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sábado, 18 de junho de 2011

Mortes Programadas

A Região Norte necessita da continuidade e a efetiva implementação dos projetos de assentamentos, segundo o advogado da Associação dos Camponeses do Estado do Amazonas, o Senhor Rafael Oliveira Claros. Para ele, os orgãos oficiais já tinham conhecimentos das mortes que estão acontecendo no campo, com os trabalhadores rurais.

Também, um outro militante das causas sociais, como o professor da Universidade Federal Fluminense e representante da Comissão Pastoral da Terra, orgão relacionado a Igreja Católica, acredita que houve um aumento significativo envolvendo os conflitos do campo, principalmente entre o período de 2003 a 2009. Para o professor um dos motivos das violências e mortes se passa pelos assassinatos de ocupantes tradicionais de terras; além,  claro, dos assentados e do sem-terra.

Temos que provocar as instituições e entidades para que realmente faça justiça para os mandantes dos que foram assassinados e que se encontram na "lista negra" da CPT.

sábado, 14 de maio de 2011

VIOLÊNCIA NO CAMPO

A situação da violência no campo é uma questão séria e complexa, em virtude de toda uma estrutura histórica reforçada pelo domínio e mando político do latifúndio no Brasil e especificamente no Pará; além claro, da efetiva falta da reforma agrária em nosso país.



O cenário se passa pela falta de instituições presentes em determinadas áreas onde acontecem os diversos tipos de conflitos provocando a morte de vários trabalhadores e lideranças sindicais.



O Estado do Pará é um dos mais afetados e o apoio aos grandes investimentos a partir da década de 80 do século passado provocou sérios conflitos, fazendo com que também o processo migratório se ampliasse para “integrar” a Amazônia ao resto do país.



Neste contexto, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos reforça ao que já estamos acostumados que seria o número alarmante de assassinatos . No Estado do Pará, entre 2001 e 2009 foram assassinadas 194 pessoas, o que chama a atenção é que praticamente os mandantes não estão presos e nem cumprindo pena pelo ato. Essa impunidade é reforçada pela morosidade dos processos que tramitam na Justiça.



Sabemos que no Pará, nós temos atualmente 25.507 famílias vivendo em 271 assentamentos em 75 municípios. Para a Comissão Pastoral da Terra – CPT, entre 1991 a 2010, houve 1.323 conflitos provocando 557 trabalhadoras assassinadas.