Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de março de 2019

Ser mulher antes de tudo é um ato de Rebeldia.

                                                           

                                                                               *Ellen Marvão






Não  é um dia especial, mas sim todos os dias que nós mulheres nos rebelamos contra o sistema, a sociedade que é sim opressora, sexista, misoginia e machista. 






Nos rebelamos porque ainda hoje não temos total liberdade dos nossos corpos, dos nossos ventres, para alguns é apenas um "Mimi", barato e para outros não passamos de um pedaço de carne.






Ser mulher é um ato de rebeldia, de coragem pois, estamos aí lutando pela igualdade política, igualdade salarial, igualdade de vida. Pelo direito de ser humano.






Somos mulheres e carregamos dentro de nós a continuidade da vida. Somos todas: Marielles, Marisas, Marias, Anas, Silvias, Nelmas, Célias, Fadas, Bruxas, Putas, Mães. Mulheres. Não se quer flores, SE QUER RESPEITO. FELIZ TODOS OS DIAS DAS MULHERES


























* A autora é  escritora e Professora do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, Socióloga lotada na Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará -SEDUC, PA.

sábado, 8 de março de 2014

8 de março - Dia Internacional da Mulher







Uma vasta programação alusiva ao Dia Internacional de Mulheres, que se comemora na data de hoje, a Central Única dos trabalhadores - CUT e seus sindicados filiados, realizou ontem, no Auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua 28 de setembro, próximo a Doca de Souza Franco, no bairro do Reduto.


 



Na primeira mesa, que começou por volta de 15 h. o debate foi sobre "A mercantilização do corpo e da vida das mulheres", com Rosane Silva, da CUT/Nacional e Rosalina Amorim, do Sindicato dos Bancários.






A segunda mesa, começou às 17 h. e tratou sobre "Política de Saúde para as mulheres do Campo e da Cidade", ficando com a Sra. Rita, da Secretaria de políticas para as mulheres da FETAGRI.





A partir das 18:30 h. teve inicio Atividade Aberta que abordou "Mulheres em Luta por Igualdade, Liberdade e Autonomia, com Tatiana Oliveira, do Movimento Mundial de Mulheres e Rosane Silva, da CUT/Nacional.

   
                                          



Após as exposições sempre aconteceram intervenções, com números expressivos de participações dos presentes.


Entre os temas abordados foram: Igualdade (O que chama atenção é pouca presença das mulheres nos espaços de representação formal e nos partidos políticos; Creche: um direito da criança e da família e dever do Estado; Paridade, Direitos das trabalhadoras Domésticas, Mudança no sistema político brasileira, Combate à Violência contra as Mulheres; Aborto Legal e Seguro; Democratização da Comunicação; Fim das Terceirizações e Precarizações; Seguridade Social Universal, Soberania Alimentar e Energética entre outros.


O blogueiro se fez presente e acredita como as sindicalistas que 8 de março é uma data de luta, marcada por manifestações que levantam bandeiras feministas em defesa da igualdade, liberdade e autonomia.

sexta-feira, 7 de março de 2014

São Joaquim de Ituquara (Baião): História e Memória - Parte V



Parte de coleta de dados, parcial, realizada com alunos das turmas da 1ª série "A" e "B" e 2ª série "A" e "B", na localidade de São Joaquim de Ituquara, no município de Baião, durante reposição de aulas, nos meses de janeiro e fevereiro de 2014, pelo Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME.

 Em comemorações ao Dia Internacional da Mulher, que será amanhã, dia 08, estamos postando. Viva o dia Internacional da Mulher, que são todos os dias.


                       MULHERES EM ITUQUARA: Saberes e Memórias

Relações de Gêneros

O papel da mulher depois que se estabeleceu a sociedade privada, se foi tratada     de maneira inferiorizada, basta que recorramos à história da Grécia Antiga que mesmo no apogeu da democracia ateniense, foi reservado à mulher na hierarquia masculina     um papel inferior. No caso brasileiro, somente a partir da década de 30 é que   a    mulher passou a ter direito a votar e essa submissão é imposta até hoje, onde além      de   ser menosprezada socialmente, sofre diversos tipos de discriminação e violência, seja    ela psicológica moral ou física cantada em prosa e verso onde uma letra cantada   e   muito cantada nas rádios décadas atrás diz: “Amélia que era mulher de verdade, Amélia   não tinha a menor vaidade, achava bonito não ter o que comer aquilo sim é que era mulher” Os relatos a seguir tornam-se fundamentais à medida que revelam um pouco da cultura construída ao longo de um processo de formação histórica e geográfico-espacial; assim como abordam questões que precisam ser refletidas por toda sociedade em relação aos saberes e suas experiências vividas e adquiridas.                      
       
A História de dona Amélia, que não é a mesma da música, nos relata sobre o seu passado, que ela passou muitas dificuldades principalmente de água que era preciso carregar no balde do igarapé para casa e subir uma ladeira enorme para poder chegar a casa com água. O alimento que precisavam caçar no mato ou ir para o rio pra ter o que comer, eles precisavam de arpão e caçavam de armas que eles mesmos faziam, quanto a roupa era preciso comprar o pano que era ruim e muito caro, eles não tinham emprego fixo.

                                             

                                D. Maria Amélia com as alunas Regiane e Adriele


O material escolar eles não tinham, eram as mães que faziam para seus filhos, e a educação que era muito ruim, porque não tinha professor e nem escola adequada para estudar, a saúde não era boa não tinha posto de saúde no lugar que eles moravam, ela ia para o mato para buscar lenha para fazer fogo, tudo isso aconteceu foi no passado dela, ela falou que foi muito sofrido nessas partes da vida dela.

A respeito do marido dela, ele nunca a maltratou ela, sempre que ele podia ajudava no que podia, e em geral as pessoas daquela época achavam que o sustento da casa deveria depender apenas dos homens. Por isso só eles deveriam trabalhar fora de casa, à responsabilidade das esposas era cuidar da casa e dos filhos e hoje em dia não, as mulheres conseguiram trabalhar fora de casa e conseguiram seu próprio sustento, e não dependem só  do homem.

Atualmente, o mundo é mais fácil, o estudo, a alimentação, a saúde entre outros. A mulher tem emprego, ajuda o marido na roça, nas despesas e é reconhecida como uma “batalhadora”, “guerreira” por ter passado muitas  coisas ruins e chegar onde está.  Ela é respeitada por todos, principalmente pelos homens que sempre a ajudaram. Para exemplificarmos a importância da mulher na sociedade brasileira temos uma representante feminina comandando nosso país, a Presidente Dilma Rousseff.
                                                                     

               A Srª Paula Gonçalves Morais, afirma que as coisas naquela época eram muito diferentes , quando eu fiquei moça, a minha mãe falava tu não vai, e não era pra ir, mas eu não obedecia eu falava que eu ia, e eu ia quando eu queria ir pra festa eu pedia pra mamãe e ela falava pede pro teu pai e eu pedia pra ele, se ele falasse não, era não. Quando eu queria ir pra festa e eles não deixavam, eu deixava os dois dormirem, e fugia pra festa, e gostava muito de dançar, quando eu chegava a casa eu apanhava muito. Ai me envolvi com um rapaz e engravidei dele mas ele não quis assumir nós, então a mamãe falou que ia me amparar, mas se eu procurasse outro filho eu ia me virar. E depois que eu tivesse o filho eu tinha que trabalhar, a mamãe me maltratou muito, sofri, mas com o tempo eu arrumei marido, naquela época nós passávamos muita dificuldade, porque nós não tínhamos uma casa boa pra morar, era feita de madeira e coberta de palha e tinha dia que tinha que comer e tinha dia que não tinha, eu era dona de casa. A diferença daquele tempo pro dia de hoje, era a juventude porque naquele tempo não era violento como agora que as filhas não respeitam os pais, e hoje em dia não tem respeito como naquele tempo, e já existia o direito da mulher, porque quando o homem separava da mulher, todo o bem material do homem ia ser tudo da mulher, e naquela época não era bom, era mais difícil, porque não tinha socorro em relação à doença. Muitas pessoas morriam por falta de médico pra socorrer, para descobrir alguma doença. O meu marido bebia e me batia, teve uma vez que ele bebeu e me botou pra correr, queria me bater e eu corri só de bermuda. A relação entre pais e os filhos era boa, os filhos obedeciam nós morava na colônia e não tinha quase pra onde sair nós dependia do timbuí (Tipo de cipó que tece paneiro, vassoura, covo: pega tracajá), da farinha, do milho, do arroz, da banana, da abóbora, do leite de maçaranduba e carvão que nós tirávamos para vender.


.                                                                       

As alunas Lucilene e Devanilse  e a informante


Conversamos com a senhora Sime  sobre sua vida, ela nos disse que é muito boa. Porque ela tem uma família tem seus objetivos concretizados, mas enfrentou muitos obstáculos na vida ela era uma excelente professora, agora se aposentou é independente  tem com que se  sustentar.

A relação com seu esposo é muito importante para ela. Porque já estão muitos anos casados, ela é uma pessoa bastante conhecida aqui em Ituquara porque foi uma ótima Professora, ela é uma senhora muito querida e respeitada. O estudo foi muito importante na vida dela, por isso ela diz para nós alunos que temos de estudar para sermos alguém e mais não jogue seus sonhos fora você nunca sabe o que pode ser é só você querer e confiar em si mesmo e em Deus, que ele sempre guarda você.

E como ela dizia tinha um sonho de ser Professora e ela ia conseguir chegar lá confiantemente e se tornou uma excelente pessoa.
                                                           
Ela tem uma banda de música que construiu com sua força de vontade, a banda pra ela foi muito bom porque nem se passava pela cabeça que chegasse ao ponto ela vai a Igreja, rezar pedir a Deus pra dizer o quanto é grata por tudo que faz e fez por ela e pela gente porque tudo que Deus faz é bom. Diz que conhece tantos lugares, pessoas maravilhosas e especiais na vida dela. Ela tem muito orgulho da vida que tem e da família que é muito importante pra ela essa é um pouco da história de uma grande mulher lembrada por várias pessoas, mas ela disse que não é fácil você conseguir o que quer, pra ter o que você quer, precisa correr atrás, precisa enfrentar os obstáculos da vida tem que ser forte, se um dia você cair levante de cabeça erguida, tem coisas na vida que não pode deixar de sonhar porque quando menos esperar acontece. Essa pessoa é conhecida como Dona Sime e como todos nós chamamos. Foi um pouco de sua história.

Dona Maria sim, sofreu muito. Ela nos conta que dificuldade que passou foi de trabalho, de fome, roupas, calçada e muitas outras coisas, como por exemplo, eu não usava carvão e muito menos gás, usava somente a lenha. ’’

Sofreu muito na mão do seu marido, mas disse que agora não é mais aquela boba que era antes, já sabe se defender, pois já existe a lei que protege as mulheres. “Eu não sou mais obrigada pelo meu marido a cuidar da casa, mas durante os meus filhos tiverem comigo eu sempre vou cuidar deles e até hoje com ajuda de Deus.”
                                                           
Grande parte dessas informações nos permite refletir sobre os saberes, imaginários, representações e práticas sociais cotidianas, a saber: A mulher desempenha várias funções: de mulher, de mãe e às vezes do pai. D. Amélia relaciona uma dessas funções “que ela passou muitas dificuldades principalmente de água que era preciso carregar no balde do igarapé para casa e subir uma ladeira enorme para poder chegar a casa com água. O alimento que precisavam caçar no mato ou ir para o rio pra ter o que comer, eles precisavam de arpão e caçavam de armas que eles mesmos faziam”. Na função de mãe “O material escolar eles não tinham, eram as mães que faziam para seus filhos”.  São funções que demonstram as condições sociais e tipos de trabalho que essas pessoas desenvolveram e/ou desenvolvem como frisa D. Maria: “eu não usava carvão e muito menos gás, usava somente a lenha”, ou a Professora Sime “que enfrentou muitos obstáculos na vida ela era uma excelente professora, agora se aposentou é independente tem com que se sustentar.”.

É visível o destaque dos valores morais como o respeito, em relação ao marido e aos filhos, D. Amélia nos fala do seu marido “ele nunca a maltratou, sempre ele ajudava no que podia”. Ao contrário de D. Amélia, D. Maria “Sofreu muito na mão do seu marido, mas disse que agora não é mais aquela boba que era antes, já sabe se defender, pois já existe a lei que protege as mulheres“. Em relação aos filhos, D. Paula Gonçalves, nos diz “A relação entre pais e os filhos era boa, os filhos obedeciam nós morava na colônia” e continua “A diferença daquele tempo para o dia de hoje, era a juventude porque naquele tempo não era violento como agora que as filhas não respeitam os pais, e hoje em dia não tem respeito como naquele tempo”. Contudo nem todas concordam com padrões vigentes da época como relata D. Paula “Quando eu queria ir pra festa e eles não deixavam, eu esperava os dois dormirem, e fugia pra festa, e gostava muito de dançar, quando eu chegava a casa eu apanhava muito”.
                                                                                                                 

Portanto, as denuncias sociais também foram surgindo no decorrer das falas das nossas informantes, como falta de escolas, postos de saúde, falta de saneamento básico, problemas estruturais que permanecem até hoje. Nossos governantes locais deveriam olhar com mais responsabilidades e governar para o povo. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da mulher











O poder feminino ganha força pela sabedoria, capacidade de acumular funções, equilíbrio ao tomar decisões e resolver problemas. E elas tem que ser autoras de transformações culturais e sociais que ainda são estigmatizadas. Mulheres unidas ultrapassam limites.  Parabéns pelo dia.





sábado, 8 de dezembro de 2012

Violência contra as mulheres






Nesta semana, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Mulher do Congresso Nacional fez diligências e audiência pública no Pará, onde teve como objetivo a investigação sobre a violência contra a mulher.


As integrantes da Comissão Parlamentar realizaram diligências em órgãos de atendimento à mulher em situação de violência em Belém, de reunião com o movimento de mulheres do Estado; além de gestores públicos, representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, movimentos sociais e sociedade civil organizada.


A CPMI é presidida pela deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), tem em sua relatoria a senadora Ana Rita (PT-ES) e na vice-presidência, a deputada Keiko Ota (PSB-SP).


Segundo dados da CPMI Mulher a Violência no Pará, o nosso estado é considerado “o 4º estado do País em assassinatos de mulheres, com taxa de homicídios de 6,1 assassinatos para grupo de 100 mil mulheres, acima da média nacional, que é de 4,6. O primeiro colocado é o estado do Espírito Santo (9,8), o segundo Alagoas (8,3) e o Paraná aparece na terceira colocação (6,4)”.


E continua os números, no Pará:” Paragominas é a cidade onde mais se mata mulheres no Estado e no Brasil. O município ocupa a primeira colocação entre as 100 cidades mais violentas do País onde vivem mais de 26 mil mulheres. A taxa de homicídios de mulheres em Paragominas é de 24,7.


Outras seis cidades paraenses aparecem na lista das 100 mais violentas para as mulheres. São elas: Ananindeua (19,6), ocupando a 9º colocação; Tucurui (taxa de 18,5%) e 11ª colocação; Redenção (16,1), no 15º lugar, seguidos de São Feliz do Xingu (11,7) e 40º lugar; Novo Repartimento (10,2), na 64ª colocação e Barcarena (10,1), no 65º lugar.


Em Belém, a taxa é de 4,9 assassinatos para grupo de 100 mil mulheres. Número muito acima da média nacional, que é 4,6. “A cidade é a 21ª entre as capitais do País”.


Os dados coletados são do Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari/Ministério da Justiça. O relatório completo do Mapa da Violência atualizado em 2012 pode ser acessado no site www.mapadaviolencia.org.br.


Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres de 15 a44 anos no mundo.


Segundo a relatora da CPMI, senadora Ana Rita: “o Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo. El Salvador com taxa de 10,3, Trinidad e Tobago e a Guatemala, ambos com taxa de 7,9 aparecem nas posições seguintes. As armas de fogo e os objetos cortantes são os principais os são os mais usados para os assassinatos”.


“Nos últimos 30 anos foram assassinadas mais de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década”, afirma Ana Rita. “O lar, doce lar não é mais seguro: 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges”, diz a senadora.


Fonte: marchamulheres@sof.org.br 

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das Mães: brasileiras têm menos filhos e adiam gravidez por profissão


Dia das Mães: brasileiras têm menos filhos e adiam gravidez por profissão

13/05/2012 - 10h36
Amanda Cieglinski

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Da década de 60 até o início deste século, houve uma mudança significativa no perfil das mães brasileiras. A mulher está deixando a maternidade para mais tarde e optando por ter uma família bem menor do que tiveram suas mães e avós. Dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de fecundidade no Brasil cai a cada ano: na década de 60 era superior a seis filhos por mulher e em 2010 chegou a 1,9 filho por mulher.


Vários fatores explicam essa mudança no perfil das mães no Brasil, aponta a demógrafa e professora da Universidade de Brasília (UnB) Ana Nogales. “Os principais são o aumento da escolarização das mulheres, a urbanização e a participação feminina mais forte no mercado de trabalho”, indica a pesquisadora. A demógrafa acredita que, além dos fatores ligados à evolução do papel da mulher na sociedade, há uma influência cultural que fez mudar o padrão reprodutivo. “Na década de 80 e 90, falou-se muito em um padrão de família ideal. A mídia e as telenovelas brasileiras sempre apresentavam famílias menores e como esse modelo trazia vantagens para os filhos”, diz.

Atualmente, a taxa de fecundidade brasileira se assemelha à de países europeus como a Dinamarca, Suíça e Noruega e é inferior à dos Estados Unidos. “A redução no Brasil foi muito acelerada e sem uma política governamental para controle da natalidade, como ocorreu no México ou na China. Os países desenvolvidos não tiveram esse processo tão rápido como vemos aqui, em que a mudança ocorre de uma geração para outra”, aponta Ana.


O modelo de família com poucos filhos, entretanto, ainda não é padrão em todas as regiões do país. Enquanto a média nacional em 2010 foi 1,9 filho por mulher, no Norte ficou em 2,47 – superior à taxa de fecundidade que o país registrou dez anos antes. O menor índice foi registrado no Sudeste: 1,7 filho por mulher, inferior à média de países como a Bélgica, o Reino Unido e a Finlândia. Ainda assim, foi no Norte e no Nordeste que se contatou as maiores reduções na taxa de fecundidade entre 2000 e 2010 (21,8% e 23,4%, respectivamente).


O Censo 2010 também destaca uma mudança, ainda que menos acelerada, no chamado padrão etário da fecundidade. Até o ano 2000, a tendência era um “rejuvenescimento” no perfil das mães, com maior concentração de gestações entre as jovens de 15 a 24 anos. Mas, na última década, segundo o IBGE, observou-se uma reversão desse movimento. Em 2000, os grupos das mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, concentravam 18,8% e 29,3% da fecundidade total, respectivamente. Esses patamares passaram para 17% e 27% em 2010. Ao mesmo tempo, no grupo de mulheres com mais de 30 anos, a participação na fecundidade total da população subiu de 15,85% para 18% entre 2000 e 2010.


“Na última década temos visto que a mulher está prorrogando o momento de iniciar a vida reprodutiva. Além da entrada no mercado de trabalho e da maior escolarização, nós tivemos mudanças nas relações. As mulheres estão mais independentes e quando você tem filhos isso traz mais responsabilidades com relação ao seu lar, a sua família”, explica Ana Nogales.


A Agência Brasil entrevistou mães de diferentes perfis – desde jovens que pretendem ter apenas um ou dois filhos a mulheres que adiaram os planos de engravidar para se dedicar à vida profissional. Elas falam sobre os desafios da maternidade e a experiência de ser mãe.


Daniella Goulart, professora universitária, 43 anos. Mãe de Gabriel, 1 ano.

Eu nunca tive como projeto de vida ser mãe. Para mim, a maternidade não era uma questão de realização. Sempre me dediquei muito às realizações profissionais. Apesar de toda resistência, a maternidade veio na hora certa. Me sinto madura o suficiente, não tenho aquele sentimento de que posso estar perdendo alguma coisa, de que poderia estar em outro lugar ou que o filho me limita. Depois de ter tido meu filho, descobri que tenho vocação para ser mãe e estou muito realizada. Eu acho que o ponto positivo de ser mãe na minha idade é que nós saímos na frente em matéria de informação e maturidade. O lado ruim é que eu fico calculando: quando meu filho estiver com 17 anos eu já vou estar com 60. Estou considerando que terei um filho só. Sei que ele vai pedir um irmãozinho, que poderá se sentir sozinho, mas essa é a realidade dele.


Poliana Santos Castro, fisioterapeuta, 42 anos. Mãe de Lucas, 2
anos.


Passei sete anos fazendo tratamentos e diversos exames para conseguir engravidar. Esse período foi marcado por muita angústia e uma expectativa constante. Sempre tive o sonho de ser mãe e, depois de muitos anos tentando, eu finalmente engravidei. Foi uma época muito feliz. A minha primeira alegria foi quando o exame deu positivo. A segunda, quando ouvi o coraçãozinho dele batendo. E a terceira e definitiva alegria foi quando meu pequeno nasceu. Até hoje olho para meu filho e me emociono muito. Ele é uma criança linda, esperta, sapeca. Meu filho convive muito com o irmão por parte de pai e isso me alivia porque ele não fica tão sozinho. Pelo fato da maternidade tardia, não sei se terei outro filho naturalmente, mas agradeço muito por ter um tão abençoado. A maternidade representa uma vida antes e outra completamente diferente depois. Antes, eu era apenas filha de uma mãe maravilhosa e, depois do parto, parece que nasci de novo. A carreira profissional é muito importante, mas para ser uma mulher completa eu precisava ser mãe.


Claudilene Meireles Torres, 21 anos, grávida do primeiro filho.


Estou grávida do meu primeiro filho e não pretendo ter mais. Tive que parar de estudar e vou ficar cuidando dele pelo menos até que complete seis meses. Estou feliz por estar grávida, mas tive que parar minha vida. Pretendo voltar a trabalhar e estudar assim que for possível. Acho que um filho está de bom tamanho. Quero me estabilizar financeiramente e, quando ele for maior, me dedicar à vida profissional. Agora sei que tenho uma responsabilidade muito maior, tenho alguém que depende de mim. Hoje em dia, o custo de vida é alto e pretendo dar um bom estudo para meu filho. Eu não tive oportunidades e quero oferecer isso para ele. Prefiro ter só um filho e poder dar uma educação de qualidade. Quero ensinar para ele que não é preciso ter irmãos para ser feliz, se ele quiser brincar, se precisar conversar, eu estarei sempre com ele.


Rosa Dias dos Santos, 85 anos, dona de casa. Mãe de 11 filhos.


Eu tive 17 filhos, mas seis morreram e criei apenas 11. Sou da Bahia. Eu e meu marido viemos para Brasília para tentar dar uma educação melhor para os nossos filhos, que são meu porto seguro. Para mim, meus filhos são meus pés e minhas mãos, me sinto realizada por ter criado todos tão bem. Quando era jovem pensava que ser mãe era o maior sofrimento do mundo, mas hoje ser mãe é a razão da maior felicidade. Eu tive meu primeiro com 20 anos e o mais velho, com 44 anos. Nunca trabalhei fora até porque, quando eu era jovem, o marido tinha obrigação de sustentar a casa. E como eu tinha muitos filhos era impossível trabalhar fora. Hoje em dia os pais nem sempre conseguem educar os filhos direito porque ambos precisam trabalhar e não podem acompanhar o que as crianças estão fazendo. Nunca me arrependi de ter tido tantos filhos, valeu a pena e se eu pudesse teria criado alegremente os 17. Os dias mais felizes da minha vida são quando reunimos a família inteira, é uma festa muito grande.


Ana Maria dos Santos, trabalhadora doméstica, 23 anos. Mãe de Mel Ketleyn, 8 anos, e grávida de João Luca.


Sou muito feliz por ser mãe. Vejo muitas pessoas tentando engravidar há anos e eu tenho essa sorte. Já tenho uma filha e ela é minha companheira, somos muito amigas e, às vezes, as pessoas pensam que eu nem sou mãe dela. Eu engravidei aos 14 e não foi planejado. Eu era uma criança e só não foi tão ruim porque morava com os meus pais e eles estavam sempre ao meu lado. Me apoiaram e cuidaram da minha filha até 2 anos de idade. Eu mesma não tinha preparação nem a mínima ideia de como cuidar de um bebê. Agora estou grávida do segundo e é um menino, também não foi planejado. Por mim, só teria um filho, por causa da situação financeira, ainda mais agora que eu não moro mais com os meus pais e meu marido me abandonou no quarto mês de gestação. Quem me ajuda muito são as pessoas da igreja que frequento. Criar um filho sozinha é muito difícil, dois então é mais complicado ainda. Quero estudar e correr atrás do tempo perdido, mas vou ter que esperar um pouco mais.

Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo

Fonte: Dilma.org.br



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Cachorro tenta salvar mulher de espancamento


                                                                                                             Valdivino Cunha*


Na semana em que o assassino da adolescente Nayara Rodrigues foi julgado e condenado, a violência contra a mulher continua. Nem mesmo numa semana de grande repercussão que o caso Nayara teve, a violência contra a mulher avança impiedosamente. A Conferência das Nações Unidas sobre direitos humanos aprovado em Viena em 1993 reconheceu formalmente a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos.

O problema da violência contra a mulher tem raízes profundas, pois, já no apogeu “democracia ateniense” o seu exercício era só para homens porque a mulher era considerada incapacitada para exercê-la. Na Revolução Industrial com a implantação do capitalismo,  a mão-de-obra mais barata e mais explorada foi da mulher.

Quando os conflitos entre homens e mulheres ocorrem, os homens com raras exceções se acham superiores, mais fortes e que as mulheres lhes são submissas. Os maiores causadores dessa violência contra as mulheres são exatamente aqueles os quais deveriam protegê-las. Eles são na maioria das vezes, os maridos, amantes, namorados, pais, padrastos, irmãos, chefes, outros homens e até filhos que acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

A questão sexual e sentimental é muitas vezes dramática para as mulheres. A grande maioria dos crimes contra elas têm esse viés. Os homens espancam, molestam e as matam por ciúmes, por acharem que as mulheres não têm o direito de escolha e por isso ceifam suas vidas. Esses monstros fazem da mulher uma posse. Não admitem perdê-las com seus machismos repugnantes.

Os elementos que compõem as estatísticas da criminalidade contra as mulheres são de duas naturezas: são químicos, quando entram na fórmula álcool e drogas ilegais. O outro elemento é de cunho social que tem raízes mais profundas e mais difícil de ser combatida, pois se fundamenta na maneira como a sociedade ver o papel masculino, que já o faz diferente já na idade tenra adotando formas diferenciadas de educar meninas e meninos. Os Meninos são incentivados a serem dominadores, a usar a força física, a ação, os mandos, a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais. Já as meninas são valorizadas pela beleza, sensibilidade, delicadeza, fidelidade, sedução, amabilidade, compassividade.

Em que pese os avanços da lei, como é o caso da Lei Maria da Penha, só isso não basta. É preciso que a sociedade se indigne contra essa violência. É preciso mudar a cultura do machismo e essa mudança deve começar em casa e urgentemente. Não basta dizer que precisamos educar nossas crianças para que no futuro não venhamos mais ter violência contra a mulher, a mudança tem que ocorrer agora.

Nós adultos, homens e mulheres não podemos ficar impassíveis diante dessa crueldade. Temos que denunciar e fundamentalmente agirmos no aqui e no agora, dentro o fora de nossa casa, mesmo que o criminoso seja nosso irmão, pai, vizinho, colega de trabalho e fundamentalmente, mesmo que a violentada não seja contra nossa mãe, irmã, amiga ou colega de trabalho. Temos o dever de denunciar e combater a violência, em todas as formas, mesmo que para isso tenhamos que dilacerar nossa própria carne. Somente assim poderemos diminuir as estatísticas da violência contra a mulher, tão cruéis e inaceitáveis.

Esta semana as redes de televisões mostraram além do julgamento do caso Nayara, um filho que assassinou a mãe e uma mulher sendo espancada em Pernambuco no meio da rua sem que ninguém ao menos tentasse socorrê-la, exceto um cão que bravamente tentou sem sucesso através de latido mordidas, evitar que um outro animal, desta vez da espécie humana, não violentasse com pancadas e pontapés uma mulher indefesa e que por mais gritasse de dor ninguém a socorreu. Precisamos dar um basta nesta barbárie.


* O autor é sociólogo e professor da rede pública estadual de ensino



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desabafo de uma professora


Resposta de uma professora de Curitiba à VEJA


Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberde Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.



Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.



Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.



Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.



Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.



Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores?



E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.


Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.



Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.



E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;


Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.



Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.




Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.



Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.




E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.



Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.




Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!




Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.



Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.



Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata.



Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.



Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

                                                              Ser Mulher...

                                                                     Frances Rodrigues Pinto

                                Ser mulher...
                                É inquestionável
                                Considerada frágil
                                Mas capaz de um gesto hábil

                                          Pode ser negra, loira, morena, ruiva
                                          Todas elas têm um charme especial
                                          Não tem nenhuma igual
                                          Cada qual com seu ideal.

                               São amigas, companheiras e conselheiras
                               Não dormem no ponto
                               Pois são muito trabalhadeiras
                               Em suas várias profissões.

                                          Profissões essas que são exercidas com
                                          Amor, carinho, dedicação e muita perfeição.
                                          Os homens que se cuidem!
                                          Estamos em todos os lugares.

                               Enfim ser mulher...
                               É ter o dom de gerar a vida
                               Que só Deus poderia dar
                               É aí que a mulher se completa
                               Não tendo mais nada para se falar.
                                  
                        

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Voto Secreto e Feminino

Um marco na história brasileira, foi o Decreto nº 21.076, em que reconhecia o voto feminino e incluía o voto secreto, no dia 24 de Fevereiro de 1932, data da publicação da legislação. 

Como sabemos, a política do Patriarcalismo, fazia com que a cultura fosse machista até então. Com a lei, todas as mulheres brasileiras, tornaram-se aptas a participarem do mesmo processo de votação, juntamente com os homens e expressando suas opiniões políticas nas urnas para os sexos.

Interessante é que na nossa primeira constituição, o sexo não era citado, possuindo direito do voto quem fosse incluído no voto censitário, tendo como base cem mil réis de renda líquida anual, portanto, se tratava do patrimônio da família e não do indivíduo, enquanto cidadão.

Até o final do século XIX, a presença importante e defesa das mulheres era quem ficaria responsável  pela educação dos filhos, servir ao marido e apoiar a família.

Com certeza, o debate no Parlamento não foi fácil, as forças políticas, tanto da defesa, como contra, se degladiaram para defender suas posições políticas, neste momento, as entidades de mulheres, começaram a se organizarem pelas suas bandeiras e não podemos negar que esse movimento lutou pela garantia do voto e a igualdade do homem e da mulher ; assim como no século XVIII, em que as teorias iluministas serviram de base para as reivindicações de seus direitos e demandas de sua emancipação.

As diversas entidades que temos no Brasil e no Mundo demonstram o poder de mobilização em que elas estão organizadas, fazendo com que tragam para o debate as suas principais propostas.

Portanto, parabéns pelos 79 anos de conquista sociais em prol da luta feminina.