Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Educação no Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação no Brasil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de março de 2014

POLÍTICA DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL










Entre a programação da paralisação que acontece em diversas categorias de trabalhadores do estado do Pará, o Sindicato dos trabalhadores em educação pública – Sintepp promoveu seminário sobre a POLÍTICA DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL, com a exposição da Dra. Dalva Valente Guimarães Gutierrez, do Grupo de estudos em gestão e financiamento da educação, da Universidade Federal do Pará – Ufpa. Após a explanação foi aberto para questionamento em relação ao assunto abordado, com várias intervenções dos presentes.






Os objetivos da palestra foram:
1 – Situar o contexto da politica de financiamento da educação brasileira;
2 – Identificar a Origem/Fonte dos recursos para a Educação;
3 – Caracterizar e identificar os valores do FUNDEB, do Salário Educação e dos Programas de FNDE;

4 – Situar as perspectivas de luta em relação ao financiamento da Educação no contexto do novo PNE-Plano Nacional de Educação.






Para que se entenda melhor a situação do tema, a Dra. Dalva Gutierrez abordou o financiamento da educação que representa uma clara intervenção do poder público numa área que se define como direito da cidadania, com condições materiais de viabilização da democratização da educação com qualidade e dever do Estado (União, Estados, Municípios em suas respectivas áreas de competência), deve ser oferecido pelos entes federados em regime de colaboração.







A Professora, também explicou  o processo histórico de vinculação de recursos de 1934 aos dias atuais, considerado pelo bloqueio de fundamental importância.

Nesta perspectiva, frisou que o aluno do ensino médio rural o custo é de R$2.971,24 por ano, o que vale para nossos alunos do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME; enquanto que o aluno do fundamental corresponde  R$2.628,40.


Outro dado interessante que foi exposto corresponde ao número de matrículas que no momento representa 70% para os municípios e 30% para o estado. Já que arrecadação corresponde aos alunos matriculados, neste caso a maior arrecadação fica com os municípios.


A programação foi excelente.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Que Vergonha !



Triste   -  história de um Professor
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE:CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento
das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00.................. para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00...............para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00...............para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
 

sábado, 24 de março de 2012

Quem vive no campo terá mais oportunidades de estudar




A presidenta Dilma lançou hoje o Programa Nacional de Educação no Campo – Pronacampo, que oferece apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para implementação da política de educação do campo, atendendo escolas rurais e quilombolas. O investimento anual do programa será de R$1,8 bilhão.


“Dentro da nossa estratégia de combate à miséria, junto com o Bolsa Família, a nossa busca ativa, este programa é um dos eixos estratégicos porque aposta não só em retirar as pessoas das condições de miséria a que foram condenadas durante décadas, mas implica sobretudo em garantir que as gerações futuras terão um outro tipo de horizonte de oportunidades à sua frente”, disse a presidenta, em solenidade no Palácio do Planalto.


Serão criados o Programa Nacional do Livro Didático – em que três milhões de estudantes receberão material relacionado à realidade do campo – e o Mais Educação, que oferecerá diversas atividades pedagógicas.


A formação de professores também receberá atenção especial, com oferta de aperfeiçoamento para profissionais do campo e de escolas quilombolas. Para desenvolver a educação de jovens e adultos e a educação profissional e tecnológica, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Campo apoiará a inclusão social dos jovens e trabalhadores do campo, destinando 120 mil bolsas de estudo.


Quanto ao eixo de infraestrutura física e tecnológica, o programa apoiará a construção de três mil escolas e a aquisição de oito mil ônibus escolares, além de promover a educação digital e o uso pedagógico da informática por meio da instalação de recursos digitais em 20 mil centros educacionais até 2014.

Fonte: Dilma.com.br

domingo, 20 de novembro de 2011

Consciência Negra I



"Ter consciência negra significa compreender que a luta contra o racismo não é uma luta


somente dos negros e sim de toda sociedade que se quer livre, pois não há sociedade


 livre onde existe  racismo"

                                                               Texto: Consciência Negra no Brasil
                                                                                               Nilma Bentes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Desabafo de uma professora


Resposta de uma professora de Curitiba à VEJA


Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberde Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.



Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.



Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.



Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.



Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.



Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores?



E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.


Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.



Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.



E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;


Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.



Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.




Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.



Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.




E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.



Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.




Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!




Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.



Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.



Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata.



Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.



Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ENSINO NO BRASIL

O ensino básico e superior no Brasil passa por um momento ímpar em sua história.A primeira presidenta do país, Dilma Rousseff , enfatizou ontem em cadeia nacional a continuidade do trabalho do Governo Lula em se tratando de Educação. Onde aborda, alguns aspectos: "Vivemos um momento especial de nossa história: o Brasil se eleva com vigor a um novo patamar de Nação. Temos, portanto, as condições e uma imensa necessidade de dar um grande salto à qualidade do nosso ensino. Um desafio que só será vencido se governo e sociedade se unirem de fato nesta luta, com toda força, coragem e convicção".

E sua credibilidade neste aspecto, é fundamental, e continua: "Nenhuma ferramenta é mais decisiva que ela para superarmos a pobreza e a miséria", acrescentou Dilma Rousseff.

Sua preocupação, também está relacionada com mais construções de escolas técnicas no país,inclusive, proporcionando o Pronatec, que equivale ao Prouni, além de ampliar os cursos que são oferecidos pelas escolas, qualificar o ensino médio e universidades; além de ampliar a inclusão digital, nas áreas onde, ainda não tem internet.

Entre esses pontos, a justiça social está sendo combatida e a miséria no país, está sendo minimizada. 

Eta, governo porreta!


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PARABÉNS. ABAETETUBA. NÓS TE ABRAÇAMOS. (I)

Religiosidade e mitologia amazônica

Na edição Ano XIV, nº 56 de outubro/dezembro de 2009, da revista Diálogo – Revista de Ensino Religioso, o Professor de Religião do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), Devison Amorim do Nascimento publicou matéria com o título Religiosidade e mitologia amazônica: Uma experiência de Ensino Religioso. No texto escreve que o SOME “proporciona os ensinos fundamentais e médios as localidades rurais dos municípios de difícil acesso. Formado por quatro módulos, cada um com 50 dias letivos e cinco disciplinas, oferece ainda a discussão sobre temas preventivos, como drogas, gravidez na adolescência, e outros; bem como, ações de auxilio à comunidade: tratamento odontológico, emissão de documentos e construção de espaços sociais”.

O Professor Devison Nascimento ressalta que atuou sete meses no SOME como Professor de Ensino Religioso em duas comunidades ribeirinhas nos município de Abaetetuba (Rio Caripetuba e Rio Urubuéua Luz) e uma de Bujaru (Traquateua).

Segundo ele “ foi nessas comunidades que considero ter feito as melhores experiências enquanto ser humano e como professor de Ensino Religioso, pois aprendi com seus moradores”.

O interessante é que relata sua vivência, como educador do Projeto SOME da Secretaria Estadual de Educação: “ Quando fui transferido do município de Bujaru, tive um grande impacto, a começar pela locomoção. Eu antes percorria duas horas de ônibus de Belém, capital do estado, até Traquateua, e no novo destino me deparei com uma viagem também de duas horas até Abaetetuba e mais vinte e cinco minutos a bordo de um barco pequeno e muito vulnerável às ondas do rio, conhecido pelo nome popular de ‘popopô’, devido o barulho do motor”.

Para o Professor que não estava acostumado com aquele cotidiano, percebeu que “a casa, a nós designada pela Secretaria de Educação, se localizava na margem oposta da escola. Logo, precisamos da ajuda diária dos alunos para atravessar o rio nos cascos, pequenas canoas usadas pela população”.

Diante da realidade cultural, o referido professor preparou seu plano de ensino e vários planos de aula, sempre tendo como eixos norteadores a LDB 9394/96 e o Parâmetro Curricular Nacional voltado para o Ensino Religioso.

E continua: “O significado de religião, a busca do transcedente, os símbolos religiosos, as tradições, como budismo, hinduísmo, islamismo e judaísmo, as mitologias gregas e amazônicas foram alguns dos temas selecionados em uma sequência lógica”.

Para o professor que sai da vida urbana, com hábitos e costumes diferentes, percebe que nas localidades de Abaetetuba difere de outros municípios, como frisa: “nas comunidades ribeirinhas de Abaetetuba ainda não há eletricidade, a não ser a que é gerada por motor a óleo, em breve período noturno, e que a maioria das famílias não possui. O fato repercute, evidentemente, num nível de informação mais restrita”, fazendo com que refizesse o planejamento.

Com esse cenário, buscou: “promover em 50 dias a aprendizagem significativa de assuntos completamente alheios à realidade dos alunos, resolvi rever meu planejamento e aproveitar melhor os itens da cultura local que já estavam inseridos no plano de ensino”.

Com isso, segundo o professor: “confesso que, ao pensar em partir da mitologia amazônica, eu estava certo da necessidade de fazer um resgate dos mitos, uma vez que nas zonas urbanas já quase não se houve falar em histórias como a da matintapereira,da mula-sem-cabeça, do boto, da vitória-régia e outras que outrora povoavam o imaginário amazônico e eram repassadas, oralmente, dos mais velhos aos mais jovens. Eu acreditava que também nas localidades ribeirinhas de Abaetetuba a mitologia houvesse enfraquecido”.

O professor relata sua metodologia de atividades pedagógicas, onde: ”na primeira aula sobre o tema, instiguei os alunos a comentarem os mitos amazônicos conhecidos e, para minha surpresa todos eles conheciam muitos. Organizei uma roda de contadores, onde cada aluno relatou um mito ouvido na família e fiquei impressionado com o nível de seriedade dos alunos e experiência (...) Resolvi tentar entender um pouco melhor a religiosidade ali manifestada e, a fim de como reagiam, disse que, na verdade, aquelas histórias eram fantasiosas. Minha afirmação imediatamente foi refutada por um dos alunos, que garantiu a veracidade da história do boto porque ele mesmo já havia visto o animal em forma de homem. Outros alunos afirmaram ter ouvido o assobio da matintapereira”.

Ressalta que o trabalho foi produtivo e que “a mitologia continua latente nas regiões rurais da Amazônia,o que, de modo inexorável, jogou por terra minhas convicções, e as de muitos autores, de que os mitos amazônicos são vistos hoje apenas como histórias fantasiosas, já destruídas da característica de religiosidade do caboclo amazônico”.

Com essa troca de experiência frisa que “ Por mais que seja difícil deixarmos o conforto de nossos lares e enfrentarmos as dificuldades de ir a locais distantes, no final de cada módulo do Projeto SOME que ver os alunos nos têm por ‘espelhos’ ”.

E conclui: “ E quando nós, professores, tomamos o barco para sair da localidade, sabendo que fizemos o melhor possível, com a certeza do dever cumprido, damo-nos conta de que uma das atividades mais belas e mais importantes criadas pela humanidade é o trabalho de educar” .

Sem dúvida, com essa vivência aprendemos que o planejamento é flexível, o que todo professor deve refazer e revisar seus conteúdos e metodologias para adequar a realidade do aluno. O relato mostrou, também, a força da religiosidade amazônica e a diversidade cultural que nós possuímos.

Em comemoração ao aniversário do município de Abaetetuba no dia 15 de agosto (Próximo domingo), nós estaremos resumindo e postando os diversos projetos desenvolvidos pelos professores do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME); assim como, também, alguns que  executei durante o desenvolvimento das atividades pedagógicas nos anos 2006, 2007 e 2008, nas ilhas desse querido município.

Parabéns, Abaetetuba. Nós te abraçamos.