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sábado, 16 de abril de 2011

Reunião Pedagógica

Participei ontem pela parte da manhã, na localidade da Curva, Km 29 da PA - 140 no município de Bujaru, de uma reunião pedagógica, envolvendo país, professores e técnicos da Escola Municipal de  Ensino Fundamental e Médio "Rosila Trindade".

Com a presença de mais de 100 pais, além dos funcionários, a reunião contou com a presença da Secretaria Municipal de Educação, Profª Rosiléia Guimarães, onde enfatizou a importância da família no processo educacional, onde acredita que a escola não pode só ficar responsável com a formação do alunos, mesmo sabendo que ela é uma extensão da casa.

Após a Secretária quem falou foi a Presidente do FUNDEB, que ressaltou que a prestação de contas da educação do municípios deve ser fiscalizado pelos pais, e convidou-os para fazer uma visita na escola que está em reformas.

Logo depois vários pais e mães interviram onde ressaltaram o ótimo trabalho do corpo técnico da escola, juntamente com os funcionários.

E os professores foram os últimos a participarem e logo terminando a reunião. Após a reunião, os professores foram procurados pelos pais para saber da situação dos filhos.

A discussão durante o processo e término da reunião foi excelente, realmente, os pais tem razões de elogiar a equipe que estar a frente da escola.  

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Flor do Grão Pará

                                                              Chico Senna


Rosa flor, vê quanta mangueira
E o cheira-cheira do tacacá
Meu amor ata a baladeira
E imbalança à beira do rio-mar

Belém, Belém
Acordou a feira
Que é bem na beira
Do Guajará
Belém, Belém
Menina morena
Vem Ver-o-peso
Do meu cantar
Belém, Belém
És minha bandeira
És a flor que cheira
No Grão Pará

Belém, Belém do Paranatinga,
Do bar do Parque, do Bar Fafá
Bem-te-vi, sabiá, palmeira
Não, baladeira, deixa voar
Belém, Belém

domingo, 10 de abril de 2011

TRAGÉDIA EM ESCOLA DEIXA O MUNDO PERPLEXO


Nesta semana, precisamente na Quinta-feira, 7 de abril de 2011, a educação brasileira ficou de luto.Todos ficaram chocados e  perplexos diante da tragédia da Escola Municipal "Tasso da Silveira" no Rio de Janeiro. Não podemos aceitar mais que a violência nas escolas torne-se uma situação banal. É preciso ações mais precisas para assegurar os direitos de crianças e adolescentes e tirar de circulação as pessoas que causam danos à dignidade de outras. Aproveitamos para demonstrar nosso mais profundo sentimento de solidariedade às famílias das crianças assassinadas, rezar por elas e pelas que estão feridas lutando pela vida.

Nossas escolas estão sendo invadidas pela brutalidade do contexto social e não podemos permitir que isso tome proporções gigantescas e façam mais vítimas. É preciso resgatar os valores morais, tratar a educação como prioridade e assim formar cidadãos que respeitem a vida.

Como educadores, não podemos concordar com essa brutalidade e vamos pedir ações efetivas nas escolas públicas.

Educação Escolar Indígena

No estado do Pará a Secretaria Estadual de Educação possui a Coordenação de Educação Escolar Indígena, vinculada a Diretoria de Educação para a Diversidade, Inclusão e Cidadania da Secretaria Adjunta de Ensino. 

Esta Coordenação tem como principal objetivo desenvolver ações educacionais que estejam voltadas para os povos indígenas que estão localizados no território do estado do Pará.

Claro que, dentro da política de ações estão voltadas cursos de formação para professores índios, além de planejar e orientar políticas públicas de incremento do ensino fundamental para os alunos indígenas, conforme sua realidade, tendo, também, o objetivo da publicação e a produção do material didático que estejam voltados para os povos indígenas.

Sabemos que dentro do programa de formação estão voltados, inclusive, a qualificação de técnicos gevernamentais e professores não-indígenas tanto da rede municipal, como da estadual que proporcione qualificação adequada aos alunos.      

sexta-feira, 8 de abril de 2011

História de um cinquentão

                                                         
                                                                                              Valdivino Cunha da Silva *


O filósofo grego, Aristóteles, disse que o homem é um ser social e é mesmo. Não ouso contrariá-lo. Há poucos dias completei 50 anos, aliás, eu e um conjunto de pessoas que completaram comigo esse meio século de existência, porque ninguém completa  50 anos sozinho. Não me refiro só àqueles que como eu, nasceram no finalzinho da década de 50, mas também aqueles(as) que quiseram que eu vivesse e foram muitos, aos milhares. Alguns deles, muito próximos de mim, sangue do meu sangue, outros, ilustres desconhecidos, anônimos, mas, muitíssimos significativos para minha vida. Será que eu estaria vivo se não fosse a parteira que cortou meu cordão umbilical, a enfermeira que me aplicou vacinas? Minha mãezinha querida que me deu infinitas mamadas?      
                     

A idéia de tempo precisa ser relativizada, mas, deixando o relativismo de lado, lá se foram 50 primaveras. Ao mesmo tempo em que parece que foi ontem, não foi, afinal, no espaço de 50 anos muitas coisas extraordinárias aconteceram, pois, foi nos últimos 50 anos que o homem foi a lua, criou a formula da pílula anticoncepcional- uma revolução no mundo feminino- a queda do muro de Berlim,  prisão e liberdade de Nelson Mandela, a  Revolução Cubana, a ascensão do primeiro operário a presidência da república brasileira, a morte de Luther King,  o atentado às Torres Gêmeas, ... e tantos outros acontecimentos extraordinário do homem neste últimos 50 anos, e até deu tempo de casar-me duas vezes, ter uma filha e adotado outro.


Como estes anos se passaram rápido! Nessa passagem, ficaram as marcas, marcas de uma vida, de quem viveu 50 anos. Algumas dessas marcas ficaram registradas nas fotografias e na mente. Nas fotografias hoje amareladas pelo tempo ou penduradas numa parede, ficaram lembranças de seres queridos que um dia, em momentos de alegria, dividiram comigo um click fotográfico, alguns deles já partiram para sempre, outros, até hoje, dão-me o prazer de suas companhias. Quando me olho num espelho, percebo que meus cabelos quase se foram todos, restam poucos fios. As rugas, marcas do tempo, vieram sem serem chamadas e insistem em não me largarem e se multiplicam a cada ano que passa.


 Na mente estão guardadas belos momentos inesquecíveis desses meus 50 anos, momento estes que partilhei(e que ainda vou partilhar, acho) com pessoas maravilhosamente incríveis. Não são famosas, nem ricas mas nem por isso deixam de serem espetaculares, têm a essência daquilo que há de mais sublime no ser humano  e é por isso que os prezo tanto.


Esses meus 50 anos me fazem lembrar  de minha Infância pobre, do meu carrinho de pau, dos tombos que levei, das peraltices de moleque. Lembro da casa de barro, do quintal sem muros, das mangas que comi, do jogo de petecas e do futebol, minha paixão maior. Lembro do meu grupo escolar, da professora primária e dos amigos de infância, minha doce infância. Lembro de tudo aquilo que a mente de um cinqüentão acumulou ao longo desses anos. Sei que já não mais sou tão moço assim embora as estatísticas apontem que no Japão, Alemanha, EUA, e até do Brasil, estamos vivendo mais. Não me iludo, daqui pra frente, descerei ladeira a baixo, é o ritmo cruel da vida, ou seja, nascer, crescer desenvolver-se, depois vem o fim de um ciclo.


 Nesses meus 50 anos, acho que quase todo mundo é mais moço que eu, não que os invejo, pois vivi avidamente todos os dias de minha vida, mas percebo que os anos se passaram numa velocidade estrondosa.


Quando ainda moleque, joguei bola, brinquei de pira, joguei petecas, tomei banho no Tocantins e no ribeirãzinho próximo de minha casa, nele peguei até piabas. Corri, fui à escola, sujei o uniforme escolar, briguei, bati e apanhei, como todo moleque. Se tudo isso não tivesse acontecido, não tinha vivido plenamente e eu vivi.


O tempo passa a, as coisas mudam. As peraltices de menino dão lugar aos sonhos, nem sempre concretizados. Primeiro queria ser jogador de futebol, depois advogado, passar no Banco do Brasil. Nada             disso se concretizou. Sonhos desfeitos, construir e concretizei outros sonhos e a vida continuou. 


Nesses meus cinqüenta anos, vivi plenamente a cada dia, levei a vida sempre numa boa,  parafraseando Chico Buarque e Renato Russo, diria que vivi cada dia como se fosse o último, amei as pessoas como se não houvesse amanhã. 

Muito aprendi, acho até que ensinei um pouco. Aprendi que a felicidade está sempre a um, um passo a mais, é uma busca incessante e que ela não está relacionada com riqueza ou poder, se assim fosse, só os ricos e famosos eram felizes, esses me parecem, são os menos felizes e que dariam tudo que têm para serem felizes.


 Aprendi que o melhor da vida, não é a vida, é vivê-la em plenitude, viver ao lado de pessoas que têm significados em nossas vidas e que nós também somos significantes para elas.
Já completei 50 anos. Não queria ser um jovem, pois muitos deles não sabem o valor que tem a vida, não amam nem são amados e talvez não vivessem o que vivi. Não queria ser um senhor de 70 anos, muitos deles perderam o trem da vida, viveram melancolicamente suas vidas, muitos vivem no solidão amargurados e tristes. Eu quero mesmo é ser eu, com meus 50 anos bem vividos! Que venha os outros 50, 40, 30, 20,10.... afinal, viver ao lado de pessoas maravilhosa, como você, que ler este escrito é o que dar sentido a minha vida.

     * O autor é Professor de Sociologia do SOME e colaborador desta revista eletrônica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Greves no Brasil


Pesquisando no Arquivo Público do Estado, os jornais "A Província do Pará" e a "Folha Vespetina" da década de 60 do século passado, constatei sobre o levantamento referente ao movimento sindical nacional, eis algumas das seguintes notícias:

Durante o período de 29 de outubro de 1963 a 04 de novembro de 1963, teve a greve dos trabalhadores dos industriários Paulistas, com paralisão de sete dias entre choques entre trabalhadores e polícia, sendo o principal motivo o aumento salarial, tendo como resultado a aceitação de proposta de aumento salarial como proposta oferecida  pelo Tribunal Regional do Trabalho;

Paralisação dos trabalhadores nos serviços de água e esgotos de Aracaju, no Sergipe, no dia 04 de Novembro de 1963, sendo o principal motivo o aumento salarial, sendo apoiado pelos restantes dos servidores do Estado;

Paralisação no dia 05 de Novembro de 1963, pelos operadores cinematográficos da capital de São Paulo;

Do dia 07 de Novembro de 1963 a 14 de Novembro de 1963, houve a paralisação dos trabalhadores da refinaria de Capuava, de 08 dias, onde os principais motivos eram férias em dobro, triênio salário família e encampação da refinaria pelo governo; sendo o resultado a aceitação da proposta dos empregadores, com a interferência de João Goulart;

Paralisação dos ferroviários da Leste Brasileiro, no dia 10 de Novembro de 1963, entre os principais motivos temos o atraso no pagamento e contra a permanência do atual inspetor distrital....

Analisando o momento histórico, percebemos que o trabalhador brasileiro não estava passivo para o capital, sempre organizados em suas entidades, principalmente os sindicatos, que lutavam pelas suas bandeiras e reivindicações, como ainda acontece hoje.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A volta de um personagem do século XVI ao Brasil

Durante o planejamento escolar do ano de 2003, na EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira”, do Conjunto Maguari, a equipe técnica fez várias reflexões, juntamente com os professores, abordando vários textos, entre eles, temos o seguinte:



A volta de um personagem do século XVI ao Brasil (Ficção)



Em pleno século XXI, o Sr. Teixeira um grande professor brasileiro do século XVI, voltou ao Brasil e, chegando a sua cidade, ficou abismado com que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas eram pretas e passavam umas sobre as outras com uma infinidade de máquinas andando em velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia (Poluição, telefone, avião, rádio, barato, metrô, cinema, televisão) etc... As roupas deixavam o professor ruborizado. Tudo havia mudado. Muito surpreso e preocupado o professor visitou a cidade inteira e, cada vez, compreendia menos o que estava acontecendo. Resolveu então, visitar uma igreja, mas que susto levou! O Padre rezava missa, não em latim, mas em Português e de costa para o altar; o órgão estava parado e um grupo de cabeludos tocava, nas guitarras, uma música estranha, ao invés do Canto Gregoriano. O desespero do professor aumentava... Resolveu ainda, viajar e visitar algumas famílias. Mas... O que significava aquilo? Depois do jantar todos se reuniram, durante muitas horas, para ADORAR um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor Teixeira ficou impressionado com tanta capacidade de concentração de adoração!!! Ninguém falava uma palavra diante do aparelho. Tudo havia mudado completamente e o professor Teixeira desanimava cada vez mais, até que resolveu visitar uma escola: tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras umas atrás das outras; o professor falando, falando, falando... E os alunos escutando, escutando, escutando...



O interessante, é que o texto foi pela parte da tarde, e cada um gostaria de intervir, até o sono foi embora, e gostaria de expor suas experiências em sala de aula.