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domingo, 29 de setembro de 2013

Trabalhadores na luta. A greve continua.






Os trabalhadores em educação da rede estadual continuam em greve, após a Assembleia Geral, que aconteceu no Sindicato dos Bancários, no dia 26 do corrente mês recebendo grandes números de adesões. No dia 27 do corrente, a mobilização foi intensa. Pela parte da manhã, aconteceu um ato público em frente à Sedução, organizado pelo Sintepp e o corpo administrativo da Seduc que congrega os assistentes, técnicos, vigias, motoristas, auxiliares operacionais.






Na pauta das reivindicações dos servidores da seduc e escolas, incluem o reajuste de 200% do auxilio alimentação especial, PCCR unificado, Melhores condições de trabalho, Segurança, Infraestrutura, Material de expediente, incorporação do abono salarial para todos os cargos, aumento da concessão de 20 horas extras diurnas e noturnas para 40h/mês e concessão de GTI.







Pela parte da tarde, aconteceram dois seminários para discussão sobre as duas minutas: Jornada de Trabalho, no Centro Social de Nazaré e SOME, no auditório da sede do Sintepp.










Amanhã, dia 30, segunda-feira, teremos um ato da categoria, com a concentração na Praça do Operário, a partir das 8 h. As 10 h. audiência com o governo, na Sead, a partir das 10 h. As 15 h. coletiva à imprensa, no auditório do Sintepp.






No dia primeiro, na terça-feira, ato unificado, a partir das 9 h. na Escadinha do Cais do Porto (Ver-o-peso).


No dia 02, na quarta-feira, a partir das 9h Assembleia Geral da categoria, no Sindicato dos Bancários.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os professores e a política




                                                                             Valdivino Cunha da Silva*




O professor Ribamar, pediu-me que fizesse minhas considerações em seu blog, sobre a importância do professor no exercício da política. Ele defende a tese de que seriam  os professores  os mais aptos a exercerem um cargo eletivo na política. Não corroboro com sua opinião, o máximo que me aproximo desse ponto seria uma defesa em torno de formação, tendendo a defender os sociólogos como aqueles que do ponto de vista técnico e social seriam quem reuniriam as melhores condições para o exercício da politica. Não é uma defesa em causa própria (pelo fato de  eu ser  sociólogo) é um argumento técnico.



As leis eleitorais brasileiras não estabelecem categorias de profissionais que concorram a cargos políticos, se assim fizessem muitos médicos não se elegeriam a custa imoral da laqueadura de mulheres pobres brasileiras ou dentistas que se elegem a custa de dentaduras, ou ainda, em troca de água potável (pasmem!) ou à custa de outras misérias presentes em todas as regiões brasileiras, notadamente nas regiões norte e nordeste.




Max Weber em sua “Ciência e Política: duas vocações” destacam dois aspectos relevantes quanto a isso. “Viver para a Política ou viver da Política.” Essa me parece ser a grande questão a ser debatida. Para o famoso sociólogo alemão, quem vive para a Política, deve está sempre na busca de soluções  à vida coletiva. Do ponto de vista do poder, o valor pessoal e a ética são elementos fundamentais para o exercício da coisa pública que deveria está acima dos interesses pessoais.




Na análise weberiana, o homem sério vive a serviço de algo, que contribui inclusive para dar significado a sua vida. Segundo Weber, “... todo homem sério, que vive para uma causa, vive também dela”.  Dessa forma, o político profissional, ou seja, aquele que vive da política, que é quase a totalidade do caso brasileiro, não tem mérito porque é beneficiário de seus próprios interesses, sejam eles econômicos,  sociais ou políticos e eles estão, portanto, sempre na condição de “político profissional” e fazem da politica um instrumento ilícito, de enriquecimento fácil e imoral.  Weber destaca ainda que: “... em condições normais, deve o homem político ser economicamente independente das atividades que a atividade política lhe possa proporcionar...” Não ouso dizer que ele, Weber, um dos clássicos da sociologia, esteja errado, mas ser economicamente independente não é garantia do bom exercício da política, pois,  os vampiros não se satisfazem com a quantidade de sangue que sugam, eles querem sempre mais.



               *O autor é Sociólogo e Educador do SOME - Seduc/Pa.

Professores na Política




                                                                 
                                                               Valdivino Cunha da Silva  *    
        


Acredito que vários candidatos que são professores e estão tentando assumir um cargo eletivo ou passaram pela sala de aula poderão vencer as eleições e tomar o poder político que há muitos anos deveria realmente ser de quem deveria está assumindo os cargos desde a Grécia.



Entendo o que se identifica mais e que tem características plenas de assumirem os cargos políticos são os professores. Por que escrevo isso? Vejamos a referência que a escola é para a sociedade. Sem educação, não é nada. Sem professor não se troca experiência de nada; portanto o professor, desde que tenha compromisso, realmente com a população é que deveria ser os vereadores, prefeitos, senadores, deputados e governadores.



Sabemos que mesmo fora do magistério temos grandes políticos, veja o Lula como referência para o mundo entre outros que dependendo de sua trajetória política e histórica contribuíram ou estão contribuindo com uma sociedade melhor. Mas, mesmo assim não podemos deixar de destacar que a organização, participação e decisão são do respaldo popular e o professor é uma peça fundamental desse cenário.



               * O autor é Sociólogo e Educador do SOME (Seduc/Pa.)