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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Considerações sobre educação na ótica liberal





Enquanto um sistema de ideias elaboradas por alguns pensadores ingleses e franceses dos séculos XVII e XVIII, o liberalismo corporificou e consolidou seus ideais neste último, onde possui alguns princípios básicos, que veremos a seguir.


O individualismo é um postulado que se traduz e é absorvido pela sociedade.  Quando se prega que os indivíduos são portadores de aptidões e talentos natos, abandonam-se vários elementos que poderiam contribuir em prol de uma sociedade digna e coletiva. Os indivíduos   entram em competição  entre si, buscando o aprimoramento  para desenvolver o máximo de  suas potencialidades. No entanto, não devemos esquecer que tem todo um contexto histórico, por exemplo, a luta de classes, as conquistas dos trabalhadores são vitoriosas por que resultam da força e da união de se querer mudanças na estrutura social, política e econômica já que só a união. A justificativa do liberalismo, sob o princípio do individualismo levando em consideração a competência e a incompetência deixa de abordar as questões de ordens citadas acima.


Outro aspecto, a considerar é a liberdade individual, que se deduz que ela é inviolável; portanto, dando suporte para outras liberdades, como nos aspectos religiosos, intelectual, política e econômica. Acredito que a liberdade deva ser coletiva, onde grupos defendam interesses e objetivos da coletividade; buscando concretizar e consolidar propostas debatidas antecipadamente em vários fóruns.


Quanto ao aspecto da propriedade, para os liberais ela é entendida como sendo direito natural do individuo. Dessa forma, o estado fica impedido de usurpar ou transgredir esse direito. O que justifica a propriedade privada. Logo, o Estado existe para proteger os interesses do ser humano, que através do seu trabalho e esforço conseguiu acumular bens e propriedades. Ressalto que o país está gradativamente fazendo a reforma agrária. Ainda não é o almejado, mas já temos alguns assentamentos de comunidades quilombolas, assentamentos de sem terras, entre outros. Sem esquecer que a luta dos camponeses se explica pelo alto índice de   conflitos agrários, na Amazônia, principalmente no Estado do Pará.   Que lutam por um Brasil melhor, como o Movimento Sem Terra – MST ou o Movimento dos trabalhadores Sem Teto – MTST, que defendem e lutam por propriedades coletivas, dignas e socialistas.


Outro postulado do liberalismo está relacionado à igualdade. Neste ponto de vista, a igualdade deve ser abordada como igualdade material, onde os talentos e aptidão dos indivíduos são diferentes. Discordando dessa afirmativa, considero que a igualdade deve ser para todos, e não justificada pela aptidão ou talento, mas a partir da construção de uma sociedade justa e socialista. No pensamento liberal os direitos são iguais perante a lei e, pergunto, será mesmo?


A democracia dá corpo e consistência à doutrina liberal, sendo um elemento essencial e viabilizador de todos os outros postulados. Esse princípio, parte do pressuposto que o poder não pode ser exercido por todos ao mesmo tempo e de maneira igual, logo isso exigiria que o povo realizasse assembleias constantes para deliberar sobre tudo que se tratasse das decisões políticas, o que a elite nega esse debate, a não ser só no período eleitoral. Com a impossibilidade do exercício da democracia direta, os liberais defendem que só é possível de forma indireta, através do parlamento, onde a população, através do processo eleitoral escolhe seus representantes.


Para instrumentalizar culturalmente a sociedade, como formar quadros, formar cidadãos, preparar escalões, seja médio ou superior e expandir a visão de mundo para as camadas populares seria necessário uma instituição forte e consistente, que seria a escola.



No pensamento liberal de educação a escola possui uma função indispensável, uma vez que caberá a ela, enquanto instituição oficial do Estado à tarefa de enquadrar os indivíduos na sociedade de acordo com as vocações e talentos que conseguirem desenvolver no interior da estrutura escolar. Partindo dessa lógica, a escola constitui um canal através do qual o aluno irá ascender socialmente ou não. Gostaria de ressaltar que na concepção liberal de educação, a escola enquanto instituição não é responsabilizada pelo bem ou mau aproveitamento do aluno, sendo esta somente a instância adequada onde os homens desenvolvem ou não seus talentos.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Vila Boa Esperança (PA 140, Km 23, Tomé-Açu): História e Memória








Olha aí, mais uma construção de uma obra que resgata a história e memória da localidade, dos alunos do SOME, da Vila Boa Esperança, PA 140 km 23, Tomé-Açu, É o SOME valorizando a história regional e local, tendo como recurso metodológico à História Oral.







quinta-feira, 8 de maio de 2014

Orla Livre em Belém do Pará







Nesta sexta (09.05), concentração em frente ao Fórum Civil, Praça Felipe Patroni, Cidade Velha. Vamos protocolar a Ação Civil Publica e em seguida iremos até a Prefeitura tentar uma audiência com o Prefeito. 
Defenda a cidade, defenda a orla! Participe!

domingo, 4 de maio de 2014

Projeto Alternativo Arte Livre Maguari – PALMA









Em meado da década de 90, foi executado o Projeto Alternativo Arte Livre Maguari – PALMA, no conjunto residencial “Jardim Maguari”, sendo coordenado pela Associação dos Moradores do Conjunto Maguari – UMOJAM.






Em sua apresentação enfatiza que nos primeiros anos da década de 80, dava-se início a entrega das chaves das casas do Conjunto “Jardim Maguari”, localizado no Km 09, da Rodovia Augusto Montenegro. Este audacioso empreendimento imobiliário foi projetado distante do centro de Belém, afastado dos bairros populosos e consequentemente de seus problemas sociais. Pioneiro em residenciais do seu porte e da sua estrutura no município de Belém foi arquitetado para ser um residencial típico de uma “classe média” em ascensão, algo como uma cidadela que concentrasse num mesmo espaço físico-geográfico, estimado em mais de quatro quilômetros quadrados de conforto, comodidade, tranquilidade e segurança.






Construído em duas etapas pelas financeiras “Socilar” e “Vivenda”, atualmente ambas em liquidação. Este grandioso projeto nunca chegou a ser concluído. Pensado para acomodar 2.500 casas, diferenciadas em cinco padrões A, B, C D e, sendo os tipos A e B no padrão colonial, todas com amplos terrenos, distribuídas em trinta e três espaçosas alamedas e duas avenidas centrais, com “áreas livres” para projetos de quadras poliesportivas, mercado, escola, posto de saúde, praças, áreas verdes e espaços de lazer, muito disso ficou apenas no papel.







Historicamente projetado numa época de crise social, o “Conjunto Jardim Maguari”, cresce justamente com a insatisfação popular pelo “lento e gradual” processo de “redemocratização” político no Brasil, promovido pela ditadura militar. Esta insatisfação é demonstrada pela indignação popular na luta por justiças política, econômica e social. A construção do “Conjunto Jardim Maguari” que deveria ser destacada pela grandiosidade do empreendimento, foi marcada pela onda do movimento popular que assolava as principais capitais do Brasil. Desencadeando assim um processo de “ocupação” das casas do Conjunto em construção, caracterizado neste momento histórico pela bandeira popular da “Luta pelo Direito de Morar” e pela “reforma urbana”.





A partir desse momento o projeto de construção residencial “Jardim Maguari” muda de rota e transforma-se num palco de conflitos entre os ocupantes das casas e as financeiras Vivendas e Socilar, representadas pela Policia Militar. Neste período, é fundada em 07 de dezembro de 1983 a União dos Moradores do Jardim Maguari – UMOJAM, associação dos moradores que no início da sua fundação caracterizou-se pela luta de transporte, da escola e energia, mas destacando-se principalmente na “Luta pela Moradia”.  Em virtude disso, além das ocupações das casas do residencial, muitas “áreas livres” que eram destinadas a equipamentos comunitários e de lazer foram também ocupadas e as áreas que ainda hoje são preservadas livres não estão sendo utilizadas na forma de lazer comunitário como era o seu destino original.






Atualmente com mais de 3.500 famílias, algo em torno de 18 mil pessoas, se procurarmos as formas de lazer infanto-juvenil que são desenvolvidas no Conjunto Maguari, principalmente no horário noturno, veremos que a mesma é inexistente. A falta de espaços comunitários para a prática saudável do lazer leva grande número de adolescentes e jovens ao consumo de drogas, principalmente o álcool. Outros associam uma forma de “lazer perigoso” com a necessidade de autoafirmação pessoal, envolvendo-se em violência e marginalidade social.







Com a problemática da ocupação que assola, até hoje, a vida dos moradores do Conjunto Maguari, o mesmo tornou-se mais um dos palcos de concentração de problemas sociais das grandes cidades, tais como: faltam de saneamento adequado, dificuldades econômicas, ocasionando o desemprego e a falta de oportunidades educacionais e culturais, essenciais ao desenvolvimento de qualquer sociedade. Tais carências estruturais proporcionam um alto índice de violência por parte da crescente concentração de jovens, que sem perspectivas básicas educacionais, importantes para formação sociocultural de seu caráter, começam a prática quase que autodestrutiva atuando, principalmente em “gangs” de pichadores e de rua, que com frequência digladiam-se nas noites no Conjunto.





Percebendo a necessidade de alternativas nas áreas de lazer, esporte e atividades culturais e, ainda, observando possibilidades de construção de novos empreendimentos nos terrenos que foram preservados, ou seja, não ocupados e percebendo a escola como palco de novos projetos extraclasses e de envolvimento comunitário, a Associação dos Moradores do Conjunto Maguari – UMOJAM, gestão “Alternativa Popular”, teve a iniciativa de elaborar o Projeto Alternativo Arte Livre Maguari – PALMA, visando associar arte, lazer, esporte e educação popular ao cotidiano dos moradores do Conjunto Maguari, buscando, de sua dessa forma, melhorar a qualidade de vida de sua comunidade associado à construção da cidadania.


Na justificativa, o Projeto Alternativo Arte Livre Maguari – PALMA é construído a partir da análise e reflexão acerca das relações sociais que se reproduzem na sociedade capitalista. Este projeto nasce como uma forma alternativa de combater ao nível crescente de violência entre jovem do Conjunto Maguari. O PALMA nasce também como alternativa de combate a exclusão social de jovens e crianças que se veem obrigados a procurar espaços da rua para prostituírem-se ou nela viverem, ocasionados pela falta de políticas públicas que lhes possibilitem condições de desenvolver suas potencialidades, quer seja através de uma política educacional voltada à sua realidade, ou pela ausência de uma política de geração de emprego e renda a seus familiares.


Os conflitos familiares traduzidos pela relação autoritária, hierárquica e discriminatória entre pais e filhos, o abandono, descaso e banalização de princípios de solidariedade, igualdade, amizade e cooperação, promovidos pela grande mídia, também, são fatores causadores de malefícios sociais aos jovens.


É a partir desta análise que a Associação dos Moradores do Conjunto Maguari - UMOJAM, propõe a implantação e implementação do Projeto Alternativo Livre Maguari -PALMA, que obedecerá a um processo de criação de grupos de teatro, música, esporte, dança e artes plásticas, envolvendo crianças, jovens, adultos e idosos que desenvolverão atividades artísticas, esportivas e culturais através de oficinas, possibilitando, assim, a construção e reconstrução de práticas sociais vivenciados por homens e mulheres visando a transformação da sociedade baseada em princípios éticos e solidários.  


No objetivo geral, a UMOJAM com o PALMA, se propõe formar, a partir da arte, lazer, esporte e educação popular pessoas com senso crítico e potencialidades de serem verdadeiros atores sociais na construção da cidadania.  








                                                                                

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Lei do SOME






A Lei de Regularização do SOME, foi sancionada pelo governo estadual, sendo publicada no Diário Oficial de hoje, após negociação com a categoria dos educadores. A reivindicação é uma luta histórica.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vila Nova Esperança - Rodovia PA 140, Km 23 - Tomé-Açu ( I Parte )




Frente da Escola



Amanhã, estarei viajando com destino ao KM 23, da PA 140, do município de Tomé-Açu, para a localidade de Vila Nova Esperança.



Entrada da Escola



O projeto SOME,  funciona na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental "Odil Pontes".



Parte interna da Escola



A Escola iniciou-se no ano de 1972 onde funcionava um barracão do lado direito da PA 140, Km 23, Vila Nova Esperança bem ao lado da Igreja Assembleia de Deus. Neste momento, a maior preocupação da comunidade, foi o processo de ensino aprendizado. Com isso, fez com que alguns membro da referida Igreja perceberam a necessidade de ter um espaço onde as crianças da área pudessem estudar, pudessem iniciar um processo de aquisição e prática de leitura e escrita se mobilizasse para conseguir esse espaço. Iniciando as primeiras turmas com o multisseriado.



Área de lazer da Escola



Com o passar de alguns anos, a comunidade pensando em um futuro melhor para todos mais gente das áreas adjacências se incluíam na luta por um ensino de qualidade e digno; assim como um local apropriado e mais confortável onde o ensino aprendizado se desse de maneira mais agradável e proveitoso. Essa conquista se consolidou com um terreno adquirido pela Prefeitura na Administração do Prefeito da época Benigno Filho e seu Vice Odil Pontes, nome dado para homenagear seus precursores, segundo o Projeto Político Pedagógico da Escola. - PPP.




Parte interna da Escola




De um total de 200 famílias foram e são beneficiadas pelo trabalho da Escola.




Perfil da Escola de frente




PA 140, Km 23 - Tomé - Açu





Casa dos Professores ao lado da Escola




Quadra da Escola






Frente da Casa dos Professores