dando continuidade ao trabalho de levantamentos de dados pesquisados, de forma parcial, , pelos alunos de Ensino Médio Modular, sobre diversos temas, na localidade de São Joaquim de Ituquara, no município de Baião. Eis dois temas interessantes: Saúde e Religiões, que levantaram debates em vários seminários.
SAÚDE
A questão da saúde pública no Brasil seja na Vila Ituquara, ou no Distrito Federal, é precaríssima, em que pese o Sistema Único de Saúde- SUS, ser um dos programas de saúde pública no mundo, a saúde é um problema crônico que os governos não conseguem atender dignamente a população, em especial, a população mais baixa, uma vz que as classes média e alta possuem seus sistemas de saúde privados, através dos planos de saúde.
Na comunidade de Ituquara, no ano de
2008 foi fundada a Unidade de Saúde na Vila de São Joaquim de Ituquara, contendo
15 funcionários, entre estes quatro técnicos de enfermagem e dois médicos, com
o apoio da população, incluindo também as melhorias da equipe NASPE
(fisioterapeuta, assistente social, terapia ocupacional nutricionista médico e
atendimento de plantão).
A Unidade de Saúde foi também fundada
e apoiada pela Sra. Benedita do Pilar (conhecida como Jandira) que na época
trabalhava na Prefeitura Municipal de Baião, exercendo cargo de Prefeita na
cidade, com apoio do vice Nilton Lopes de Farias. Nessa Unidade trabalham
médicos que vieram de outros países, como Bolívia e Cuba. A boliviana Daise e o
cubano Jaile, que atendem pessoas com doenças que afligem boa parte da
população de Ituquara, chegaram para amenizar a ausência dos médicos no
interior.
As doenças mais comuns que atacam as
crianças de zero a seis anos de idade são (verminose, diarreia e vomito). Em
2013 houve também cinco casos de desnutrição em crianças com mesma idade. De
acordo com as informações de Leila de Fátima Gaia dos Reis (coordenadora
administrativa da mesma) cerca de 70% das mulheres tiveram gravidez precoce em
2007, sendo que esse percentual caiu em 2013 pra 50%. Essa gravidez ocorre em
mulheres jovens com a idade de 15 e 17 anos. No ano de 2012 houve caso de
pessoas detectado com câncer no estômago causado pela má alimentação, esse tipo
de doença houve apenas um caso grave, o contrario da hepatite “A” que foi
detectado dois casos em crianças, ocasionados pela água.
Houve morte causada por doenças muito grave
que é o caso do câncer e o AVC (Acidente Vascular Cerebral). No ano de 2015 a
virose foi detectada em quase toda a população, sendo que no inicio de 2014
ainda não houve esse problema. De acordo com a Coordenadora Administrativa da
Unidade, diz que a população de São
Joaquim de Ituquara para ter uma base de saúde total é preciso trabalhos
preventivos, palestras nas escolas e um trabalho mais esforçado dos Agentes Comunitários
Familiar - ACF, sendo que seu trabalho é ir à busca de pessoas doentes pra fazer
o acompanhamento familiar.
Doenças como Doenças Sexualmente Transmissíveis
- DST aconteceram três casos que foi a sífilis, mas todos com tratamento.
Doença como dengue e AIDS não foram detectados mais sim uma suspeita de dengue.
A diabetes teve 45 casos em pessoas à cima de 45 anos. Serviços NASP: Atender a
população com as necessidades físicas (obesos, crianças com deficiências
auditivas, fonólogos desnutrição, crianças com Síndrome Down e etc..) palestra,
caminhada, tratamento com nutricionista são o que eles oferecem para os obesos.
Falando ainda sobre a questão da
gravidez, conforme nos mostraram os dados, há um elevado índice de adolescentes
que ficam gravidas precocemente, o que requer uma atenção especial por parte
dos pais, mães, autoridades em saúde pública e educadores de uma maneira geral,
pois, a gravidez precoce tem tudo a ver com o nível de escolaridade dos pais e
das próprias adolescentes, falta de políticas públicas voltadas a esse público
juvenil, além de educação e esclarecimento incisivo sobre essa questão. Hoje,
diferentemente de anos atrás, as adolescentes que ficam grávidas precocemente,
de uma maneira geral, sabem que existem mecanismos contraceptivos, como o uso
do preservativo, o que lhes falta são ações de conscientização, educação sexual
na escola e em casa, só assim diminui-se esse elevado índice de gravidez
precoce, que trás sérios danos ao futuro dessas jovens e desses jovens.
RELIGIÕES
O povo brasileiro é um dos mais
religiosos do mundo, notadamente a vertente cristianistica, incluindo aqui
católicos e protestantes, além das religiosidades trazidas pelos escravos
africanos que veio enriquecer o sincretismo religioso brasileiro, portanto, a
religião seja ela evangelísticas e católicas são por demais fortes entre nós.
Nas vilas e cidades interioranas a questão de religiosidade nos parece mais
acentuada em função da dinâmica sociocultural.
IGREJA
PRESBITERIANA
O primeiro templo da Igreja
Presbiteriana em São Joaquim de Ituquara surgiu na parte “Baixa” (Beira rio)
onde mais ou menos se localizava o antigo Posto Médico. Em virtude de grande fluxo de pessoas
chegando, foi possível construir um novo Templo na parte “Alta” da Vila. Outro
Templo foi construído, onde hoje é localizado o Templo Central. Essa Igreja de
São Joaquim de Ituquara é a mais antiga do Tocantins.
O primeiro obreiro foi o Senhor Luiz
Jardim, um dos primeiros a trazer o Evangelho Presbiteriano para a localidade,
logo em seguida veio também como um dos obreiros desta Igreja José Severino,
depois Manoel Caldas, missionário Santinho, que veio da Comunidade de
Pirranopam remando para nossa Vila, o obreiro Antenor Freitas, Feliciano, o
Pastor Davi que veio de Tucuruí, com sua família residindo por seis anos nesta
localidade e o Pastor Salustiano Aranha Neto. Atualmente, a Igreja está sem
missionário, sendo seus cultos dirigidos pelos próprios membros da Congregação.
IGREJA BATISTA
A Igreja Batista em Ituquara foi
fundada aproximadamente vinte anos atrás pelo missionário João Câncer Damasceno
que veio da cidade de Tucuruí, com o objetivo não de fundar o ministério Batista,
mas sim de trabalhar nas atividades agrícolas, como lavrador. Mas chegando à
Vila de São Joaquim de Ituquara, foi induzido a fundar a nova religião na
comunidade.
Pela responsabilidade da primeira
Igreja Batista de Tucuruí, sendo esse membro da mesma, passou a expandir e
desenvolver o seu trabalho como evangélico, missionário e social, onde propôs e
é reconhecida também como uma das maiores Igrejas dentro da localidade.
IGREJA
ASSEMBLEIA DE DEUS
O primeiro missionário da Assembleia
de Deus foi o Senhor Tarcísio. No ano de
1984, veio responsável de fundar uma espécie de ponto de pregação e quem
pregava era o evangelista José Lopes de Leão, em 1985, logo após veio o evangelista
José de Ribamar, em 1986, que deu continuação às pregações dos evangelistas
anteriores. Os primeiros cultos foram realizados na casa do Senhor Daniel Gaia,
que cedeu sua residência para realizações dos mesmos.
Os primeiros membros da Igreja
Assembleia de Deus em Ituquara foram Daniel Gaia, Benedita Gaia, Nazaré de
Souza, Ambrósio Gaia, Maria Lúcia Gaia, Dica Gaia, Manuel Benedito entre
outros.
O primeiro Pastor foi Ézio de Oliveira
que chegou ao final da década de 80, vindo logo em seguida o Pastor Antônio
Siqueira. No ano de 1996, chegaram o Pastor Raimundo Santos e logo em seguida
Joel Vieira Queiroz.
O primeiro templo era de madeira, que
ficava localizada na Beira Rio. O segundo templo já era de alvenaria que teve
início na gestão do Pastor Joel Queiroz e sendo concluído na administração do
Pastor Edivaldo Ribeiro. A Igreja Assembleia de Deus tem sua atuação e história
de quase três décadas em Ituquara.
CENTRO EVANGÉLICO DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Foi fundada em 10 de junho de 1996,
por um grupo de irmãos e pelo idealizador da Associação Pastor Joel, da Igreja
Evangélica Assembleia de Deus (vale lembrar que esse grupo de irmão é conhecido,
como sócios fundadores).
Esta Associação é liderada por seu
atual presidente Pastor Edivaldo Ribeiro dos Santos juntamente com uma Diretoria
composta por vice-presidente, tesoureiros e secretários. A função da Associação
é prestar serviços sociais e educacionais aos seus associados. Além das suas
funções, este centro evangélico trouxe, por exemplo: o aumento da produção da
agricultura familiar, visto que houve uma fomentação da economia na localidade,
como as saídas de muitas pessoas que viviam na sociedade.
A Associação não tinha recursos
financeiros para se manter, além de regularizar a documentação em dia, essas
foram às dificuldades mais problemáticas encontradas. O Centro Evangélico de
Assistência Social - CEAS superou seus problemas e hoje está cheio de projetos
e um deles é a implementação de uma escola de Teologia, mas falta entrar em
convênio com alguma instituição ou empresa para que essa ideia possa
amadurecer. Também existe a possibilidade de seus associados serem contemplados
para o financiamento do plantio de alguma cultura, como é o caso da pimenta do
reino. Além dos benefícios para Ituquara, à Associação já alcançou muitas
conquistas, uma delas é o financiamento através do Banco da Amazônia para o
cultivo da pimenta do reino.
E na opinião dos entrevistados a
maioria das Associações de Ituquara está deixando de existir, muitas pessoas se
reúnem através do associativismo rural ou cooperativo apenas pra colocar a mão
no dinheiro que o Banco tem liberado através do FNO (Fundo do Norte), a verdade
é que os associados e presidentes das Associações não tem autonomia para ir
buscar recursos, e muitos não sabem o instrumento de poder que se pode ter,
enfim, tudo isso acaba por incentivar o comodismo da agricultura paraense.
A cultura é inerente ao ser humano. Só
nós entre todos os animais, possuímos cultura e esses fatos aliados ao outros,
nos coloca anos-luz distante dos demais animais. A cultura é um modo de ser e
de agir de um povo. Não há cultura superior ou inferior, não há como mensurar,
somente os etnocêntricos veem sua cultura como superior, não há sentido, querem
apenas impor suas culturas que julgam superiores, sem ser.
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