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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A dinâmica das aulas do SEI





Por: Eládio Carneiro Neto


Devido a inúmeros questionamentos chegados à equipe do Modular Notícias, destacamos neste texto dez informações sobre como será a dinâmica das aulas do Sistema Educacional Interativo - SEI.


1 - As aulas serão transmitidas pela televisão, em tempo real, proferidas pelo professor ministrante, do estúdio localizado em Belém, as quais o aluno assiste na sala da escola de sua comunidade;
2 - O estudante será orientado por um professor que estará presente na sala de aula, chamado de professor mediador e/ou articulador;


3 - O aluno interage com o professor ministrante, posicionando-se diante de uma webcam, que transmitirá sua imagem, sua voz e dados, do que resultará um diálogo efetivo, em tempo real, garantindo a completa comunicação e interatividade entre os participantes do processo de ensino e aprendizagem;


4 - As aulas serão planejadas utilizando farto material ilustrativo e visual, reservando-se a possibilidade de “gravações de aulas” externas sempre que necessárias para melhor ilustração do caráter procedimental que por ventura caracterizarem os conteúdos de ensino, como por exemplo, externas em ambientes, laboratórios, bibliotecas, museus, parques e outros;


5 - Cada aula terá um momento destinado a contextualização e revisão da aprendizagem;


6 - A apresentação televisiva das aulas compreenderão: Enunciado do Conteúdo Principal; Habilidades; Competências; Unidades temáticas; Avaliação; Descrição de recursos utilizados; dinâmica local interativa (Atividades e exercícios); Interatividade final;


7 - No estúdio de aulas atuam dois Professores Ministrantes – PM, sendo um na tela principal e o outro no chat interativo para atender as demandas de dúvidas dos alunos;


8 - Em cada turma haverá um Professor Mediador e/ou Articulador – PMA da aprendizagem. Cabe-lhe o acompanhando das aulas, esclarecendo dúvidas suscitadas, em tempo real com os professores do estúdio, por meio de imagem, som e voz, via e-mail e chat de voz e escrita, enriquecendo as aulas e o tira-dúvidas no final de cada aula (interatividade);


9 - As aulas serão implementadas de segunda a sexta, em turnos de 4 horas (de 60 minutos) de efetivo trabalho pedagógico por dia – turnos matutino, vespertino e noturno;



10 - As salas de aula são organizadas com mínimo de 20 e o máximo de 35 alunos, dispostos preferencialmente em meio circulo.


Fonte: Modular Notícias

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

CARTA ABERTA À COMUNIDADE DO ENSINO MODULAR




Historicamente o Poder Público trata o povo das regiões mais distantes dos centros urbanos com desprezo e desrespeito, e no imenso Estado do Pará a realidade é ainda pior, onde os investimentos feitos pelo Governo do Estado se concentram em regiões e áreas que praticamente não suprem a necessidade daqueles que estão nos campos e rios onde o SOME existe.



Muitas vezes, os únicos usufrutos dos serviços públicos nestas regiões são o Posto de Saúde (quando existe/funciona) e/ou a Escola que em quase tua totalidade pertencem as Prefeituras. E mesmo com essa vergonhosa realidade, o Governador do Estado Simão Jatene vem tentando a todo custo acabar com o Ensino Modular.



A proposta do Governo, através do SEI, que substitui a interação diária dos professores e professoras do SOME, por uma Educação Enlatada de televisores que em nada interagem com nossos alunos; este modelo de educação não serve a sociedade, é um modelo que não forma e nem informa. A educação só avança com educadores dentro e fora das salas de aula, tanto no repasse de conhecimentos quanto nos inúmeros projetos realizados. Não vamos nos iludir achando que professores atuando em Studio na capital irá de fato formar os alunos que estão distantes da realidade do centro urbano.



Essa outra tentativa de acabar com o SOME faz parte do modelo de desmonte dos Serviços Públicos, e é parte das intenções de acabar com o senso crítico dos alunos; “não serão as aulas em televisores que irão abrir os olhos dos nossos alunos com relação aos problemas que nosso País enfrenta” se a sociedade não estiver consciente que esses problemas prejudicam a todos, dificilmente teremos mudanças significativas no nosso quadro político brasileiro.



Neste sentido, conclamamos todas as comunidades em que o SOME atua a dizerem NÃO AO SEI e SIM AO SOME, pois, acabar com o SOME significa isolar as mentes dos nossos alunos dos campos e rios da realidade Brasileira!

 *Viva o SOME*


* SINTEPP Estadual *

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Qual a importância da continuação do SOME nas comunidades e não o SEI



                                                           
  
O Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, foi uma política pública em educação, criado em 1980 pela Fundação Educacional do Estado do Pará – FEP, através de circuitos, totalizando naquele momento 04 municípios, que foram Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Igarapé-Miri e Curuçá. Em 1982, foi homologado através da Resolução Nº 161/82, de 03.11.1982, passando para a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará – SEDUC e aprovado em 18 de abril de 1991 pelo Conselho Estadual de Educação, através da Resolução Nº 135, vigorando a partir deste momento. Em 29 de abril de 2014, através da Lei Nº 7.806, que regulamenta o Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, como Política Pública Educacional do Estado, estabelecendo normas gerais para sua adequada estrutura e funcionamento.


O SOME FICA


A importância do SOME nas comunidades, caracteriza pela democratização as oportunidades aos alunos da zona rural matriculados tendo como principal objetivo, proporcionar a garantia da permanência do mesmo em sua localidade de origem, logo, evitando seu deslocamento para os grandes centros onde possua o ensino regular. A dimensão territorial do Estado do Pará, possibilita essa dinâmica e estrutura de funcionamento através de módulos desenvolvidos em 50 dias, para atender o desenvolvimento de conteúdos programáticos e aplicação das duas avaliações, seguido de recuperação. Ao final das atividades, através das diversas disciplinas, com professores qualificados, em avaliação constante dos resultados das várias atividades pedagógicas aplicadas pelos profissionais. O ano letivo é de 200 dias divididos em 04 módulos, funcionando simultaneamente em quatro localidades, que constituem um circuito, através do rodízio dos professores, com bloco de disciplinas que durante o ano são dados em quatro localidades, tendo a Grade Curricular em vigor, sendo utilizado rigidamente. O calendário é específico para o uso SOME.



O SOME é presencial. Os professores dos SOME possuem uma qualificação profissional, observando que as maiorias possuem experiência no magistério e percebemos que, também, a maioria antes de ingressarem no Módulo, já tinham atuados em escolas de grande porte dos centros urbanos. Desde sua criação, um dos pré-requisitos para seu ingresso no Sistema, teria que ter a Licenciatura Plena e experiência em sala de aula. A presença dos professores das disciplinas em sala de aula é fundamental para o desenvolvimento e construção de uma educação digna e de qualidade. Os professores presentes em sala de aula, como acontece atualmente, no SOME, utilizam todas as criatividades e metodologias possíveis para proporcionar possibilidades de conhecimentos para os alunos dos interiores, onde funciona o Sistema, ressalto, também, que a maioria dos professores utilizam parte de sua Carga Horária para desenvolver e aplicar os projetos de intervenções que são construídos nas comunidades escolar ou na comunidade em geral. Daí ter o SOME, sua marca, através das Feiras Culturais, Feiras de Ciências, Semana de História, jogos estudantis, seminários, palestras, filmes, vídeos, livros das localidades, produções de textos, Semana de Lendas e Mitos da Amazônia entre outras atividades pedagógicas. Muitos desses projetos são paralelos ao conteúdo programático ou complementar, facilitando a aprendizagem do discente. Quando cada professor com sua disciplina atuante e presencial, como no SOME, a educação avança em termos de qualidade, já que temos profissionais qualificados e comprometidos, muitas dessas atividades produzidas nas comunidades são realizadas através do relacionamento e entrosamento dos professores que muitos convivem na mesma residência e com a comunidade. Sem a presença do professor para direcionar as atividades pedagógicas, a educação ficará precária, como pretende o SEI, tendo como o centro, o Estúdio, em Belém.



FORA SEI



No Sistema de Organização Modular de Ensino (Some), o aluno participa de aulas presenciais, onde os professores se deslocam da cidade, para as localidades,  com quatro módulos efetuados em cinquenta dias para o desenvolvimento do conteúdo programático, aplicação de avaliações, recuperação paralela, além dos professores se dedicarem exclusivamente para os estudantes, diferente do Sistema de Ensino Interativo (SEI) que é um programa, muito parecido, como estudo à distância, onde as aulas são oferecidas a distância por meio de vídeos, tendo como sede a capital do Estado. Isto significa que o aluno não precisa ir até um polo de apoio presencial para assistir as aulas, mas precisará ir até o polo para realizar suas provas que precisam ser presenciais, logo o aluno estudará sozinho, retirando do seu cotidiano escolar.



Torna-se inviável quanto sua estrutura para a implantação do SEI nos interiores, onde grandes partes não possuem sequer energia elétrica, além, da falta de segurança para receber os diversos equipamentos, como, tvs, antenas, e demais equipamentos necessários ao funcionamento do projeto. Logo o aluno não terá aquele entrosamento e relação com os colegas, se isolando gradativamente, diferente do SOME, onde a Escola é o espaço de concentração de estudo, alegria e lazer.