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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Democratização da comunicação: muito além do debate eleitoral







                                                         Eduardo Amorim*

O debate pós-eleitoral incorpora um tema novo, antes discutido aprofundadamente apenas em grupos restritos. A agenda da democratização da comunicação não é nova. É fundamental para a política, economia, cultura e a vida nas cidades brasileiras.

O grito ouvido durante o discurso de posse da presidente Dilma Rousseff: "O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo!". A fala da candidata Luciana Genro no início do debate final do primeiro turno. O questionamento à cobertura no caso da Escola Base. E tudo que ocorreu após a criticada edição do debate entre Collor e Lula em 1989 são apenas as exceções que comprovam a regra. O tema é mais uma vítima do silenciamento promovido pelas principais empresas de comunicação do Brasil.

Por isso, passadas as eleições, é hora de fazermos uma reflexão que vá além das disputas partidárias para entender onde podemos chegar, ou para que caminhos essa discussão pode nos levar, diante do contexto de um Congresso Nacional com forte representação conservadora e uma quarta gestão petista no Palácio do Planalto. Para iniciar, uma provocação: você se lembra de um tema que sofreu censura na sua cidade em 2014? A verdade é que o silenciamento acontece diariamente, apesar da maioria não ficar sabendo. Na crítica cultural, no jornalismo esportivo, na economia, nas páginas de política e também em relação aos direitos urbanos.

No Recife, cito de cara o fato de um estudante da UFPE ter sido atingido com um golpe de estrovenga na cabeça por um funcionário público durante uma operação de higienização da cidade antes da Copa do Mundo.Um absurdo filmado, fotografado, mas que não mereceu nenhuma linha nos jornais pernambucanos. Por sinal, nem os mais criticados programas policiais da TV se referiram à violência. E pouco se ouviu falar até mesmo do movimento em que o jovem estava envolvido nas rádios pernambucanos, apesar do #OcupeEstelita ter sido talvez o mais forte movimento de resistência urbana durante o período do Mundial 2014 no Brasil.

A recente chacina em Belém é um exemplo que merece bastante atenção. A situação, para um jornalista com experiência em redações, parece ser um absurdo que mereceria estar naqueles históricos plantões de horas ao vivo na televisão, nas manchetes de jornais de todo o Brasil, ocupando espaço privilegiado nos portais e também nos debates de rádio. Ao contrário, se vê uma pequena cobertura, quase que pedindo desculpa por divulgar uma violência extrema, que aparentemente foi articulada via redes sociais para se vingar pela morte de um policial. O fato do número de mortes ainda não ter sido confirmado (terão sido nove ou mais vítimas?) só reforça a importância de uma cobertura corajosa.


Após o resultado eleitoral, o auditório que assistia à fala de posse da presidente Dilma Rousseff era formado basicamente por partidários da candidata vitoriosa, jornalistas e integrantes de movimentos sociais e partidos associados ao PT. Revoltados com as denúncias sem provas feitas pela revista Veja, às vésperas das eleições mais disputadas da nossa recente democracia, e a repercussão que deu a principal emissora de TV do Brasil, especialmente no sábado à noite, milhões ouviram o grito contra a Globo.

Mas, sinceramente voltarmos a falar como se fosse só a família Marinho o problema é reduzir demais um debate complexo. Como também é muito pouco pensar nessa questão apenas a partir do exemplo das eleições. Temos que ter noção de que os interesses financeiros por trás dos grupos de comunicação influenciam em todos os momentos, da vida esportiva à cultura de uma cidade, passando também pelo campo e os pequenos municípios, onde muitas vezes o domínio dos poucos veículos é ainda mais grosseiro.

Para aqueles que estão começando a olhar para esse jogo agora, é preciso deixar claro que a eleição é apenas um exemplo de como os grupos empresariais que controlam os grandes veículos de comunicação no Brasil pautam a nossa sociedade de acordo com o interesse deles. E para vencer a batalha para conseguir a democratização do setor, é preciso unir forças que representam diversas matizes sociais.

É preciso entender que o principal atingido pela manipulação da mídia não é o Governo Federal, ou qualquer outro gestor público, mas sim a população em geral. Refém de veículos de comunicação que têm nos anúncios sua principal fonte de renda, essas populações veem suas demandas muitas vezes silenciadas.

Por isso, a pauta da democratização da comunicação é das ruas. Muito antes de qualquer resultado eleitoral, é dos movimentos que fizeram recentemente a Semana pela Democratização da Comunicação e que lutam para construir o FNDC. Mas é também dos ativistas da internet e das rádios comunitárias, é dos artistas e comunicadores que ainda buscam espaço para desenvolverem seus trabalhos, mas é preciso que toda a sociedade assuma a importância desse tema.

Os questionamentos surgidos durante as eleições -  e que foram pauta também do ‘I Encontro dos Atingidos - Quem perde com os megaeventos e megaempreendimentos?’ - são uma importante oportunidade para reunir pessoas que acreditam na necessidade de lutar pelo direito à comunicação. Toda a movimentação relacionada à demanda pela reforma política também deve casar a democratização da comunicação.

É preciso ter foco e, ao mesmo tempo sonhar, pois podemos ter na comunicação uma ferramenta essencial para fazer um país mais justo.

          
                 *Eduardo Amorim é integrante do Intervozes.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Reformas, Já!




Durante o processo eleitoral, notamos que os debates foram focados em temas polêmicos, em que a sociedade expôs o que seria importante para melhorar nosso país.



Sabemos que não é só necessário lutarmos pelas reformas, mas entendermos que o povo faz parte desse processo político. Com a nossa contribuição, a tendência e possibilidades de opinar, surgirá demandas e sugestões que fará o Brasil ficar, futuramente, entre os melhores do mundo.



Lutar pela Reforma Política é importante para nosso país. Entre os pontos fundamentais neste aspecto, é sem dúvida o investimento que as grandes empresas fazem em determinados partidos ou políticos. Nessa eleição que passou, se viu muito isso. Fortunas que foram gastas, com pagamento com pessoal que seguravam bandeirinhas, carro som, panfletos, banners, jornais, pagamento para aliados e por aí vai, que daria para resolver a maioria dos problemas do povo brasileiro.



Lutar pela democratização dos meios de comunicações é fundamental para incluir seguimentos da sociedade que não participam. Sabemos que a partir do surgimento dos meios de comunicações de massa no Brasil, ela sempre esteve monopolizada, onde algumas famílias participam desse setor, como acontece atualmente, em nosso Estado, onde estão nas mãos das famílias Barbalhos e Maioranas. Final dos anos 70 e início da década de 80, vários movimentos se mobilizam em prol da construção de uma mídia popular e comunitária, surgindo daí as Rádios Comunitárias e Tvs Comunitárias. Estas não tendo muito destaque. Mesmo assim, esses movimentos foram e são reprimidos pelos orgãos governamentais, deixando na clandestinidade. É necessário lutarmos pela democratização dos meios de comunicações, já, para não vermos as aberrações que se tem lido, ouvido e visto pelos grupos monopolizadores.



O Brasil é um dos poucos países do mundo, que ainda não aconteceu a Reforma Agrária. Temos uma discussão entre os acadêmicos sobre o processo das Capitânias Hereditárias, seria a primeira Reforma Agrária que aconteceu por aqui? Porém, alguns conceitos são amplos, para aprofundarmos. No momento, a maioria das terras brasileiras estão em poucas mãos, que muitos utilizam como investimento e especulação. Apesar de vários movimentos populares que lutam pela Reforma Agrária em nosso país e o governo atual fazer um debate mais amplo, inclusive com medidas e programas voltados para a população do campo. É importante colocar em xeque, grande áreas de terras improdutivas.




Lutar pela Reforma Tributária é fundamental para melhoria dos padrões de vida de muita gente no Brasil, entre essa passa a o imposto de renda que precisa ser revisto, entre outros. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eleições 2014




Militância mostrando sua força



Aconteceram, ontem, as eleições do segundo turno para Presidência da República, entre dois candidatos: Entre os dois projetos tivemos a candidata da inclusão, Dilma Rousseff, pelo Partido dos Trabalhadores - PT  e o candidato da exclusão, o play boy Aécio Never, do Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB; além de alguns estados do Brasil termos eleições para governador.




Trabalho árduo e voluntário




Eleita com mais de 54 milhões de votos do povo brasileiro, a candidata Dilma Rousseff consolidou o projeto de desenvolvimento voltado para as questões sociais, derrotando as principais forças conservadores em torno do candidato Aécio Never, entre elas temos os meios de comunicações, empresariado entre outras. Ressalto que foram necessários um conjunto de fatores para chegar ao poder, como a Militância, PMDB e Lula que deram uma grande contribuição para a vitória da candidata.


Militância na rua faz diferença







Essa não é paga



Nem se vende



Educadores na luta






Para a Presidenta eleita, o importante é que “Vamos encontrar força e legitimidade exigida neste momento de transformação para levar à frente a reforma política. Quero discutir isso com o Congresso Nacional e com toda sociedade brasileira”, falou Dilma, que obteve 51,6% dos votos válidos.



Conversa informal é fundamental 




Com a força do povo, não tem $, mídia tradicional e justiça




Povo de luta





De um jeito ou de outro sempre unidos




sábado, 18 de outubro de 2014

Comitê Conjunto Maguari - Eleições 2014






O Comitê do Conjunto Maguari, formado por um número significativo de moradores que residem no Conjunto, com aproximadamente trinta mil comunitários, estiveram pela manhã e tarde participando da panfletagem, cujo objetivo era conseguir eleitores que votassem nos candidatos que defendem: Dilma e Helder, para as eleições do segundo turno, que acontecerá no dia 26 de outubro.






A militância petista foi para as ruas defender o projeto que consideram melhor para o país e o estado.






A militância aguerrida.... e de lutas, sentiram as necessidades da população, quando estavam divulgando os nomes dos candidatos.






Essa militância não dará trégua para os adversários de Dilma e Helder, até que a lei eleitoral proíba de fazer campanha.






O Comitê já tem sua agende de atividades até o dia 25, dia anterior as eleições.






O Comitê do Conjunto Maguari é formado por profissional liberal, como educadores, assistentes sociais, advogados e donas de casas, evangélicos, trabalhadores e trabalhadoras em geral.







A panfletagem foi um sucesso. A luta continua! Até a vitória.




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dia do Professor II







Meus caros leitores, só agora tenho tempo de postar as comemorações do Dia 15 de outubro. Considerado Dia do Professor. Data importante para muitos educadores, já que é necessária um reflexão mais profunda sobre a categoria e a educação que temos.






Como educador, com mais de vinte e cinco anos atuando no ensino básico e alguns momentos no ensino superior, senti feliz, como sempre, no meio dos colegas, militando com compromisso, responsabilidade e de forma prazerosa por um projeto melhor para nossa sociedade. 







Uma parte significativa da categoria dos educadores acreditam na educação que queremos, por isso estão nas ruas e lugares diferentes, mostrando toda sua potência e força, querendo um Brasil melhor.






Através das lutas  e conquistas os educadore (a)s conscientes e políticos sempre irão participar efetivamente buscando a realização de seus sonhos.






Dia do Professor I



                                                                Valdivino Cunha da Silva*



Para mim e para muitos, mas não para todos, o exercício da docência é muito gratificante. Sei do tamanho de minha responsabilidade no sentido de mudar uma sociedade, um povo uma nação, pois, sei se a educação, sozinha, não pode transformar a sociedade, sem ela não mudaremos absolutamente nada. Não sou daqueles proclamam que a docência é a mais importante das profissões, até porque, nem todos os educadores são professores. O que não tenho dúvida é que a profissão do médico, do advogado, do odontólogo, do sociólogo ou do químico, é tão importante quanto a do professor.




Em que pese as precárias condições de trabalho, as baixas renumerações, as turmas grandes, a falta de estrutura das escolas.....um grande numero de professores, amam o que fazem. Sei também que assim como as demais profissões, há péssimos professores e por isso mesmo não têm o menor compromisso com a educação e assim recebem até demais pelo que fazem, seria melhor se entregassem os diários e procurassem outra profissão. Mas o dia quinze de outubro não é dedicado a estes e sim àqueles que não apenas ensinam, mas que também aprendem. Quinze de outubro é dedicado aqueles que se propõem a construção de um mundo melhor e esta mudança passa necessariamente pela educação. Parabéns a todos nós, professores!


* O autor é Professor da Secretaria de Educação do Estado do Pará.