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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

SOME em movimento







Mais uma vez o governo tucano, do Estado do Pará, na Amazônia, tenta desestruturar a educação da juventude camponesa, como aconteceu no ano de 2003. Neste ano, o governo tucano, através da Secretaria  Estadual de Educação - Seduc, descentraliza as decisões políticas, administrativas e pedagógicas para as Unidades Regionais de Educação - URE, ficando, especificamente, a critério das Escolas Sedes, para coordenar um dos maiores programas de inclusão educacional do Brasil: O SOME; além dos educadores perderem parte significativa de incentivo para deslocamento e recursos pedagógicos fundamentais.







Durante dois dias (07 e 09 de dezembro), os educadores estiveram participando de articulações, reuniões e plenárias com objetivo de sensibilizar o governo malvado dos tucanos, para que a juventude camponesa tenha matricula no 1º ano do ensino médio, já que o governo tentar substituir o SOME, procurando alternativas como nucleação, ensino regular ou Sistema Interativo Educacional - SEI.







No dia 07 de dezembro, o Sintepp reuniu com o governo sendo um aspecto frisado durante a conversa, foi o Some e o questionamento dos representantes da categoria dos trabalhadores em educação  desejando saber porquê  dos alunos serem matriculados apenas no regular. Segundo os representantes do Estado, os matriculados são para o regular e para o Some. Este não tem matricula especifica e que o governo não deseja suspender o Some. O Sintepp cobrou de imediata implementação do Grupo de Trabalho entre o SOME e governo a fim de resolver tais situações.







No dia 09 de dezembro, foi realizada II Plenária dos Professores do SOME, tendo todo apoio da Coordenação Estadual do Sintepp. A abertura iniciou com o Deputado Estadual Dirceu Ten Caten, que foi convidado pelos professores, expôs a trajetória e ações de seu mandato, juntamente, com Assembleia Legislativa, em prol do SOME, inclusive abordou a importância da Audiência Pública e entregou o relatório sobre o ensino médio, no Estado do Pará, que inclui a situação do Some.  





Após o Deputado Dirceu Ten Caten, a mesa abriu para plenária com informes sobre a reunião do dia 07 de dezembro com a Seduc. Com os informes, aconteceu as inscrições para a plenária, com intensa participação da categoria, inclusive com ações de resistências e de enfrentamentos contra as ações autoritárias do governo tucano de tentar não matricular os alunos egressos do 9º ano e 4ª Etapa da EJA, no 1º ano do SOME. Entre as sugestões dos educadores foi de solicitar audiência com a SEDUC para tratar sobre o SOME, no dia 15 de dezembro, pela manhã. 







Todos estão convidados, no dia 15 de dezembro, na Seduc, pela manhã, dando todo apoio para comissão.















sábado, 12 de novembro de 2016

Sistema de Organização Modular de Ensino




O que é Some?


O SOME - Sistema de Organização Modular de Ensino/Pa, foi criado na década de 80 como uma alternativa para a educação no campo que possibilita aos jovens e adultos o acesso ao ensino médio nos diversos vilarejos dos municípios paraenses, especialmente àqueles mais interiorizados e carentes de infraestruturas (deficiência nos sistemas de comunicações, de transporte, saúde, acesso e educação formal...)

Esta modalidade de ensino possibilita aos professores - em função de sua dinâmica de funcionamento que é o rodízio de blocos de disciplinas - circularem pelos mais diversos e longínquos municípios paraenses.


Importância do Some


Não há como negar que o SOME é importante para a sociedade paraense, uma vez que possibilita de uma forma democrática e universal o acesso a milhares de estudantes paraenses, em especial aqueles que não tem condições de frequentar a escola regular nas inúmeras cidades paraenses e o SOME tem essa função social de assegurar que pessoas mesmo muito distante venham concluir o Ensino Médio, uma etapa importantíssima para a formação escolar básica dos alunos. O SOME não deve ser extinto, mas sim ampliado. Se existirem falhas, cabe ao governo, professores e comunidade estudantil encontrarem justos caminhos que venham melhorar este importante instrumento da educação paraense.


Lei do SOME

Lei nº 7.806, de 29 de abril de 2014.  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Trabalhadores e Trabalhadoras unificados vão para as ruas do Pará







Trabalhadores e trabalhadoras de várias categorias foram pela parte da manhã/tarde para as ruas em diversos municípios do Estado do Pará. 







Nos municípios de Belém, Cametá, Abaetetuba,  Concórdia do Pará, Castanhal entre outros foram intensas as mobilizações contra a Proposta de Emenda Constitucional 241/55, pela deflagração de uma greve geral e Fora Temer!









Na capital do Estado, Belém do Pará, a concentração foi no Mercado de São Brás, a partir de nove horas, com grande participação da juventude, movimentos sociais, populares e partidos políticos. Depois, em grande caminhada, com aproximadamente dez mil pessoas, sendo a maioria de jovens, fizeram o percurso até ao Tribunal de Justiça do Estado - TJE. 









Nas falas dos representantes da entidades, que estavam intervindo, ficou claro, barrar a marcha dos golpistas e as propostas conservadoras que prejudiquem as conquistas dos trabalhadores e a juventude do campo e da cidade..








Na conjuntura atual é necessário que a unidade e a unificação dos diversos segmentos da classe trabalhadora se organize, para fazer a resistência popular para o enfrentamento contra as principais instituições que apoiaram o golpe parlamentar, midiático e judiciário.  








O blogueiro esteve presente no Ato. Vejam algumas imagens de hoje.













































sexta-feira, 4 de novembro de 2016

SOME gradativamente será extinto















































Vejam as lâminas do conteúdo da apresentação efetuada pelo coordenador estadual do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, Luiz André Malato, na tarde de ontem, 03/11, durante a reunião conjunta entre Sintepp e Seduc para tratar do SOME.

Apresentação

O Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME compreende uma ação institucional de garantia de oferta do Ensino Médio enquanto estratégia "extemporânea" (começo, meio e fim), prevista inicialmente para o período de 05 (cinco) anos, (implementada em 1980); da Política de Universalização e Expansão de Oferta do Ensino Médio, atendendo a clientela em área de difícil acesso, mantendo-se na Rede Estadual pelo período de 36 anos. O SOME encontra-se atualmente em 18 UREs, referentes a 98 (noventa e oito) municípios, estando presente em aproximadamente 465 localidades, atendendo um contingente de 1.917 alunos (Ensino Fundamental/Residual/Municipio de Abaetetuba) e 32.196 alunos do Ensino Médio regularmente matriculados o 1, 2 e 3 anos respectivamente.
O SOME não constitui modalidade de ensino; porém reitera a necessidade de garantia e expansão da oferta do Ensino Médio, considerando o que prescreve a legislação em vigor (LDB n .384.6) quanto a oferta da Educação Básica em séries anuais, ciclos e módulos.

Atualização do Fluxo de Lotação

Situacional: Expressivo quantitativo de "turmas de reposição" em relação a demanda de pessoal SOME/SOMEI (1.117 servidores).
Contexto: Necessidade de correção do fluxo de carga horária no código atividade 1001 (efetiva regência) com possibilidade de correção para 24 horas em 2017.
Demanda Vigente: Correção do fluxo de manutenção permanente no Código Atividade 1127 (procedida desde 2012) e reordenação da mobilidade em circuitos SOME em consonância com a legislação pertinente em vigor.

Oferta do SOME 2017

Situacional: Contenção de fluxos de ofertas em geral do primeiro ano do Ensino Médio, com garantia de atendimento, manutenção e funcionamento das turmas de segundo e terceiro anos respectivamente.
Contexto: Possibilidade de oferta regular para o primeiro, ano conversões SOME e nucleamentos de oferta regular.
Demanda vigente: Prioridade as demandas de expansão, manutenção e desenvolvimento do Ensino Médio Regular, respeitando-se às peculiaridades das referidas demandas, especialmente ao que se refere ao SOMEI (tratando-se de áreas de "dificílimo" acesso).

Conversão do SOME para o Regular

Situacional Conversões do SOME para o Regular (27 conversões concluídas), 21 conversões em andamento, atendendo especificamente solicitação das comunidades, bem como de Prefeituras parceiras.
Contexto: Dificuldades para manutenção do "transporte escolar" e manutenção da exclusividade da residência do professor SOME, bem como de outros "queixumes" especialmente quanto ao "TQQ".
Demandas vigentes: Em fase de expansão galopante com preocupação de evitar a conversão no período letivo e possibilitar o atendimento do transporte do aluno, com proposta de "nucleamentos" de atendimento da oferta Regular.

Oferta de "Parceria Institucional"

Situacional: Prefeituras propõem a manutenção da parceria institucional para o fortalecimento do Ensino Regular, com solicitação de demanda de contratação de pessoal de mão de obra local especializada e desobrigação da exclusividade de manutenção da residência do professor SOME.
Contexto: Possibilidade de reordenamento da oferta de espaços para funcionamento de turmas do SOME exclusivamente em "locus" apropriado (Escolas Municipais) garantindo-se também contra partida de atividades de apoio e manutenção do prédio escolar.
Demanda vigente: Expectativa dos gestores eleitos no último pleito, quanto a possibilidade pronunciada e oportunamentos de convênios formalizados e publicados.

Novo Ensino Médio

Situacional: Impactos decorrentes de implementação da "Reforma do Ensino Médio" em andamento.
Contexto: Necessidade de redimensionamento da "matriz curricular do Ensino Médio" adequada ainda a Proposta da Educação do Campo.
Demanda Vigente: Criação de Grupo de Trabalho Institucional para discussão e desenho da proposta.

Expansão do Ensino Médio Regular

Situacional: Estudo de expansão da oferta do Ensino Médio Regular sinalizando a possibilidade de ampliação da rede escolar e adoção de parcerias institucionais com Prefeituras.
Contexto: Interfaces econômicas da "crise econômica, bem como, dos desdobramentos da PEC 241 e PEC 55, que sinalizam o "cuidado" com oferta e manutenção do Ensino Médio pelos próximos 20 anos.
Demanda Vigente: Pesquisa "in loco" , junto as UREs para verificação da possibilidade de reconfiguração da oferta regular e mapeamento dos egressos populacionais e "nucleamentos" de atendimento; considerando-se ainda que, a oferta SOME (de acordo com a legislação vigente) somente se faz oportuna em situações em que comprovadamente não seja possível a oferta do Ensino Regular.

Continuidade de Oferta do Mundiar

Situacional: Egressos ainda consideráveis de população em distorção idade serie.
Contexto: Oferta de MUNDIAR em situações comprovadamente de demanda expressiva que justifiquem a oferta da correção distorção idade série.
Demanda vigente: Pesquisa "in loco" junto as UREs para verificação ds demandas populacionais em distorção idade série."



Para a colega Rose Baia o termino do SOME é uma pena que muitos colegas ainda não perceberam a importância desse momento, pois o some que brilhou durante anos em muitas comunidades desse Pará vai se acabar dessa forma, enterrando sonhos de 34.000 alunos e de 1117 professores e de muitos pais que ainda viam no ensino modular uma chance de seus filhos chegarem a um futuro melhor. Mas como para os governos educação não é investimentos, sinto muito por esse cenário. Vamos à luta colegas.