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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Curuçá: Um dos municípios que foi o berço do SOME







Com pesquisas e entrevistas que servirão para publicações no Ribaprasempre.com (Blog do Riba), foi realizada conversa informal e gravada entre o Prof. Ribamar, um dos administradores do Blog, Professora Marina Costa e a ex Aluna e Professora Iris do Socorro, do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME que estudou na segunda turma formada pelo Curso de Magistério, no município de Curuçá, nos anos de 1981, 1982 e 1983.



Segundo a entrevistada, o SOME foi fundamental para sua vida, primeiro possibilitou estudar e concluir o Curso no município de Curuçá, onde residia, já que sua família não tinha posses financeiras para mandar estudar no município de Castanhal e quem ia estudar, além de dormir e ficar nas casas dos outros, passavam por cada situação, já que era o local mais perto onde tinha o ensino regular. Na época foi uma novidade, segundo a informante, a maioria dos estudantes que terminavam ensino ginasial não tinham condições de estudar fora, como foi o caso dela. Outro aspecto que o SOME proporcionou foi o avanço do conhecimento para o município, possibilitando melhores perspectivas para os estudantes que desejavam voos maiores, assim como possibilitou também a formação de professores do curso primário, enquanto mão de obra qualificada na zona urbana e na zona rural. Inclusive, durante esses anos, muitos colegas foram formados nos cursos de licenciaturas se tornando professores do ensino regular.  



A ex Aluna, Professora Iris enfatiza também que muitos de seus colegas desse período assumiram diversos cargos públicos com destaques nas decisões do município, como de Secretários de Educação, Diretores de Escolas, Escola Sede, entre outros.



Após a conclusão do Ensino Médio fez os vestibulares e passou em dois cursos: em Letras, na Universidade Federal do Pará – UFPA e Pedagogia, na Universidade da Amazônia – UNAMA. Como era impossível fazer os dois cursos, preferiu continuar fazendo o de Pedagogia. Logo que concluiu, ingressou no SOME, com o circuito: Xingu ara Rio Maria, São Domingos do Capim e Brejo Grande do Araguaia. Esteve também em Muaná, Afuá, Goianésia, Santana do Araguaia, Uruará, Placas, Tucumã, Ourilândia, Medicilândia, Água Azul do Norte, entre outros.



Iris, fala com alegria, felicidades e determinação por ter se formada pelo SOME e depois ser Professora, porém, infelizmente em virtude da nova LDB, saindo o Curso de Magistério, já que trabalhava com disciplinas pedagógicas e ficando apenas o Secundário, teve que pedir remoção para Belém, assumindo cargos de Vice Diretora, Diretora de Escola e Diretora de Use e se aposentando como Diretora. Trabalhou 14 anos no SOME como Professora.



Lembra-se dos bons tempos do SOME, quando rever algumas fotos, inclusive com suas filhas, que hoje são profissionais liberais, com muitas sacolas quando viajava. Diz também que seus alunos do SOME muitos concluíram cursos superiores se tornando, médicos, advogados, juízes, engenheiro e inclusive, com a facilidade das redes sociais, ainda tem contatos com alguns.



Conclui a entrevista abordando que o SOME tem que ser mais valorizado pelo governo do Estado, já que atende o seguimento mais carente da sociedade e que Curuçá, Igarapé Açu, Igarapé Miri e Nova Timboteua formaram o primeiro circuito e experiência do SOME, depois expandindo para o resto do Estado.

sábado, 25 de junho de 2011

A desmotivação do Professor


Atualmente, a educação vem sendo debatida não nas academias, mas em vários fóruns, entre eles, no espaço escolar onde se vivência o ensino, pesquisa e extensão, sendo dessa forma possibilitar a reflexão para aprofundar a importância do fazer pedagógico.



Possibilidade inovadora ao tratar alguns aspectos relacionados à desmotivação do professor é possível quando se busca abordagem metodológica que chama atenção e é interessante para os alunos. Faz-se necessário, buscar respaldo teórico para justificar suas metodologias.



Esse debate no âmbito da educação brasileira serve de parâmetro a cerca dos caminhos que devem trilhar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas.



Quando se faz educação escolar, significa dizer que não temos receitas prontas, pois ela é construída a partir de conceitos e categorias que são possíveis utilizá-las no cotidiano escolar.

O intereessante que temos fatores que estão contribuindo com essa desmotivação. O que é importante, é debater, discutir para podermos aprofundar e reformular questões que tratam do assunto.





segunda-feira, 4 de abril de 2011

A volta de um personagem do século XVI ao Brasil

Durante o planejamento escolar do ano de 2003, na EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira”, do Conjunto Maguari, a equipe técnica fez várias reflexões, juntamente com os professores, abordando vários textos, entre eles, temos o seguinte:



A volta de um personagem do século XVI ao Brasil (Ficção)



Em pleno século XXI, o Sr. Teixeira um grande professor brasileiro do século XVI, voltou ao Brasil e, chegando a sua cidade, ficou abismado com que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas eram pretas e passavam umas sobre as outras com uma infinidade de máquinas andando em velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia (Poluição, telefone, avião, rádio, barato, metrô, cinema, televisão) etc... As roupas deixavam o professor ruborizado. Tudo havia mudado. Muito surpreso e preocupado o professor visitou a cidade inteira e, cada vez, compreendia menos o que estava acontecendo. Resolveu então, visitar uma igreja, mas que susto levou! O Padre rezava missa, não em latim, mas em Português e de costa para o altar; o órgão estava parado e um grupo de cabeludos tocava, nas guitarras, uma música estranha, ao invés do Canto Gregoriano. O desespero do professor aumentava... Resolveu ainda, viajar e visitar algumas famílias. Mas... O que significava aquilo? Depois do jantar todos se reuniram, durante muitas horas, para ADORAR um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor Teixeira ficou impressionado com tanta capacidade de concentração de adoração!!! Ninguém falava uma palavra diante do aparelho. Tudo havia mudado completamente e o professor Teixeira desanimava cada vez mais, até que resolveu visitar uma escola: tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras umas atrás das outras; o professor falando, falando, falando... E os alunos escutando, escutando, escutando...



O interessante, é que o texto foi pela parte da tarde, e cada um gostaria de intervir, até o sono foi embora, e gostaria de expor suas experiências em sala de aula.