MEDEIROS, Lindemberg. Sou ex-aluno do SOME (Magistério),
na comunidade de Fordlândia (Aveiro). Hoje, licenciado em Letras: Português e
Inglês pela UEPA/PA; professor efetivo do estado do Pará, ministrando as
disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa desde o ano de 2013, sendo que
iniciei a docência em 1998. Sou filho de Francisca dos Santos Silva,
carinhosamente chamada por "dona Tica", que trabalhou como cozinheira
dos professores do SOME durante 12 anos, na comunidade de Fordlândia. Trabalhei
na região do Lago Grande, Arapiuns, várzea, planalto e comunidades do Tapajós
pertencentes à cidade de Santarém. Hoje, trabalho nas comunidades do município
de Aveiro (Fordlândia, Andrelândia, Brasília Legal e Santa Cruz), lotado na
Escola Estadual de Ensino Médio Eduardo Angelin. Sinto-me muito feliz em fazer
parte do SOME! Além de cumprir com a minha carga de docência e projetos, também
participo de atividades religiosas, esportivas, culturais, enfim, ações sociais
nas comunidades. Mais feliz, sinto-me por estar trabalhando no meu município de
origem, contribuindo com a formação de centenas de jovens e adultos! São muitas
as barreiras, dificuldades que enfrentamos juntamente com os alunos, por falta
disso e daquilo, mas conduzimos como verdadeiros "heróis", superando
tudo e, chegando até o final do ano letivo, com o dever cumprido! Sou fruto e
semeador do SOME!
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segunda-feira, 13 de abril de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Quem são os bozomínios?
*Professor Valdivino Cunha
Bozomínios são todos aqueles que compactuam com a política nefasta do Bozo, seja eles de baixa ou alta escolaridade. Ambos são toscos, tem uns que até têm diploma, mas não têm conhecimento, os cérebros deles não funcionam. Eles têm em comum a rebeldia sem causa. São grosseiros e como não têm argumentos querem o embate físico, não de idéias, pois eles não as possuem. Defendem e seguem, via de regra, as orientações de seus líderes caça-níqueis e só dizem amém, amém a todos eles. Colocam Deus acima de tudo, mas são a favor da população andar armada. São contra o Estatuto da Criança e do Adolescente, são contra o comunismo e o socialismo que eles não entendem o que é, mas são a favor do anarco-capitalismo que eles entendem muito menos ainda. Orientam suas ações tendo o senso comum como suas práticas rotineiras em detrimento das ciências.
Os Bozomínios vão às ruas a favor da intervenção militar porque não estudaram história nem sociologia e se estudaram não as compreenderam porque são tapados. Pedem a volta da população ao trabalho, mas não entendem que a reforma trabalhista lhes tirou ainda mais os empregos. É complexo demais para os bozomínios entenderem que sem vida não há trabalho.
Os bozomínios vivem a elegerem alvos para alimentar às suas paranóias transloucadas, seja ele o PT, Dilma, Lula, governadores, a China e mais recentemente Rede Globo. Para esses bozomínios sem noção, foi a China quem criou em laboratório o coronavírus. Eles acreditam que a terra é plana, que não há aquecimento global, e que o Bozo é um mito. Acreditam ainda que a corrupção no Brasil surgiu com o PT e que agora, com o Bozo no poder, não há mais corrupção, não há mais “laranjas” muito menos “rachadinhas”. Eles adoram disseminar uma fake news uma vez não exige racionalidade, até porque eles não a possuem.
Prof. Valdivino Cunha - Sociólogo
terça-feira, 7 de abril de 2020
Centro de Formação da Seduc abre inscrições para cursos à distância
As incrições podem ser feitas até a próxima quinta-feira (9)
06/04/2020 14h35 - Atualizada em 06/04/2020 15h00
Por Leidemar Oliveira (SEDUC)
Por Leidemar Oliveira (SEDUC)
O Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) abrirá inscrições, a partir desta terça-feira (07), para a formação continuada de professores paraenses. Os cursos são EAD (Educação a Distância) e vão abranger todas as áreas de conhecimento, inclusive a educação especial. Podem participar professores efetivos e temporários das redes municipais, assim como da rede estadual de todo o Estado do Pará.
O período de inscrição é curto e segue somente até o dia 9 de abril, no hotsite do Cefor.
Foto: DivulgaçãoNeste mês de abril a formação deve atender até mil docentes, gestores e especialistas em educação em cursos pela plataforma Google Sala de Aula. Vinculado à Seduc, o Cefor é voltado para a formação dos profissionais da educação básica com oferta de cursos o ano todo de forma presencial, semipresencial e à distância.
O coordenador do Centro, professor Augusto Paes explica que “os cursos ofertados neste mês fazem parte do portfólio de formação do Centro e, ocorrem ao longo do ano, sendo que pela primeira vez vamos oferecer cursos com várias áreas do conhecimento ao mesmo tempo”, destaca.
Segundo ele, os cursos têm como objetivo a democratização do acesso ao conhecimento científico, a promoção de discussões de temas transversais, interdisciplinares, contextualizados, que fomentam a participação ativa dos envolvidos por meio do uso de ferramentas educacionais. A cada mês a Seduc lançará uma oferta de cursos nessa modalidade.
A formação inicia na próxima segunda-feira (13) e segue até o dia 30 de abril. Entre os cursos ofertados, estão Ferramentas Digitais para Educação à Distância, que será ofertado pela Coordenação de Tecnologia aplicada à Educação (CTAE); Práticas Leitura e Escrita: letramentos possíveis; Ensino de Ciências no Brasil; Gestão Escolar e Educação Inclusiva e Historiografia dentre outros. Cada curso tem carga horária de 30 horas. “Esta formação é uma oportunidade para que os professores em meio a suspensão das aulas possam aprimorar os conhecimentos, investindo na formação continuada”, lembra Paes.
Fonte: Site da SEDUC/PA.
domingo, 5 de abril de 2020
Coronavírus na Amazônia
Se os países tivessem investidos ainda mais na educação,
pesquisa e saúde, em vez, por exemplo, na segurança, setor que gastam fortunas
em armas para também matar pessoas, com certeza não estaríamos com o momento
sombrio na sociedade em que vivemos.
Os estados da Amazônia começaram a sentir a chegada do vírus
nessa dimensão territorial. No Brasil até no momento temos 10.361 casos com 445
mortes com a Covid-19, sendo que dois estados não apresentaram mortes que são:
Tocantins e Acre. O Estado Pará números atualizados são os seguintes, segundo a
Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará – SESPA, informa que há 78 casos
confirmados de Covid-19, sendo 1.018 casos descartados, 78 casos em analise e um
óbito, até ontem. No estado do Amazonas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde
registra 12 mortes por Covid-19, sendo 09 pacientes da cidade de Manaus, 02 de
Manacapuru e um de Parintins. No estado do Maranhão são 96 casos confirmados e
1084 suspeitos, sendo 28 curados. No estado do Amapá confirma nove casos, sendo
533 em investigação.
Portanto, assim como tem avançado em alguns países,
principalmente Espanha, Itália e Estados Unidos, na Amazônia alguns
governadores tomaram atitudes conforme orientações da Organização Mundial da
Saúde – OMS, diferente do que prega o Presidente do Brasil, que tem feito
campanha contraria ao isolamento social.
Pelos dados apresentados pelos Estados, os maiores números de infectados
se encontra na faixa de baixo dos 60 anos. Aí, fico me perguntando, por que as pessoas são egoístas, individualistas, que pensa apenas ser rico, ter dinheiro? Será que vale a penas, já que não é ser humano? Vamos nos cuidar, gente!
segunda-feira, 23 de março de 2020
Os velhinhos do SOME estão indo embora!
*Professor Valdivino Cunha
A frase acima foi dita por uma professora mais jovem do município de Bujaru. Era nosso último dia de aula do módulo lá em São Lopes. Já havíamos desocupado a casa e já estávamos partindo quando uma professora que ficaria na casa dos professores gritou lá de dentro:
- Os velhinhos do SOME estão indo embora!
Eu, professores Lázaro, Ribamar, tia Bené (se não me falha a memória) nos entreolhamos e as gargalhadas foram inevitáveis pois a ficha caiu porque nós éramos os velhinhos que estávamos partindo.
As palavras da professora em tom de brincadeira tornaram-se depois proféticas tendo em vista algum tempo depois, alguns velhinhos já partiram “dessa pra melhor”, como é o caso da professora Bené, do professor Aluízio e mais recentemente, o professor Chaves. Eles deixaram pra nós suas experiências, suas amizades suas marcas e suas particularidades.
O professor Aluizio tinha como marca ser metódico, todo certinho e por isso mesmo fazia, como ele mesmo dizia, “ o melhor café do mundo”. Gostava de usar a frase como é que pode! quando alguém saía dos trilhos.
A professora Bené tinha como marca um cigarrinho inseparável. Também levava todos os “trecos” que iria precisar na casa dos professores, sem contar sua paixão pelo açaí no almoço ou no jantar, fino ou grosso, inverno ou verão, com chuva ou com sol.
O professor Chaves, tirava barato com a cara de todo mundo. Quem nunca viu ele cantar versos da letra da musica de abertura da novela Escrava Isaura, para a professora Ray? Ele não apenas cantava (ilê, ayê, ylê, ayê, ailê, ayê) mas também imitava a dança(movimentando os braços em forma de L para frente e para trás). O bom de tudo isso é que a Ray por mais que quisesse lhe dá uns tabefes, sempre levou na esportiva essa encarnação do Chaves. Ele tinha um apelido para cada um de nós, por mais que não soubéssemos. Quanto ele estava junto, ninguém ficava quieto, havia sempre um motivo pra sorrirmos com as encarnações e palhaçadas dele
Aos professores Aluizio, Bené, e Chaves, presente!
*O autor é Sociólogo lotado em Bujaru, pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME -
SEDUC/PA.
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sábado, 21 de março de 2020
Educação na Amazônia em Repertórios de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino
Amigos e amigas de caminhada. É com enorme prazer e fortes emoções que compartilhamos com vocês a materialização dos nossos sonhos: o livro dos "modulindos" e "modulindas" (o primeiro de muitos). Está pronto e impresso.
Agradecemos o turbilhão de amigos que comprou antecipadamente o livro, para podermos garantir a realização desse projeto.
Foram 105 exemplares vendidos, na planta, na confiança. Valeu!!!
Esperamos que a Pandemia seja superada logo. Assim que essa fase de isolamento social acabar, marcaremos o lançamento do livro e a entrega a todos que compraram antecipadamente.
Para quem ainda não adquiriu o livro Educação na Amazônia em Repertórios de Saberes: O Sistema de Organização Modular de Ensino, que materializa o legado do ensino médio que faz diferença nos interiores do Estado do Pará, tendo como objetivo garantir os registros das histórias do SOME. O livro ficou por conta da Editora Paka-Tatu, que custa atualmente R$40,00(Quarenta Reais). Os interessados poderão transferir ou depositar o valor a quantidade de livros que desejar, para conta de uma das organizadoras, a correntista Marina Costa: Banpará, Agência 021, Conta Corrente 293.231 - 8 ou Banco do Brasil, Agência 3074 -0, Conta Corrente 51.653 - 8. Após a transferência ou deposito remeta o comprovante de pagamento para um dos organizadores do livro, que será entregue no dia do lançamento do livro. Agradecemos quem já adquiriu antecipadamente a obra, que trata sobre o SOME Em abril, o SOME completa 40 anos, e temos nossa participação nessa história.
Um abraço afetuoso a todos e todas.
Organizadores:
Sérgio Bandeira
Marina Costa e
Ribamar Oliveira
sábado, 14 de março de 2020
Marielle Franco: Vereadora de lutas e resistências
Hoje, completa dois anos do assassinato
da vereadora, socióloga, militante de movimentos sociais e populares Marielle
Franco e seu motorista Anderson Gomes, no Rio de janeiro. Suas lutas incansáveis em defesa dos direitos
humanos e ativista feminista continuam servindo de referências para juventude e
entidades. Como assessora parlamentar e depois eleita vereadora sempre estava
do lado dos trabalhadores injustiçados e até o momento, apesar de ter dois presos,
considerados assassinos, ainda falta à resposta, quem mandou matar Marielle Franco?
A vereadora Marielle Franco foi
uma guerreira, possuindo seus sonhos e objetivos. Teve muitas dificuldades para
estudar e se formar no curso de Ciências Sociais, por ser mulher, ser mãe e atuar
nos movimentos de vanguardas, com ideias progressistas e uma sociedade melhor.
Sua trajetória de lutas é impar,
mesmo assassinada, continua viva, principalmente com a criação do Instituto
Marielle Franco, com o objetivo de buscar justiça e ações dos movimentos. O
legado da vereadora segue firme e forte nas ruas, nas mobilizações e
articulações políticas pelo Brasil a fora. Com seu assassinato não há muito a que
se comemorar e até quando muitas Marielles e muitos militantes das injustiças
sociais terão que tombar nessa sociedade conservadora e os assassinatos irão
ficar impunes? E por quê?
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