As férias escolares, que são
dedicadas para quem trabalha na educação, mexem com toda a sociedade. Nos finais
de semana, do mês de julho, são sagrados para aqueles que não têm posses e para
aqueles que mesmo não trabalhando na área educacional merecem seu lazer. Aqui,
na Amazônia, pela sua dimensão territorial, oferece o que a natureza
proporciona para o trabalhador, como rios, praias e igarapés, como alternativos.
Quando o trabalhador tira para se divertir, vejam aí a situação que passam que
mesmo tendo sua condução modesta, sofre esperando a balsa de travessia entre o
município de Vigia e Colares, na localidade de Penhalonga. Assim, acontece entre Inhangapi e Bujaru. Não é
mole.
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domingo, 14 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo como Instrumento de Políticas Públicas Ambientais
* Sheyla Moraes
O trabalho faz um estudo sobre o
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo como Instrumento de Políticas Públicas
Ambientais e de promoção de emprego e renda no atual contexto da Governança
Climática no Brasil. Para tanto, para se compreender as abordagens discutidas
foi necessário conhecer o conceito de governança climática dentro do sistema
global contemporâneo e das questões que mudaram os rumos das discussões nas
políticas ambientais voltando à atenção para as mudanças climáticas a partir da
segunda metade da década de 1940. Apresenta o estudo econômico e estrutural do
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo como um viés de redução das emissões de
Gases de Efeito Estufa estabelecido pelo protocolo de Quioto para os países
desenvolvidos ou pertencentes ao anexo-I para minimizar o aquecimento global no
planeta e a questão do fetiche mercadológico por parte dos países em
desenvolvimento. No caso específico do Brasil, pais empreendedor do mercado de
carbono, essa política contribui para o desenvolvimento de geração de emprego e
renda por meio de suas florestas e energia. Analisa também os objetivos, metas,
a origem do Mecanismo por meio do artigo 12 do Protocolo de Quioto. Os gases
geradores de efeito estufa e o mercado de carbono. Analisa o conceito de
políticas publicas e sua evolução, as políticas publicas ambientais, a
trajetória da política ambiental brasileira, o Brasil no contexto da governança
climática e o foco do projeto em análise, que é o estudo do MDL como
instrumento de Política Publica.
* A autora defende dia 30 de julho esta dissertação, na Ciência Política na Ufpa.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Dia Nacional de Lutas (I)
Neste Dia Nacional de Lutas, onde
os trabalhadores foram convocados pelas centrais sindicais, movimentos sociais
e populares; além dos movimentos estudantis estão nas ruas.
Aqui, em Belém do Pará, milhares
de pessoas com faixas e cartazes deram o tom na passeata. Saindo com atraso,
depois das oito horas, de frente da Prefeitura Municipal de Belém, tendo como
destino o CIG- Centro Integrado de Governo. Onde, no momento, acontece a articulação para a
entrega da carta com reivindicações ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho e ao
governador Simão Jatene.
Leia a íntegra da carta que será
entregue ao prefeito e governador.
Exmo. Sr. Dr. Simão Jatene
Governador do Estado do Pará
Exmo. Sr. Dr. Zenaldo Coutinho
Prefeito Municipal de Belém
Pelas Liberdades Democráticas e
pelos Direitos dos Trabalhadores.
Os trabalhadores brasileiros vêm
participando da luta contra o aumento das
passagens em curso em todo o
país, entendendo que expressa a insatisfação
dos trabalhadores e do povo
submetidos, diariamente, a condições desumanas no transporte coletivo, em
especial nas grandes cidades. O preço das tarifas é absurdamente elevado frente
às condições de prestação deste fundamental serviço público e corresponde a
13,5% da renda da população mais pobre.
Mais do que uma reação contra as
tarifas, as manifestações mostram que
os/as trabalhadores/as,
estudantes e a sociedade como um todo, não admitem mais o descaso com questões
como a falta de políticas de mobilidade urbana e melhoria urgente da qualidade
do transporte coletivo que, apesar de público, é caro e de péssima qualidade.
Neste sentido, as centrais
sindicais abaixo-assinadas, consideram que
as manifestações são
absolutamente legítimas e democráticas. A virulência
da repressão policial contra os
manifestantes é inadmissível, avilta o direito
constitucional à livre
manifestação e resgata o velho bordão de que os poderes constituídos tratam
assuntos de interesse social como assunto de polícia.
Sendo assim, as Centrais
Sindicais reafirmam à luta contra os aumentos
das passagens, contra a violência
policial, pelo amplo direito de manifestação,
pela criação de canais de diálogo
e de negociação com a sociedade para, juntos, debatermos e encontrarmos saídas
para o problema da mobilidade urbana, que tanto afeta a vida da classe
trabalhadora.
No país afora, centenas de
prefeitos municipais já ouviram o clamor das ruas
e reduziram tarifas de passagens.
É fundamental que manifestações avancem
para a abertura imediata de
negociações aqui em Belém, apontando para redução de tarifa, passe livre e,
principalmente, na urgente melhoria na mobilidade e serviços hoje oferecidas
aos usuários do transporte público e que deixam muito a desejar.
É necessário debater e aprofundar
uma pauta nacional e local que aponte
para o avanço do desenvolvimento
e da democracia, com respeito aos direitos dos trabalhadores e valorização do
trabalho.
As Centrais Sindicais, com o
apoio técnico do DIEESE apresentam a pauta
reivindicações da classe
trabalhadora, para o que solicita resposta até o dia
2.11.2013 e entendendo que essa
passa por:
Fim do fator previdenciário; 10%
do PIB para a Saúde; 10% do PIB para a
Educação; Redução da Jornada de
Trabalho para 40h semanais, sem redução
de salários; Valorização das
Aposentadorias; Transporte público e de qualidade; Reforma Agrária; Fim dos
Leilões de Petróleo; Rechaço ao PL 4330, sobre Terceirização; Reformas
estruturantes (Mídia, Tributária, Educação, Urbana).
Consideramos grave o genocídio da
juventude negra e dos povos indígenas;
a repressão e a criminalização
das lutas e dos movimentos sociais; a impunidade dos torturadores da ditadura;
somos contra aprovação do estatuto do nascituro e somos contra a redução da
maioridade penal.
Também consideramos gravíssimo a
ausência de regularização fundiária em
Belém, para o que reivindicamos
imediata abertura de mesa de negociação para tratar desse tema.
O Pará contribui positivamente
para o saldo da balança comercial brasileira,
com U$ 12 bi em 2010, o que nos
coloca como o segundo maior estado em
volume de geração de divisas para
o Brasil, mas ocorre concentração nos produtos primários e em commodities o que
impede o maior desenvolvimento do nosso Estado.
Mesmo batendo recordes na geração
de empregos formais, as Centrais
Sindicais têm apontado
reiteradamente ao Governo do Pará a necessidade de
romper com o quadro de baixo
nível de qualificação da mão-de-obra e elevado índice de informalidade.
A implantação no Estado dos
grandes projetos de metalurgia, mineração e
eletricidade nos coloca na 7ª
posição nacional em volume de investimentos (R$ 105 bilhões) e perspectiva de
geração de 200 mil empregos formais até 2013 , mas infelizmente não há
perspectivas ou recursos previstos para a qualificação de ao menos 20% desses
trabalhadores. Como conseqüência manteremos a prática de importação de pessoal
de outros estados, principalmente para os empregos mais qualificados, e até de
outros países para essas vagas de trabalho.
É necessário que o crescimento
econômico e desenvolvimento repercuta na
melhoria da vida do povo
trabalhador. Não pode ganhar unicamente o capital, na busca pela sua
reprodução. Para isso é necessário que se planeje esse processo, com indicação
de criação de infraestrutura de saúde, educação, saneamento, segurança, lazer,
entre outros serviços, para que se rompa com os históricos ciclos econômicos do
estado em que aos trabalhadores e às populações tradicionais restem apenas
graves problemas sociais resultados de um crescimento desordenado, não tendo
melhoria significativa na sua qualidade de vida.
Também não se pode reproduzir a
lógica das desigualdades regionais que
concentram poder em determinadas
regiões em detrimento de outras, gerando internamente disparidades econômicas e
sociais que trazem sofrimento ao povo trabalhador. Em função desta secular
prática houve ambiente favorável para o recente plebiscito que cogitava a
divisão do estado do Pará para o surgimento de mais dois novos estados, Tapajós
e Carajás.
Uma das necessárias
transformações que precisamos implementar é
da construção de uma política
ousada de qualificação, que hoje é de enorme
demanda, exigindo urgente
ampliação dos recursos para essa rubrica, sejam em nível estadual, municipal ou
federal, continuam muito pequenos para fazer frente
a estes novos cenários. Tal
política não pode ser reduzida a oferta de cursos
aligeirados e de baixa qualidade,
mas devem comprometer-se com a qualificação
ampla dos trabalhadores e
estimular a elevação de sua escolarização.
A necessidade de sustentar o
desenvolvimento econômico e social do
Pará para os próximos anos, com
mais empregos, elevação dos salários e
da produtividade impõe urgente
expansão do investimento na melhora das
condições de trabalho (trabalho
decente), na qualidade da educação básica e
fundamentalmente na ampliação da
oferta da educação profissional de qualidade
social aos trabalhadores,
principalmente nos Setores concentradores de mão-deobra.
É necessário que os trabalhadores
tenham acesso planejado e de qualidade,
à formação e qualificação
profissional, de modo que possam estar prontos a
assumirem os postos de trabalho
que estão sendo criados, evitando-se que o Pará
se mantenha na posição de um mero
Estado Almoxarifado de recursos minerais e
importador de mão-de-obra, com
inúmeros problemas sociais decorrentes desse
tipo de prática.
Em março de 2012 as Centrais
Sindicais e o DIEESE apresentaram ao
Governo do Estado, um conjunto de
propostas que até hoje adormecem sem
resposta, onde defendemos:
- a revisão da dotação
orçamentária para qualificação profissional; criação do
Fundo Estadual para Qualificação
Profissional; Criação de uma comissão tripartite,
para a elaboração da política
estadual de educação profissional; que o Estado
articulasse junto à Sudam a
criação e implementação do Programa Regional
de Educação Profissional;
participação das centrais sindicais na execução das
ações de qualificação
profissional; fortalecimento e estruturação do Conselho de
Desenvolvimento Econômico – CDE.
Ainda um maior investimento em Políticas
Públicas de saúde, transporte,
educação, qualificação, financiamento e outros
que assegurem o desenvolvimento
do campo priorizando a agricultura familiar,
garantindo assistência aos
assentamentos, bem como a Valorização do Trabalho
Decente, com ampliação de
Políticas sociais em todo o Estado com foco na
valorização do trabalho,
combatendo a precarização da mão-de-obra, buscando a
igualdade de direitos de todos os
trabalhadores;
Superar a histórica lógica da
exploração da força de trabalho o Pará
é necessário, de modo a fazer com
que o ciclo positivo de desenvolvimento
econômico repercuta na ampliação
da qualificação dos trabalhadores, na melhoria
da sua qualidade de vida e no
fortalecimento de suas organizações.
Referente à pauta apresentada em
março 2012, reivindicamos abertura
imediata de mesa de negociação
para abordar as questões ali relacionadas, assim
como outras apontadas pela
energia das ruas.
E que o governo de Belém
reconheça que existem populações
camponesas (sem- terra,
ribeirinhos, quilombolas) no município, alocando recursos
para a rede de proteção social a
essas populações, pois o que hoje existe vem do
governo federal.
O município deve efetivar ações
que contribuam para superar as
injustiças e desigualdades
vividas pelas mulheres, garantindo orçamento para as
políticas, priorizar o
financiamento das políticas orientadas para a justiça social e a
igualdade de direitos para as mulheres
é fundamental para fazer a diferença na
situação de desigualdade em que
vivem as mulheres belenenses.
Assim é fundamental a efetivação
das políticas voltadas para a promoção
da saúde e equidade para a
população LGBT, Juventude, para a Feminização
da AIDS, para mulheres do Campo e
da Floresta; assentadas e acampadas;
empreendedoras; quilombolas;
Indígenas; idosas; extrativistas; encarceradas;
com deficiência; Prostitutas;
Pescadoras; meninas, adolescentes e jovens;
Trabalhadoras Domésticas,
Trabalhadoras do setor formal e informal; escritoras;
poetisas e outras, pois a
diversidade de trabalhos, condições sociais, gênero,
geração e orientação sexual têm
tido consequências gravíssimas no Pará e em
Belém como o assassinato de
mulheres, jovens negros e homossexuais.
O Pará ocupa o 4º lugar em número
de mulheres assassinadas segundo o
mapa da violência de 2012
(Waiselfisz, 2012) e mais de 3.000 processos estão
parados nas varas da justiça de
violência contra a mulher por falta de recursos
humanos e materiais segundo
depoimento de integrantes da justiça do Pará à
Comissão Parlamentar Mista – CPMI
em audiência pública em dezembro de 2012.
Esses números e taxas de
mortalidade por assassinato cresce entre mulheres
negras e cai entre mulheres
brancas. Assim o femicídio tem também no estado a
dimensão da cor/raça.
A juventude é também a principal
protagonista da violência (homicídios)
em Belém ocupando o 8º lugar no
ranking das capitais brasileiras e com 300%
de crescimento de homicídios de
jovens entre 2000-2010 segundo o Mapa da
Violência (Waiselfisz, 2012).
Situação já apontada pelos
documentos entregues por centrais e
movimentos sociais, entre os
quais aos movimentos de mulheres ao governo
municipal de Belém em audiência
com o Sr. Prefeito em março de 2013.
As ações decorrentes do processo
de negociação com V, Exª, no entanto
não se concretizou de fato em
planejamento com orçamento para o período
2014-2017 no PPA municipal haja
vista que mesmo com o Plano Municipal de
Políticas para as Mulheres de
Belém- PMPM construído e discutido conjuntamente
(município e movimentos) as
propostas contidas no PMPM foram rejeitadas pela
base do governo quando da votação
do PPA pela Câmara municipal e mais os
movimentos presentes, que
acompanhavam a votação foram constrangidos e
reprimidos violentamente.
Por fim, registramos nosso
repúdio ao ataque e à criminalização dos
movimentos sociais,
particularmente gravíssimos em momentos recentes: na
violência impetrada na Câmara
Municipal de Belém pela Guarda Municipal de
Belém e pela Policia Militar do
Estado durante a votação secreta do PPA (Plano
Plurianual) e, dessa forma
solicitamos o cancelamento do referido PPA (Plano
Plurianual), votado à base da
violência.
Repudiamos também a repressão ao
movimento no dia 20 de junho, com
utilização de spray de pimenta
bala de borracha e gás lacrimogêneo, este último
causador da morte da servidora
pública, a gari Cleonice Vieira, vítima fatal do gás
lacrimogêneo e da violência
policial, e a violenta ação contra os trabalhadores
comerciários na recente greve,
com violência contra os trabalhadores e lideranças
sindicais.
Avaliamos importante que o
governo do estado e o governo municipal
de Belém se comprometam em
orientar a bancada paraense na Câmara de
Deputados e Senador Federal na
defesa da pauta dos trabalhadores:
Saúde:
Em defesa de saúde pública e de
qualidade;
10% do PIB para a Saúde;
Postos de saúde 24h nos bairros;
Não privatização dos serviços de
saúde do município;
Cumprimento da norma de atenção à
saúde das mulheres vítimas de
violência;
Efetivar a política de saúde da
mulher no município, com recursos humanos,
materiais, insumos e espaços
físicos;
Criação do Comitê de vigilância
de Mortalidade materna e infantil no
município;
Implementação das Leis 11.634/07
(direito à vinculação a uma maternidade
durante o pré-natal) e 11.108/05
(direito de escolher seu acompanhante no
parto e pós-parto);
Construção de Unidade Municipal
Materno-Infantil;
Garantir saúde com equidade, com
implementação da promoção, assistência
e tratamento de saúde de forma
universal;
Garantia do co-financiamento
municipal e implementação da atenção básica
e rede de saúde mental no
município;
Assistência / Segurança Alimentar
e nutricional
Implementação da Lei 11.344/2006
(Lei Maria da Penha), do Pacto de
Enfrentamento à Violência Contra
as Mulheres em nosso município ;
Fortalecer o Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA) Lei nº 11.947 que
estabelece, no mínimo, 30% do
total de recursos da alimentação escolar
devem ser usados diretamente na
compra de alimentos de agricultores
familiares locais (assentamentos
da reforma agrária, comunidades
tradicionais e quilombolas);
Transporte:
• Redução imediata da tarifa do
ônibus, para R$ 2,00;
Passe Livre para os estudantes
• Implantação do Bilhete Único
Metropolitano.
• Instalação da Câmara de
Compensação Tarifária para manutenção do
transporte 24h por dia.
• Implantação de transporte
público estadual de qualidade, que
assegure mobilidade urbana e
tranqüilidade aos usuários;
• Desoneração do ICMS incidente
sobre o Diesel que hoje é de 17%,
um dos mais altos do País.
• Quebra do monopólio das linhas
de ônibus;
• Pela implantação do controle
eletrônico das passagens, com a
implantação do Caixa Único do
sistema;
• Mudança do desenho do sistema
de transporte no Pará, com foco no
transporte fluvial e hidroviário,
inclusive o uso de hovercraft na Ilha do
Marajó;
• Derrocada do Pedral de
Lourenço;
• Conclusão urgente do sistema
BRT e construção de vias alternativas
como a continuação da Av.. João
Paulo II.
• Pela regulamentação urgente dos
Mototaxistas em Belém.
Cultura
• Pela Lei de criação do Sistema
Estadual de Cultura, e
• Pela efetivação imediata da Lei
Valmir e do Sistema Municipal de
Cultura.
Educação:
• 10% do PIB para Educação;
• 75% do Fundo Pré sal para
Educação;
• Acelerar a municipalização da
educação garantindo o acesso a creche
ou pré-escola na rede pública
para crianças de zero a seis anos, nas
áreas urbanas, ribeirinhas e
rurais, prestando serviços de qualidade
e retaguarda de transporte
escolar, lavanderia pública, restaurante
comunitário;
• Garantir a construção de
escolas nas comunidades ribeirinhas, rurais
e quilombolas, principalmente
para a educação infantil e anos iniciais
do ensino fundamental (Decreto PR
7.352/2010);
Saneamento:
• Execução do protocolo de
manutenção das obras da bacia do Una e
manutenção periódica das demais
bacias hidrográficas de Belém.
Qualidade Serviço Público:
• Valorização do servidor
público;
• Realizar Concurso Público para
recomposição do quadro de
trabalhadores do serviço público
e combatendo a precarização;
• Implantação de Plano de Cargos
Carreiras e Remuneração - PCCR
para os servidores públicos;
• Nomeação dos concursados
Direitos da Mulher:
• Combate à política do ICMS que
penaliza o estado do Pará;
• Criação da Secretaria Municipal
Especial de Políticas para as
Mulheres;
• Melhoria das condições para
funcionamento (recursos humanos,
materiais e financeiros) da
Coordenadoria da Mulher de Belém;
• Garantir a participação dos
conselhos e movimento de mulheres na
elaboração e monitoramento das
LOA, LDO e no PPA municipal;
• Recomposição do Conselho
Municipal da Condição Feminina de
Berlém - CMCF com a participação
dos movimentos de mulheres
Reformas Estruturantes:
• Contra o PL 4330 – Em combate
às terceirizações;
• Reforma Agrária e Federalização
dos projetos de Assentamento
Mártires de Abril e Elizabete
Teixeira;
• Reforma democrática da mídia –
Controle social;
• Fim do Trabalho Escravo;
• Pela Aprovação da PEC 300.
Atenciosamente e no aguardo de
sua resposta,
CENTRAL DOS TRABALHADORES E
TRABALHADORAS DO BRASIL - CTB
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES –
CUT
FORÇA SINDICAL
UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES -
UGT
NOVA CENTRAL SINDICAL DOS
TRABALHADORES - NCST
CSP – CONLUTAS
CGTB – CENTRAL GERAL DOS
TRABALHADORES DO BRASIL
CSB - CENTRAL DOS SINDICATOS
BRASILEIROS
DIEESE/PA
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Dia Nacional de Lutas
A Central Única dos Trabalhadores
- CUT e a s demais centrais sindicais irão às ruas amanhã (Quinta-feira -11),
no Dia Nacional de Lutas, para defender os interesses e a pauta da classe
trabalhadora. Cidades de todo o país, principalmente das regiões metropolitanas
e capitais, terão atos, paralisações, atrasos na abertura de agências bancárias
e na entrada nas fábricas. Algumas categorias, como rodoviários e metroviários,
farão greve. Aqui em Belém do Pará, a concentração está marcada para as 07h30min
h na Praça D. Pedro, em frente à Prefeitura Municipal de Belém, no Ver-o-Peso. Contamos
com o apoio de todos os trabalhadores. Vamos para a rua.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Visite a Praça da República aos domingos
A praça já foi ponto de encontro da esquerda
paraense e hoje ainda é um dos espaços preferidos
para manifestações das mais diversas formas. Para lá convergem,
convivem e expressam os mais diferentes pensamentos, seja o pensamento
hippie, dos punks, anarquistas e democratas. Ninguém ignora os cabelos longos
e transados dos roqueiros, a homossexualidades de alguns ou a crença religiosa de outros, lá
reina o direito a diferença ou à
preguiça.
Atualmente foi agregado a paisagem da praça, a
feira hippie e o arrastão do grupo Pavulagem que arrasta multidão com seus
chapéus de palhas enfeitados com fitas de cores fortes penduradas em suas
abas. Em ser cortejo seguem crianças, jovens, adultos e idosos que partem da
escadinha em direção a Praça da República. Se você nunca visitou a Praça da
República aos domingos, não sabe o que está perdendo.
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domingo, 7 de julho de 2013
Partido dos Trabalhadores- PT
Leia documento aprovado pelos
membros da CEN durante reunião realizada nesta quinta-feira (4), em Brasília
A Comissão Executiva Nacional do
PT, reunida em 4 de julho de 2013 em Brasília/DF, para avaliar a situação
política nacional e o resultado das manifestações populares e da juventude que
ainda estão em curso em todo o país.
SAÚDA
· o caráter progressista que se consolidou no
rumo das manifestações em curso, com suas reivindicações políticas, econômicas
e sociais profundamente identificadas com a trajetória e programa do Partido
dos Trabalhadores e das forças que se uniram para governar o Brasil sob a condução
da Presidenta Dilma
· a pronta disposição democrática da
Presidenta Dilma, líder de uma das maiores democracias do planeta e a única,
entre tantos Chefes de Estado que tiveram suas ruas tomadas por manifestantes
populares e da juventude, a abrir o diálogo com estes e a responder de forma
concreta aos seus justos clamores pelo aprofundamento das mudanças que o País
vive nos últimos dez anos
· a iniciativa política do Governo de
construir, com os movimentos sociais, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário
e as forças políticas democráticas uma agenda de alto nível sobre o presente e
o futuro do Brasil, consubstanciada nos Pactos anunciados pela Presidenta Dilma
e numa agenda legislativa há muito reclamada pela Nação
· a tramitação de importantes legislações
constantes desta agenda nacional, entre elas a PEC do Trabalho Escravo, a
destinação de recursos dos royalties do petróleo e do Fundo do Pré-Sal para a
educação e a saúde, a criação do REITUP para baratear os custos das tarifas de
transporte coletivo, entre outras, e a retirada de cena de projetos reclamados
pela população, como a chamada “cura gay”.
· a entrada em debate de importantes matérias
como o Estatuto da Juventude, o PL 4.471 (autos de resistência) e a
criminalização dos corruptores em projeto de lei apresentado pelo Presidente
Lula, bem como a adoção de medidas que visam ressarcir os cofres públicos dos
prejuízos por estes causados à sociedade, que esperamos sejam aprovados no
curto prazo. O PT se posiciona ainda contra a PEC 215, que visa transferir do
Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas.
· a construção de crescente unidade na
esquerda política, partidária e social da necessidade urgente de aprovação de
uma verdadeira Reforma Política com Participação Popular e de um Plebiscito
Nacional sobre os eixos fundamentais dessa reforma, pela qual há anos o PT e os
movimentos sociais lutam no Congresso Nacional.
MANIFESTA
· o compromisso com a agenda de reformas
democráticas e populares que podem dar sustentação política, econômica e social
às respostas que vêm sendo dadas aos justos reclamos da população no que diz
respeito à qualidade dos serviços públicos e consolidação da inclusão social de
amplas maiorias.
· entre estas, o compromisso com uma Reforma
Tributária que busque nas grandes fortunas e rendas de uma minoria os recursos
que permitam a diminuição da carga tributária sobre a produção, a renda e o
trabalho das amplas maiorias do pais.
· a convicção de que os mecanismos
constitucionais e legais existentes para uma Reforma Urbana podem e devem ser
utilizados para que as atuais políticas públicas de moradia, saneamento básico
e mobilidade urbana estejam integradas com a sustentabilidade e a melhoria da
qualidade de vida das nossas cidades
· o chamamento à imediata aprovação do marco
civil da Internet pelo Congresso, garantindo os direitos de 80 milhões de
internautas brasileiros e ampliando as potencialidades de toda comunicação em rede,
tão utilizadas nas recentes manifestações em todo o país.
· a luta pela regulamentação dos dispositivos
constitucionais que normatizam as comunicações do Brasil, tal como proposto
pelo Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, cujo abaixo-assinado
assumimos em fevereiro.
· a defesa da imediata Reforma Política, com
efeitos imediatos já para as eleições de 2014 e com resultados duradouros e
estruturais definidos em uma Assembléia Constituinte Exclusiva sobre o tema da
Reforma Política cuja convocação propomos seja submetida à consulta popular em
Plebiscito.
ORIENTA
· as bancadas do PT na Câmara e no Senado a
trabalharem pela coesão da base aliada da Presidenta Dilma no Congresso para a
convocação no mais curto prazo do Plebiscito Nacional pela Reforma Política,
priorizando entre os quesitos a serem incluídos na consulta popular os eixos de
nosso Projeto de Lei de Iniciativa Popular: financiamento público exclusivo de
campanhas; sistema proporcional com voto em lista partidária pré-ordenada e
paridade de gênero; a ampliação da participação popular e dos mecanismos de
democracia participativa já existentes; e a convocação de uma Assembléia
Nacional Constituinte exclusiva para a Reforma Política.
CONCLAMA
· a militância do PT a continuar colhendo
assinaturas para o nosso projeto de iniciativa popular, ombro a ombro com
outras iniciativas da sociedade civil que caminham no mesmo sentido (como a
Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política, o MCCE, a OAB, a
CNBB, entre outras valorosas instituições), intensificando o ritmo da coleta de
assinaturas para que incidam positivamente no debate no Congresso Nacional
sobre o tema.
· a militância petista nos movimentos sociais
a que assumam decididamente a participação nas manifestações de rua em todo o
país, em particular no Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações convocada
por ampla coalizão de centrais sindicais e movimentos populares para o próximo
dia 11 de julho, em defesa da pauta da classe trabalhadora para o país e da
Reforma Política com Participação Popular.
· os partidos democráticos e populares,
centrais sindicais e movimentos sociais que vêm se articulando de forma
importante ao longo das últimas semanas para colocar na rua a pauta das
transformações sociais do país que sempre nos unificou a debater a
reconstituição do Fórum Nacional de Lutas como espaço de diálogo permanente,
construção de unidade e articulação de lutas sociais e institucionais.
· os filiados e filiadas ao Partido dos
Trabalhadores em todo o Brasil para que intensifiquem os preparativos para um
grande Processo de Eleições Diretas (PED) a ser realizado entre os meses de
julho e novembro, com ampla mobilização e empenho no debate político dos temas
de nosso V Congresso do PT, de modo a demonstrar a toda a sociedade brasileira
que nossas bandeiras de democratização e participação popular em nosso projeto
de Reforma podem e serão vividas nas relações internas do PT, construindo e
fortalecendo nossa unidade de ação.
e CONVOCA
- Reunião do Diretório Nacional
do PT para o dia 20 de Julho.
- Reforma Política com
Participação Popular
- Plebiscito Já
- Eleições de 2014 regidas pelas
novas regras da Reforma Política
- Todo apoio ao Dia Nacional de
Luta com Greves e Mobilizações de 11 de Julho
Brasília, 04 de julho de 2013.
Comissão Executiva Nacional do
Partido dos Trabalhadores
segunda-feira, 1 de julho de 2013
A Revolta dos Centavos
* Valdivino Cunha da Silva
Qualquer avaliação que se faça do
que está ocorrendo hoje no Brasil, corre-se o risco de erro. Mas só erra quem
ousa. Não sou dono da verdade, errar faz parte da tentativa do acerto. A
sociologia ensinou-me a analisar os fatos, mas não me garantiu certezas em
minhas análises, portanto, vamos a elas.
A situação da Presidenta Dilma
ante os fatos que estão ocorrendo ultimamente no Brasil, me faz lembrar a
passagem de um filme que assistir sobre a Revolução Francesa quando um súdito
chega ao Palácio de Versalhes onde o rei Luiz XVI vivia enclausurado, vivendo
outra realidade. O súdito veio dar a notícia dos levantes que estavam ocorrendo
na França. Ele pergunta ao súdito se o que estava ocorrendo na França era uma
revolta. O súdito então lhe disse “não majestade, é uma revolução”. O resto da
história francesa todo aluno que já concluiu o ensino fundamental sabe. O mundo
nunca mais foi o mesmo depois do ano de 1789, ano da Revolução Francesa.
Imagino que quando a Presidenta
soube das primeiras noticias ou viu pela televisão a multidão em marcha, deve
ter perguntado aos seus assessores se aquilo era uma revolução. Eles certamente
disseram que não, que aquilo era apenas uma revolta, portanto, diferente de
revolução, pois esta traz em seu bojo, mudanças radicais, estruturais, enquanto
aquela, expressa apena uma insatisfação de um povo, de uma nação.
As manifestações de insatisfação
custaram demais para acontecer, mas aquele dito popular que diz que “antes
tarde do que nunca” se aplica ao caso brasileiro. Alguns pontos precisam ser
levados em consideração para compreensão das mobilizações que vem ocorrendo, um
deles diz respeito a cooptação pela qual passou as lideranças que foram
formadas nas lutas sindicais, nas associações, nos movimentos sociais ao longo
de muitos anos e que hoje estão nos gabinetes governamentais, viraram
lideranças chapas brancas, surgindo, portanto, um vácuo de novos líderes.
O abismo entre pobres e ricos é
um fato relevante, chega a indignação e contradição. Indignação pelo privilégio
de uma minoria e indignação pelo contraste, pois ao mesmo tempo em que se tem
transporte, saúde, educação e serviços públicos precários, o governo gasta
bilhões para atender aos ditames da FIFA, Federação Internacional de Futebol
sediada na Suíça, país que tem um alto padrão de vida, oposto do nosso. Esse
estado de coisas funciona como combustível e motor de revolta.
Achava que a atual geração
não ia escrever sua história, mas eles
dirão aos seus filhos, que diferentemente de seus pais(no qual me incluo), não
precisaram usar o “boca de ferro” , as assembleias, o corpo a corpo e a
panfletagem para convencer os “companheiros(a)” a ingressarem na luta. Eles
dirão aos seus filhos que o meio de mobilização mais eficiente foi feito pela
internet através das redes sociais, mais especificamente o Facebook. Esta
ferramenta pode até ser questionada quando ao seu poder formador, mas não se
discute sua instantaneidade, muito útil na era globalizada. Essa ferramenta
possibilita encurtar distâncias, pluralidade de opiniões e num só clic une o internautas do norte ao sul, cada um deles
podendo opinar, sem precisar levantar um crachá ou pedir uma “questão de ordem”
ao coordenador da mesa, como no tempo em que militei no movimento social e
sindical.
Outro fato que merece atenção é a
ausência dos partidos políticos. O povo notadamente, os jovens, rejeitaram
veementemente os partidos políticos. Respeito e entendo os porquês de total
repulsa aos partidos políticos. Todos sabem que eles viraram um instrumento de
negócios ilícitos e fonte de corrupção. Mas o mal não está nos partidos e sim
na forma de como ele é conduzido até porque a corrupção não está apenas nos
partidos, muito embora alguns deles não deveriam se quer existir. A corrupção infelizmente
está presente em diversas instituições, sejam elas públicas ou privadas. O que
precisa ser mudado é a sociedade como um todo. Que ela não seja conivente com
esse estado de coisas.
Também
merece uma análise o comportamento das massas e da pauta. das reivindicações.
As massas exerceram o principio da democracia plena, onde o povo age por si
mesmo e sem intermediários (representantes). Ações dessa natureza têm méritos e
desmérito. Mérito pela autonomia, desmérito por ser acéfala, sem norte. Não tem
um foco específico, prova disso é que a revolta começou pelo abuso nos preços
das passagens dos ônibus urbanos e pela precariedade nos serviços prestados e
tomou novos rumos, todos eles justíssimos, fruto de uma indignação e não de uma
ação pensada, aliás, essa é uma das características das massas.
O povo deu um show à parte, em
que pese uma minoria que se aproveitou da situação, furtou e depredou o
patrimônio público. Que quebrassem as vidraças das multinacionais, vá lá, agora, danificar o que é de todos, é lamentável,
mas entra na conta da indignação.
Eu não queria está na pele da
Presidenta Dilma, ela está entre a cruz e a espada (ou entre Deus e o diabo, se
preferirem) pelo fato de que ela é chefe de Estado e o Estado é o responsável
por “garantir a ordem pública e o direito de ir e vir das pessoas e da
propriedade privada, enfim, o Estado tem o monopólio da força e assim pode usar
quando bem entender. Ela está bebendo o
próprio veneno. Foi assim que o partido da qual ela faz parte - PT(e que eu já defendi)
ensinou a fazer, ou seja, ir às ruas e
radicalizar quando necessário fosse.
O Governo da presidenta Dilma tem
falhas, mas tem também seus acertos, porém nem por isso vamos deixar de lutar
por uma vida melhor, por um Brasil mais justo e igualitário. Ela ousou enquanto
chefe de Estado quando foi à televisão e disse que a nação brasileira estava de
parabéns ao ir às ruas reivindicar direitos; Ela foi fiel a sua história de
ex-presa política.
Assim como a primavera Síria, o
verão brasileiro nunca mais será o mesmo. O sol escaldante de verão, mexeu com o
comodismo do povo brasileiro. Cansamos de ficar “deitado eternamente em berço
esplêndido” e partimos para uma luta, um tanto quanto desigual, mas que já tem
alguns significados importantes a serem contabilizados como é o caso da
rejeição da PEC 37 que pretendia excluir através de Emenda constitucional o
Ministério Publico das investigações criminais que iria contribuir ainda mais
para a impunidade. Outro avanço importante como fruto das vozes da rua foi que
entrou na pauta de votação do Congresso Nacional projeto que considera a
corrupção como crime hediondo, o que destinou 75% dos royalties do petróleo e do gás natural para a
educação e 25% para a saúde, enfim, está na pauta de discussão do Congresso
Nacional, projetos importantes que pelo
visto agora serão votados de maneira mais rápida e transparente e que vão ao encontro dos anseios da
população. Não se sabe ao certo até quando essas manifestações durarão, o que é
certo é que podemos dividir a dinâmicas
das lutas sociais em dois momentos: antes e depois da revolta dos centavos.
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