CAMPANHA SALARIAL,
SLIDERPOSTSETEMBRO 14, 2017BY GEISI DIAS
O ato público de abertura da
GREVE, na manhã desta quinta-feira (14), demarcou a posição da categoria, que
farta da política mal direcionada do governo Jatene/PSDB para a área da
educação, se deslocou ao Seducão onde pretendia audiência com a Secretária de
Educação Ana Cláudia Hage. Porém, mesmo sendo antecipadamente informada do
movimento paredista, a Secretária de Estado lamentavelmente ignorou o protesto
e incumbiu aos seus subordinados a tarefa de atender aos manifestantes.
Educadores (as) e estudantes da
capital e do interior passaram uma manhã inteira no estacionamento e corredores
da Seduc, retratados pelo sol e calor, para após “acolhidas” suas
reivindicações pelos secretários adjuntos da Secretaria, serem surpreendidos
(as) com o posicionamento desrespeitoso do governo tucano de que “repudiou” a
ocupação do prédio.
A Seduc em nota divulgada
menosprezou as reivindicações de nossa categoria, resumindo-as a uma “pauta
gerencial e política”. Ora, não foi política a decisão de Simão Jatene de se
manter na ilegalidade e não cumprir o que determina a Lei do piso nacional? E
não é política e gerencial a opção de Jatene de permitir que a falta de
infraestrutura atingisse patamares tão elevados ao ponto não se ter mais uma
escola sequer em todo o Estado que nunca tenha sido submetida a falta de água,
alimentação e transporte escolar de qualidade duvidosas, salas de aula com
calor insuportável, quadras esportivas sem cobertura, estrutura predial com
eminente risco de desabamento? E tantos outros percalços que retratam a frieza
tucana, que põe a educação pública, este patrimônio social e intelectual, em
níveis agravados e intoleráveis.
A própria justiça reafirmou nosso
direito ao piso e manteve a posição de que a GREVE NÃO É ILEGAL ou abusiva,
deliberando pelo não desconto dos dias parados. Ato reafirmado durante a
audiência extraordinária agendada para a tarde de hoje (14) no Tribunal de
Justiça.
Jatene por sua vez subescreve um
governo cassado por abuso de poder político e econômico; um governo que
justifica o não cumprimento de seus deveres administrativos por conta de uma
crise econômica, mas que dá para empresas de grande potencial financeiro a
isenção fiscal, assumindo para si o ônus da precarização dos serviços e do
servidor público; um governo que congela salários, garante condições
insignificantes de trabalho; enfim um governo que permanentemente atrelado à
iniciativa privada, em detrimento do bem comum. Além de seguir integralmente os
desmandos ao país aferidos por Temer, que desdobra a terceirização do serviço
público e as reformas trabalhista e previdenciária.
Ainda que as reivindicações da
comunidade escolar, reportadas à Seduc por nosso Sindicato, venham a ser
interpretadas de forma vil pelo PSDB, não cessaremos! Nestes dois mandatos do
governador tudo que recebemos foram promessas, e a capacidade de suportar este
cenário ultrapassou todas as fronteiras. Portanto, amparados por nosso direito
coletivo damos um BASTA à gestão Jatene! E reafirmamos nossa pauta de
reivindicações:
Pelo pagamento do piso nacional
Garantia dos 200 dias letivos
Reforma nas escolas
Por merenda de qualidade
Concurso público para todos os
cargos
Garantia de licenças
Transporte escolar de qualidade
Segurança nas escolas e no
entorno
Valorização dos Funcionários de
escola
Não à privatização da Escola
Em defesa do SOME
Contra o assédio moral
AGENDA da GREVE
15.09 – Mobilização nas escolas
(assembleias com a categoria e reuniões de esclarecimento com a comunidade
escolar).
17.09 – Panfletagem nas feras e
praças – Belém – 8h30 – Pça. da República.
18.09 – Ato público – 9h –
Palácio dos Despachos (Av. Dr. Freitas).
19.09 – Assembleia geral – 9h – a
definir
Fonte: Sintepp.org.br
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