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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Democratização da comunicação: muito além do debate eleitoral
Eduardo Amorim*
O debate pós-eleitoral incorpora
um tema novo, antes discutido aprofundadamente apenas em grupos restritos. A
agenda da democratização da comunicação não é nova. É fundamental para a
política, economia, cultura e a vida nas cidades brasileiras.
O grito ouvido durante o discurso
de posse da presidente Dilma Rousseff: "O povo não é bobo. Abaixo a Rede
Globo!". A fala da candidata Luciana Genro no início do debate final do
primeiro turno. O questionamento à cobertura no caso da Escola Base. E tudo que
ocorreu após a criticada edição do debate entre Collor e Lula em 1989 são
apenas as exceções que comprovam a regra. O tema é mais uma vítima do
silenciamento promovido pelas principais empresas de comunicação do Brasil.
Por isso, passadas as eleições, é
hora de fazermos uma reflexão que vá além das disputas partidárias para
entender onde podemos chegar, ou para que caminhos essa discussão pode nos
levar, diante do contexto de um Congresso Nacional com forte representação
conservadora e uma quarta gestão petista no Palácio do Planalto. Para iniciar,
uma provocação: você se lembra de um tema que sofreu censura na sua cidade em
2014? A verdade é que o silenciamento acontece diariamente, apesar da maioria
não ficar sabendo. Na crítica cultural, no jornalismo esportivo, na economia,
nas páginas de política e também em relação aos direitos urbanos.
No Recife, cito de cara o fato de
um estudante da UFPE ter sido atingido com um golpe de estrovenga na cabeça por
um funcionário público durante uma operação de higienização da cidade antes da
Copa do Mundo.Um absurdo filmado, fotografado, mas que não mereceu nenhuma
linha nos jornais pernambucanos. Por sinal, nem os mais criticados programas policiais
da TV se referiram à violência. E pouco se ouviu falar até mesmo do movimento
em que o jovem estava envolvido nas rádios pernambucanos, apesar do
#OcupeEstelita ter sido talvez o mais forte movimento de resistência urbana
durante o período do Mundial 2014 no Brasil.
A recente chacina em Belém é um
exemplo que merece bastante atenção. A situação, para um jornalista com
experiência em redações, parece ser um absurdo que mereceria estar naqueles
históricos plantões de horas ao vivo na televisão, nas manchetes de jornais de
todo o Brasil, ocupando espaço privilegiado nos portais e também nos debates de
rádio. Ao contrário, se vê uma pequena cobertura, quase que pedindo desculpa
por divulgar uma violência extrema, que aparentemente foi articulada via redes
sociais para se vingar pela morte de um policial. O fato do número de mortes
ainda não ter sido confirmado (terão sido nove ou mais vítimas?) só reforça a
importância de uma cobertura corajosa.
Após o resultado eleitoral, o
auditório que assistia à fala de posse da presidente Dilma Rousseff era formado
basicamente por partidários da candidata vitoriosa, jornalistas e integrantes
de movimentos sociais e partidos associados ao PT. Revoltados com as denúncias
sem provas feitas pela revista Veja, às vésperas das eleições mais disputadas
da nossa recente democracia, e a repercussão que deu a principal emissora de TV
do Brasil, especialmente no sábado à noite, milhões ouviram o grito contra a
Globo.
Mas, sinceramente voltarmos a
falar como se fosse só a família Marinho o problema é reduzir demais um debate
complexo. Como também é muito pouco pensar nessa questão apenas a partir do
exemplo das eleições. Temos que ter noção de que os interesses financeiros por
trás dos grupos de comunicação influenciam em todos os momentos, da vida esportiva
à cultura de uma cidade, passando também pelo campo e os pequenos municípios,
onde muitas vezes o domínio dos poucos veículos é ainda mais grosseiro.
Para aqueles que estão começando
a olhar para esse jogo agora, é preciso deixar claro que a eleição é apenas um
exemplo de como os grupos empresariais que controlam os grandes veículos de
comunicação no Brasil pautam a nossa sociedade de acordo com o interesse deles.
E para vencer a batalha para conseguir a democratização do setor, é preciso
unir forças que representam diversas matizes sociais.
É preciso entender que o
principal atingido pela manipulação da mídia não é o Governo Federal, ou
qualquer outro gestor público, mas sim a população em geral. Refém de veículos
de comunicação que têm nos anúncios sua principal fonte de renda, essas
populações veem suas demandas muitas vezes silenciadas.
Por isso, a pauta da
democratização da comunicação é das ruas. Muito antes de qualquer resultado
eleitoral, é dos movimentos que fizeram recentemente a Semana pela
Democratização da Comunicação e que lutam para construir o FNDC. Mas é também
dos ativistas da internet e das rádios comunitárias, é dos artistas e
comunicadores que ainda buscam espaço para desenvolverem seus trabalhos, mas é
preciso que toda a sociedade assuma a importância desse tema.
Os questionamentos surgidos
durante as eleições - e que foram pauta
também do ‘I Encontro dos Atingidos - Quem perde com os megaeventos e
megaempreendimentos?’ - são uma importante oportunidade para reunir pessoas que
acreditam na necessidade de lutar pelo direito à comunicação. Toda a
movimentação relacionada à demanda pela reforma política também deve casar a
democratização da comunicação.
É preciso ter foco e, ao mesmo
tempo sonhar, pois podemos ter na comunicação uma ferramenta essencial para
fazer um país mais justo.
*Eduardo Amorim é integrante do
Intervozes.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Reformas, Já!
Durante o processo eleitoral,
notamos que os debates foram focados em temas polêmicos, em que a sociedade
expôs o que seria importante para melhorar nosso país.
Sabemos que não é só necessário
lutarmos pelas reformas, mas entendermos que o povo faz parte desse processo
político. Com a nossa contribuição, a tendência e possibilidades de opinar,
surgirá demandas e sugestões que fará o Brasil ficar, futuramente, entre os
melhores do mundo.
Lutar pela Reforma Política é
importante para nosso país. Entre os pontos fundamentais neste aspecto, é sem
dúvida o investimento que as grandes empresas fazem em determinados partidos ou
políticos. Nessa eleição que passou, se viu muito isso. Fortunas que foram
gastas, com pagamento com pessoal que seguravam bandeirinhas, carro som,
panfletos, banners, jornais, pagamento para aliados e por aí vai, que daria
para resolver a maioria dos problemas do povo brasileiro.
Lutar pela democratização dos
meios de comunicações é fundamental para incluir seguimentos da sociedade que
não participam. Sabemos que a partir do surgimento dos meios de comunicações de
massa no Brasil, ela sempre esteve monopolizada, onde algumas famílias participam
desse setor, como acontece atualmente, em nosso Estado, onde estão nas mãos das
famílias Barbalhos e Maioranas. Final dos anos 70 e início da década de 80,
vários movimentos se mobilizam em prol da construção de uma mídia popular e
comunitária, surgindo daí as Rádios Comunitárias e Tvs Comunitárias. Estas não
tendo muito destaque. Mesmo assim, esses movimentos foram e são reprimidos
pelos orgãos governamentais, deixando na clandestinidade. É necessário lutarmos
pela democratização dos meios de comunicações, já, para não vermos as
aberrações que se tem lido, ouvido e visto pelos grupos monopolizadores.
O Brasil é um dos poucos países
do mundo, que ainda não aconteceu a Reforma Agrária. Temos uma discussão entre
os acadêmicos sobre o processo das Capitânias Hereditárias, seria a primeira
Reforma Agrária que aconteceu por aqui? Porém, alguns conceitos são amplos,
para aprofundarmos. No momento, a maioria das terras brasileiras estão em poucas
mãos, que muitos utilizam como investimento e especulação. Apesar de vários
movimentos populares que lutam pela Reforma Agrária em nosso país e o governo
atual fazer um debate mais amplo, inclusive com medidas e programas voltados
para a população do campo. É importante colocar em xeque, grande áreas de
terras improdutivas.
Lutar pela Reforma Tributária é
fundamental para melhoria dos padrões de vida de muita gente no Brasil, entre
essa passa a o imposto de renda que precisa ser revisto, entre outros.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Eleições 2014
| Militância mostrando sua força |
Aconteceram, ontem, as eleições
do segundo turno para Presidência da República, entre dois candidatos: Entre os
dois projetos tivemos a candidata da inclusão, Dilma Rousseff, pelo Partido dos
Trabalhadores - PT e o candidato da
exclusão, o play boy Aécio Never, do Partido da Social Democracia Brasileira –
PSDB; além de alguns estados do Brasil termos eleições para governador.
| Militância na rua faz diferença |
| Essa não é paga |
![]() |
| Nem se vende |
| Educadores na luta |
Para a Presidenta eleita, o
importante é que “Vamos encontrar força e legitimidade exigida neste momento de
transformação para levar à frente a reforma política. Quero discutir isso com o
Congresso Nacional e com toda sociedade brasileira”, falou Dilma, que obteve
51,6% dos votos válidos.
![]() |
| Conversa informal é fundamental |
![]() |
| Com a força do povo, não tem $, mídia tradicional e justiça |
![]() |
| Povo de luta |
![]() |
| De um jeito ou de outro sempre unidos |
sábado, 18 de outubro de 2014
Comitê Conjunto Maguari - Eleições 2014
O Comitê do Conjunto Maguari, formado por um número significativo de moradores que residem no Conjunto, com aproximadamente trinta mil comunitários, estiveram pela manhã e tarde participando da panfletagem, cujo objetivo era conseguir eleitores que votassem nos candidatos que defendem: Dilma e Helder, para as eleições do segundo turno, que acontecerá no dia 26 de outubro.
A militância petista foi para as ruas defender o projeto que consideram melhor para o país e o estado.
A militância aguerrida.... e de lutas, sentiram as necessidades da população, quando estavam divulgando os nomes dos candidatos.
Essa militância não dará trégua para os adversários de Dilma e Helder, até que a lei eleitoral proíba de fazer campanha.
O Comitê já tem sua agende de atividades até o dia 25, dia anterior as eleições.
O Comitê do Conjunto Maguari é formado por profissional liberal, como educadores, assistentes sociais, advogados e donas de casas, evangélicos, trabalhadores e trabalhadoras em geral.
A panfletagem foi um sucesso. A luta continua! Até a vitória.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Dia do Professor II
Meus caros leitores, só agora tenho tempo de postar as comemorações do Dia 15 de outubro. Considerado Dia do Professor. Data importante para muitos educadores, já que é necessária um reflexão mais profunda sobre a categoria e a educação que temos.
Como educador, com mais de vinte e cinco anos atuando no ensino básico e alguns momentos no ensino superior, senti feliz, como sempre, no meio dos colegas, militando com compromisso, responsabilidade e de forma prazerosa por um projeto melhor para nossa sociedade.
Uma parte significativa da categoria dos educadores acreditam na educação que queremos, por isso estão nas ruas e lugares diferentes, mostrando toda sua potência e força, querendo um Brasil melhor.
Através das lutas e conquistas os educadore (a)s conscientes e políticos sempre irão participar efetivamente buscando a realização de seus sonhos.
Dia do Professor I
Valdivino Cunha da Silva*
Para mim e para muitos, mas não
para todos, o exercício da docência é muito gratificante. Sei do tamanho de
minha responsabilidade no sentido de mudar uma sociedade, um povo uma nação,
pois, sei se a educação, sozinha, não pode transformar a sociedade, sem ela não
mudaremos absolutamente nada. Não sou daqueles proclamam que a docência é a
mais importante das profissões, até porque, nem todos os educadores são
professores. O que não tenho dúvida é que a profissão do médico, do advogado,
do odontólogo, do sociólogo ou do químico, é tão importante quanto a do
professor.
Em que pese as precárias
condições de trabalho, as baixas renumerações, as turmas grandes, a falta de
estrutura das escolas.....um grande numero de professores, amam o que fazem.
Sei também que assim como as demais profissões, há péssimos professores e por
isso mesmo não têm o menor compromisso com a educação e assim recebem até
demais pelo que fazem, seria melhor se entregassem os diários e procurassem
outra profissão. Mas o dia quinze de outubro não é dedicado a estes e sim
àqueles que não apenas ensinam, mas que também aprendem. Quinze de outubro é
dedicado aqueles que se propõem a construção de um mundo melhor e esta mudança
passa necessariamente pela educação. Parabéns a todos nós, professores!
* O autor é Professor da Secretaria de Educação do Estado do Pará.
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