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domingo, 25 de novembro de 2012

Troféu Ita Zumbi 2012 - Parte I






Samara Baeta - Beleza Negra da manhã na AFAIA



Ontem, aconteceu na Associação dos Filhos e Amigos do Ilê Iyá Omi Asé Ofá Kare – AFAIA), localizada, aqui no Conjunto Maguari a entrega do Troféu Ita Zumbi 2012. A premiação é para as personalidades e entidades que se destacaram neste ano pelos relevantes serviços prestados à comunidade afro no estado do Pará.





Mariana Meireles - Beleza Negra da tarde na AFAIA




O evento foi espetacular, com a presença de personalidades importantes para o movimento negro.





Prof. Amilton Barreto da AFAIA apresenta a Escola


Na programação aconteceu a entrega de troféus e certificados para personalidades e entidades; além da apresentação da Banda Afro Axé Dudu, Bambare-arte e cultura negra e a Banda Afro Itá Lemi, sob a coordenação do  líder espiritual Edson Catendê.





Professoras recebem Certificado em nome da Escola
                     


A EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira”, também, daqui, do Conjunto, foi uma das premiadas pelo Troféu. A Escola que desenvolveu um projeto voltado para a Consciência Negra, levou duas Belas Negras: Sendo Samara Aleixo Baeta, estudante do 1º ano, Beleza Negra da Manhã e Mariana Denise Favacho Meireles, estudante da 8ª série, Beleza Negra pela parte da tarde, que deram um show, sendo um dos destaques na noite, de ontem, na AFAIA. As professoras Maria de Fátima Santos de Oliveira e Maria Dineide Cunha Feio  representando a escola, receberam o Troféu  e o Certificado.





Profª Fátima de Oliveira agradece o premio



O evento foi um sucesso. Parabéns para a AFAIA,  por mais um “Oscar” do Axé.





Profs presentes:Carlos, Edna, Dineide e esposo(Augusto) 
             


Profª Dineide Feio agradece em nome da Escola




Profªs. exibem premiação 




Troféu da AFAIA





Edson Catendê coordenou o evento

sábado, 24 de novembro de 2012

Troféu Ita Zumbi 2012





Estará acontecendo, logo mais, a partir das 21 h. sob a coordenação da Associação dos Filhos e Amigos  ILÊ ASE IYÁ OMI  ÓFA KARÉ – AFAIA, localizada na Alameda 24, com a Av. Principal, no Conjunto Maguari, no Espaço Cultural Sérgio de Ogum, o Troféu Ita Zumbi 2012, onde teremos na programação: Desfile do Guinny 2013 do Ita Lemi e Escolha Negra GINGA DO ITA LEMI 2012; além de Premiação das Personalidades e Entidades que se destacaram no ano de 2012, pelos relevantes serviços prestados à comunidade Afro do Estado do Pará.

Maiores informações: 3248-5828 / 8110-1344 / 81780350

Estarei presente e conto com a participação de vocês. 

Até lá!



Caminhada: Eu digo não à violência contra as mulheres






Amanhã (Domingo), acontecerá a Caminhada: Eu digo não à violência contra as mulheres, com saída da escadinha do Ver-o-Peso até a Praça da República, a partir das 9 h. O tema vem com uma programação desde o dia 21/11(Quarta-feira) em Belém, Altamira, Bragança, Irituia, Brasil Novo e Marabá, incluindo debates, Roda de Conversa, Muralismo em praça pública e Ato Público em frente à Delegacia da Mulher.


À violência contra as mulheres é uma organização de várias entidades: MARIAS, UJS, MST, MSTU, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, ABEEF, com apoio da Rádio Comunitária FM Cabana.



Vamos incentivar e participar deste grande evento.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Consciência Negra





A EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira”, localizada no Conjunto Maguari, realizou hoje, pela parte da manhã e tarde, programação alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra.











Com criatividade e organização, os coordenadores demonstraram através de várias linguagens, como: Teatro, Danças, Indumentária, Literatura, Músicas, Exposições de trabalhos, Concurso da Beleza Negra voltada para o tema.









Com a presença de pais, irmãos e comunidade o evento foi um sucesso


.





Gostaria de agradecer o convite de participação do corpo de jurados na escolha da Beleza Negra da escola. Parabéns para todos.



















quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS DO PARÁ.






                                                                              Claudio Carvalho


                                                                           


MOVIMENTO PELA REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA ELETRÔNICA NACIONAL

ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS DO PARÁ.

DIA 22 DE NOVEMBRO/LOCAL: SINDICATO DOS BANCÁRIOS,  18:00H

TEXTO DE CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE NO PARÁ

O 3º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas,realizado no mês de maio, desse ano, em Salvador/Bahia, demarcou as principais bandeiras de lutas e demandas do movimento. Foi aberto pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins. Sua fala daria o norte aos debates que se seguiriam devido às informações e ponderações que encerrou.


Sendo breve – pois ainda tenho outras mesas de debates para participar –, creio que posso resumir o espírito que está marcando este evento. Franklin esclareceu três pontos importantes e de uma simplicidade espartana:


1)      O marco regulatório das Comunicações não precisa ser complicado, basta seguir os preceitos da constituição que versam sobre a Comunicação Social.


2)      Não existe dúvida de que um marco regulatório será feito. O discurso da mídia sobre querer regulá-la ser censura não passa de jogo de cena.


3)      A regulação que se pretende é a da mídia eletrônica porque esta é feita de concessões públicas; a imprensa escrita não é concessão estatal, portanto só se regularia o direito de resposta.


Vejam que estes três pontos resumem tudo o que deve acontecer na Comunicação do Brasil nos próximos anos e explicam a razão de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter se manifestado favoravelmente à regulação dos meios de comunicação.


Então ficamos assim: a mídia tradicional precisa da regulação porque, em breve, a tecnologia permitirá às empresas de telefonia produzirem conteúdo e disputarem público com a televisão aberta – as telefônicas têm faturamento 10 vezes maior do que Globo e todas as outras tevês juntas.


O PIG (Partido da Imprensa Golpista) precisa que o governo vete a exploração da comunicação social eletrônica pelas telefônicas ou será dizimado. Se fizer acordo com as telefônicas, será sócio minoritário. Ou seja: terá pequena parte do negócio. Alguém imagina a família Marinho sendo minoritária?


FHC, ao se manifestar favoravelmente à regulação da mídia, antecipa-se ao inexorável e, assim, praticamente propõe aos barões da mídia que não fiquem a reboque do processo.


A discurseira midiática sobre “censura” pretende apenas pressionar o Estado de forma que, quando chegar a hora de regular, não inclua no marco regulatório, por exemplo, veto à propriedade cruzada, ou seja, donos de televisões poderem ter jornais, rádios, portais de internet etc., tudo junto.


A forma de os movimentos sociais e a imprensa alternativa enfrentarem esse discurso se torna simples nas palavras de Franklin, pois lembram que tudo o que se quer em termos de regulação da mídia já figura na Constituição brasileira.


O que a mídia fará? Vai propor que se mude a Constituição? Certamente que vai. Tentará vetar a participação das telefônicas na produção de entretenimento e tentará adequar a Carta Magna a seus interesses.


A grande sacada das palavras de Franklin, portanto, é a de nos fazer poupar energia. Não precisamos mais debater se haverá ou não regulação, pois as consultas públicas sobre o marco regulatório devem vir no ano que vem – devido a este ser um ano eleitoral e 2014, também.


Dessas consultas, o assunto irá para o Congresso. É lá que será travada a batalha para dar ao Brasil uma legislação moderna… Ou não.


Enquanto ficamos lendo na mídia que é censura querer regulá-la, sua discurseira já constitui uma preparação para enfrentar uma regulação de seu próprio interesse, da qual pretende extirpar o que não lhe convém e inserir o que convém.


O grande papel dos blogueiros progressistas, daqui em diante, será o de propagar estes fatos e se prepararem para os embates que se darão no âmbito do processo que a mídia se nega a informar ao seu público.


Como regular ou não regular a mídia é um assunto fora de questão e verdadeira questão que irá prevalecer será COMO regular, resta refletir sobre como ela manipula seu público. Enquanto seus bate-paus se esfalfam para dizer que regulação é censura, quem se informa já sabe do que a maioria dos brasileiros nem sonha.



                    Claudio Carvalho: Militante de movimentos sociais.


I ENCONTRO DO SOME PARÁ/AMAPÁ





                                    QUARTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO DE 2012

                                                 Mobilização cadastra voluntários



                       Professor José Gilson Matias (MEC), ministra palestra de lançamento do PMSE


Os resultados positivos do I Encontro do SOME Pará/Amapá, realizado em Santarém, no período de 15 a 17 de novembro de 2012 foi o cadastramento de mais 12 mobilizadores voluntários, que se propuseram a participar da criação do Comitê de Mobilização Social pela Educação do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), dos estados do Pará e Amapá.


O cadastramento foi realizado após a palestra de lançamento do Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE), do Ministério de Educação e Cultura (MEC), que foi ministrada pelo professor José Gilson Matias (foto).


Os cadastrados são: Maria Violeta de Freitas Alves, Gordiano Santana Amaral, Olinda Rocha Alves, Cléia Corrêa da Silva, Graciete Tavares Pinheiro, Maria Luiza Santos da Rocha, Elaíne Cristina Silva Carvalho, Alcilene do Socorro Matos Ferreira, Ivonete Isacksson, Roberto Lino dos Santos, Silvania da Silveira Sousa e Rosenilde dos Santos Mira.


O comitê está em fase de criação e terá como principal objetivo mobilizar a sociedade pela valorização da educação e de expandir o movimento, por meio do alcance de outras localidades e pessoas. Para participar do COMITÊ SOME PELA MOBILIZAÇÂO SOCIAL é só entrar em contato através do endereço eletrônico eladiocarneiro1957@gmail.com, para receber os informes necessários, para a participação.
A formalização da criação do comitê do Ensino Modular está programada para acontecer no II Encontro do SOME Pará/Amapá, que será realizado no período de 5 à 7 de setembro de 2013, em Macapá, no estado do Amapá.


Interação - O MEC aponta o seguinte sobre como interagem os integrantes do comitê: “...se ligam horizontalmente a todos os demais, diretamente ou através dos que os cercam. O conjunto resultante é como uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum de seus nós possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um “chefe”, o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo (...) todos têm o mesmo poder de decisão, porque decidem só sobre sua própria ação e não sobre a ação dos outros (...) todos têm o mesmo nível de responsabilidade que se transforma em corresponsabilidade na realização dos objetivos da rede (...) O poder, como a informação, é de todos. (...) Numa organização em rede só pode caber a participação livre e  consciente de seus membros [e a sua ação inicia] quando todos e cada um de seus membros começam, por decisão própria, a se mover, a atuar”.  


Postado por Eládio Delfino Carneiro Neto às 08:46 0 comentários 




                                                       Protagonismo & Precarização




 O professor Salomão Hage ministra palestra de abertura do I Encontro  do SOME Pará/Amapá



A palestra “Os desafios do Ensino Modular frente às Demandas por Educação dos Sujeitos do Campo” ministrada pelo doutor Salomão Antônio Muffarej  Hage (GEPERUAZ/ UFPA), foi a primeira atividade laboral do I Encontro do SOME Pará/Amapá. Através dela, o professor situcionalizou a Educação do Campo considerando duas vertentes: protagonismo e precarização (negação e violação de direitos).
Primeiramente Salomão Hage faz uma abordagem histórica da luta dos movimentos sociais, a partir da “Marcha das Margaridas”, que reuniu 100 mil mulheres trabalhadoras rurais de todo o país em Brasília, em agosto de 2011. Elas marcharam pelo reconhecimento das mulheres no desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.


Ele falou também sobre o 18o Grito da Terra, que foi realizado no dia 30 de maio de 2012, em Brasília, quando os trabalhadores do campo sob a coordenação da CONTAG, que reúne 20 milhões de trabalhadores rurais, 27 Federações de trabalhadores na agricultura e mais de 4 mil sindicatos de trabalhadores rurais, manifestaram sua postura a favor de um desenvolvimento rural sustentável e solidário. Na pauta do movimento questões como: políticas agrícolas, reforma agrária, questões salariais e políticas sociais.


Salomão discorreu também sobre os 10 mil trabalhadores, povos do campo, das águas e da floresta, que marcharam em Brasília, no dia 22 de agosto de 2012, por terra, território e dignidade e pela Educação do Campo, Indígena e Quilombola. O movimento pede a efetivação do Programa Nacional de Educação no Campo – Pronacampo, que foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de Março de 2012.


O Pronacampo prevê apoio técnico e financeiro aos Estados, Municípios e Distrito Federal, para a implementação da política de educação do campo, conforme Decreto n° 7.352/2010 e ações voltadas para o fortalecimento e a melhoria do ensino nas redes existentes e ampliação de acesso a educação para as populações do campo.


O professor doutor Salomão Hage, usou de estatísticas para mostrar as desigualdades nas matrículas no campo para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. Os dados dizem que, para cada seis vagas nos anos finais do Ensino Fundamental existe apenas uma vaga no Ensino Médio. No estado do Pará, grande parte dos jovens do campo estuda no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME).


Sobre o nome da Proposta – Para Salomão Hage, modular é uma palavra que implica em ações estanques - se esgota na duração dos módulos e não estimula a interdisciplinaridade, a interação entre os docentes, a transversalidade dos conhecimentos. Além disso, ele diz que modular dá a ideia de que o curso não é regular, pela rotatividade dos docentes e pela organização dos módulos, porém, os estudantes têm aulas regularmente, o curso é contínuo e, portanto, regular.


O nome modular também não estimula a integração com a Educação Profissional e nem reflete as boas práticas que estudantes e docentes realizam, mesmo nas condições adversas que enfrentam em determinadas localidades.


Ele advoga também que é preciso ouvir os sujeitos: professores, estudantes, gestores, pais e integrantes das comunidades onde as turmas funcionam, para identificar as maneiras como que eles se reconhecem, considerando seu pertencimento às diversas territorialidades existentes na Amazônia Paraense.


Concluindo, Salomão orienta que o nome da proposta implica na construção coletiva de sua identidade, pois as populações do campo desenvolvem suas atividades produtivas de forma coletivizada, envolvendo todos os membros da família, seja na agricultura, na pesca, no extrativismo, etc, sendo esse, portanto um aspecto fundamental de sua constituição identitária, que traz implicações diretas para o processo de escolarização.


Visitação – Para o palestrante a visita e o acompanhamento às turmas são fundamentais, pois as escolas do campo no Pará encontram-se em comunidades, vilas, distritos ou polos localizados a uma certa distância das sedes dos municípios e as vias de acesso e os meios de transporte são muito precários. Além disso o número restrito de profissionais e de viaturas da SEMEC dificultam o acompanhamento às escolas, às turmas e aos docentes.


Sem a visita in lócus e o acompanhamento do processo educativo que se desenvolve nas turmas, se torna difícil garantir a efetividade da proposta.


Formação – Outro ponto abordado pelo professor Salomão Hage foi sobre a formação contínua e valorização dos educadores, gestores e servidores, para afirmar a proposta pedagógica e planejar as atividades curriculares e de inovação a serem implementadas no campo. De acordo com estatísticas do INEP/2011, o campo tem um total de 342.845 professores. Destes 160.317 não tem educação superior. Com ensino médio são 156.190 e com o Ensino Fundamental são 4.127.


Operacionalidade – Com relação a referências operacionais para o funcionamento das turmas, Salomão Hage, diz que os estudantes e professores precisam sentir orgulho de estudar e trabalhar no meio rural e para isso se faz necessário atender a um conjunto de requisitos básicos que configure um ensino de qualidade, com ambiente pedagógico acolhedor, estimulante, prazeroso e propiciador da aprendizagem. Para isso pede a melhoria da  infraestrutura das turmas, na lotação dos docentes, no deslocamento e acomodação dos estudantes e professores, na alimentação e recursos pedagógicos.


Currículo – Salomão também enfatiza uma reorientação da proposta pedagógica e curricular, que fortaleça a relação dialógica entre os saberes da tradição e os conhecimentos científicos e tecnológicos existentes. A proposta deve ser construída coletivamente, com a participação dos diversos sujeitos que o integram, estimulando o protagonismo, o empoderamento e a emancipação dos mesmos.


Além disso, a proposta deve afirmar a interculturalidade que constitui os seus integrantes, a fim de fortalecer o pertencimento dos mesmos a sua comunidade local e à Amazônia paraense.


Para encerrar ele diz que a nova proposta pedagógica e curricular deve incorporar os avanços acumulados das experiências implementadas pelos movimentos sociais, organizações não governamentais ou poder público em suas várias esferas, como: Pedagogia da Alternância, EJA integrado à educação Profissional (currículo integrado), ciclos de formação, que têm confrontado com a seriação e sua hegemonia em termos de organização de ensino.

Postado por Eládio Delfino Carneiro Neto às 08:30 0 come



Fonte:  http://modularnoticiassomepolodesantarem.blogspot.com.br/