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sábado, 6 de janeiro de 2018

A Educação não é mercadoria



                                                                     Valdivino Cunha da Silva*




Audiência Pública na Câmara de Bujaru




Para nós, educadores do estado do Pará, o ano de 2017, foi um ano de intensas lutas em defesa de uma educação de qualidade. O governo do estado do Pará tendo a frente o governador cassado Simão Jatene quis e quer a qualquer custo mercantilizar a educação, fazer dela uma mercadoria que gere lucro para vendê-la aos grandes grupos econômicos. Os educadores do Some- Sistema de Organização Modular- assim como alunos e comunidades interiorizadas não acreditam que a substituição de um professor pro um aparelho de televisão vá melhorar a educação em nosso estado e se opuseram a esse projeto nefasto chamado SEI- Sistema Interativo Educacional e foram pra luta pro uma educação de qualidade.



Categoria em frente ao Tribunal de Justiça do Estado


Sabemos que a luta não terminou, mas conseguimos frear a ganância do governador. Ele deve está gestando outras formas de ataques. É precise que fiquemos vigilantes, pois o golpe pode ser ainda mais forte ainda em 2018. O Sintepp- Sindicado dos Trabalhadores em Educação- teve um papel importantíssimo neste embate. Tivemos companheiros e companheiras que foram incansáveis nestas lutas, muito embora muitos outros companheiros deixaram a desejar, poderíamos ter sido mais fortes.

Preparemos, pois, nosso espírito guerreiro de cabanos e que em 2018 sejamos incansáveis na luta por uma educação de qualidade, especialmente para aqueles que residem mais longínquos rincões paraenses sejam eles agricultores familiares, quilombolas, indígenas, ribeirinhos entre tantas outras categorias, pois eles também merecem e tem o direito a uma educação de qualidade. Viva o Some, fora Sei!


Simbolo da categoria




Assembleia da categoria em praça pública



Mobilizações em prol do SOME em todo o Estado do Pará



Audiência Pública na Alepa



Comunidade escolar luta por uma educação digna e qualidade



* O autor é Professor da Secretaria Estadual de Educação (SOME).

* Imagens dos Professores do SOME

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Comunidades Ocupam Secretaria de Educação, em Belém do Pará







Aproximadamente 600 pessoas de comunidades rurais e professores ocuparam a Secretaria Estadual de Educação - Seduc e exigiram reunião com o governo.







Alunos, pais, professores e membros de comunidades reivindicaram o dia todo, de hoje, garantia das matriculas para a 1ª Série do próximo ano e também tentativa de sustar a implantação do Sistema Educacional Interativo - SEI, nas comunidades.






Com a pressão, incluindo, a ocupação da Augusto Montenegro, dos dois lados, o governo marcou para segunda-feira, às 10 horas, reunião com o Sindicato da categoria.







Ressalto, a presença dos estudantes, foi fundamental nesse processo de articulação e mobilização, demonstrando sua força. 






A mobilização de hoje, foi uma aula de cidadania, para várias comunidades.





Fora SEI! Fica Some!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

CARTA ABERTA À COMUNIDADE DO ENSINO MODULAR




Historicamente o Poder Público trata o povo das regiões mais distantes dos centros urbanos com desprezo e desrespeito, e no imenso Estado do Pará a realidade é ainda pior, onde os investimentos feitos pelo Governo do Estado se concentram em regiões e áreas que praticamente não suprem a necessidade daqueles que estão nos campos e rios onde o SOME existe.



Muitas vezes, os únicos usufrutos dos serviços públicos nestas regiões são o Posto de Saúde (quando existe/funciona) e/ou a Escola que em quase tua totalidade pertencem as Prefeituras. E mesmo com essa vergonhosa realidade, o Governador do Estado Simão Jatene vem tentando a todo custo acabar com o Ensino Modular.



A proposta do Governo, através do SEI, que substitui a interação diária dos professores e professoras do SOME, por uma Educação Enlatada de televisores que em nada interagem com nossos alunos; este modelo de educação não serve a sociedade, é um modelo que não forma e nem informa. A educação só avança com educadores dentro e fora das salas de aula, tanto no repasse de conhecimentos quanto nos inúmeros projetos realizados. Não vamos nos iludir achando que professores atuando em Studio na capital irá de fato formar os alunos que estão distantes da realidade do centro urbano.



Essa outra tentativa de acabar com o SOME faz parte do modelo de desmonte dos Serviços Públicos, e é parte das intenções de acabar com o senso crítico dos alunos; “não serão as aulas em televisores que irão abrir os olhos dos nossos alunos com relação aos problemas que nosso País enfrenta” se a sociedade não estiver consciente que esses problemas prejudicam a todos, dificilmente teremos mudanças significativas no nosso quadro político brasileiro.



Neste sentido, conclamamos todas as comunidades em que o SOME atua a dizerem NÃO AO SEI e SIM AO SOME, pois, acabar com o SOME significa isolar as mentes dos nossos alunos dos campos e rios da realidade Brasileira!

 *Viva o SOME*


* SINTEPP Estadual *