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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dalcídio Jurandir




                                                    * Professora Fátima Olivceira


O escritor Dalcídio Jurandir é um dos romancistas que mais me fascina. Ao ler a obra Passagem dos Inocentes, pude perceber a infinidade de informações referentes ao cotidiano do aluno. Através do Alfredo , a personagem principal e, porta voz do aluno inquieto que compara o ensino no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, no início do século XX, em Belém do Pará, e da sala de aula no Marajó. Também narra indícios das aulas tão monótonas, ele diz: Sem ao menos um pé de sabugueiro para ilustrar na aula de ciência, por exemplo. Ou quando relata sobre as greves e passeatas que acontecem na capital. 



Na Santa Casa, morte das crianças já anunciavam a tragédia dos descaso do governo. Ao mesmo tempo, é o aluno que tem bom gosto, estuda no melhor grupo escolar atravessa a estrada de Nazaré. Sinalizando o início da urbanização de Belém.



Enfim, Dalcídio Jurandir, deixou um legado de obras que dão leituras super prazerosas.



Dalcídio Jurandir do Marajó para o mundo.



* Fátima de Oliveira é Professora de História, da SEDUC, Pa.

sábado, 20 de abril de 2013

Uma abordagem multidisciplinar em Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir,Eneida de Moraes e Waldemar Henrique






Ontem, encerrou Uma abordagem multidisciplinar em Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes e Waldemar Henrique, da Escola de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso, de Icoaraci.






Em sua apresentação, o texto foi trabalhado como perspectiva a aproximação dos alunos do ensino fundamental da Literatura Paraense do século XX e visou também resgatar esta literatura como elemento básico do Patrimônio Cultural. Pela amplitude desse trabalho inseriu em uma perspectiva interdisciplinar e buscou dar sua contribuição ao estudo do tema e seus múltiplos significados de ordem linguística e estética.


O objetivo foi desenvolver habilidades e competências que permitiram ao aluno compreender a dinâmica da linguagem e os usos das diversas formas de comunicação.


A programação iniciou no dia 17, quarta-feira. Pela manhã para as turmas 701/601, o tema foi Bruno de Menezes – Vida e Obra; para a turma 602, o tema foi Eneida de Moraes; para as turmas 702/602, o tema foi Eneida de Moraes. Pela parte da tarde, a turma 604 abordou o tema Eneida de Moraes. No dia 19, sexta-feira, pela manhã a turma 801 ficou com a Professora especialista Maria de Fátima Santos de Oliveira, que abordou o tema sobre Dalcídio Jurandir, já a turma 801, ficou com o tema sobre Waldemar Henrique – Vida e Obra. Pela parte da tarde, a turma 604, ficou com o tema sobre Eneida de Moraes.






Para a Professora Fátima de Oliveira: “foi um prazer e alegria participar e contribuir com um evento dessa natureza”.

Ela enfatizou em sua apresentação:

DALCIDIO JURANDIR: romancista da Amazônia (Texto adaptado)

1.            CRONOLOGIA:
1.1.               Nascimento:  10 de janeiro de 1909(Vila de Ponta de Pedras, Ilha do Marajó-Pá )
1.2         Cachoeira do Arari: Chegou com 1 ano )
1.3         Belém: Chegou aos 13 anos- 1922
      Estudou no o Grupo Escolar Barão do Rio Branco
1924# Conclui o Curso Primário
1925# Estuda no Ginásio Paes de Carvalho
              1927#Cancela a matricula,  torna-se um autodidata. Volta para o Marajó.
             1935# Casa-se com   Guiomarina   Luzia Freire
            1936# Nasce  Alfredo Freire Pereira, primeiro filho
            1937# O bebê Alfredo vem a falecer
            1941# É lançado no Rio de Janeiro seu  primeiro romance
            1952#Viaja para a União Soviética com partidários do comunismo, entre eles, Graciliano                             
Ramos.
            1959# É publicado o romance” linha do Parque”-edição russa, o qual está relacionado
ao    movimento operário do sul do Brasil.

         1.4      Livros publicados- Ciclo Extremo Norte
1º Chove nos Campos de Cachoeira- 1941     
2º Marajó – 1947
3º Três Casas e Um Rio – 1958
4º Belém do Grão Pará – 1960
5º Passagem dos Inocentes – 1963
6º Primeira Manhã – 1967
7ºPonte do Galo – 1971
8º  Os Habitantes – 1976
9º Chão de Lobos – 1976
10º Ribanceira – 1978

     
1.5       Obra: Passagem dos Inocentes

 É entre todos os romances de Dalcídio Jurandir, uma obra que espelha  e estampa :

1.5.1. A linguagem popular do caboclo paraense em seu contexto rural e suburbano.
O universo dalcidiano é tão simples, que para ser visto, escutado, entendido ,sentindo, descoberto, reconhecido, não precisa de  largas interpretações literárias, mas de pura e simplesmente atenção  e sensibilidade à língua viva e direta- tirada da boca do povo na qual esse universo configura-se.
O vocabulário do próprio homem interiorano está presente na literatura dalcidiana. Por isso,não é difícil tropeçarmos com um “axi”, “bubuia “, “panema’‘, um ‘‘disque” ,   um ‘’ saru” e tantos outros vocabulários que aparecem  no romance, na boca dos personagens.

1.5.2. Alfredo, personagem principal desta obra, é o porta-voz do aluno .  É o aluno que tem visão do futuro, que somente através da educação  terá uma vida melhor;

1.5.3. Urbanização  de Belém , inserida no contexto da 1ª Republica do Brasil, é o retrato da Belle Époque.
 
1.5.4. Greves: o povo vai a rua, pela qualidade de vida dos trabalhadores da Fábrica Aliança, mais higiene na cidade, melhoria no Hospital Santa Casa.

 Leia o fragmento :

“As môscas descem, sobem os anjos, as carroças da limpeza sem cavalo ou alguém que
Puxe. Na Inocentes, já pretejava de môscas sim.
Também debaixo das môscas(...) Iam morrer as primeiras criancinhas da Passagem.
Que sei de tudo isso?Que é que as professoras vão explicar no Barão?  ”
 Enfim,  são indícios de denúncias sociais que a ficção  nos revela,  oportunizando o diálogo entre a História  e a Literatura  com a tarefa de fazermos reflexões criticas e inovadoras.
# 16-06-1979, no R.de Janeiro, falece o romancista que a tantos encantou com o menino Alfredo e seu carocinho mágico de tucumã: morre o jornalista ,o critico literário, o ser político e poeta Dalcídio Jurandir.

   Obra consultada:  Dalcidio Jurandir-Romancista da Amazônia Literatura e Memória-Pá – SECULT 2006.





Gostaria de parabenizar a equipe de professores responsáveis pelo evento: Língua Portuguesa – Edna Santos Cruz, Música – Adriana Lobo, Teatro – Evanildo Mêrces, História – Henrique Sozinho, Educação Patrimonial – Jorge Martins e Abgail e Silva, Desenho – Larissa Cavalcante e Informática – José Carlos e Nilton Moreira.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Educação na Escola Pública: Um olhar de Dalcídio Jurandir


                                                       


                                                      Maria de Fátima Santos de Oliveira*


O debate educacional percorre os mais diversos caminhos historiográficos, inclusive aquele que nos permite estabelecer o diálogo entre a história e a literatura.

Diante desta perspectiva, procurei fazer uma abordagem da educação pública no Estado do Pará percorrendo a literatura dalcidiana através da obra Passagem dos Inocentes e como suporte teórico a micro-história.

A micro-história é mais uma das contribuições científicas que podemos lançar mão para se obter o passado, o que implica dizer que não devemos nos limitar em documentos escritos oficiais, mas também utilizar narrativas, fruto de como os sujeitos viveram e pensaram sua própria existência. No dizer de Ginzburg (1989) [...A singularidade na micro-história (...) assume o paradigma indiciário ...], este é um modelo epistemológico baseado na interpretação dos indícios sobre o passado. Portanto, a educação elemento ou fragmento usado na obra narrativa é um indício de um contexto maior no período em estudo, revelado pela contribuição literária do marajoara Dalcídio Jurandir.

 Passagem dos Inocentes, é a obra escolhida para sinalizar os “sintomas da doença” educacional do século XX, pois traça um perfil educacional em Belém no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, Escola esta que foi palco da vida estudantil deste escritor nos anos de 1922 a 1924.

O orgulho da Escola, percebe-se nas suas palavras [...o caminho para o Barão, passava pelo Grupo Escolar do Largo de Santa Luzia, o Doutor Freitas, e espichava o beiço: esse – um aí? Coitado. Não tinha a boa parecença do Barão, este sim...] (1984). No entanto Alfredo fica decepcionado com o método das aulas, era obrigado a decorar datas, fatos que o deixava perplexo, por isso duvidava do que ouvia da professora. Veja o fragmento: [...Quem em mil quinhentos e quarenta e nove chegou na Bahia? E isto dos Séculos? Tempo contado em cem anos?  Era de verdade um tempo? ...] (p.115). Estas memórias de Dalcídio Jurandir, pontuam indícios da educação escolar do século XX baseado na concepção de transferir o conhecimento para o aluno simplesmente memorizá-lo. Observe mais uma vez o que diz Alfredo sobre suas aulas no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco” [... lições giz cobria a pedra de máximo divisor comum, volumes, quantias, governadores-gerais, coisas do mais puro faz de conta (...). A maçã de que saia a fração, cadê a maçã?...] (p.116). São fragmentos que a literatura dalcidiana nos conduz a uma reflexão do processo ensino aprendizagem, ou seja, no século XX aquela era a melhor aula, pois o aluno queria mais.


Na imaginação de Alfredo a aula bem que poderia ser diferente, ele dá a seguinte sugestão: [...Pela porta do lado, procurar as mangueiras do fundo e sem estames ou pistilo chamar os alunos: esta vocês conhecem de berço. Olhem se tem manga, vamos comer umas e olhar o caroço, olhem uma ali grelando, e as folhas, o que estão vendo nas folhas? Já viram um reino de formiga todo ocupado em carregar cargas e cargas de folha? Quanta folha em Cachoeira nem uma agora para a lição de coisas na mesa da professora...] (p.116). Observe que o aluno propõe o uso dos objetos concretos mas que não são utilizados pela professora, isso nos dá a dimensão da inquietude do aluno que tem na escola um aparato pedagógico, mas não tem a melhor aula. Talvez porque a professora usava muito mais o aparato pedagógico e curricular em detrimento da contextualização do cotidiano do educando.

Sem perder de vista que o paradigma da época é tradicional, convém lembrar que Alfredo sugere uma aula mais dinâmica e criativa. No entanto, o procedimento metodológico da professora é outro, por isso, o aluno infere-se a angústia de ter uma aula fora do seu contexto social, por exemplo, quando lembra o seu cotidiano, como as mortes e a sujeira no Umarizal contrastando com a beleza e limpeza da Estrada de Nazaré e se pergunta o que sei de tudo isso? Que é que as professoras vão explicar  no Barão? Ou não vão saber?...] (p.214). Observa-se que o contexto social, da qual faz parte Alfredo era separado pelo muro escolar, ou seja, a obra Passagem dos Inocentes apresenta indícios de como era a aula do passado. Fica explicito que era uma aula baseada no paradigma tradicional, onde decorar datas, sem de fato entrar no significado do que se estudava e o uso da memorização se sobrepunha aos saberes do cotidiano do educando.

E hoje o que mudou na vida escolar?

Rubem alves  (1999) faz também reflexões sobre o aspecto desinteressante do ensino e constata que a escola não seduz o aluno. Ele fala [...assombra-me a incapacidade das escolas de criar sonhos.  Enquanto isso, os meios de comunicação, principalmente a televisão que conhecem melhor os caminhos dos seres humanos vão seduzindo as pessoas com seus sonhos pequenos...].

Os caminhos literários do escritor Rubem Alves e Dalcídio Jurandir, estão associados a uma impossibilidade de a escola oferecer práticas pedagógicas interessantes aos alunos. Esta situação está intimamente associada à formação do professor, também, que muitas vezes contribui para que seus alunos sejam omissos e desinteressados.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais [...A lei Federal 9.394, de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, destaca o papel importante da escola e lhe confere propostas inovadoras...] (1998), como exemplo, o paradigma da Pedagogia das Competências, fundamentada em dois eixos temáticos como a interdisciplinaridade e o uso do cotidiano no contexto escolar. Por essa proposta de ensino os alunos não devem ser moldados para reproduzir conhecimentos. Como diz Perrenoud (1999)[...é impossível avaliar competências de forma padronizada...], ou seja, a avaliação assume dimensão de acompanhamento e procura desfazer o caráter de punição tradicionalmente utilizado nas nossas escolas. O paradigma das Competências não ignora os conteúdos e propõe que a interdisciplinaridade deve ser trabalhada através das temáticas ou projetos educacionais. Nesta perspectiva, o cotidiano passa a ser fundamental para a aprendizagem.

É importante lembrar, que a obra Passagem dos Inocentes sinaliza questionamentos sobre o método educacional do século XX, pois, o método tradicional da educação já é controvertido para Dalcídio Jurandir. Na fala de Alfredo quando ele diz “que é que as professoras vão explicar no Barão”?. Ele quer explicação para os acontecimentos do dia-a-dia como: greve dos coveiros, greve das costureiras da fábrica Aliança, morte de tantas crianças na Maternidade da Santa Casa, porque morava num cheio de lama? Porque os doutores só faziam conferências em vez de acabar com as mortes dos anjos?. Enfim, essas reflexões já sugerem uma nova abordagem educacional do século passado.

Edgar Morin (2002), nos alerta [...O ser humano é a um só tempo, físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. O ser humano é totalmente desintegrado na educação por meio das disciplinas, tendo-se tornado impossível apreender o que significa o ser humano...]. Em outras palavras significa dizer que o uso do cotidiano escolar é importante na medida em que o aluno é visto como ser humano em toda sua globalidade. Diante desta afirmativa posso concluir que Alfredo é o porta-voz do aluno, mas o aluno inquieto pelo descaso social, o aluno visto como ser global, pois s inquietações educacionais de Dalcídio Jurandir são tão atuais como Edgar Morin, Perrenoud, Rubem Alves, Paulo Freire e outros.

Enfim, o cotidiano de Dalcídio Jurandir também é marcado de angústias e incertezas seja por ter sido preso no antigo Presídio São José, seja pelo desemprego por diversas vezes, contudo, contrariar todos os obstáculos como preconceito por ser pobre, negro e ser natural da Amazônia já o fazem digno e respeitado não só pelas convicções políticas como pela obra literária. E mais, Dalcídio vivencia o caos social da República e pela visão crítica de mundo que possui faz denúncias desse caos, entre eles, a educação pública vigente no século passado.




 REFERÊENCIAS

Alves, Rubem. Entre a Ciência e a Sapiência – o dilema da educação. SP: Loyola,1999. 11ªed.

Ginzburg, Carlo. Sinais:Raizes de um Paradigma.In:Mitos,Emblemas: Morfologia e História:trad-SP:Companhia das Letras, 1989

Jurandir, Dalcídio. Passagem dos Inocentes. Belém: Falangola, 1984

Morin, Edgar. Os Setes Saberes Necessários à Educação do Futuro.Trad.SP: Cortez, 2000
Parametros Curriculares Nacionais: Mec, 1998

Perrenoud, Philippe. Construir as Competências desde a Escola: Porto Alegre: ArtMed.1999


*A autora é Professora Especialista em História do Brasil, História da Amazônia e atuando na EEEFM "Maria Gabriela Ramos de Oliveira". Texto produzido durante a especialização na Universidade da Amazônia- UNAMA, com apoio da Secretaria Estadual de Educação - Seduc, em 2005.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dalcídio Jurandir: 104 anos de nascimento











Se vivo fosse, Dalcidio Jurandir, estaria comemorando, hoje,  104 anos de nascimento. Considerado um dos maiores ícones da literatura da Amazônia, escritor e jornalista Dalcídio Jurandir, deixou importante acervo literário, 10 obras com a temática Amazônida (Extremo Norte) e o romance  proletário  Linha do Parque (Extremo Sul). Dalcidio Jurandir nasceu na Vila de Ponta de Pedras, Ilha de Marajó, Pará, no dia 10 de janeiro de 1909 . Filho de Alfredo do Nascimento Pereira e Margarida Ramos.







Autor das obras: Chove nos campos de cachoeira (1941), Marajó (1947), Três casas e um rio (1958), Linha do Parque (1959), Belém do Grão Pará (1960), Passagem dos inocentes (1963), Linha do Parque ( 1959), Primeira Manhã ( 1967), Ponte do Galo (1971), Chão dos Lobos (1976), Os Habitantes (1976), Ribanceira (1978). 







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DALCÍDIO JURANDIR


Em 2004, a Professora de História Maria de Fátima Santos de Oliveira, da Escola Estadual Fundamental e Médio “Maria Gabriela Ramos de Oliveira”, em Belém- Pará , apresentou na Universidade da Amazônia ( UNAMA), a monografia intitulada “ EDUCAÇÃO NO GRUPO ESCOLAR BARÃO DO RIO BRANCO: Um olhar de Dalcídio Jurandir”, para obtenção do título de Especialista em História da Amazônia .

O presente estudo tem como objetivo central refletir sobre procedimento ensino- aprendizagem na Escola Estadual “Barão do Rio Branco”, frente aos desafios propostos pelas abordagens teórico metodológicas das diversas áreas de conhecimento presentes nas prescrições curriculares em vigor.

Dar voz aos alunos e professores através de sua vida cotidiana escolar, constitui relevância desta pesquisa, que buscou na análise da coleta de dados identificar mudanças nos paradigmas da educação .Portanto, no decorrer da pesquisa, a abordagem sobre a educação percorre caminhos diferentes do tradicional, melhor dizendo, “uso a literatura para fazer diálogo com a História possibilitando a discussão entre o fato histórico e o fictício .A educação escolar do século XX, será analisada através das narrativas de Dalcídio Jurandir, na obra Passagem dos Inocentes(1984) e para sinalizar a educação atual, tomo por base o que dispõe a Pedagogia das Competências”.

E continua “o que motivou a escolher este tema foi à importância de um estudo referencial para conhecer o cotidiano do Grupo Escolar ‘Barão do Rio Branco’, no Século XX, Escola que foi palco da vida estudantil de Dalcidio Jurandir, nos anos de 1922 a1924. Na obra Passagem dos Inocentes, Dalcidio fez do Alfredo, personagem principal, e, portanto, o porta – voz dos alunos”.

Este trabalho está dividido em dois capítulos. No Capitulo I, procurando dar voz ao aluno, uso as narrativas de Alfredo, o aluno que vem do Marajó, interior do Estado, para conseguir uma vida melhor através do estudo em Belém. “Já “na capital, consegue vaga na escola pública, no Grupo Escolar” Barão do Rio Branco”. Mas, não gosta das aulas. Por que Será?

No Capitulo II, as abordagens são questões de ordem teórica e análise da pesquisa de campo, ressaltando as dificuldades percebidas pelos professores e alunos nas relações ensino-aprendizagem nos dias atuais na Escola Estadual “Barão do Rio Branco”.