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sábado, 8 de março de 2014

8 de março - Dia Internacional da Mulher







Uma vasta programação alusiva ao Dia Internacional de Mulheres, que se comemora na data de hoje, a Central Única dos trabalhadores - CUT e seus sindicados filiados, realizou ontem, no Auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua 28 de setembro, próximo a Doca de Souza Franco, no bairro do Reduto.


 



Na primeira mesa, que começou por volta de 15 h. o debate foi sobre "A mercantilização do corpo e da vida das mulheres", com Rosane Silva, da CUT/Nacional e Rosalina Amorim, do Sindicato dos Bancários.






A segunda mesa, começou às 17 h. e tratou sobre "Política de Saúde para as mulheres do Campo e da Cidade", ficando com a Sra. Rita, da Secretaria de políticas para as mulheres da FETAGRI.





A partir das 18:30 h. teve inicio Atividade Aberta que abordou "Mulheres em Luta por Igualdade, Liberdade e Autonomia, com Tatiana Oliveira, do Movimento Mundial de Mulheres e Rosane Silva, da CUT/Nacional.

   
                                          



Após as exposições sempre aconteceram intervenções, com números expressivos de participações dos presentes.


Entre os temas abordados foram: Igualdade (O que chama atenção é pouca presença das mulheres nos espaços de representação formal e nos partidos políticos; Creche: um direito da criança e da família e dever do Estado; Paridade, Direitos das trabalhadoras Domésticas, Mudança no sistema político brasileira, Combate à Violência contra as Mulheres; Aborto Legal e Seguro; Democratização da Comunicação; Fim das Terceirizações e Precarizações; Seguridade Social Universal, Soberania Alimentar e Energética entre outros.


O blogueiro se fez presente e acredita como as sindicalistas que 8 de março é uma data de luta, marcada por manifestações que levantam bandeiras feministas em defesa da igualdade, liberdade e autonomia.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cachorro tenta salvar mulher de espancamento


                                                                                                             Valdivino Cunha*


Na semana em que o assassino da adolescente Nayara Rodrigues foi julgado e condenado, a violência contra a mulher continua. Nem mesmo numa semana de grande repercussão que o caso Nayara teve, a violência contra a mulher avança impiedosamente. A Conferência das Nações Unidas sobre direitos humanos aprovado em Viena em 1993 reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos.

O problema da violência contra a mulher tem raízes profundas, pois, já no apogeu “democracia ateniense” o seu exercício era só para homens porque a mulher era considerada incapacitada para exercê-la. Na Revolução Industrial com a implantação do capitalismo,  a mão-de-obra mais barata e mais explorada foi da mulher.

Quando os conflitos entre homens e mulheres ocorrem, os homens com raras exceções se acham superiores, mais fortes e que as mulheres lhes são submissas. Os maiores causadores dessa violência contra as mulheres são exatamente aqueles os quais deveriam protegê-las. Eles são na maioria das vezes, os maridos, amantes, namorados, pais, padrastos, irmãos, chefes, outros homens e até filhos que acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

A questão sexual e sentimental é muitas vezes dramática para as mulheres. A grande maioria dos crimes contra elas têm esse viés. Os homens espancam, molestam e as matam por ciúmes, por acharem que as mulheres não têm o direito de escolha e por isso ceifam suas vidas. Esses monstros fazem da mulher uma posse. Não admitem perdê-las com seus machismos repugnantes.

Os elementos que compõem as estatísticas da criminalidade contra as mulheres são de duas naturezas: são químicos, quando entram na fórmula álcool e drogas ilegais. O outro elemento é de cunho social que tem raízes mais profundas e mais difícil de ser combatida, pois se fundamenta na maneira como a sociedade ver o papel masculino, que já o faz diferente já na idade tenra adotando formas diferenciadas de educar meninas e meninos. Os Meninos são incentivados a serem dominadores, a usar a força física, a ação, os mandos, a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais. Já as meninas são valorizadas pela beleza, sensibilidade, delicadeza, fidelidade, sedução, amabilidade, compassividade.

Em que pese os avanços da lei, como é o caso da Lei Maria da Penha, só isso não basta. É preciso que a sociedade se indigne contra essa violência. É preciso mudar a cultura do machismo e essa mudança deve começar em casa e urgentemente. Não basta dizer que precisamos educar nossas crianças para que no futuro não venhamos mais ter violência contra a mulher, a mudança tem que ocorrer agora.

Nós adultos, homens e mulheres não podemos ficar impassíveis diante dessa crueldade. Temos que denunciar e fundamentalmente agirmos no aqui e no agora, dentro o fora de nossa casa, mesmo que o criminoso seja nosso irmão, pai, vizinho, colega de trabalho e fundamentalmente, mesmo que a violentada não seja contra nossa mãe, irmã, amiga ou colega de trabalho. Temos o dever de denunciar e combater a violência, em todas as formas, mesmo que para isso tenhamos que dilacerar nossa própria carne. Somente assim poderemos diminuir as estatísticas da violência contra a mulher, tão cruéis e inaceitáveis.

Esta semana as redes de televisões mostraram além do julgamento do caso Nayara, um filho que assassinou a mãe e uma mulher sendo espancada em Pernambuco no meio da rua sem que ninguém ao menos tentasse socorrê-la, exceto um cão que bravamente tentou sem sucesso através de latido mordidas, evitar que um outro animal, desta vez da espécie humana, não violentasse com pancadas e pontapés uma mulher indefesa e que por mais gritasse de dor ninguém a socorreu. Precisamos dar um basta nesta barbárie.


* O autor é sociólogo e professor da rede pública estadual de ensino



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Assembleia dos Movimentos Sociais convoca marcha global


Cerca de 1,5 mil pessoas de 30 países participaram da plenária dispostas a enfrentar dois dos grandes desafios impostos à esquerda mundial.


Em 5 de junho, Dia Internacional do Meio Ambiente, os movimentos sociais de todo o mundo vão ocupar as ruas em uma grande jornada de mobilização global contra o capitalismo e em defesa da justiça ambiental e social. A agenda foi aprovada neste sábado (28), na Assembleia dos Movimentos Sociais, realizada durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre.



A jornada terá o propósito de demarcar a posição dos movimentos sobre as questões ambientais e sociais que serão discutidas, 15 dias depois, na Rio + 20, pelos chefes de estado dos 192 países que participam da Organização das Nações Unidas (ONU).



“A tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da ‘economia verde’, é um alerta para que nós, dos movimentos sociais, reforcemos a resistência e assumamos o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise”, dizem as entidades, no documento que aprovaram no encontro.



Cerca de 1,5 mil pessoas de 30 países participaram da plenária dispostas a enfrentar dois dos grandes desafios impostos, hoje, à esquerda mundial: construir uma pauta unificada de lutas e mobilizar as populações para garantir a imposição de derrotas reais ao capital.



O primeiro, foi cumprido. Apesar das diversas propostas, os movimentos conseguiram definir eixos comuns para a luta. O segundo desafio dependerá da capacidade de mobilização em cada país.



“Temos que ser mais criativos para envolver as massas. Sem isso, não teremos força para derrotar o capitalismo nesta crise que assola os povos do mundo”, provocou um dos coordenadores da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, na abertura da plenária.



De acordo com ele, o mundo vivencia a mais grave e longa crise econômica da história, o poder decisório se desvinculou do poder político para se concentrar nas mãos do capital e a burguesia continua controlando os meios de comunicação, utilizando-os para manipular os trabalhadores, cada vez mais desmobilizados. “As massas de trabalhadores estão apáticas. E esse é um problema nosso, que temos que enfrentar”, afirmou.



Nos discursos dos representantes das entidades nacionais e internacionais, ficou evidenciado o quanto a unificação da agenda e a priorização dos eixos defendidos não é uma tarefa fácil.



O sindicalista cubano José Miguel, representante da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), ressaltou a necessidade de construção de alternativas e propostas dos movimentos sociais para a Cúpula dos Povos, a conferência que os movimentos sociais realizarão paralela à Rio + 20.



O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Argentina (CTA), Carlos Chile Huerta, citou o processo de recessão mundial para ressaltar a importância da rearticulação do campo popular para reposicionar o poder político no continente nas mãos dos trabalhadores.



O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, criticou a distribuição do orçamento federal. “Temos que acabar com crime de destinar quase 50% do orçamento do governo para o pagamento da dívida pública. Queremos 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a Educação”, afirmou.



Representando a Organização Infanto-Juvenil Sementes da Pátria, da Venezuela, o estudante Luiz Ramirez defendeu prioridade para a luta contra o imperialismo norte-americano. “A América Latina, em especial, vive um momento muito rico, com governos de esquerda, e precisa articular ações de mobilização para avançar rumo ao socialismo.”



Membro da Coordenação Internacional do Comitê Internacional Palestina Livre e líder de uma organização de boicote a Israel, Jamal Juma pediu apoio prioritário à luta histórica pela soberania do país, há 63 anos ocupado por tropas israelenses. Segundo ele, haverá uma grande mobilização mundial em 29 de novembro pela causa palestina.



O argentino Manoel Bertoldi, da Frente Popular Dario Santilhan, lembrou da importância da luta internacionalista e cobrou apoio à luta do povo hondurenho pelos direitos humanos.



Pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o cacique Uilton Tuxá cobrou o reconhecimento das etnias como povos originários. “Não queremos ser tratados nem como selvagens e nem como mestiços”, afirmou.



Representando a Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, Maria Valéria Costa Correa retomou a defesa dos princípios da reforma sanitária, que propõe saúde pública e universal. “Precisamos defender o maior sistema público de saúde do mundo, que é o brasileiro”, disse ela.



O líder sindical tunisiano Alaa Talbi dividiu com os presentes a experiência que vivenciou durante a Primavera Árabe e destacou a importância da democratização dos demais países árabes, com o fim da corrupção, a garantia de emprego e direitos sociais e emancipação da mulher.



Representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Bertotti explicou que o documento final lista bandeiras comuns aos movimentos, como a defesa do desenvolvimento sustentável e solidário, da reforma agrária, da agricultura familiar, do trabalho decente, da luta pela educação e pela saúde.



“Rejeitamos a forma como o capitalismo se reinventa na proposta de uma economia verde. Entendemos que, para mudar a realidade, não é só pintar de verde, é garantir direitos, liberdade de organização, democracia, proteção social”, disse.



Leia abaixo a Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais:



Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais

Porto Alegre (RS), Brasil



Nós, povos de todos os continentes, reunidos na Assembleia de Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, lutamos contra as causas de uma crise sistêmica, que se expressa em uma crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental, colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade. A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais de todo o mundo.



Neste espaço, nos reunimos desde nossa diversidade para construir juntos agendas e ações comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação e exploração. Por isso reafirmamos nossos eixos comuns de luta, adotados em nossa assembléia em Dakar, em 2011:



Luta contra as transnacionais

Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar

Luta para banir a violência contra a mulher

Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios



Os povos de todo o mundo sofrem hoje os efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, na qual seus agentes (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais e governos servis) buscam potencializar seus lucros às custas de uma política intervencionista e neocolonialista. Guerras, ocupações militares, tratados neoliberais de livre comércio e “medidas de austeridade” expressas em pacotes econômicos que privatizam estatais, arrocham salários, reduzem direitos, multiplicam o desemprego e assaltam os recursos naturais. Tais políticas atingem com intensidade os países mais ricos do Norte, aumentam as migrações, os deslocamentos forçados, os despejos, o endividamento e as desigualdades sociais.



A lógica excludente deste modelo serve tão somente para enriquecer uma pequena elite, tanto nos países do Norte como nos do Sul, em detrimento da grande maioria da população. A defesa da soberania e da autodeterminação dos povos e da justiça social, econômica, ambiental e de gênero são a chave para o enfrentamento e a superação da crise, fortalecendo o protagonismo de um Estado livre das corporações e a serviço dos povos.



O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras, os governos e organismos internacionais a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Agora, tentam nos impor a “economia verde” como solução para a crise ambiental e alimentar o que, além de agravar o problema, resulta na mercantilização, privatização e financeirização da vida. Rejeitamos todas as falsas “soluções” para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema.



A realização da Rio+20, no mês de junho no Rio de Janeiro, passados 20 anos da ECO 92, reforça a centralidade da luta por justiça ambiental em oposição ao modelo de desenvolvimento capitalista. A tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da “economia verde”, é um alerta para que os movimentos sociais reforcemos a resistência e assumamos o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise.



Denunciamos a violência contra a mulher, exercida regularmente como ferramenta de controle de suas vidas e de seus corpos, e o aumento da superexploração de seu trabalho, utilizado para amortecer os impactos da crise e manter a margem de lucros constantes das empresas. Lutamos contra o tráfico de mulheres e de crianças e o preconceito racial. Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.



As potências imperialistas utilizam bases militares estrangeiras para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover ditaduras em vários países. Denunciamos o falso discurso de defesa dos direitos humanos que muitas vezes justifica as ocupações militares. Manifestamos-nos contra a persistente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, especialmente en el Bajo Aguan, o assassinato de sindicalistas e lutadores sociais em Colômbia e o criminoso bloqueio a Cuba – que completa 50 anos. Lutamos pela libertação dos cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, a ocupação ilegal das Ilhas Malvinas pela Inglaterra, as torturas e as ocupações militares promovidas pelos Estados Unidos e pela OTAN na Líbia e no Afeganistão. Denunciamos o processo de neocolonização e militarização que vive o continente africano e a presença da Africom. Nossa luta também é pela eliminação de todas as armas nucleares e contra a OTAN.



Expressamos nossa solidariedade com as lutas dos povos do mundo contra a lógica depredadora e neocolonial das indústrias extrativas e mineiras transnacionais, em particular, com a luta do povo de Famatina, na Argentina, e denunciamos a criminalização dos movimentos sociais.



O capitalismo destrói a vida das pessoas. Porém, a cada dia, nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos qualidade de vida digna. Cada uma destas lutas implica uma batalha de ideias o que torna imprescindíveis ações pela democratização dos meios de comunicação, hoje controlados por grandes conglomerados, e contra o controle privado da propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, exige o desenvolvimento de uma comunicação independente, que acompanhe estrategicamente nossos processos.



Comprometidos com nossas lutas históricas, defendemos o trabalho decente e a reforma agrária como único caminho para dar impulso à agricultura familiar, camponesa e indígena e passo central para alcançar a soberania alimentar e a justiça ambiental. Reafirmamos nosso compromisso com a luta pela reforma urbana como instrumento fundamental na construção de cidades justas e com espaços participativos e democráticos. Defendemos a construção de outra integração, fundamentada na lógica da solidariedade e o fortalecimento de processos como a UNASUL e a ALBA.



A luta pelo fortalecimento da educação, da ciência e da tecnologia públicas a serviço dos povos, assim como a defesa dos saberes tradicionais se tornam inadiáveis, uma vez que persiste sua mercantilização e privatização. Diante disso, manifestamos nossa solidariedade e apoio aos estudantes chilenos, colombianos, porto-riquenhos e de todo o mundo que continuam em marcha na defesa de esses bens comuns.



Afirmamos que os povos não devem continuar a pagar por esta crise sistêmica e que não há saída dentro do sistema capitalista!



Encontram-se na agenda grandes desafios, que exigem que articulemos nossas lutas e que nos mobilizemos massivamente.



Inspirados na história de nossas lutas e na força renovadora de movimentos como a Primavera Árabe, o Ocuppy Wall Street, os “indignados” e na luta dos estudantes chilenos, a Assembleia dos Movimentos Sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e a autodeterminação de nossos povos, reforçando a luta contra o capitalismo.



Convocamos todos e todas a fortalecer o Encontro Internacional de Direitos Humanos em solidaridade com Honduras e a construir o Fórum Social Palestina Livre, reforçando o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra o Estado de Israel e sua política de apartheid contra o povo palestino.



Tomemos as ruas a partir do dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo. Convocamos a impulsionar a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns frente à Rio+20.



Se o presente é de luta, o futuro é nosso!



Porto Alegre, 28 de janeiro de 2012

Assembleia dos Movimentos Sociais



(Com agências e Comunicação FPA)


Fonte: PT.org.br

sábado, 10 de dezembro de 2011

3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres


Estará acontecendo entre os dias 12 e 15 de dezembro, em Brasília, a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, onde reunirá um número significativo dos diversos movimentos e entidades que representam as mulheres no Brasil.



O tema central deste evento trata da autonomia econômica e financeira das mulheres. Encontra-se no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 6653/2009, que propicia elementos para garantir a igualdade entre homens e mulheres. A Secretaria de Políticas para as Mulheres trabalha visando a aprovação deste Projeto Lei no referido Congresso.



Outro aspecto importante que serve como inclusão das mulheres no mercado é a qualificação profissional. Com o Programa Mulheres Mil, o governo federal acredita que até 2014 tenha qualificado cem mil mulheres.



As entidades do estado do Pará que representam o lado feminino paraense estão organizadas para participar deste grande evento.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Marcha das Vadias


Carta Manifesto da Marcha das Vadias - Belém

A Slut Walk ou Marcha das Vadias teve inicio no Canadá em resposta a conduta machista de um policial. Este declarou que as mulheres eram vítimas de ataques sexuais, pois se “vestiam como vagabundas”. A partir do fato, inúmeras manifestações surgiram em todo o mundo. No Brasil, a cidade de São Paulo foi a primeira capital brasileira a organizar a Marcha, seguidas das cidades do Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Brasília, Salvador e outras.

As mulheres saíram às ruas com o objetivo de reafirmar a autodeterminação sobre os seus corpos e para combater essa sociedade que as educa para não serem estupradas, porém não ensina a NÃO estuprar.

Agora é a nossa vez de sair às ruas em Belém!


Marcharemos para combater a violência cometida contra as mulheres no nosso Estado! As estatísticas provam que, hoje o Pará é o terceiro estado no ranking de queixas de violência contra a mulher, são mais de 237 queixas a cada 50 mil mulheres paraenses. Somando um total de mais de quinze mil queixas em menos de seis meses.


A MARCHA DAS VADIAS acontecerá, pois somos chamadas de vadias todos os dias por usarmos roupas curtas, por transarmos antes do casamento e por lutarmos pelos nossos direitos. Já fomos chamadas de vadias por sermos divorciadas, por simplesmente dizer “não” a um homem, e ainda hoje somos chamadas de vadias por sofrermos estupro. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.


Chamam-nos de vadias por ousarmos desafiar essa lógica pré-estabelecida imposta por uma cultura de subordinação e moldada sobre os alicerces patriarcais de nossa sociedade. Somos protagonistas basilares das conquistas de todos os nossos direitos e de instrumentos importantes de combate a violência. Entretanto, alterar as leis, criar mecanismos de proteção ainda não dissipou o “costume” de matar, abusar, explorar suas companheiras, esposas, filhas, irmãs... Mulheres.


Por isso nós marchamos!


Pela prevenção da violência, por posições igualitárias e incondicionais, pelo direito a voz e ao grito, pelo domínio de nossas vidas, pelo direito de ir e vir com segurança, pelo direito de dizer SIM ou NÃO sem sofrermos qualquer tipo de rotulação.


Marchamos por respeito, não somos mercadorias e nossos corpos não são objeto de prazer e consumo dos homens. Somos contra a lógica da cultura do estupro e contra as piadas que acabam reforçando e naturalizando tal conduta.


Nós marchamos pois infelizmente a violência contra as mulheres é um fenômeno mundial e atinge a todas, em todas as idades, raças e classes sociais, que sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.


Tomaremos as ruas para sermos reconhecidas como MULHERES, como pessoas LIVRES e IGUAIS. Somos fortes, somos donas de nós mesmas, somos santas e putas. Somos vadias e vagabundas, Temos o direito de agir, de nos vestir e de nos expormos do jeito que desejarmos. Somos mães e trabalhadoras. Somos estudantes. Somos LIVRES!


E a partir de agora, mexeu com uma; mexeu com todas!

Lembrando: a Marcha das Vadias Belém acontecerá dia 28 de agosto. Com a saida as 9h da escadinha das

Docas. Participe!


Lorena Abrahão

Marcha Mundial das Mulheres


"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres" - Rosa

Luxemburgo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES

II Conferência Municipal de Políticas, reunindo mulheres de todos os II Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Belém se desenvolverão sob forma de conferencia magna, grupos de trabalho e debates em plenária, pautados nos seguintes eixos:
PARTICIPAÇÃO E CREDENCIAMENTO

A participação na II CMPM BELÉM devera observar as dimensões de classe, gênero, étnico raciais, geracional e de liberdade sexual da sociedade, com a finalidade de alcançar uma visão sistêmica acerca das propostas e implementações da política para as mulheres no município de Belém.
A II CMPMBELÉM contará com a participação de
  Autonomia Econômica, Social, Cultural, Política para as Mulheres de Belém"
"
  IV Conferência Estadual.
As (os) participantes da
II CMPMB se distribuirão em duas categorias:
I –
Delegadas.
II -
A previsão de participação de pessoas na condição de convidadas (os) está em 30 (trinta pessoas), as quais terão direito a voz, mas não ao voto.
Para o credenciamento das Delegadas titulares da sociedade civil observar-se-á o número de (02) duas delegadas por entidade e suas respectivas suplentes..
As vagas das Delegadas da sociedade civil deverão obedecer à proporcionali-dade de 70% para organizações dos mo-vimentos de mulheres e 30% para os demais segmentos da sociedade civil.
Serão consideradas delegadas para repre-sentatividade na etapa estadual aquelas devidamente eleitos durante a II CMPM BELÉM totalizando em 58 (cinqüenta e oito) Delegadas, de acordo com a se-guinte disposição:
14 representantes do poder público cor-respondendo a 40% do total estabelecido pelo critério nacional;
Convidadas (os)
44 representantes da sociedade civil cor-
  ins-crição deverão apresentar os seguintes documentos:
-Oficio com a indicação das Delegadas e suplentes
.
-Apresentação da entidade que compro-ve ações em prol da promoção e defesa da Mulher.
-Comprovante de endereço da Entidade
.
A confirmação para o credenciamento das Delegadas titulares ocorrerá
no dia 26 de agosto de 2011, das 14h00min às 19h00min , no Cine Olímpia , Av Presi-dente Vargas, devendo apresentar docu-mento oficial de identificação com foto
Na ausência das titulares, as suplentes po-derão se credenciar no dia 27de agosto das 08h00min as 10h00minh , no Colégio Ide-al , Batista Campos,
devendo apresentar documento oficial de identificação com foto .
Os convidados/as obedecerão para o cre-denciamento, as mesmas datas, horários e locais definidos para as Delegadas.

COMBEL

TEL.: (91)3114-10131 FAX: (91)3114-1016
87332323/-
END: PÇA D.PEDROII S/N-PALÁCIO ANTONIO LEMOS

87332378/87332978
Onde procurar ajuda
  8 Jeitos de Mudar o Mundo", os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) são um conjunto de metas pactuadas pelos governos dos 191 países-membros da ONU com a finalidade de tornar o mundo um lugar mais justo, solidário e melhor para se viver. O compromisso foi firmado durante a Cúpula do Milênio, em setembro de 2000, após uma análise dos maiores problemas globais, e prevê um conjunto de oito macroobjetivos (voltados basicamente para as áreas de saúde, renda, educação e sustentabilidade) a serem
COMBEL—Coordenadoria da Mulher de Belém:Tel.: 31141031/-87332378/87332323/8733-2978
CASA DA MULHER: TV. Bom Jardim,370-cidade Velha, Tel.32420642
CTA: Centro de Testagem e A-conselhamento- Tel.:3241-4066/3242-0642
CASA DIA: Rua Diogo Moía, 1119, Tel.: 3236-31-55/32360022.
CMCF - Conselho Municipal da Condição Feminina: Tel. :3182-1100
Casa Abrigo Emanuelle Rendeiro Diniz.
Casa Abrigo Unidade de Acolhi-mento Temporário
CRAS– Centro de Referencia da Assistência Social. Tel. 3276-0775-32712311/-32441121/-32381591/32494749/32296660.
CREAS– Centro de Espacialidade e Referencia da Assistência Soci-al . Tel.: 3223-9755/3219-1133
DEAM- Delegacia da Mulher: Travessa Vileta n°2914 Tel.:3246-6470
Centro de Referencia Maria do Pará : TV. Serzedelo Correa, 956. Tel.:3241-0433
Ministério Publico: Rua Joaquim Távora, 412. Tel.:4006-3662– Ci-dade Velha
Defensoria Publica- NAEM: Rua Gurupá, nº395. Tel.:3272-2084– Cidade Velha
1ªVara de Juizado da Violência contra a Mulher– Tel.:3205-2126
2ª Vara da Violência contra a Mu-lher– Tel.: 3205-2129
Santa Casa de Misericórdia do Pará. Tel: 4009-2287/4009-2200
Disque Denuncia Estadual. Tel: 181– Criança e adolescente Na-cional Tel.– 100–
Denuncia Violência Contra a Mu-lher. Tel.: 180
Conselho Tutelar. Tel.: 3219-1203/3297-7001/3279-5609/3219-5700/3267-1429/3771-1107/3279-613


Também conhecidos como "
  mos a realidade."
O mundo é construído a partir de nossas a-ções cotidianas e transformando cons-ciência transformare-
:

INSCRIÇÃO


A Pré-inscrição das Delegadas , ocorrerão no período de 08 a 12 de agosto de 2011, das 09h00min h as 17h00min h na Sede da Prefeitura Municipal, sala da COM-BEL, localizada na Praça D. Pedro II s/n – Palácio Antonio Lemos, para as entidades governamentais e não governamentais
As entidades para a efetivação de sua
respondendo a 60% do total estabelecido pelo critério nacional;

26 e 27 de Agosto de 2011


terão direito a voz e voto, podendo con-correr ao pleito para delegadas à
300 (trezentas) delegadas inscritas, sendo 60% da sociedade civil (180 delegadas) e 40% do poder público municipal (120 delegadas), as quais

NOVO TEMPO PARA AS MULHERES DE BELÉM


Em nossa Constituição Federal, o Art. 196 es-tabelece como um dos princípios fundamentais da democracia a participação popular. Assim, as Conferências de Mulheres são espaços de-mocráticos de construção de políticas públicas, sobretudo.
Nesse contexto, considerando o Decreto Presi-dencial de 15 de março de 2011, publicado no Diário Oficial da União, que convoca a III Conferencia Nacional de Políticas para Mulhe-res, que terá o objetivo de discutir e elaborar políticas públicas voltadas à construção da igualdade, tendo como perspectiva o fortaleci-mento da autonomia econômica, social, cultu-ral e política das mulheres, Estados e Municí-pios do país são chamados a realizarem tam-bém suas conferências.
Portanto,o Prefeito do Município de Belém, usando as atribuições que lhe é conferida pelo inciso XX do artigo 94 da Lei Orgânica do Município de Belém e do Decreto nº67.294-PMB, de 11 de Julho de 2011, publicado no Diário Oficial do Município n°11.896 de 18 de julho de 2011,convoca a sociedade belenense, especialmente, as mulheres do Município, a participarem da II Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, em respei-to às diretrizes da política nacional e estadual.
Então, a Coordenadoria da Mulher de Belém- COMBEL e Conselho Municipal da Condição Feminina - CMCF, junto com representações dos Movimentos Organizados de Mulheres e Entidades da Sociedade Civil, se unem para dar viabilidade à
cantos do município,inclusive das ilhas, independente da classe, raça/etnia, religião, orientação sexual,e condição de deficiência, promovendo debates, reflexões e proposições em torno das políticas às Mulheres.
As discussões no âmbito da
I – Autonomia econômica e Igualdade no mundo do trabalho com inclusão social;
II – Educação Inclusiva, Não-sexista, Não – Racista, Não- Homofôbica e Não – Lesbofóbica;
III – Saúde das Mulheres, direitos Sexuais e direitos reprodutivos;
IV – Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres;
V- Empoderamento da participação nos espaços de poder;
VI- Valorização das diversidades étnicas raciais e culturais.

domingo, 7 de agosto de 2011

Estudantes em movimento



A semana que passou, mas uma vez o movimento estudantil sofre pressão de forças contrárias a liberdade e a educação digna e de qualidade. Neste momento, onde forças conservadoras estão no poder, há um descontentamento geral no Chile com a imposição do modelo neoliberal, trazendo conseqüências sérias para aqueles que não fazem parte da elite econômica.



Neste cenário, os estudantes secundaristas e universitários do Chile, juntamente com os pais e professores, estiveram na quinta-feira que passou fazendo protesto, onde o principal objetivo era obter apoio da sociedade e pressionar o governo a reformar o sistema educacional do país.



Nas manifestações estudantis do dia 04 de agosto, mais de 800 estudantes foram detidos e 100 policiais feridos. Durante as manifestações, que aconteceram em todo o país, os estudantes foram reprimidos por forças leais ao governo, utilizando, inclusive, de bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. E o, mas, interessante, é que o governo anunciou a proibição do movimento. Sem dúvidas, ações como essas, típicas do período que faz lembrar a Ditadura Militar nos anos 60, 70 e 80 na América Latina.



Essa repressão representa que o governo de tendência neoliberal, não quer diálogo e nem o fortalecimento da escola pública no país. Precisamos alertar a sociedade, para que não aconteçam, em pleno século XXI, atitudes dessa natureza e colocar grupos ou pessoas que defendam interesses dos neoliberais. Muito cuidado!



quarta-feira, 6 de julho de 2011

VII Congresso do MMCC


Hoje,  teremos início o VII Congresso do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade e vai até o dia 08, tendo como tema " Amazônia Feminina Reafirmando seus Direitos e Diversidades".

O MMCC-Pa, é uma entidade de massa, autônoma, democrática, independente,sem fins lucrativos. Constituiu –se legalmente em Julho de 1985. Tem como objetivo articular as lutas das mulheres do campo e da cidade contra todas as formas de exploração e discriminação social, política, econômica,religiosa, cultural, racial e sexual que atinjam o conjunto de mulheres na sociedade.