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domingo, 26 de agosto de 2018

Questão do Negro no SOME






No final do ano de 2010, o Sistema de Organização Modular – SOME, possuía cerca de 27 localidades consideradas quilombolas, sendo implantadas inúmeras durante o governo democrático e popular do Partido dos Trabalhadores, que governou o Estado do Pará, de 2007 a 2010.



O Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME é uma política pública gerenciada pela Secretaria Estadual de Educação - SEDUC, voltada para os filhos dos camponeses, indígenas, quilombolas e ribeirinhos que não tem oportunidade de estudar o ensino médio na vida urbana e estudam em uma escola polo perto de suas localidades onde residem, tendo o transporte escolar como instrumento de locomoção de sua casa para escola.



Quando se trata do tema, leva várias reflexões diante da conjuntura histórica em vários momentos. Um aspecto que podemos considerar que algumas comunidades quilombolas possuem um nível de politização bastante avançada e sua organização fez com que através de várias lutas e reivindicações conseguissem a implantação do ensino médio.



Outro ponto de vista que achei interessante nas paragens por onde passei, é que algumas comunidades se identificam quilombola, morando em território quilombola, enquanto outras comunidades não se aceitam afros descentes. É necessário um estudo de folego para fazermos algumas considerações sobre esse aspecto.



Muitos dos alunos quilombolas estão aproveitando as oportunidades oferecidas mesmo com todas as dificuldades, inclusive, sendo aprovados nas universidades e faculdades. Neste ano, a politica de cotas ajudou muitos a entrar no nível superior.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Comunidades Quilombolas e o S.O.M. E.




Ao longo de nossa história a característica multicultural de nosso povo foi estruturada tendo como referência uma visão eurocêntrica, resultando em um processo histórico de ocultação da verdadeira história de organização do povo africano e afro- descendentes.


Nesta ideia temos um contexto histórico de grande relevância para educação na Amazônia, enfatizando a importância das comunidades quilombolas onde funciona a modalidade de ensino Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME este com trinta e quatro anos de tradição em educação no Estado do Pará.



Em 2011, tínhamos trinta e cinco localidades com características de comunidades quilombolas, a ressaltar: Camiranga em Bragança; Tatuoca, em Limoeiro do Ajuru; Calados, Joana Peres, Igarapé Preto, Umarizal, Cardoso, Bailique e Araquembaua em Baião; Juaba, Biribatuba, Mupi, Vila do Carmo, Carapajó, Juaba, Mangabeira, Tambai  e Nova América em Cametá; Olho D’agua, Ribeira, Jacundaí e Jupuhuba em Moju; Boa Vista em Acará; Murumuru e Saracura em Santarém; Pacoval em Prainha; Passagem em Monte Alegre; Quilombo do Pacoval em Alenquer; Igarapé Açu e Silêncio do Matá em Óbidos; Providência em Bujaru; Cravo e Jutaí em Concórdia do Pará; Ilha do Palheta em Muaná; Mangueiras em Salterra.




Portanto, naquele ano de um total de 440 localidades, funcionando em 97 municípios, tínhamos trinta e cinco comunidades quilombolas. Ressalto neste espaço, que essa política pública não deixa de ser um resgate que a sociedade tem com os negros, que durante o período colonial e imperial, foram tratados como mercadorias. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pacoval (Alenquer)

Vista parcial de Alenquer

Estive por quinze dias do mês de agosto do ano de 2001 no município de Alequer, desenvolvendo atividades pedagógicas pelo antigo Centro de Treinamentos de Recursos Humanos - CTRH da Secretaria Estadual de Educação, onde umas das atividades de pesquisas que foram realizadas pelos professores que fizeram parte do Curso de Habilitação em Estudos Adicionais foi sobre a comunidade remanescente dos quilombolas Pacoval, recebendo todo apoio dos membros que eram lideranças do referido lugar e da professora de História Áurea Nina Monteiro, que também contribui cedendo objetos de pesquisas que vem fazendo ao longo de um bom tempo para exposições no curso.

Mucucuaqui era o nome abaré da antiga comunidade de Pacoval, que era lugar de refúgio dos negros que fugiam das fazendas de Santarém pelo rio Curuá; assim como descendentes de índios. A origem do nome veio de uma plantação de bananas, cujo nome era pacova.

Por volta de 1888 os negros fugiram da propriedade de Maria Macambira e foram para o mocambo. Eles tinham como protetores São Benedito e Santo Antônio feitos de Massarará. Os Martins e os Valentes eram os poderosos e grandes detentores de escravos em Alenquer. Por volta de 1950 começou os primeiros contatos dos negros com os brancos. Dudu Valente foi quem fez o primeiro contato com os negros do Pacoval.    

Pacoval é reconhecido pela Prefeitura Municipal de Alenquer a mais ou menos uns cem anos e tem mais de trezentos anos de sobrevivência.

A comunidade ainda preserva alguns costumes dos seus ancestrais, os quais em resumo, como :

O Marambiré, que originou-se das brincadeiras da Tia "Miriam do João Biré" e que a palavra correta e Merambiré e não Marambiré.

O Boi comemorado no mês de junho.

A Pastorinha em dezembro.

O Mutirão, antigo puxirum, onde fazem comidas típicas como o tarubá.

O interessante que os terrenos são livres sem precisar de loteamento e cercas, respeitam uns aos outros e suas propriedades não podem  vender nem doar, permanece a hereditariedade.

Conforme suas necessidades criam novas regulamentações, como: não criar porco, não ter excedente de cãos entre outras.

A comunidade tem sua Associação que trabalha em comum com a Igreja, para o bem de todos. Através de seus líderes têm conseguido alguns benefícios: Título definitivo da terra, Um caminhão, uma voadeira que em caso de emergência transporta para Santarém ou Curuá.

Sua atividade econômica está baeada no extrativismo vegetal: Cumaru, Castanha, Açai e outros. A agricultura é somente para seu mantimento e raramente são comercializados. Eles, também praticam o extrativismo animal como a caça e a pesca, porém somente para consumo.

Não praticam nenhuma religião de origem africana, adotaram a religião católica.       

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vida de Militante



Interessante essa vida de militante pelas causas sociais, no final da década de 80 e início de 90, fazia parte de alguns movimentos, entre eles a discussão sobre rádio comunitária, o que serviu como experiência em alguns momentos, também na educação. Olha só,  fazendo o programa na Rádio Web SEDUC, recentemente, apesar de minha formação não ser em comunicação. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OPINIÕES DE ALUNOS DO ENSINO BÁSICO

Alunos da 7ª Série da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio " Maria Gabriela Ramos de Oliveira", provocados pela Professora de Estudos Amazônicos Maria de Fátima Santos de Oliveira, sobre o seguinte: - Ao longo do nosso estudo, fizemos na turma várias abordagens a respeito da cultura afro, especialmente o estudo sobre as comunidades quilombolas de Abaetetuba e Abacatal. Faça um texto referente ao assunto. ( Não esqueça título, parágrafos, semelhanças, diferenças e outras questões sobre o assunto), eis algumas respostas, que chamaram atenção: 

História de Superação

Ao longo dos meus estudos aprendi muito, tive vários temas, conversas, trabalhos, pesquisas... mas o que marcou foi sobre as Comunidades Quilombolas. Com esse trabalho, eu aprendi a lutar, errar, a sentir dor, a cansar, a levar não e muito mais. Mas, aprendi também como ajudar os outros, sem se importar com o que os outros irão pensar e enquanto isto iria valer. Tudo bem, podia está valendo 10,00 pontos mas naquele tempo eu e meu grupo pensávamos simplesmente em uma coisa, conseguir o máximo de alimentos, roupas, sapatos,....Como é bom ajudar os outros.
Os Quilombos lutaram e conseguiram ter respeito, ter suas terras próprias, eles vivem de forma difícil sim, mas nem por isso deixam de ser feliz. O melhor da vida é poder chegar um dia e dizer para outras pessoas e talvez para si mesmo, eu venci!  A vida não é fácil. Os Quilombos mostraram pra muita gente que a vitória é uma questão de muito esforço e luta. Obrigada Professora Fátima por tudo que nós ensinou acredite pela forma diferente, e também passar a amar o próximo como amo a mim mesmo.
                                                                                                          ( Roberta Merlo) 


Comunidades Quilombolas

Neste ano, aprendemos muitas coisas sobre duas comunidades quilombolas existentes no estado do Pará. Uma foi a Comunidade de Abacatal, fomos fazer visita a comunidade e com essa atividade pedagógica, que foi a aula-passeio, deu para perceber como vivem uma comunidade quilombola. Percebemos que as terras deles são tituladas, o nome Abacatal foi um erro na hora de titular as terras, que devia ser chamado Abacabal.

Na economia vimos que eles trabalham bastante para conseguir um dinheiro para suprir suas necessidades diárias. Aos sábados, eles participam de uma feira no município de Ananindeua, eles vendem o que produzem no decorrer da semana, vendendo tucupí, farinha de mandioca e frutas. Na educação eles conseguiram um Escola de 1ª à 4 Séries.

Já a Comunidade de Abaetetuba, eles vivem, também do que produzem semelhante ao Abacatal. Produzindo, também, farinha, tucupí, frutas e verduras. 

A  base religiosa é a fé muito grande com a Nossa Senhora do Pau Oco.

A comunidade fica no litoral e com isso os quilombolas produzem barcos para vender.
                                                                                                              ( Nayanne Prestes)

A Cultura Afro no Brasil

Durante meses vimos que a cultura africana teve uma importância grande para o Brasil, estudamos sobre diversos temas como Quilombolas, Escravidão, Preconceito, Economia, Cultura, Religião; vimos aspectos dos Quilombos de Abaetetuba e Abacatal. Percebemos que são diferentes, também vimos que infelizmente no século XXI não acabou a escravidão no Brasil. Estudamos também Zumbi, Lei Áurea, sobre a cultura afro e seus aspectos importantes.
                                                                                                  (  River Miranda Marques )

Quilombos e Quilombolas


Os Quilombos, são lugares escolhidos pelos quilombolas para ocupar. Geralmente é selecionado perto de uma nascente, córrego ou qualquer lugar onde poderiam se manter a cultura de seus alimentos. Pois, os quilombolas eram escravos que fugiram e criavam seus refúgios distantes da civilização para não serem encontrados e novamente escravizados.

Hoje em dia, não havendo escravidão, eles, ainda, ocupam terra, entretanto, ainda, não é posse deles por lei. Para a alegria de muitos quilombolas, overnadora Ana Júlia Carepa deu posse de terra para 21 Quilombos, e agora que a terra é deles, ninguém poderá mexer, garantindo que os quilombolas mantenham sua cultura, costumes e melhor proveito da terra.

De vários quilombos espalhados por todo o Brasil, tivemos os exemplos do Quilombo de Ananindeua, que é o Abacatal e Itacuruçá, de Abaetetuba; que alguns alunos fizeram visitas. Na visita em Ananindeua, alguns da Universidade estavam presentes. No Abacatal, a educação é básica de 1ª a 4ª Série e na visita pediram saúde, educação, respeito e dignidade.
                                                                                      (Diego Carvalho da Costa)


Quilombolas

Os quilombolas, são descendentes de escravos, pessoas que como a gente vive num mundo cheio de preconceito e racismo.

Os quilombos, sobrevivem de muito pouco, quase sempre não estão empregados. A Escola "Maria Gabriela Ramos de Oliveira" ajudou muito eles, com roupas, calçados, cestas básicas.

O preconceito sempre vai existir, esse é um assunto em que as pessoas no Brasil não gostam de falar, de admitir, nem discutir, o assunto vem ficando cada vez mais falado, mesmo estando no século XXI, as pessoas ainda fingem que estamos no século XVII, na época em que os negros eram maltrados. Infelizmente, temos que conviver com essa injustiça. Eu tenho experiência e já fui vítima de preconceito, já senti na pele o quanto é ruim se sentir diferente das outras pessoas e ser discriminada pela cor.
                                                                                            (Ketlen Vanessa A. Borges)