Total de visualizações de página

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Gestão democrática desvirtuada




Começa a se espalhar pelo Brasil o programa Coordenador de Pais, uma proposta da Fundação Itaú/Todos pela Educação, importada, na íntegra, do sistema de ensino de Nova Iorque (EUA), em que a contratação de pais pelo sistema público de educação deve ser estimulada para envolver esse segmento da comunidade escolar no acompanhamento dos/as filhos/as e das ações escolares.



Tal como em outras iniciativas, infelizmente, uma proposta historicamente defendida pela categoria começa a ser desvirtuada. Foi assim com o conceito de qualidade, onde os detentores do capital emplacaram diversas formas de gestão empresarial nas escolas, e tem sido assim em várias propostas de ciclos, onde a preocupação com a “eficiência” do fluxo escolar - resolvida com a simples aprovação automática - é mais importante do que repensar os tempos e espaços pedagógicos, ou inovar as formas de trabalho e de avaliação dos estudantes e do sistema de ensino.




A gestão democrática é um princípio caro para os/as educadores/as brasileiros/as, e consiste, sim, em aproximar todos os atores em torno do projeto político pedagógico da escola. Porém a integração deve ser autônoma e com estímulo a uma verdadeira democracia participativa - onde pais e mães ajudam a eleger as direções escolares, propõem alternativas ao conteúdo curricular e participam das decisões para superar os problemas que comprometem a aprendizagem dos estudantes. E isso tudo deve ocorrer, permanentemente, através de eleições democráticas nas escolas, de reuniões periódicas incentivadas pelos profissionais e as associações de pais e pela presença constante dos pais em todas as instâncias de decisões sobre as políticas para o sistema de ensino.




Um dos grandes riscos do Programa da Fundação Itaú consiste em transformar o importante segmento de pais de alunos em mais um “braço” do gestor público nas escolas, através de vínculo contratual remunerado. Há tempos a comunidade escolar luta pelo fim do clientelismo escolar e, agora, corre-se o risco de se ver reforçada essa conduta por meio dos pais, pretensamente convocados para uma causa bastante nobre.




O outro problema reside na sobreposição de ações simultaneamente conferidas a pais e profissionais no ambiente escolar. De acordo com os objetivos do Programa, os pais estão aptos a interferir em ações voltadas à disciplina dos estudantes por meio da presença constante nos portões da escola, nos horários de entrada e saída, ou “circulando” pelos corredores durante as aulas, os intervalos e horários da merenda. Além dessa flagrante sobreposição de funções educativas - pois a pedagogia escolar é diferente da familiar -, os estudantes também estarão sob constante vigilância da família, o que tende a inibir seu desenvolvimento psicossocial.




A CNTE não tem dúvidas de que a presença dos pais é essencial para o desempenho estudantil e para a melhor organização da escola. Mas ela tem limites e formas de ser processada. Nunca deve ocorrer por meio de vínculo contratual (empregatício) com o Estado, uma vez que depõe contra valores universais da democracia, especialmente a cidadania, e também não pode colidir com teorias e práticas pedagógicas, muito embora deva acompanhá-las de perto e sugerir adaptações.
Por fim, é preciso deixar claro que a gestão democrática defendida pelos profissionais da educação não limita a participação de pais e mães em ações específicas do cotidiano de seus filhos nas escolas. Eles/as devem participar do processo de elaboração, implementação, execução e avaliação das políticas educacionais, sobretudo com assentos garantidos em todos os conselhos de educação, da escola, da merenda e de controle social sobre os recursos financeiros da educação. Isto, contudo, passa ao largo da proposta reducionista de “coordenador de país” da Fundação Itaú, razão pela qual nos opomos a essa iniciativa.


Fonte: Cnte.org.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Assembléia do Sintepp








Aconteceu, hoje,  Assembléia Geral da Rede Estadual, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará - Sintepp, na Escola Superior de Educação Física, tendo como pauta o Lançamento da Campanha Salarial de 2013. 



Nos debates, foram apresentadas propostas que serão apresentadas ao governo tucano do estado, como o reajuste do Piso Salarial, PCCR unificado, jornada de trabalho e hora-atividade; assim como as aulas suplementares.


Nos informes, sobre a audiência entre sindicato e estado, tratando sobre a jornada de trabalho e regulamentação de aulas suplementares, a resposta do governo do estado deixou claro que não dispõe de recursos orçamentários para acatar nossa reivindicação, mas se compromete fazer o debate até junho e apresentar uma proposta para a categoria.


Quanto a regulamentação do SOME, a resposta do governo do estado é que deve ser encaminhada ainda este semestre para a aprovação na Assembléia Legislativa - ALEPA a regulamentação do projeto.


Na mesa de negociação foi frisado também a regularização das eleições diretas para direção de escolas. Segundo o governo do estado é retomar a discussão acumulada entre Sintepp e governo. Enquanto isso as escolas devem continuar realizando eleições diretas com base na portaria da gestão anterior.


Na Assembléia Geral, ficou definido uma reunião específica do SOME, no dia 05 de fevereiro (Terça-feira), às 9 h. no Sintepp, na 28 de setembro 510, Campina.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Assembléia Geral da Rede Estadual







O ano de 2013 apresenta-se ao conjunto dos trabalhadores (as) em educação como um grande retrocesso no reconhecimento de novos direitos ou na garantia de direitos anteriormente conquistados com muita luta.


Temos certeza que os ataques virão e é fundamental que estejamos organizados e mobilizados para resistir contra a retirada de nossos direitos e avançar em novas conquistas.


O Pará aparece, lamentavelmente, como último colocado da Região Norte do País, com baixíssimas pontuações no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB/MEC, em todas as sérias avaliadas.


O discurso do Governo Jatene de que a educação é prioridade é desmentido pela realidade: péssimas condições de infraestrutura nas escolas, profissionais mal remunerados,  autoritarismo e perseguições completam o cenário de descompromisso com a escola pública.


Por isso, nossa campanha salarial terá que ser mais intensa neste ano, talvez a maior e mais forte dos últimos anos, pois estaremos tratando com velhos inimigos de classe, agora mais do que nunca, esmerados na meritocracia como forma de governar. 


Um sistema cruel e perverso que responsabiliza única e exclusivamente o trabalhador em educação pelos resultados desastrosos das políticas aplicadas.


Assim, convocamos todos (as) os (as) trabalhadores (as) para estarem presentes àASSEMBLEIA GERAL da Rede Estadual de Educação, no dia 30 de janeiro, na Escola Superior de Educação Física (Av. João Paulo II, 817), a partir das 16 horas para em conjunto debaterem sobre a campanha salarial 2013, definindo uma proposta de pauta para ser apresentada ao Governo do Estado, contendo os principais temas deste ano, como reajuste do Piso Salarial, PCCR Unificado, Jornada de Trabalho e hora-atividade e regulamentação das aulas suplementares. Compareça e leve sua sugestão de pauta. 


Fonte: Sintepp.org.br

sábado, 26 de janeiro de 2013

Vila do Cravo - Concórdia do Pará



Estive repondo na Vila do Cravo, em Concórdia do Pará. Vejam algumas imagens, dessa linda localidade.













A localidade fica na PA - 140, Ramal do Cravo, Comunidade de N. Sra. das Graças, no município de Concórdia do Pará.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Grandes Projetos na Amazônia




Imagem em Concórdia do Pará
                 




Sabemos que a partir da década de 80, do século passado, o próprio Estado incentiva e consolida com incentivos fiscais a chegada dos grandes projetos em nossa região. Mais uma vez notamos descasos quanto à implantação de grandes projetos na Amazônia.


Em pleno início do século XXI, percebemos cada vez mais a continuação desses projetos, com objetivo de explorar a matéria prima que há por aqui, já que somos o único celeiro do mundo em recursos minerais, vegetais e biológicos.


Projeto do Dendê em Concórdia do Pará



Só para ilustrar, cito o exemplo do nordeste paraense, principalmente nos municípios de Bujaru, Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Moju e Tailândia onde se tem a panorâmica de um desses projetos com a plantação de Dendê. Contudo, não esqueçamos que a produção de dendê em grande escala, exige concentração de terras nas mãos de uma minoria. Enquanto isso, os pequenos agricultores perdem suas terras por preços baratos, encarecendo a produção da farinha e consequentemente o preço torna-se elevado. Portanto, a pergunta que não quer calar: Esse reflexo não se dá pela presença do BIOPALMA ou BIOVALE, nesta região ?