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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Homenagens aos educadores do Sistema de Organização Modular de Ensino - Some







Os educadores do Sistema de Organização Modular de Ensino - Some, que desenvolveram suas atividades pedagógicas, no I módulo, , na localidade de Traquateua, município de Bujaru, foram homenageados pelos seus alunos dos ensino médio, em especial, pela turma do 3º ano, que estão concluindo.







Após, as avaliações finais e recuperações nos primeiros horários e entrega dos resultados, iniciaram os festejos de encerramento do I Módulo, na localidade.






A programação foi intensa e criativa, com a participação das coordenadoras pedagógicas da Escola Lazáro Conceição Santos, Vice Direção, Educadores do ensino fundamental e alunos do ensino médio.





Os educadores Valdecir Silva (Por motivo de doença na família, não se fez presente), Vera Marques, Valdivino Cunha e este blogueiro foram homenageados através das exposições orais dos alunos, inclusive, com poesia, que agradeceram a importância da equipe que se fez presente durante os 50 dias letivos, mesmo, enfrentando toda adversidades que enfrentaram durante este período.






Com as apresentações dos alunos, dos professores do ensino fundamental e da coordenadora pedagógica, os educadores do Some, agradeceram todo o apoio e consideração com a equipe, levando em consideração que o módulo foi um sucesso para todos. A emoção foi grande durante o evento.




Eis, algumas imagens da homenagem.






















Oficina de redação preparatória ao ENEM








Porque escrever bem faz saber toda a diferença.


A equipe de professores do Sistema de Organização Modular realizou esta semana a 1ª oficina de redação preparativa ao ENEM , ocorrida na comunidade de Traquateua-Pa (11ª URE). A oficina teve como objetivo levar ao conhecimento dos alunos os detalhamentos das cinco competências a serem avaliadas nas redações do ENEM, bem como o passo a passo para a construção de uma boa redação dissertativa argumentativa. Foi socializada também as redações nota 1.000 alcançadas nos últimos vestibulares. 









A oficina foi finalizada com o exercício prático de redações feitas pelos alunos tendo como critério avaliativo de correção os mesmos parâmetros exigidos no ENEM como: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimentos dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.





Pessoas interessadas no material podem entrar em contato com a equipe.
Professores: Ribamar Oliveira, Valdecir Silva, Vera Marques e Valdivino Cunha.

Coordenação: Valdivino Cunha (valdivinocunha@yahoo.com.br)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ser educador vai além de repassar conteúdos programáticos







Vamos começar pelo básico: o que é educação? Diria que em sentido amplo, educar é socializar, é transmitir os hábitos que capacitam o individuo a viver numa sociedade, hábitos esses que começam na primeira infância, implicando no ajustamento a determinados padrões culturais. A educação se assemelha aos números, ela é infinita, ela é um processo. Educar é ensinar, mas é também aprender.






Para Paulo Freire, só é possível educar a partir da esperança. Quando a esperança acaba, a possibilidade de educar acaba junta. Quando os pais dizem que desistiram do filho ou o professor desistiu do aluno, morreu aí a possibilidade de educá-los. Educar é, acima de tudo, questão de fé nas possibilidades do ser humano. O bom educador não desiste nunca.






Nós, brasileiros, estamos passando por uma crise, não só do ponto de vista econômico, mas crise de valores, de identidade. A violência está banalizada. Não há mais lugar seguro, nem dentro de casa, muito menos dentro de uma sala de aula. O que está acontecendo com os "de baixo"  como diria Gramsci, é reflexo do que ocorre com os "de cima " e assim seguimos com nossas mazelas sociais.






Hoje, na Escola Estadual polo D. Mário, da 11ª Ure, tivemos uma reunião com alunos e professores para tratar da violência que também já chegou nas comunidades interiorizadas bem mais rápido do que imaginávamos, nas mais diferentes formas. Chegou e se instalou.






Foi importante a participação na reunião de hoje(15/05/2017) dos representantes dos alunos, todos jovens, entre 14 e 17 anos que sonham com um mundo melhor e vêem na educação a saída para a solução dos problemas que lhe afligem. Dissemo-lhes que a violência e muitos outros problemas só serão resolvidos se houver uma maciça participação da sociedade, que ela não pode lavar as mãos diante de tais fatos. Chamamos a atenção para que a violência não fosse banalizada e que um mundo melhor é possível, que não custa sonhar, acreditar. Em nossas aulas plantamos sementes e esperamos que elas deem bons frutos, como é o caso desses jovens irrequietos que querem um mundo melhor. 

Diante de uma ameaça real de morte, suspendemos por alguns dias as aulas, Os alunos foram à coordenação pedindo nossa volta. Se navegar é preciso, dar aulas também. Atendendo o clamor dos alunos, estamos voltando a dar aulas depois do grande susto. Vamos voltar sim, por eles, pela educação, não sem o trauma de vê uma arma em punho apontadas em nossas direções ao cair da noite na casa dos professores do Some por um jovem de menor idade que deixou a escola e está trilhando por um outro caminho que não sabemos se terá volta. Não é isso que queremos pra eles.  

Para finalizar vamos lembrar aqui um grande mestre: Pergunto coisas ao buriti; e o que ele responde é a coragem minha. Buriti quer todo o azul, e não se aparta de sua água - carece de espelho. Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.
João Guimarães Rosa / Grande Sertão: Veredas


Valdivino Cunha da Silva e José Ribamar de Oliveira  - Educadores da 11ª Unidade Regional de Educação - URE.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Dia das Mães, na localidade de Traquateua, em Bujaru






Na localidade de Traquateua, no município de Bujaru, no Estado Pará, na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio, Lazaro Conceição Santos, foi realizada confraternização alusiva aos Dias das Mães.




Com apoio da comunidade escolar, o evento foi um sucesso, com grande participação das mães dos alunos que são matriculados na escola. 





As imagens retratam muito bem o ambiente alegre e festivo de quem estava presente.




Agradecemos e parabenizamos o empenho de todos.









sábado, 22 de abril de 2017

Memórias do Sistema de Organização Modular de Ensino - Some




Quando se trata de falar sobre memórias é o momento de resgatar o tempo do passado. Estarei relatando alguns momentos que vivenciei durante esses vinte e oito anos, de Sistema de Organização Modular de Ensino – Some, enquanto política pública, voltado para a educação no Estado do Pará. Queria ressaltar, que essas histórias de vida se entrelaçam com diversos momentos da educação, entre o período de maio de 1989, momento em que entrei para o quadro de educadores na Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará – Seduc e provavelmente, no presente ano, que estarei dando entrada ao processo de aposentaria, que tenho direito nesses trinta anos de magistério.



Como historiador, não poderia deixar de registrar esses momentos e muitos deles, tive como laboratório pedagógico as salas de aulas, por onde desenvolvi minhas atividades, juntamente com os profissionais de equipes; assim como as trocas de experiências com os alunos, onde aprendi muito nestes rincões de nosso Estado. Umas das referências, nestas atividades foram vários pensadores, entre eles, o Antônio Torres Montenegro, Paul Thompson e Ecléa Bosi, que frisa em uma de suas obras “Por muito que deva à memória coletiva é o individuo que recorda. Ele é o memorizador, e das camadas do passado a que tem acesso pode reter objetos que são para ele, e só para ele, significados dentro de um tesouro comum”.



Recordo quando tive a oportunidade de ser selecionado por um processo de concurso interno na Seduc e a minha primeira viagem de deslocamento para Terra Santa, município do Estado do Pará, fronteira com o Estado do Amazonas, que corresponderia o primeiro módulo. Recebi da Secretaria a passagem de avião de Belém – Santarém. Viajei cedo para o destino do voo, onde ficaria o dia todo aguardando o barco que sairia pela parte da noite para Oriximiná.  No final da tarde, fui recomendado para deslocar para a embarcação, que teria melhor lugar para atar rede. Cheguei sozinho na embarcação, me apresentei para um dos funcionários e ele mandou entrar e me arranjar. Tive um impacto neste momento, tirei a rede da sacola, porém, a rede era curta e precisaria de corda, para armá-la. Vantagem que o porto, onde estava o barco, ficava perto do comércio, então, corri para comprar o que necessitava, claro, que mandei o funcionário ficar responsável pelas minhas sacolas. Quando cheguei à embarcação coloquei um punho em uma escápula, só que a outra necessitava da dita corda. Fui tentar amarrar, mas sempre ficava frouxo, foi quando um Senhor, com mais de setenta anos, viu que eu estava enrolado para armar a rede, pediu licença pra mim e me ensinou como faria um laço de porco, na rede. Não lembro o nome dele, também, tanto tempo, me apresentei e disse que era “marinheiro de primeira viagem”, comecei a conversar e disse que o melhor presidente que o Brasil já tinha tido fora Getúlio Vargas, a partir daí a conversa se aprofundou até altas horas, com a embarcação lotada.  Saímos do porto de Santarém por volta das 19h.,com horário previsto de chegada às 04h.




Ressalto que nessa viagem, vivenciei momento importante de minha trajetória no Some, conhecendo novas pessoas, outro lado do Pará, que não conhecia até então. Com essas trocas de experiências, serviram como amadurecimento para o que iria enfrentar ao longo período que ficaria no magistério, até por que esse Senhor que encontrei na embarcação, era apaixonado pela história, a vida do Getúlio Vargas e Ditadura Militar dominava quase tudo, inclusive datas, porém, era uma autodidata, com apenas o fundamental, mas, muita leitura sobre o que defendia. Até, hoje, não esqueço e foi um privilégio tê-lo em companhia de viagem.

sábado, 15 de abril de 2017

37 anos do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME








No dia 15 de abril de 1980, foi implantado o Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, no Estado do Pará, como política pública educacional voltado para os alunos que não tinham acessos de estudar na zona urbana, onde possuía o 2º Grau, no governo de Alacid Nunes, com o Secretario de Educação do Estado Dionísio Hage. 






Nesses 37 anos, que completa hoje, o Some oportunizou que muitos alunos filhos de trabalhadores camponeses, quilombolas, indígenas e ribeirinhos terminassem o ensino médio e criando melhores condições de disputar o mercado de trabalho, taí, vários alunos com ensino superior e médio trabalhando em prol da sociedade.






Através de muitas lutas, a comunidade escolar do Some, obteve várias conquistas e vitórias.  






O papel dos educadores durante esse processo, foi além de trocar experiencias, organizar politicamente nas comunidades para os diversos enfrentamentos, tanto contra o Estado, como nos municípios, inclusive, elegendo membros munícipes para cargos eletivos. 






Parabenizo todos os companheiro(a)s de lutas e sonhos pelo dia importante e histórico. Viva os 37 anos do Some. Vida Longa!













































































Imagens dos Educadores do Some.