Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Educação do Campo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação do Campo. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de junho de 2024

Os Saltimbancos da Educação

 





Recebi como doação da ex-professora Maria José Amaral Viana, ex-professora por muitos anos do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, a revista Sala de Aula, Ano 1 - Nº 7, NOV 88 - Cz$ 200,00, qual fiz releitura da matéria Os Mestres Navegantes da Amazônia, que trata sobre uma das maiores políticas públicas educacionais da Amazônia. A capa da referida revista trás imagem tipicamente característica das viagens de deslocamentos dos modulindos  e modulindas nos rincões interioranos do Estado do Pará. Segundo a revista a "trupe de Saltimbancos do Sistema Modular, no baixo Tocantins, 2º grau se espalha pelo interior do Pará". A Doutora e Professora Glória Maria Farias da Rocha, uma grande liderança da categoria dos educadores estadual, foi Presidente do Sindicato do Professores do Estado do Pará - SINTEPP,  e uma das primeiras professoras desta política pública aparece na imagem se deslocando para o seu local de trabalho.





Segundo a revista, nos oitos anos de SOME no Estado, um grupo de 138 professores da Secretaria Estadual da Educação - SEDUC/PA atendia para formar novas gerações em escolas de 34 municípios e 12 localidades. Como projeto pioneiro e inovador, o Sistema Modular triplicou os cursos de 2º Grau nos últimos oito anos. Nas andanças dos Modulindos e Modulindas que conhecem o chão que pisam, foram apelidados de Saltimbancos da Educação, através do sistema de itinerantes por módulos.      

 



Na entrevista para a matéria, a Professora Glória Rocha, enfatiza que para ingressar no modular, o professor deve ser forte, e diz: - Temos que renunciar a muita coisa e abrir mão da nossa privacidade. Naquele momento, com 78 homens e 60 mulheres, tendo em idade média 27 anos, sendo a maioria solteira. Para Albene Lis Monteiro, do Departamento do 2º Grau, aborda em entrevista que para muitos professores: - Há muita solidão e alguns professores tiveram problema de embriaguez. E continua, em se tratando de romance: - Houve um colega que se casou com uma aluna e também dois professores que estão noivos. Para Rosa Gomes da Costa, Coordenadora Geral do Modular: Eu mesmo já namorei com um ex-aluno. Relatos marcantes para reflexões. 





Outros relatos de colegas do SOME e a contextualização histórica do Sistema Modular são abordados na matéria. 




Uma releitura de domingo desta revista que tinha feito a leitura no ano de 1989, ano de minha entrada no SOME. Vamos continuar com algumas considerações sobre esta matéria, aguardem!


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Refletindo sobre o SOME






Fazer a contextualização histórica do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME requer dados profundos e conhecimento do assunto, já que possuímos textos produzidos a nível de academia, através dos TCC, dissertações e algumas teses.


O SOME que foi um projeto até 2014 gerido pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará, já que ela assumiu a responsabilidade em 1982, segundo a Lei 5692/71. O projeto foi gestado na Fundação Educacional do Estado – FEP, já que acumulava o gerenciamento do ensino superior e o 2º Grau. Com a implantação nos municípios de Nova Timboteua, Curuçá, Igarapé Açu e Igarapé Miri, já que antes, tínhamos em caráter experimental, iniciou-se em 15 de abril de 1980 e sendo homologado com a resolução nº 161/82, de 03 de novembro de 1982.


O SOME surge como alternativa dos problemas enfrentados pela FEP durante o final da década de 70. Além de assegurar e proporcionar atendimento do 2º Grau aos diversos municípios, já que cada um possuía suas particularidades. Com as pressões dos gestores municipais sobre o governo estadual, quando é formado uma equipe responsável na FEP para a criação de uma política pública que atendesse as demandas dos interiores do Estado.


É, importante abordar que no final da década de 70, dos 83 municípios do Estado, tínhamos apenas 16 funcionando o SOME. A maioria das ofertas só existia nas sedes dos municípios, já que a demanda era maior, pela concentração populacional e também a demanda do 2º Grau.


Outro aspecto que é importante ressaltar é que a partir de 1986, inicia o processo de formalização de convênios com as prefeituras, o que contribuiu decisivamente para a implantação do SOME nas zonas rurais do Estado do Pará, tendo como principal preocupação de expandir as oportunidades na área de educação do 2º Grau para os alunos em idade escolar.


Diante esse cenário foi levantado alguns aspectos que contribuíram para o SOME, além dos já citados, foi ressaltado a falta de continuidade no ensino pela distância dos municípios, a inexistência de escolas do ensino médio, a precariedade da mão de obra qualificada ou a falta de profissionais habilitados e a situação econômica dos municípios.


Como a operacionalização da estrutura e funcionamento do SOME, é proporcionado através dos módulos, com 50 dias letivos para cada um, sendo trabalhado o desenvolvimento do conteúdo programático, com aplicações de duas avaliações, como acontece, atualmente. Por lei, o ano letivo corresponde 200 dias letivos, funcionando com quatro módulos simultaneamente em quatro localidade constituindo um circuito, através do rodizio dos professores lotados, trabalhando em blocos de disciplinas que são ministradas nas localidades, tendo como base a grade curricular da Secretaria Estadual de Educação. Quanto ao calendário, possui um especifico para sua realidade.




O Some desde que foi criado tem mostrado como marca, as suas ações educativas, seja na comunidade escolar, seja na comunidade em geral, através dos projetos de intervenções. Entre as atividades desenvolvidas podemos abordar algumas: Seminários, debates, palestras, encontros intermunicipais de estudantes que são matriculados no SOME, festivas de teatro, feiras de ciências e culturas, curso de formação para os professores do ensino fundamental menor e maior, pesquisas, em vários temas, campeonatos de diversas modalidades esportivas entre times dos alunos e professores, assessoramento dos professores para entidades e instituições dos municípios entre outros. Desenvolvo no Some, o projeto sobre a história e memória, através da História Oral, nas localidades onde trabalho. Interessante, que várias dessas atividades, saem frutos interessantes, que contribuem para a sociedade.


Com a precarização da educação no Estado do Pará podemos dizer que o SOME corre o risco de ser exterminado ou deixar poucas localidades, já que é uma modalidade de ensino. Com todo seu histórico, o SOME tem um legado na educação pública do Estado, pelas suas grandes contribuições aos lugares mais distantes. Ressalto, pela grandiosidade e dimensão territorial do Estado, o Módulo, continua sendo a única alternativa para a educação do campo, ribeirinha e das florestas. 

domingo, 22 de março de 2015

Educação no Campo: Trilhando o ensino do Sistema Modular (VII)






No dia 13 de dezembro do ano passado, foi apresentada a dissertação como requisito parcial para obtenção do título de mestrado na Universidade Estadual do Pará,  pela técnica em educação Conceição de Nazaré de Morais Brayner, com o título Sistema de Organização Modular de Ensino: um estudo avaliativo da organização do trabalho pedagógico no ensino médio do meio rural.


A referida pesquisa que na verdade foi um Estudo de Caso, teve como objeto a Escola Municipal Álvaro Varges de Araújo, que se localiza na Vila de Boa União, em Igarapé Mirim, no Estado do Pará, onde funciona o Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME.  Modalidade de ensino, gerenciado pela Escola Sede da Secretaria de Estado de Educação - SEDUC.

Segundo a pesquisadora “O estudo fundamentou num referencial teórico na perspectiva histórico-crítica e parte da premissa de que o projeto SOME se relaciona com a educação do campo e deve buscar caminhos para esse diálogo”

 E dessa forma, como apresentou Conceição Brayner:

a) Refletir o trabalho do Sistema de Ensino Modular pontuando aspectos inerentes à gestão do projeto político-pedagógico, com base nos princípios previstos nas Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo;

b) Analisar o processo ensino-aprendizagem considerando algumas implicações que derivam dos princípios da Educação do Campo. Os sujeitos são: alunos e professores do SOME, utilizando-se de técnicas tais como: Entrevistas semiestruturadas e questionário. A pesquisa apontou para o pressuposto de que educadores e educandos devem participar da construção do Projeto Político-Pedagógico, fortalecendo a identidade da escola do campo, que se caracteriza pela sua vinculação às questões inerentes à sua realidade. Os resultados revelam a preocupação dos professores com as taxas de evasão no Sistema e a necessidade de garantir o acesso dos jovens ribeirinhos à escolarização e conclusão da educação básica, além disso, os alunos apontam para perspectivas de trabalho ou continuidade de estudos. Os relatos de professores destacam:

1-      As condições de trabalho do professor (escassez de recursos didáticos e tecnológicos, falta de acompanhamento pedagógico, etc.);
2-       
3-       A necessidade de formação continuada de professores para o trabalho com disciplinas de carência e atendimento de exigências Sociais;


4-       A importância da realização de encontros para discussões teóricas metodológicas sobre as bases curriculares do Ensino Médio e a Educação do Campo. Os alunos pontuam a expectativa de a escola ser regular, dispor de oportunidades para continuidade de estudos e alternativas de trabalho para o sustento de suas famílias.


Em sua conclusão, este estudo, como diz a pesquisadora: “foi realizada com a finalidade de investigar a gestão do trabalho pedagógico no Sistema de Organização Modular de Ensino da SEDUC/PA, considerando os princípios e procedimentos estabelecidos nas Diretrizes Operacionais das Escolas de Educação Básica no Campo (2002).


 E continua “ fundamentos que afirmam e/ou contradizem as DOEBEC na opinião de alunos e professores do Sistema. As reformas educacionais se inserem no processo de discussão do estudo, pois, demandam novas exigências para a educação e especificamente aqui para as escolas do campo. Apresentam-se no escopo, diretrizes para desempenho docente e discente, parâmetros para a gestão escolar, novas formas de atuação e amplo debate sobre as concepções que envolvem o trabalho pedagógico. São definidos novos papéis para professores e alunos, além da rotina de aulas e jornada de trabalho. As DOEBEC além de apresentar o caráter político da Educação do Campo, trouxe referências explicitando princípios e procedimentos para o trabalho pedagógico, o que implica em reflexões e análises da prática educativa e das políticas educacionais implementadas no Estado. A amplitude do trabalho pedagógico compreende, entre outros afazeres, um conjunto de atividades ligadas ao processo ensino-aprendizagem, que demandam planejamento, acompanhamento e avaliação do atendimento dos alunos. Neste caso, os professores no Sistema Modular, atuam em diferentes localidades situadas no interior do Estado e lidam com situações diversas, o que deve estimular a contextualização dos conteúdos a partir das realidades campesinas. A análise das atividades próprias do trabalho docente no SOME, entendidas nesta dissertação, como a forma de se organizar o trabalho pedagógico, permite compreender que existe distância entre o que é prescrito nas Diretrizes Operacionais para as Escolas do Campo, e o que é de fato implementado. A ausência de momentos de reunião para planejamento docente e o desconhecimento do Projeto Político-Pedagógico relatado na pesquisa por alunos e professores, provoca o distanciamento dos profissionais e comunidades com as metas estabelecidas pelo projeto, o que devia ser provisório, passou a ser constante. A condição de deslocamento dos profissionais para as localidades, impõe a realização de um trabalho solitário, o que reafirma a necessidade de desenvolver vários momentos de trabalho coletivo, compartilhando as finalidades do E.M. experiências de planejamento interdisciplinar, metodologias para combater a fragmentação do conhecimento, etc. Os professores, que trabalham em forma de circuitos, passando por várias localidades e deparam-se muitas vezes com questões estruturais da educação, tais como: evasão, distorção idade/série, materiais didáticos e conteúdos que descartam os saberes culturais, tecnologias e material insuficiente para desenvolver suas atividades de ensino e ações educativas complementares, distanciamento das discussões dos Fóruns de Educação, etc. o que pode ser um fator estimulador da exposição/imposição de uma cultura urbana aos alunos do campo”.



Para a autora da dissertação “Outro fator de preocupação se refere ao aprimoramento profissional, reduzida participação dos docentes nos cursos de formação continuada, ocasionado pela distância dos polos e questões geográficas do Estado, que dificultam o deslocamento e a comunicação para muitos profissionais nas localidades, e assim, o docente tende a se afastar e acomodar-se com as circunstâncias (item V, art.67 daLei 9394/96). O Parecer do MEC a respeito das DCNEM (2012), permite uma melhor compreensão das novas formas de atuação demandadas para o trabalho docente. Esta análise deve ser feita em confronto com as orientações contidas nos cursos deformação de professores para a Educação Básica. Essas diretrizes contêm um conjunto de competências para os professores, estabelecendo relação entre ciência, cultura, tecnologia e trabalho. Os objetivos da escola do campo não são apenas diferentes, mas antagônicos aos da empresa capitalista; e, por este motivo, não é coerente utilizar métodos inerentes ao sistema dominante (Paro, 2002). O próprio aluno, ser humano, sujeito histórico, de cuja vontade depende o ato educativo, constitui-se em mais motivo para a diferença. A respeito do que afirma Oliveira (2012): as bases teóricas socioculturais e epistemológicas da educação do campo na Amazônia, apontando as matrizes educacionais emergentes: a autonomia, o trabalho, a cultura, a eticidade, a criticidade, a relação entre os saberes e o diálogo, acredito que a escola é um espaço de aprendizagem e não o centro de transmissão de conhecimentos e há necessidade de mudar concepções a respeito dos setores populares, suas lutas e seus conflitos. Nesse sentido, acredito que os movimentos sociais têm muito a contribuir com a escola. Através de suas práticas e de seus mecanismos de resistência à barbárie, todas as forças de luta que mobilizam a sociedade têm muito a ensinar ao sistema de ensino, seja ele regular ou modular, como instrumentos no processo de construção de uma sociedade onde todos tenham direito à dignidade. A reflexão sobre o significado do trabalho pedagógico do modular, das demandas por melhorias de condições de trabalho, por parte os professores, mostra que as resistências existem e se fazem presentes, embora assumam características tais como: ausência de completa adesão, não cumprimento de carga horária, descrédito em alguns movimentos de luta, desarticulação, falta de integração da categoria como um todo, etc”.



Ela aborda que “É interessante propor na discussão que se planeje a oferta do E.M. aderindo a outras modalidades, observando a Pedagogia da Alternância, para inserir calendário, produção e metodologias de ensino que aliem teoria e prática, bem como, estudo e trabalho. A cultura amazônica deve servir de inspiração na organização do trabalho pedagógico, para não desvincular o conhecimento científico dos saberes culturais. O que é encontrado no cotidiano escolar do SOME, devido às questões estruturais do Sistema e à consciência, que os professores têm desta realidade, pode representar indicadores de intervenções necessárias à ruptura, por parte dos próprios professores, no que se refere aos fatores que os levam a esta situação. Pensar equipes de acompanhamento para monitorar as atividades do Sistema e orientar a prática docente, precisa ser prioridade para o alinhamento com os princípios previstos nas DOEBEC, pois, a falta do apoio técnico citado pelos professores, tem contribuído para o distanciamento dos compromissos assumidos pelas Esferas Governamentais com as comunidades que demandam o Sistema”.



 Conceição Brayner relata que “Este trabalho não pode ter a pretensão de esgotar o assunto, mesmo porque as relações são complexas, e sofrem os reflexos de mudanças mais amplas, que ocorrem em contexto global e nacional. As recomendações ficam como resultado de reflexões no processo da investigação:


***   Elaboração de referenciais em nível de Estado do Pará para orientar a prática educativa no E.M. do campo;


***   Projeto Político-Pedagógico do SOME a ser discutido e construído com as comunidades;


***   Maior aproximação do SOME com o Fórum Estadual de Educação do Campo;


***  Encontro Estadual do Ensino Médio para a composição de políticas de educação tanto para a cidade como para o campo;


***  Formação Continuada para os professores do Ensino Médio;


***  Formação continuada para os Técnicos que acompanham as ações pedagógicas do E.M. (incluindo cursos específicos da Educação do Campo)


***  Sistema Estadual de Avaliação e Monitoramento dos resultados educacionais da Educação Básica para definição de políticas públicas de educação”.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Convocação



Os educadores do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME interessados em participar da reunião com a Coordenação de Educação do Campo, da Secretaria Estadual de Educação - Seduc, para tratar sobre formação em Educação do Campo.


Dia: 23 de junho (Segunda-Feira)

Local:  Auditório da Seduc (Sede) 

Hora:  8 horas.


Comissão de Educadores do SOME

Vanilda Porto
Ribamar de Oliveira
Valdivino Cunha
Beatriz Brito
John Lennon
Jonas Oliveira

sexta-feira, 13 de junho de 2014

SOME/Educação do Campo









Os Professores do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME, lotados na 11ª Unidade Regional de Ensino - URE, pertencente ao município de Santa Izabel e desenvolvendo suas atividade pedagógicas nos municípios de Bujaru, Concórdia do Pará e Tomé-Açu estiveram reunidos na Secretaria Estadual de Educação - SEDUC, com o Secretario Adjunto de Ensino Professor Licurgo Peixoto de Brito reivindicando formação na área de educação do campo.





A comissão estava composta pelos professores Valdivino Cunha, Bia Brito, Jonas, John Lennon, Vanilda Porto e este amigo.





Segundo o representante da Seduc, o Sistema Modular de Ensino não ficará de fora das novas configurações propostas pela instituição.  Com a implantação do Programa federal de Educação do Campo, previsto para o ano que vem, o SOME precisará se reestruturar e adequar-se a nova realidade, onde provavelmente se dará a formação de educadores, no segundo semestre. O programa educação do campo será mais uma opção para nossos alunos, como o SOME. O Professor Licurgo mostrou-se surpreso pelo interesse dos educadores.

A comissão de professores sentou depois da reunião para avaliação e propôs uma agenda para os colegas: Dia 16 do corrente, no Km 23, em Tomé-Açu, às 9 horas, reunião com todos para tentar elaborar proposta curricular, que será apreciada pela Seduc; Dia 27 de junho, às 14 horas, na Seduc, reunião com a Coordenação de Educação do Campo, sobre alguns eixos que poderão entrar na proposta curricular. Nesta, será escolhida, apenas três educadores representando nossa URE, que serão retirados da reunião anterior. 

Imagens: Profª. Vanilda Porto.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

34 anos de SOME (Parte II)



Fonte: Prof. do SOME Fábio Ribeiro



Fonte: Prof. do SOME Gilberto Garcia Ribeiro Garcia





Outro recorte desse processo histórico foi em 2003, foi que o Modular deixou de ser Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME para ser Grupo Especial de Ensino Modular – GEEM. É importante ressaltar que cento e noventa e dois professores pediram  transferências para o Ensino Regular, onde nós nos retiramos por discordarmos da política implementada pela Secretaria Estadual de Educação, através da Secretaria Rosa Cunha, no governo do tucano Simão Jatene. Neste momento, o Some deixa de ser centralizado na Sede da Secretaria e passa para o poder das oligarquias municipais, através das Unidades de Ensino Regionais, as URES e Escolas-Sedes, onde o SOME perde parte dos professores com exclusividade para o projeto e são lotados outros professores com vários vínculos, inclusive com município (s).



Itacuruçá Médio



Já em 2007, um novo marco já que uma nova equipe chegou a Seduc tentando direcionar e organizar o projeto SOME. Neste período, dá-se o retorno da sigla: Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME.


Porto da Escola



O SOME já tem sua marca, já tem um significado histórico na educação paraense. É bom dizer que em 1980 tínhamos quatro localidades, dez professores e aproximadamente duzentos e quarenta alunos, enquanto em 1982 ampliaram-se para dezesseis localidades atendidas, quarenta e quatro docentes e três técnicos e cerca de mil e cem alunos. Em 2003, tínhamos 193 locais onde funcionavam o SOME, seiscentos e trinta e dois professores, três técnicos apenas e cerca de dezoito mil e trinta e três alunos. 



Alunos chegam na Escola



Em 2010 são quatrocentos e vinte e cinco localidades, sendo que os técnicos em número de seis e trinta e dois mil alunos matriculados no SOME.  Vejam a abrangência que o Sistema Modular assumiu no quadro da educação do estado do Pará. 



Itacuruçá Médio





Atualmente, são quatrocentos e sessenta e cinco localidades atendidas pelo Projeto, com aproximadamente mil e duzentos professores. O número de alunos atendidos no ano de dois mil e quatorze são aproximadamente quarenta mil.



Realidade dos Alunos do SOME



Ainda, nesse processo que merece destaque são algumas de suas principais características, para funcionamento do Sistema Modular, como: Diagnose, firmar convênio com a Prefeitura onde há necessidade de implantação do SOME, reuniões com a comunidade e infraestrutura básica para os alunos e professores, entre as quais Escolas equipadas e Casa para os Professores, este último resultado do convênio com a Prefeitura. Entretanto, sabemos o quanto estar sendo difícil trabalhar, já que o convênio entre Estado e Prefeitura não está sendo cumprido na sua totalidade.



Urubuéua Fátima


Apesar da falha do poder público, alguns profissionais da educação, ainda conseguem desenvolver sua atividades pedagógicas superando os obstáculos vivenciados pelos educadores e alunos no seu cotidiano. Apesar dessa lacuna deixada pelo poder público o que nos gratifica é saber que nós estamos contribuindo de alguma forma com estes alunos que tem no SOME a única alternativa como educação e o resultado nos revela que estamos no caminho certo com número significativo de aprovação nos vestibulares.



Estudantes entrevistam comunidade



Urubuéua Fátima



Transporte dos Alunos



Reunião com Profs. do SOME/2010


Encontro de Professores do SOME/2010

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Escola São Raimundo comemora a Semana da Pátria








Aconteceu hoje (06/09/2013) o encerramento das comemorações da Semana da Pátria. O encerramento foi marcado com uma culminância com os alunos da Pré-Escola e Ensino Fundamental. O inicio dos trabalhos do dia de hoje aconteceram no pátio da referida escola. A Abertura da cerimônia foi feita pelos professores Valdivino Cunha e  Ribamar Oliveira(SOME). O evento contou ainda com a participação de todo corpo docente da escola. Depois do canto do Hino Nacional e do Hino de Bujaru, a Diretora da Escola São Raimundo, Brígida Galisa, deu boas vindas a todos e informação como seria a  programação do evento. Os alunos se dirigiram em dois ônibus escolares à Comunidade do Corinthians e lá alunos e professores tiverem uma vasta programação cultural, esportiva e de lazer.







Diferentemente do que muitos possam pensar,  a escola ainda é o lugar de exercer a cidadania e brasilidade, muito embora como uma ideologia diferente da ideologia militarista, certos valores precisam serem ensinados e a Escola São Raimundo fez o seu papel não deixando passar em branco as comemorações dos cento e noventa e um anos de Independência do Brasil. Parabéns do Blog do Riba à Escola São Raimundo.














































terça-feira, 6 de agosto de 2013

Desmandos do governo tucano no Pará




No mês de junho aconteceram mais de cem distrato de professores do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, afetando seriamente a educação no interior do estado.


Sendo a massa da população, mais excluída da sociedade, pelo fato de residir na zona rural, sem as mínimas condições de vida, a população das florestas, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, camponesas sofrem com descasos de políticas públicas efetivas, principalmente quando o governo tucano, governo da elite se encontra no governo do estado, como acontece agora. Ao longo desses doze anos que estão governando o estado, desestruturaram um dos maiores projetos de inclusão social da Amazônia, que é o SOME.


Ontem, teve início o terceiro módulo do Some, porém o que se notou em algumas localidades onde funciona, foi à falta de professores, fruto dessa política dos tucanos, já que o número de professores efetivos não cobrem as cargas horárias, somado ao pagamento das mensalidades do transporte escolar por parte das prefeituras, em atraso, realmente é um descaso com a única atividade que pode transformar a sociedade, a educação pública.



Até os indígenas foram pegos de surpresas com o distrato de quarenta professores temporários, o que não é novidade para nós. 

domingo, 11 de novembro de 2012

SOME e seus desafios





                                                                        Alenquer (1987)




O projeto Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME possui alguns desafios que são fundamentais.


Considerado um dos maiores projetos de inclusão social da Amazônia, o SOME (Seduc) precisa rever algumas situações.  Como exemplo tem a situação dos Convênios entre o estado e os municípios. Não podemos negar que no ano de 2003, o governo do PSDB desestruturou o Ensino Médio Modular, quando é desfeita a maioria dos convênios, fazendo com que sua qualidade começasse a perder seu brilho, afetando até os dias atuais, deixando os educadores sem a mínima estrutura e segurança. É necessário reverter esse quadro caótico.





                                                                 Mojuí dos Campos(1990)




Outro desafio que podemos levar em consideração é que desde 1980, a diferença do SOME para as outras modalidades de ensino é que a maioria dos educadores trabalham com projeto fazendo um  trabalho diferenciado nas localidades onde passam. Por que diferenciado? As equipes são formadas para trabalhar em módulos, geralmente são disciplinas afins, isso faz com que no período de 50 dias letivos proporcionem entrosamento provocando debates e discussões, onde dependendo da localidade, são realizados projetos de intervenções, não só, na comunidade escolar, mas na comunidade em geral, isso é um avanço para a educação.


Outro aspecto, que se precisa rever é que antes de 2003, quando a Secretaria Estadual de Educação, Sra. Rosa Cunha, esfacela o projeto SOME, é o apoio técnico-educacional-financeiro. Apesar, dos professores receberem uma gratificação de deslocamento, foram retiradas as passagens de aviões, pagas pela Seduc,  de Belém para Marabá, Santarém, Altamira e outros municípios. No momento, esse deslocamento é pago com essa gratificação. Sem suporte, desestimula o profissional.




                                                               Boa Vista (Acará : 2010)



Considerando que a formação continuada é legal e fundamental para a melhoria e qualificação do educador. Entendo que essa questão deve ser olhada com carinho, pelo menos se pensar o desenvolvimento da região.


Provocar e estimular o debate são o papel do educador. Não podemos deixar de abordar a legalização do SOME, enquanto modalidade de ensino. Com a dimensão territorial que temos, um dos maiores projetos de inclusão social da Amazônia precisa ser legal, já que anualmente têm em média 30 mil discentes.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

II Feira Cultural e de Ciências






Entrada da Escola




Foi realizada, ontem, a II Feira Cultural e de Ciências, promovida pelo Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME e Escola Municipal de São Raimundo, no município de Bujaru, tendo como Tema: A Socialização dos Saberes: O verdadeiro caminho do conhecimento.




A Participação da família no evento foi fundamental




Considerando que o propósito da realização da feira cultural e de ciências na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Raimundo, situada na localidade de São Raimundo, pertencente ao município de Bujaru, onde funciona o ensino médio, oferecido pela rede estadual, através do Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME e o ensino fundamental, oferecido pela rede municipal.




Representante dos Profs. do SOME na mesa de abertura


Acreditando que um ensino em que possamos construir juntos, incentivando alunos, professores e a comunidade escolar como um todo, ao relacionarem-se de forma ampla e afetiva, para uma troca real e saudável do modo de pensar e agir de cada um, respeitando os princípios de liberdade, igualdade, cidadania e ética, é um caminho saudável. Daí o tema ter como maior propósito a troca de conhecimentos, respeitando as diversidades, as diferenças e os saberes de acordo com a cultura de cada um, construindo a cidadania a partir de uma ótica democrática.




Agricultura Familiar 



As propostas dos temas dos trabalhos foram nas áreas de Cultura, Artes, física, História, Matemática, Literatura, Meio Ambiente, Informática e Problemas Sociais. Sendo que o Ensino Médio vinte e três temas:
1 – Brinquedo Pedagógico: Brincando de ler;
2 - Cantinho da pintura;
3 - Circuito Elétrico: Uma experiência com ácidos;
4 - Confecção de giz de cera;
5 - Confecção de lápis de cor;
6 - Confecção de massa de papel marche e modelar;
7 - Corrida matemática;
8 - Craque, que não é um jogador de futebol;
9 - Gastronomia paraense;
10 - Luzes e cores;
11 - Construindo razões trigonométricas e ângulos notáveis;
12 - Ponto cego do olho;
13 - Reciclagem de Jornal;
14 - De olho na informática;
15 - Dominó matemático;
16 - Espelhos e ângulos;
17 - Galeria Cultural de Bujaru;
18 - Tabuada de operações matemáticas;
19 -  História de Assombração: Valcir Monteiro;
20 - Reciclar: Faça uma declaração de amor à natureza (PET);
21 – Agriculturas Familiares em Bujaru
22 - Sexo e saúde;
23 - Talentos e valores de Bujaru.

O Ensino Fundamental apresentará os seguintes temas:
1 - Reaproveitamento (PET);
2 - “Shortinho amarelo” – Peça teatral;
3 -  Danças: Fank e Hip-Hop.

Construir uma sociedade pautada nos princípios de cidadania implica em primeiro lugar a valorização do individuo, sua cultura e seu espaço. Portanto, a realização deste trabalho pedagógico, justifica-se.

Justifica-se, à medida que, sentimos a necessidade de preparação de nossos alunos para uma atitude madura diante da vida, como estudante, como profissional, e como cidadão comprometido com a construção de uma sociedade melhor.

Ao propormos um trabalho dessa natureza que incentive alunos a buscarem amostras do seu cotidiano, dentro de sua visão de mundo, acreditamos que estamos proporcionando condições de reconhecimento, de respeito e a valorização de si e de sua realidade.

Entendemos uma Feira Cultural e de Ciências como um instrumento ao alcance desses objetivos e uma ferramenta possível e viável na construção da cidadania, princípio pautado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que visa uma educação democrática.

Comprometidos que somos com a democracia e cidadania, buscando uma sociedade mais justa e ética.

O trabalho só teve a elevar e alavancar cada vez mais a valorização do ser, sua identidade, sua cultura e sua história.

Foi possível creditar que desta forma, estamos verdadeiramente construindo o cidadão.

No objetivo geral, foi Incentivar a pesquisa, o desenvolvimento de temas culturais e científicos, no sentido de melhorar aprendizagem, valorizando os saberes da região.

E nos objetivos específicos: Conscientização da relação entre prática e teoria para construção do conhecimento; Incentivar a criatividade como forma de autonomia e liberdade; Incentivar o trabalho de pesquisa como instrumento de conhecimento; Oportunizar a relação de oficinas de artes;  Utilizar o espaço escolar, como espaço pedagógico de relacionamento da comunidade escolar;  Apresentar peça teatral, como forma de expressão artística do aluno; Despertar para a importância de temas do nosso cotidiano na vida dos alunos.

Na metodologia o projeto contou com a apresentação de trabalhos de pesquisas, oficinas e apresentação de teatro e danças.

Foi executado em 19 dias, seguindo os seguintes passos:

1º momento:
   a -     Reunião com os professores do SOME e Município para a discussão de propostas;
   b -         Reunião com alunos para orientação de temas.
O primeiro momento será executado entre os dias 17 a 21 de setembro de 2012.
2º momento:
Elaboração do Projeto: 24/09/2012
3º momento: Orientação de trabalhos, montagem e elaboração de material: 24/09 a 05/10/2012.
4º momento: Organização dos convites, folder, croquis para serem enviados: 01 a 05/10/2012.
5º momento: Preparação da escola para o evento – 08/10/2012.

Na coordenação do evento, contamos com a participação efetiva dos professores do SOME: Beatriz Brito, Benedita da Luz (Que foi homenageada), Raimunda Cruz, João Guilherme, João Rosivaldo e este colega de vocês; além do corpo administrativo, técnico-pedagógico da Escola Municipal de São Raimundo.

O evento foi um sucesso. Todos estão de parabéns.

sábado, 29 de setembro de 2012

II Feira Cultural e de Ciências






 II Feira Cultural e de Ciências


A Socialização dos Saberes: O verdadeiro caminho do conhecimento

Data de realização: 11/10/2012

Hora: 16:00 - 22:00 hs.

Local: Escola Municipal de São Raimundo-Bujaru-Pa.


Apresentação

O projeto tem como objetivo a realização da II Feira cultural e de Ciências  na Escola municipal de Ensino Fundamental São Raimundo-Bujaru-Pa.

A feira cultural tem o propósito de envolver a comunidade, o corpo docente e discente visando uma troca de experiências saudáveis com respeito aos princípios de liberdade, igualdade, cidadania e ética como um caminho viável para a construção de uma sociedade melhor.


Programação/Temas dos trabalhos:

-Brinquedos pedagógicos: brincando de ler
-Circuitos elétricos: uma experiência com ácidos
-Confecção de lápis de cor
-Corrida matemática
- Craque, que não é não jogador
-Galeria cultural de Bujaru
-Sexo e saúde
-Talentos e valores de Bujaru
-Reaproveitamento (PET)
- “Shortinho amarelo”
-Danças: Fank e Hip-Hop
-Ponto cego do olho

sábado, 22 de setembro de 2012

Tucanos desestruturam ensino no estado do Pará











Os alunos da Escola Estadual “Raimundo de Campos Lopes”, da Localidade de Ponta de Terra, no município de Bujaru, Pará, fizeram protesto para reivindicar a contratação de seus professores que estão trabalhando para o Estado, desde Março, sem contrato e sem salário. Nessa localidade, funcionava o Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME e nesse ano passou para a modalidade de ensino do regular, sem a mínima estrutura e organização. Vejam aí a situação em que se encontra o ensino, governado pelos tucanos(PSDB) no estado do Pará.

sábado, 28 de abril de 2012

Educação em Bujaru

Recebo neste momento o Informativo Educação Bujaru, com comunicações sobre a educação do município de Bujaru e o patrocínio da Secretaria Municipal de Educação. Nele temos o seguinte:


- Que a Prefeitura Municipal através da Secretaria de Educação de Bujaru, com o objetivo de valorizar, incentivar e reconhecer a prática docente, bem como a importância de seus educadores para o progresso da educação bujaruense, lançou o prêmio "Valorização da Prática Pedagógica do Educador". O evento que aconteceu no dia dois de dezembro, no auditório municipal, contou com a inscrição de 18 projetos, dos quais 11 foram de Escolas da Cidade e 07 das Escolas da Zona Rural. Das Escolas da Cidade o projeto vencedor foi a professora Lídia Cristina Santos da Escola "São Joaquim", cujo tema Vivenciando a prática da leitura e da escrita em situações de encantamento. E da Zona Rural o vencedor foi a professora Vanessa Gomes da Silva, da Escola "São Raimundo"(Vila), com o tema: Prática Social do Uso da Mandioca. Foram premiados os professores do 1º e 2º lugar que participaram do concurso e também os técnicos das respectivas Escolas vencedoras, que receberam Notebook e Netbook, respectivamente.  



O Pref. Lúcio Bessa do PT reinaugura a escola



Através de parceria a Prefeitura Municipal de Bujaru está conseguindo melhorar a qualidade da educação garantindo as condições de permanência para o educando na escola. Entre as ações está a melhoria nos prédios escolares, onde os espaços físicos estão sendo reformados e ampliandos, como aconteceu no dia 27 de abril o grande evento de  reinauguração da Escola "São Benedito", na localidade de São Lopes. A comunidade escolar, e convidados demonstrando todo seu carinho, respeito e agradecimento a mais esta realização do Prefeito Lúcio Bessa.






Prof. Valdivino Cunha representando o SOME


domingo, 15 de abril de 2012

Educação de qualidade ?

 Escola de Ponta de Terra sem alunos


A comunidade de Ponta de Terra (Igarapé-Açu), no município de Bujaru - PA está apreensiva em relação ao início do ano letivo de 2012 para os alunos de 5ª séries ao 3º ano que ainda não começou. Vejamos um breve histórico da educação neste município.

Até o ano de 2011, o projeto da Secretaria Estadual de Educação, Sistema de Organização Modular de Ensino – SOME, era o responsável pelo ensino na localidade que atendia quase vinte comunidades na escola-polo. Porém, este ano, por questões políticas, a Secretaria de Educação resolveu implantar a modalidade do ensino regular, retirando de vez o SOME, sem a menor explicação para os alunos e os pais dos próprios alunos. Sabemos, que de forma errada, já que a retirada de uma modalidade de ensino de forma gradativa é mais coerente à medida que vão compactando as turmas.

Temos recebido diversos e-mails e telefones dos membros da localidade de Ponta de Terra. Por conta dessas irregularidades, cometidas pelos órgãos públicos, inclusive, diversos alunos já estão sendo matriculados em outras localidades, como São Lopes, Curva e cidade de Bujaru, em virtude dessa situação, para quem pode; enquanto isso, um número significativo de estudantes fica sem estudar, não só pela distância geográfica, mas também pela distante educação de qualidade tão prometida pelo poder publico.