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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Greve dos Trabalhadores em Educação do Estado do Pará Continua...







Em Assembleia deliberativa, ontem, na Escola Estadual "Cordeiro de Farias", da Almirante Barroso, os trabalhadores da rede estadual em educação deliberaram pela continuação da greve, que hoje, faz vinte e um dias; após decisão do governo tucano de não negociar o retroativo do piso nacional, referente aos meses de janeiro a março; jornada de trabalho e lotação deste ano; extrapolação de jornada; unificação do PCCR, além das reformas nas escolas, que na maioria são lugares inadequados para atividades pedagógicas. 







Como parte da agenda de greve, o professores do Sistema de organização Modular de Ensino – SOME, tentaram se reunir, pela manhã de hoje, na EEEFM “Augusto Meira”, na José Bonifácio, no entanto, a diretora recebendo orientação da gestora da USE, indicada pela Seduc para o cargo boicotou a reunião que seria neste espaço físico, dizendo para os professores que não tinha conhecimento de nenhuma agenda no local. Mesmo assim a maioria dos presentes preferiu aguardar e realizar a reunião pela parte de fora da Escola, ou seja, na calçada, considerado como produtivo o momento.  Durante a reunião, com carro som, alugado pelo Sintepp, foi debatido a situação da greve e o quão danoso será aos trabalhadores aceitar uma proposta rebaixada e que retira direitos e submete o educador a perdas salariais.







As imagens retratam o lado positivo da reunião dos educadores do SOME, na calçada.




































domingo, 8 de fevereiro de 2015

O PSDB E O impeachment da Presidente Dilma



                                                        Valdivino Cunha da Silva*


Esse partido, aliás, as elites, entre elas política, midiática e financeira, representada pelo PSDB, ainda não se contentou com as perdas nas últimas eleições, seja para o ex-presidente Lula por duas vezes consecutivas e repetindo a dose agora com a Presidente Dilma. Ele não quer de forma alguma aceitar o resultado das unas e quer a qualquer custo derrubar o governo eleito democraticamente vindo agora com essa história de impeachment.


Um dos argumentos utilizados para o tal impeachment recorrem ao período em que ela foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Naquele período, ela teria praticado crime de responsabilidade ao não impedir, enquanto Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, que ocorressem desvios de dinheiro.


O PSDB ataca em duas frentes, uma política e a outra jurídica. Na frente política ele recorre àquela máxima de que cada vez pior, melhor. Aliás, ele, o PSDB, não sabe fazer oposição porque não tem base popular, sua oposição é uma oposição “gravetada” que não lhe dar sustentação.


Do ponto de vista legal, ele ouve inúmeros juristas, todos das fileiras do partido que esquece a jurisprudência, além da neutralidade e objetividade pregada pelo sociólogo francês Emile Durkheim. Eles sabem que a coisa não é tão simples assim. Aposta na ignorância das pessoas e no oba-oba.


Não sou jurista nem advogado, mas eu e muita gente que tem um pouquinho de conhecimento sabemos que a derrubada de um Presidente só se dá entre outros crimes, pelo crime de responsabilidade, o que não se aplica à Presidente, pois, naquela época ela era Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, e não da República Federativa do Brasil. Neste caso, as acusações devem ser submetidas ao Congresso Nacional, assegurando-lhe ampla defesa.


O PSDB também finge não saber que a PETROBRAS é uma empresa de economia mista, a exemplo do Banco do Brasil, portanto, não é um órgão da Administração Direta, e sim uma sociedade de economia mista de capital aberto, com acionistas e tudo mais. A nomeação de um diretor não fica a bel prazer da Presidente, o veredito final neste caso, quem dar é o Conselho de Administração.



Não estou aqui defendendo a falência, a depredação, a aniquilação ou roubo do dinheiro e do patrimônio público, muito pelo contrário, acho que se alguém roubar tem mais é que pagar e devolver tudo que usurparam, o que não concordo é vê um partido que tem um passado envolto em corrupção, encampar a bandeira da ética e da probidade achando que todo mundo é idiota.


* Professor de Sociologia do SOME, da Seduc/Pa.