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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Imagens dos educadores do SOME



Algumas imagens que retratam o trabalho desenvolvido pelos trabalhadores em educação, lotados no Sistema de Organização Modular de Ensino -SOME. Projeto gerenciado pela Secretaria Estadual de Educação do Pará, que este ano completará 34 anos. 


Apesar de não receber muitas condições no trabalho, onde  os professores atuam nas 444 localidades, por parte do governo tucano, como falta de transporte escolar, escolas sem as mínimas condições de funcionamento, inclusive algumas funcionando em barracões, falta de carteiras escolares para os alunos, falta de convênio entre prefeituras e governo estadual, algumas localidades falta de moradia entre outros. Os educadores recebem apoio das comunidades por onde passam, além das relações "familiares" entre eles, o que faz a diferença. 


Outra diferença, que faz nesses trinta e quatro anos de SOME, são os projetos desenvolvidos pelos educadores nas localidades, como: Seminários, Feiras Culturais, Semanas com eixo temático, Pesquisas das diversas disciplinas, Oficinas, Jogos escolares, Torneios envolvendo comunidades, Formação para professores, Encontros Estudantis e Cursos preparatórios. Muitos desses projetos de intervenções tornam-se fundamentais nas localidades e municípios, onde muitos permanecem nos calendários escolares e do municípios.

























sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Massacre aos trabalhadores públicos do estado do Pará








Os trabalhadores públicos do estado do Pará paralisaram, ontem, em função do não cumprimento dos acordos por parte do governo do estado e decisões que mexem com bolsos dos servidores. Este governo que representa uma parte da oligarquia estadual, através do governador Simão Já Teve.





A paralisação serviu como advertência, já que o governo decidiu entre suas medidas fazer cortes que influenciará na implantação dos Planos de Cargos Carreira e Remuneração (PCCRs), logo atingirão diretamente os trabalhadores, que atuam servindo o estado.


A paralisação foi significativa em boa parte dos órgãos públicos. A concentração foi na Praça do Operário, em São Braz, saindo em passeata até o Centro Integrado de Governo – CIG, com a participação de aproximadamente mil pessoas.






Em reunião com o governo, os trabalhadores decidiram até o dia 20 de fevereiro o prazo por uma resposta, senão fica acenada a possibilidade de greve geral das diversas categorias.



A organização e mobilização da paralisação contaram com a participação de diversas associações e sindicatos; além de apoio de várias centrais sindicais, como: Central Única dos Trabalhadores – CUT e Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB. Os trabalhadores da educação, cultura, saúde, segurança, meio ambiente entre outros estão estruturados, mobilizados e organizados para mais esse enfrentamento com o governo. Vamos para luta.



                                  



Imagens: Cristina Leão.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A gente não quer só dendê


                                                                           Valdivino Cunha da Silva*

Talvez esse não seja o local mais apropriado pra essa modalidade de escrita, mas é um local privilegiado é muitas vezes mal utilizado.  Vamos lá então.


Não é necessário ser cientista, ambientalista, agrônomo ou de áreas afins para entender os males que a cultura do dendê está trazendo ao meio ambiente e aos pequenos agricultores, notadamente aqueles que residem nos municípios que compõem o Nordeste Paraense ( Bujaru, Concórdia, Tomé-Açu, entre outros) além  Igarapé Açu,  Acará e Tailândia que se enquadram dentro de outra mesorregião paraense.


O que está ocorrendo nesses municípios é uma das modalidades de violência por parte do grande capital, que é o aliciamento financeiro. Estão praticando uma verdadeira afronta aos agricultores familiares e ao meio ambiente. São os cercamentos modernos, poderíamos classificar assim, pois trazem similaridades com os cercamentos que ocorreram na transição Canto dobrado: 1do Sistema Feudal ao Modo de Produção Capitalista, a diferença é que naquele tempo, a expulsão da terra se dava para a criação de ovelhas para a produção de lã, matéria prima para fabricação de tecidos, hoje se expulsa o agricultor para produzir dendê.


Aparentemente há “uma compra” e é aqui que está o problema, pois,  o capitalista vê a terra como uma mercadoria, mas para o agricultor, ela tem valor de uso e até cultural. Para o agricultor familiar que herdou um pequeno pedaço de terra de seus antepassados, a terra é a garantia de sua sobrevivência e das gerações futuras.


O valor que o capitalista oferece ao pequeno agricultor parece, num primeiro momento, um bom dinheiro e ele terminam se curvando ao capital. Efetuado a venda ele parte, via de regra, pra capital, Belém, ou à cidade mais próxima. Chegando lá se depara com uma nova realidade e percebendo que não vez um bom negócio, quer voltar, mas é tarde demais, já passaram cercas em sua ex-terra e as placas indicam a proibição de lá adentrar.


Consumada a “compra” em pouco tempo a flora, rios e igarapés serão destruídos impiedosamente. Inicia-se o processo de instalação da monocultura do dendê, a dendeicultura, visando a produção dos biocombustíveis ou biodiesel e o agronegócio se instala definitivamente como uma onda impetuosa que devasta tudo.


Estima-se que a área ocupada com essa monocultura já se aproxime dos 150 mil hectares. Como consequência de tudo isso, do ponto de vista econômico, temos, por exemplo, o aumento do preço da farinha ou mesmo do açaí e a instalação do agronegócio. Claro que não é só esse fator que contribui para o aumento desses produtos básicos  mas é um dado relevante. Os impactos sociais são incalculáveis. Quanto à questão ambiental, os igarapés, que são fontes de vida do agricultor familiar na Amazônia como um todo, estão desaparecendo velozmente, estão matando quase todos, muitos viraram apenas escoadores de produtos químicos maléficos ao ecossistema, sob as pontes não há mais igarapés, só vagas lembranças.



É necessário ações do IBAMA, Ministério Público, ministério do Desenvolvimento Agrário, Agricultores Familiares e Sociedade Civil, pois se nada for feito agora, em pouco tempo nada mais poderá ser feito.


                                                               * Professor do SOME - SEDUC/Pa.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Formando de 2013








Aconteceu no último sábado, na Escola Estadual de Ensino Médio "Francisca Nogueira da Costa Ramos", na escola anexo "Prof. Esmael Alves de Souza", no circuito 1, na Vila de São Joaquim do Ituquara, a formação da turma de Ensino Médio do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, de 2013.









Na solenidade, teve o ato ecumênico e formatura, com a participação de vinte e três formandos.





O Patrono da turma foi o Prefeito Municipal de Baião, o Senhor Nilton Lopes de Farias; o padrinho o senhor Lucivaldo Cruz Aragão; O juramentista o aluno Vladison Nilton de Almeida Viana; oradora a aluna Letícia Gaia Dantas; a paraninfa Maria Moura; madrinha Simone Castro; nome da turma Gutemberg Moura e o Professor homenageado Miguel Ribeiro. 






O evento foi pela manhã, do dia 25 do corrente, na Escola Comunitária.






O evento foi um sucesso. O Blogueiro esteve presente na formatura e no almoço com familiares dos formandos realizado no domingo.


































sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

São Joaquim do Ituquara







Uma das localidades, onde funciona o Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME,  é São Joaquim do Ituquara, no município de Baião.





A localidade que fica 296 Km de Belém, localizado na margem direita do Rio Tocantins, com aproximadamente 8 mil pessoas.





O SOME possui sua estrutura e funcionamento na escola anexo "Professor Esmael Alves de Souza", da EEEM "Francisca Nogueira da Costa Ramos", no bairro de São Pedro.





No ano letivo de 2013, o SOME tem matriculados na 1ª Série A = 42 e B = 36; na 2ª Série A= 29 e B = 24 e na 3ª Série A = 29 e B 25, totalizando 185 alunos.





A comunidade se mobiliza para implantação do regular para ano que vem. O SOME funciona desde 1993 na localidade.





As reposições em Artes, Filosofia e História continuam até o dia sete de fevereiro.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

SOME: Alunos estão sem transporte escolar







Após o período de recesso entre o Natal e o Ano Novo, os alunos do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME que atende os alunos de 444 localidades em 98 municípios, estão prejudicados pelo não cumprimento e o retorno do calendário escolar em alguns municípios do estado do Pará, como Bujaru, Abaetetuba, Igarapé Miri, Moju, Castanhal, Acará e na localidade de Belterra, em Santarém.






As aulas que eram para ter iniciado no dia seis do corrente mês, até o momento, estão paradas por falta de transporte escolar. Os professores do SOME se deslocaram para suas atividades pedagógicas, mas quando chegaram às localidades tiveram informações que não haveria previsão para o retorno, logo estavam suspensas.


Sabemos que o transporte escolar é fundamental para o funcionamento do SOME, alguns alunos andam até três horas para pegar o transporte, seja por água, seja por terra, além do trabalho no roçado, na pesca... Outros pegam barcos, depois o ônibus para chegarem à escola.  Essa massa mais excluída da sociedade sofre. Após 53 dias de greve, que a categoria dos educadores fizeram, pelo fato do governo do estado não atender as principais reivindicações, agora os alunos não tem o transporte. Desse jeito os índices em educação nunca melhoram. Não é fácil. Eita governo!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2014: Força, prosperidade, esperança, vitórias e conquistas







Retomando nossas atividades em 2014, gostaria de ressaltar que desejo um excelente 2014 para todos e todas, que tem dado contribuição para nossa troca de experiências, onde é possível revisar alguns conceitos, ideias, tendências e categorias.



Estamos esperando textos de vocês para poder divulgar. Quem desejar participar, com certeza será uma grande contribuição para o conhecimento. É só mandar para meu E-mail: j.lira.oliveira@uol.com.br ou continuando participando através de comentários. 


Abraços para vocês, tendo no fundo, músicas de vinis da cantora Alcione.