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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Confraternização do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME

 





No dia 31 de janeiro do corrente ano, foi feita a confraternização dos ex-professores do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, em uma sede social em Belém do Pará. O evento que contou com aproximadamente 70 pessoas foi um sucesso. E como mensagem, o professor Carlos Barbosa, popularmente conhecido como Buda, organizou um belo texto. Parabéns, Buda, pela produção escrita!

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Ocupação da Resistência e a Solidariedade

 





 

Durante os 32 dias de ocupação da resistência na sede da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará – SEDUC/PA, em Belém do Pará, por povos originários, de mais de 15 etnias, com apoio de ribeirinhos, quilombolas, camponeses e professores da rede pública estadual foi marcado pelo ato de solidariedade, que é um movimento também de resistência de várias entidades, instituições, partidos progressistas, movimentos sociais, populares e organizações sociais tanto indígenas, como não indígenas.   

 




Vale ressaltar que, o movimento de ocupação da resistência ou revoga, mesmo com toda organização, planejamento e estrutura que pensavam que ficariam poucos dias no chão da ocupação, já achavam que o representante da oligarquia Barbalho assinaria logo a revogação da Lei 10.820, que prejudicaria a educação nos rincões do Estado e a exoneração do Secretario Estadual de Educação Rossieli Soares fossem logo assinados pelas pressões de mobilizações que foi organizado pelo movimento, como a ocupação do prédio da sede da SEDUC, os bloqueios das estradas, greve dos professores do Estado, apoio de entidades e instituições da sociedade civil entre outros mecanismo duraram 30 dias.

 



Como se manter durante esse período, principalmente, com o inverno amazônico, muita chuva, carapanã, falta de água nos primeiros dias, falta de energia, já que foi cortada no início do movimento, sem camas, praticamente sem redes, lençóis, com poucas barracas e alimentação básica para sobrevivência durante os dias que ficariam reivindicando uma educação digna e melhor para a sociedade paraense.

 


A sociedade civil organizada estadual, nacional e internacional com a experiência dos povos originários e apoio de diversos seguimentos fez suas análises críticas e positivas do maior movimento de resistência do Estado do Pará nos últimos anos, então, resolveu se solidarizar e dando importância maior, já que tanto o Executivo estadual e a Assembleia Legislativa tinham aprovado a Lei 10.820 prejudicando o ensino e direitos conquistados pelos educadores estaduais.  

 


Com a estrutura e conjuntura para o suporte necessário as pessoas que estavam participando ativamente do movimento, a solidariedade das pessoas, entidades, instituições, partidos progressistas, intelectuais, artistas, entre outras, começaram a contribuir financeiramente e trazer ou mandar materiais de higiene, alimentação, barracas, redes, lençóis, roupas para as crianças, mulheres e homens, material pedagógico para utilização no espaço para as crianças entre outros para ajudar.




Alessandra Korap, uma das lideranças do movimento de ocupação da resistência, diz o seguinte em uma de suas redes sociais: Foi um mês dormindo no chão, foram dias de resistência  de enfrentamento que muitas vezes era silenciosa, mas que o apoio que ganhamos foram bastante, apoio com remédio, água, brinquedo, roupas e tantas outros materiais que as vezes não acreditava que estava acontecendo, pra nós é estranho esse todo carinho (...).

 


Como movimento muito bem articulado e organizado do revoga, a solidariedade como resistência contribuiu bastante para o sucesso e conquista da revogação da Lei 10.820 e pode ter certeza de que qualquer movimento e mobilização dos trabalhadores, povos tradicionais e povos originários sempre terão nossa solidariedade e apoio. Mesmo com uma sociedade capitalista, individualista e só pensam em lucros, uma parte significativa da sociedade começa a se humanizar e as doações foram frutos que vem da alma, da consciência e do espírito coletivo. Solidariedade para todos que lutam por uma sociedade melhor e autodeterminação dos povos.

 



O sangue cabano ferve nas veias dos amazônidas!  
















quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Lei da Maldade no Estado do Pará (Imagens Marcantes de Hoje) - Revogaação da Lei 10.820

 




O sangue dos cabanos, não morre! Um dia histórico e marcante com a unidade dos quilombolas, povos originários, ribeirinhos, professores, movimentos sociais e populares, partidos progressitas, entidades e instituições que lutam por uma educação digna e melhor. A Lei 10.820 foi revogada, hoje, pela Assembleia Legislativa - ALEPA. 






























segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Greve dos Professores do Estado do Pará foi suspensa

 




Durante a Assembleia do SINTEPP – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Pará que foi realizada pela parte da manhã de hoje (10/02/2025) na quadra de esportes do Sindicato dos Bancários por maioria dos presentes foi decidido a suspenção da greve dos professores em educação pública do Estado do Pará, que iniciou no dia 23 de janeiro.


O motivo em que a categoria votou da greve para o Estado de greve foi a assinatura do termo de compromisso para a revogação da lei, em que o representante da oligarquia Barbalho, o governador Helder Barbalho e os movimentos sociais e populares que aconteceu no dia cinco do corrente, quarta-feira.  

 

Entre a principal reivindicação da categoria estava a contrariedade da aprovação da Lei 10.820 pela Assembleia Legislativa – ALEPA de iniciativa do poder executivo em que esta altera a carreira do magistério provocando críticas desde o dia da aprovação, no dia 18 de dezembro de 2024, em que professores foram recebidos de forma violenta pela PM do governador em frente ao Palácio da Cabanagem, sede do Legislativo paraense. Muitos professores foram agredidos, levaram balas de borrachas no corpo, spray de pimenta na cara e cassetetes no corpo. Outra reivindicação dos educadores era também a exoneração do Secretário Estadual de Educação Rossieli Silva, que tem uma ficha corrida suja pelos estados do Amazonas e São Paulo.


Nota sobre a Greve da Educação do SINTEPP



Na manhã de hoje (10) a categoria dos profissionais da educação esteve reunida em Assembleia Geral no Sindicato dos Bancários para deliberar sobre os rumos da greve da educação estadual.

No início da assembleia, os informes registraram a deliberação de municípios, que em assembleias locais decidiram pela suspensão da greve com manutenção do estado de greve.

A Coordenação Estadual do SINTEPP apresentou posição decidida em reunião, pela suspensão da greve e manutenção do estado de greve, apontada também pela decisão do comando de greve.

Com aprovação por ampla maioria, a categoria decidiu pela suspensão da greve com manutenção do estado de greve. A categoria se manterá mobilizada por todo estado enquanto se articula em GT’s para tratar as pautas de interesse dos profissionais da educação que serão abordadas com o governo.

Assim, os profissionais da educação retornam amanhã (11) às salas de aula, em mobilização permanente até a revogação da Lei e o cumprimento do acordo.

Assim, também indicou a data de 18/02 como dia de paralisação da categoria, dois meses da aprovação do PL 10.820/24, marcada para votação da revogação na ALEPA.

A categoria reforça os pedidos de apoio logístico, financeiro e de divulgação das ações à manutenção da ocupação do movimento indígena, quilombola e ribeirinhos.

A luta continua!

Agenda de reuniões para os GT’s:
Sempre às 9h, na sede do SINTEPP Estadual

• 21/02 - Educação Especial e Educação Prisional
• 27/02 - Professores afastados e aguardando aposentadoria, aposentados e funcionários
• 06/03 - SOME/SOMEI e CEEJA
• 07/03 - Readaptados e FASEPA
• 13/03 - Especialistas e Escola de Tempo Integral
• 14/03 - Matriz Curricular


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Levante Popular dos Povos Originários, Quilombolas e Professores na Amazônia Paraense

 





A ocupação da sede da Secretária Estadual de Educação do Estado do Pará completa hoje 22 dias, tornando-se  uma ocupação de luta, resistência e unidade entre os povos originários,  quilombolas e professores, nunca visto anteriormente em Belém, capital do Estado do Pará. 







Levante considerado histórico,  inédito  e inovador pela sociedade e mostrando como se faz política e lutar por nossos direitos, com dignidade. Movimento espetacular e articulador como forma de atuação e pressão sobre o Estado governado pela oligarquia Barbalho e se encontra conseguindo furar a “bolha” da imprensa burguesa e tradicional paga com o dinheiro público.

 







Neste período,  estamos percebendo um movimento nunca visto de unificação e unidade dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Estado do Pará,  juntamente com apoio de outros movimentos sociais e populares,  entidades,  partidos progressistas,  ONGs nacionais e internacionais. Vale destacar também, que o governo tem utilizado principalmente as redes sociais para espalhar as desinformações e se beneficiando.

 

Diante de tais informações, a DPU – Defensoria Pública da União achou melhor entrar com uma ação civil contra o governador do Estado do Pará, o senhor Helder Barbalho. Outro aspecto, nesta conjuntura; também como os meios de comunicações tradicionais que não tem dado espaço para os professores grevistas e a ocupação da SEDUC.  


Ontem (03/02/2025), a Assembleia dos professores do Estado,  sob direção do Sindicato dos Trabalhadores e  Trabalhadoras em educação pública do Estado do Pará  - SINTEPP  aprovou a manutenção da greve que já dura 11 dias. Assembleia realizada na quadra de esportes do Sindicato dos Bancários,  na 28 de setembro,  na Doca de Souza Franco com mais de 2.000 trabalhadores e trabalhadoras em educação.


 


Hoje pela manhã (04/02/2025), aconteceu um grande Ato político em frente da Assembleia Legislativa  - ALEPA que tinha como objetivo de pressionar os deputados estaduais e o governador do Estado que se encontravam na abertura dos trabalhos da ALEPA,  do ano de 2025. A mobilização foi grandiosa e produtiva com a participação efetiva da categoria,  das lideranças dos povos originários e quilombolas contra a Lei 10.820, representando ameaças a educação para todos.




Pela parte da tarde, uma comissão foi recebida pelo Presidente da ALEPA, o deputado estadual Chicão e alguns deputados estaduais. Na reunião, foi apresentada pelos manisfestantes a pauta: Revogação da Lei 10.820 e Exoneração do Secretário Estadual de Educão, Rossilei Soares, com sinalização por parte do governo da revogação da lei e de uma reunião amanhã às 9 h, no Tribunal de Justiça - TJ.  




Imagens que retratam como o Estado utilizada a estrutura contra o povo, na frente do Palácio da Cabanagem.







domingo, 19 de janeiro de 2025

Educação na terra da COP 30

 




Professores do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, professores do ensino regular e aproximadamente 100 lideranças de mais de 15 etnias do Sul e do Oeste do Estado do Pará ocuparam a sede da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará - SEDUC/PA na terça-feira (14/01/2025), em Belém do Pará com objetivo da manutenção de um direito básico, segundo a Constituição Brasileira, que é a educação e não concordam com a imposição e aprovação da Lei 10.802, do dia 18 de dezembro de 2024, na Assembleia Legislativa - ALEPA,  em que retira pelo menos cinco leis que foram historicamente conquistadas pelos trabalhadores da educação estadual




No sétimo dia de ocupação da SEDUC, já aconteceram várias reuniões com o governo, porém, sem acordo quanto a pauta dos manifestantes: Revogação da Lei 10.820 e Exoneração do Secretário Estadual de Educação. 







Durante esses dias de ocupação, várias atividades foram programadas; além das reuniões tem acontecido também a programação com os manifestantes que ficam do lado de fora da ocupação, no portão principal. 





No dia 18/01, no sábado, teve uma roda de carimbó  da resistência, pela manhã e pela parte da noite, com a participação de vários grupos da principal dança da cultura popular.




As imagens retratam um momento histórico e marcante de aglutinação dos movimentos sociais e populares, com papel ativo dos povos originários, com várias etnias, professores e quilombolas, contra a oligarquia Barbalho que comanda o Estado politicamente por várias décadas e tenta retirar a educação presencial dos interiores do Estado do Pará, com objetivo de privatizar a educação pública, encontrando resistência dos diversos atores envolvidos. 














































O Blogueiro, professor aposentado, tem participado ativamente de algumas ações do movimento de ocupação por uma educação pública, gratuíta,  digna e de qualidade.