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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

  

                          Convivências e Aprendizados do SOME!

 

 

 

    Uma das características do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, política pública, idealizado no ano de 1980, pela Fundação Educacional do Pará – FEP, gerenciado atualmente pela Secretaria Estadual de Educação o Estado Pará – SEDUC, é que os professores residem em casas alugadas pela Secretaria de Educação, as quais pertencem a um morador local. É uma moradia compartilhada por todos os professores lotados na localidade.

 

 

     Diferente do ensino regular, no qual o professor termina suas atividades e vai para a sua casa e para o convívio com sua família, o professor do SOME,  quando finaliza suas práticas educativas, vai para casa com os outros profissionais, que também estavam desenvolvendo suas atividades pedagógicas na escola, portanto, bastante diferente, da realidade familiar.  

 

 

      Ressalto que, antes de julho de 2003, o calendário escolar era de 50 dias letivos, em municípios, ou localidades, distantes muitos quilômetros das residências dos docentes, geralmente em Belém. O deslocamento até esses locais era feito em vários tipos de transportes: aviões, ônibus e embarcações, de acordo com o acesso até à região do município. 

 

 

      A partir de agosto de 2003, com a descentralização dessa política pública, os professores foram alocados conforme sua URE de lotação e, em alguns casos, perto de sua residência. Vale ressaltar que com isso, o SOME perde sua configuração original, já que muito professores com outros vínculos, normalmente com a prefeitura, são removidos ou contratados para fazer parte do quadro de docentes. Esse fato traz como consequência perda da dedicação exclusiva e também uma significativa perda no rendimento de grande parte dos professores, o que implica direta e drasticamente na credibilidade do Sistema Modular perante as comunidades. 

 

 

 

     Apesar de todos esses aspectos acimas citados serem de grande importância, quero destacar que a convivência entre pessoas com personalidades, valores e objetivos distintos, fez com que eu aprendesse a ter habilidades para conversar pacificamente, sempre ouvindo as falas dos outros profissionais, sejam de interesses coletivos, sejam de interesses individuais e, naturalmente, sempre ocorria algumas divergências sem jamais provocar qualquer tipo de crise. Porém, uma coisa é certa, todo esse processo me deixou um grande legado, um importante aprendizado no quesito “inter-relações pessoais”, o que facilitou ainda mais o meu trabalho e permanência no SOME por muitos anos, e  o que é melhor me deu de herança uma legião de amigos que estarão para sempre em minha memória e no meu coração! Salve o SOME que infelizmente está perdendo o seu relevante papel na educação dos nossos jovens residentes nos rincões mais longínquos desse nosso imenso Pará! Triste realidade! 

 

 

Texto: Ribamar Oliveira

 

Revisão textual: Prof. Flávio Figueiredo dos Santos Filho (SOME)

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

 




Olá, gente!                                                          

                                                                                                                                                                                          

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Ribamar Oliveira

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Movimento Estudantil

 




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Ribamar Oliveira

domingo, 17 de janeiro de 2021

Precariedades do Ensino de Arte na Amazônia

 

Em sua Dissertação, que defendeu no mestrado no INSTITUTO PRESBITERIANO MACKENZIE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO, ARTE E HISTÓRIA DA CULTURA, tendo como título Os limites e possibilidades do emprego de multimídias no ensino de arte no Município de Abaetetuba/Pará, ANGELINO GOMES FERREIRA JÚNIOR, São Paulo – SP, 2009, aborda o seguinte:

 

Trabalhando com as disciplinas, Educação artística para o ensino fundamental, Arte 2, para o ensino Médio, neste projeto de ensino modular (SOME), obedecendo, o rodízio de localidades, que cada equipe trabalha, pude observar  as peculiaridades  de cada região por qual passei, onde a comunidade e sua relação com escola apresentavam comportamentos bem diferenciados, no que diz respeito à relação, escola, aluno e professor. O diferencial se apresentava na localidade onde a presença dos pais era atuante, pois através de suas reivindicações diante dos poderes públicos, conseguia estabelecer o mínimo desejável. Em contra partida, em outras, ao chegarmos para ministrar a disciplina, sequer tinham as cadeira para os alunos no local também improvisado. por não suportar na escola, a demanda de alunos. Além da estrutura física deficitária e de recursos tecnológicos inexistentes, há também a evasão de alunos, o não comparecimento dos professores e a sua não permanência na localidade, seja pela não adaptação a este modo de trabalhar em educação, pois em muitos casos abandonam o módulo pelo meio, ou voltam na mesma hora que experimentam a realidade da comunidade e vão trabalhar os dois meses de cada módulo. Em outros casos a sua ausência diz respeito à falta de conduta profissional.

 

 

São várias análises que podemos repensar diante do contexto das práticas educativas do referido Professor do SOME, no município de Abaetetuba. Angelino Júnior enfatiza que as estruturas de funcionamento dessa política pública são precárias, inclusive, em muitas localidades as carteiras que tinham na sala de aula não atendiam o número de alunos matriculados em determinadas turmas. Isso é fato! Durante esse período, a imprensa divulgava em suas manchetes, como alunos “jacarés”. Porém, em outras localidades quando os pais eram atuantes, estes cobravam do poder público, a qualidade de ensino de seus filhos. Sem estrutura física e recursos tecnológicos que pudesse exercitar suas atividades pedagógicas, o Professor tinha dificuldade de trabalhar. Problemas que foram sendo detectados ao longo dos trajetos de sua pesquisa.

 

Além de outros fatores que não contribuem para o bom desempenho de aulas dignas e de qualidades como, a evasão escolar, que pelas dificuldades de sobrevivências, os alunos abandonam as aulas e ficam atrás de fontes de rendas para contribuir com a família. Sem contar os professores omissos com a educação e as suas atividades profissionais, que provocam a precariedade do ensino público nos interiores, através do SOME. Angelino frisa algumas situações em que o profissional não aparece para trabalhar nas localidades de funcionamento do Modular. Situações que ainda existem em algumas Unidades Regionais de Educacionais, no Estado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Estudos Amazônicos e seus livros didáticos (1990 - 2000)



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Olá, gente!                                                          

                                                                                                                                                                                          

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Vamos conversar com o Prof. Me. Davison Rocha sobre a disciplina Estudos Amazônicos e seus livros didáticos (1990-2000).

                       

Mediador: Ribamar Oliveira

                                  

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Ribamar Oliveira

Cabanagem

 

A Cabanagem, que aconteceu na Província do Grão-Pará, é considerada um movimento revolucionário, ocorrida entre 1835 e 1840, eclodindo no dia 7 de janeiro de 1835, portanto, hoje completa 186 anos em que uma parte significativa da população da região se revoltou contra as injustiças sociais e econômicas.


A luta e resistência dos cabanos, incluindo, indígenas, negros, caboclos, ribeirinhos, camponeses contra as desigualdades de direitos, faz com que o sangue cabano esteja fervendo nas veias dos paraenses. 


Para um dos governadores dos cabanos, Eduardo Angelim, "A ideia não morre".  Viva a Cabanagem! 


 

sábado, 2 de janeiro de 2021

 



Olá, gente!                                                          

                                                                                                                                                                                          

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Hoje, dia 02/01/2021 (Sábado), às 17 hrs, temos um encontro marcado.        


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Vamos conversar com o ex vereador Marquinho Silva, Prof. Vinicius Teles e Prof. José Raimundo Trindade sobre a economia brasileira.

                       

Mediador: Ribamar Oliveira

                                  

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Ribamar Oliveira