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terça-feira, 16 de abril de 2019

SOME







                                              
                                                 
                                           *Professor José Antonio Medeiros Soares            


                                     

SOME corresponde à sigla da maior expressão histórica educacional no Estado do Pará e no Brasil. Consiste ao Sistema de Organização Modular de Ensino, que a priori se propalou como projeto educacional, no entanto, se expandiu em função de uma grande demanda política que o solicitou para compor os mais diversos municípios paraenses, os quais se tornaram referências de educação de qualidade nas Escolas sedes dos interiores do Estado.


















Nós, professores, estamos homenageando ao S.O.M.E em seus 39 anos de existência em todo território paraense, neste 15 de abril, data super importante nos Anais de um processo de educação que foi se encorpando aos interesses de formação sócio educacional, atribuindo condições técnicas e científicas ao discente, levando-lhe consequentemente à sua integração útil e produtiva à sociedade e ao mercado de trabalho. O Sistema Modular continua contribuindo na preparação de mão de obra qualificada em cada região do Estado, e quando a tal localidade da região está em condições absolutas de se auto manter-se, então essa modalidade de ensino modular regular migra para as vilas e comunidades mais distantes como proposta de expandir cada vez mais a educação ministrada pelos “bravos guerreiros modulenses” difundindo essa proposta de educação não só nos quatro cantos do Pará, mas também em outros Estados da Federação e países estrangeiros que adotaram o SOME como modelo de educação que norteia pessoas simples do campo, indígena, quilombolas, assentados e ribeirinhos, as quais formam uma imensa clientela atendida pelos, atualmente, 1.100 professores em 96 municípios, constituindo 465 comunidades rurais, e estatisticamente perfazendo um número de 40.000 alunos, os quais estão inseridos à política educacional pública de qualidade no âmbito da esfera estadual (SEDUC).




















A lei do SOME estabelece que haja um convênio entre as instituições: prefeituras municipais e Secretaria Executiva de Educação, formalizando um contrato de adesão e implantação do Sistema de Educação Modular nas localidades que almejam ser atendidas com esse serviço de educação, cujo funcionamento será trabalhado em 4 módulos de 50 dias, havendo um rodízio de blocos de disciplinas a cada 50 dias cumpridos, com duas avaliações e recuperações de alunos que não atingiram as notas satisfatórias durante esse período. Cumprindo seu módulo, o professor irá para outra localidade já pré-estabelecida no itinerário anual segundo a coordenação e professores dos polos de atuação das URES, totalizando em 200 dias letivos, conforme a carga horária estabelecida por lei.















De 1980 a 2003 registra uma grande relevância quanto ao cumprimento de convênios, tais como casa do professor, mobília, utensílios de cozinha, alimentação, funcionário para a casa do professor; assim como uma excelência referencial no Estado do Pará, no que tange ao Índice de Desenvolvimento da Educação, portanto, 2003 foi o ano divisor de águas da nossa educação, onde as nuvens escuras e nefastas da política do Pará tentaram acabar e destruir o que há de tão valioso no nosso Estado (a educação), precarizando, sucateando, abandonando, oprimindo, e tirando o direito adquirido do cidadão do campo de poder continuar os estudos em suas localidades, travando uma luta renhida sem trégua, levando a muitos enfrentamentos de alunos e professores contra a truculência de policiais e políticos que objetivavam seus interesses escusos, porém, há de convir, que o mal nunca vencerá o bem, porque estamos ao lado da verdade, e nossa aliança é com Deus.






















 SOMOS TODOS SOME!














  SOME-SE AO SOME!













  SOME-SE AO GIGANTE DO NORTE!















  SOME COM TODA HONRA, GARRA, LUTA E GLÓRIA!
















Professor José Antonio Medeiros Soares Licenciado Pleno em Língua Portuguesa e Literaturas Portuguesa e Brasileira pela Universidade Federal do Pará (UFPA), 1985. Professor do Sistema de Organização Modular de Ensino há 33 anos. Admitido em portaria no Diário Oficial do Estado em 31/03/1986.






segunda-feira, 15 de abril de 2019

SOME E SEUS 39 ANOS











O SOME que completa hoje 39 anos de trajetória com todas as adversidades enfrentadas tem contribuído positivamente para realização de sonhos dos filhos dos trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Essa política pública foi uma demanda popular a partir da pressão de vários municípios na década de 70 e 80 ao poder público estadual, sendo criado no ano de 1980. Segundo a ex Professora e Coordenadora Glória Maria Farias da Rocha e a especialista em educação Maria da Conceição Corrêa Sampaio, em sua monografia, Ensino de 2º Grau – Sistema Modular de Ensino, de dezembro de 1987, dizem: (...) tem levado as populações rurais do estado a assumir uma posição, pressionando as lideranças políticas locais pelo ensino do 2º grau, esperando com isso concretizar seus objetivos.  A partir daí e em virtude da dimensão territorial do estado do Pará, o SOME ampliou pelas necessidades de suas demandas. No contexto desse ano, feito alguns levantamentos preliminares, as pesquisadoras acrescentam que em nosso estado dos oitenta e sete municípios, eram atendidos apenas dezenove com o ensino de 2º Grau. 






O que chama atenção,  frisado nas pesquisas, entres elas, como o Trabalho  de Conclusão do Curso de Especialização em Políticas de Gestão e Financiamento da Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto de Ciência da Educação da Universidade Federal do Pará, A Política de Expansão do Ensino Médio no Estado do Pará: O caso do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, da especialista em educação Luana Cristina dos Passos Alves, de 2010, aborda: A ampliação na oferta do ensino médio no Estado vem se dando com a ajuda do SOME. Contraditoriamente, está que deveria ser uma politica implantada em situações excepcionais tornou-se estratégia de expansão do ensino médio, de forma compartilhada com os municípios e localidades onde o SOME é implantado. É assim que o ensino médio no estado do Pará vem se expandido dividindo os custos da educação com os municípios que, pressionados pela população da localidade, aceitam o SOME em troca de votos e uma nova eleição. 






Diante desses aspectos podemos destacar e fazer considerações importantes na atual conjuntura educacional. Qual o SOME que queremos para a Amazônia paraense? É uma questão interessante que se faz repensar todo um contexto em relação a essa política pública utilizada pelos interioranos onde funcionou e funciona atualmente. A aluna Brenda Silva, universitária do Curso de Administração, da Universidade Federal do Pará – UFPA ressalta o papel do SOME para ela: O SOME, foi e é muito importante, pois se hoje estou em Universidade o SOME tem seus pilares em minha vida. Fui aluna do SOME com muito orgulho e hoje declaro que continuo sendo aluna dele, pois o SOME nos deu aprendizado e principalmente nos deu incentivos para irmos sempre além, pois o SOME foi minha ponte.








Com esse relato da ex-aluna da localidade de Campo Verde, no município de Concórdia do Pará, nos deixa muito animados e felizes na condição de professores desta modalidade de ensino para continuarmos nossas lutas por uma educação digna e de qualidade, especialmente se tratando da educação do campo, através do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME.








Queremos essa política pública com qualidade, com a democratização do ensino, uma gestão pública compromissada em solucionar os problemas que afligem as comunidades, assim como a valorização dos educadores e alunos, por exemplos: Casa dos professores, Cumprimento dos convênios, Mais professores em sala de aula, Autorização de remoção de professores do Regular para o SOME, Autorização de novas localidades para funcionamento, Transporte Escolar mais atuante, Formação continuada dos professores, Entrega dos livros didáticos pela SEDUC nas escolas, Retorno da gratificação original dos professores, entre outros problemas que o novo governo Hélder Barbalho e sua equipe técnica terão que resolver. Como o governo acaba de assumir, esperamos um diálogo franco e aberto para buscar soluções para o SOME que queremos como ficou acordado durante a campanha eleitoral.










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A trajetória histórica do SOME em sua contribuição para a sociedade, tem revelado diversos aspectos positivos nas diferentes comunidades e espaços territoriais. Para ilustrar citaremos aprovação significativa dos alunos nos concursos públicos e vestibulares em Universidades públicas e particulares. E ainda, a organização social e política nas localidades e municípios, em entidades e instituições da sociedade civil e religiosa.



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Nos 39 anos do SOME, os educadores são elementos fundamentais nesse processo educacional. A ex Professora do SOME Marina Costa, que teve como objeto de estudo o Sistema Modular em sua dissertação Processos de Ressignificação docente na educação básica: experiências sócio-educacionais vivenciadas no ensino modular do Pará, de 2010, deixa claro em sua dedicatória a importância do profissional: Aos guerreiros professores dos SOME, que apesar das condições adversas e dos múltiplos obstáculos, mantiveram/mantém a bravura no ousado desígnio de fazer do ato pedagógico uma ação dignamente consequente, intervindo na complexa territorialidade da Amazônia paraense, grande exemplo de pessoalidade e profissional idade.  Parabenizo todos os colegas que deixam seus familiares e amigos, se dedicando parte de sua vida com afinco as suas práticas educativas, ajudando na construção de sonhos e dando oportunidade aos estudantes dos interiores, sem as mínimas condições de trabalho e sobrevivências nos rincões do estado, fazendo a diferença na educação do campo. Um abraço a todos, nosso respeito e reconhecimento. Viva os 39 anos do SOME! Viva os trabalhadores da educação do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME.













































Fontes: SOME - O  Gigante do Norte e suas Conquistas
             
             SOME  -  Abaetetuba

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domingo, 14 de abril de 2019

O SOME DE MUITAS CARAS E LUTAS.







                                                                  *Elaine Cristina Silva Carvalho






            Com a frase de Malala Yousafzai, iniciamos uma breve viagem de lutas e desafios enfrentados pelos “caixeiros viajantes da educação” no Pará em seus 39 anos de existência e resistência.







 “Quem nunca almejou entrar no Modular?”. Essa foi a pergunta que mudou meus caminhos e perspectivas, afinal era o ano de 2002 e eu apenas uma Biológa recém - formada. E lá fomos nós (eu, a ansiedade e o medo do desconhecido) rumo a cidade de Aveiro, levando na mala “perspectivas”.







 E foi no barco, em meio às boas vindas dos colegas professores que comecei a conhecer a história do Modular. Na época, ainda um projeto que vivia diante de um cenário de lutas pela garantia do simples fato de existir e continuar ofertando oportunidades a muitos, que viam na figura de cada professor a sua esperança de mudança de vida, mas que tinham pela frente o desafio de transpor as adversidades geográficas e estruturais.






E o SOME começou a ganhar cara e vozes, caras de professores que iam a luta para garantir direitos usurpados, que se mostravam guerreiros determinados a seguir em frente, sem mesmo saber o que os esperava mais adiante...e seguiam lutando contra governo e governantes...contra medidas arbitrarias...E as vozes? Foram gritos e clamores... discursos e promessas.. e eis que ainda estamos aqui resistindo, mas com uma grande diferença, o que em 1982 era apenas o projeto do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME passou a ser legalmente reconhecido como Política Pública Educacional do Estado do Pará, conforme a Lei n° 7.806 de 29/04/2014, fato que fortaleceu a luta do Sindicato - SINTEPP, das organizações comunitárias, pais e alunos dos campos, rios, aldeias, quilombos e florestas paraense.







A luta acabou? Não, pois o bom guerreiro sempre fica em alerta..e seu grito ecoa ...afinal são 39 anos com cara e vozes de Ribamar, Arleia, Iraldo, Thiago, Vinício, Fada, Hitacy, Gleice, Rainilza, Eládio, Silvia, Kleber, Elaíne, Cecilia, Rosivana, Nery, Uber, Iris, Célia, Ellen, José, Danni, Nay, Ciria, Márcia, Rosivaldo, Renilza, Carlos, Cristiano, Terezinha, Eliana, Silvino, Eudes, Solânia, Dianei, Roselle, Salles, Patrick, Brígida (in memoriam), Ivan, Erica, Feliciano,  enfim um exército de guerreiros representados por Marias e Josés diferentes...mas todos pelo SOME e por “EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE”... sigamos lutando.!!





Parabéns a cada um que construiu e constrói a história de lutas do Some em cada município, aldeia, quilombo, comunidades de rios e florestas nessa trajetória de seus 39 anos.
















[i] Elaine Cristina Silva Carvalho, professora de Biologia e Química do SOME desde 2002, Licenciada Plena em Ciências Biológicas pela UFPA e Pós Graduada em Metodologia do Ensino de Biologia e Química pela Faculdade Única.


Fontes: SOME - O  Gigante do Norte e suas Conquistas
             
             SOME  -  Abaetetuba

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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Coutinho Canta Belchior








O SOME tem um celeiro de cantores e compositores excelente, que se destacam onde se apresentam, seja na roda de viola, nos bares, com amigos ou shows. Entre eles, Nonato Bandeira, Valdir Ribeiro, Jorge Coutinho, Carlinhos Gutierrez, Uber e outros. Na imagem, Jorge Coutinho divulgando o 2o. CD, com a denominação "Coutinho Canta Belchior" e seu amigo o Blogueiro.







Contato do Cantor e Compositor Jorge Coutinho: 9198202-6066

segunda-feira, 1 de abril de 2019

31 de Março de 1964





Data que serve como reflexão na história do Brasil, que marca um dos momentos mais tristes da sociedade brasileira, entre 31 de marco e 1º de abril de 1964, sob a liderança de alguns seguimentos que contribuíram para o golpe civil-militar que provocou a cassação de direitos individuais, coletivos e políticos.



O golpe civil-militar destituiu o Presidente João Goular, instaurando a Ditadura militar no Brasil que completou, ontem, 55 anos. Essa fase caracterizou pela censura aos meios de comunicações, tortura, morte e perda de liberdades civis e democráticas. Além de ressaltar que alguns estudos indicam e comprovam através das pesquisas e relatos que etnias indígenas foram dizimadas durante os governos que estiveram sob o domínio dos militares, além de perseguição a oposição, prender, exílio e matar muitos civis.  



Aqui, no Brasil, com a decisão do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, de tomar medidas de retrocessos, como a determinação de forma irresponsável e absurda através do Ministério da Defesa que as Forças Armadas para que comemorassem a data alusiva da ditadura.



Diante da provocação do governo em comemorar 31 de março, estimulou diversos grupos contrários irem para ruas em todo o país, já que é um ataque à democracia e a liberdade.  Com cartazes, faixas, flores e velas parte significativa da sociedade estiveram participando dos atos, como nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre entre outras.



Para se ter ideia, segundo relatório do Brasil: Nunca mais, o regime militar que governou o país de 1964-1985 deixou: Entre os anos de 1964 e 1979, 10 mil brasileiros foram para o exílio por motivos políticos; 707 processos políticos foram abertos pelos órgãos de repressão, que implicaram 7.367 detidos, sendo 1.918 deles afirmaram ter sofrido torturas durante o período; 4.682 civis foram perseguidos ou demitidos do serviço público; 595 políticos eleitos tiveram seus direitos políticos cassados; 1.805 militares foram colocados à margem ou destituídos de seus postos de serviços; 144 cidadãos foram brutalmente mortos, vitimam de torturas e 152 cidadãos brasileiros estão desaparecidos.



Era isso que Bolsonaro queria comemorar?  Enquanto cidadãos conscientes, coerentes e humanos precisaram fazer resistência à ditadura militar que é necessário ser um instrumento de luta para o fortalecimento do regime democrático. A memória continua viva.