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sábado, 26 de outubro de 2013

Educação em greve II




 Foi triunfante a saída, no início da noite de ontem do prédio da Secretaria Estadual de Educação, pelos trabalhadores em educação do estado, após Assembleia Geral e com três dias de ocupação por cerca de cento e vinte educadores trinta estudantes.  










Decisão acertada pela maioria da categoria em votar pela desocupação do prédio da Seduc, já que com o final de semana extenso, ficaria complicada a situação dos colegas que estavam por lá.








Alguns aspectos foram fundamentais para que o estado voltasse a negociar com a categoria dos educadores da rede estadual, entre elas a articulação e mobilização do sindicato, com vários seguimentos da sociedade.  Essa pressão conseguiu reverter algumas instituições que davam apoio ao governo tucano, como foi o caso de parte da imprensa. O apoio de entidades representativas da sociedade como Ordem dos Advogados do Brasil, Sociedade dos Direitos Humanos, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Sindicato da Construção Civil, Parlamentares e por vai. Segundo o sindicato ” A solidariedade dos mais das 70 entidades que assinam a Carta de Apoio à greve dos trabalhadores em educação do estado do Pará nos dá fôlego dispensargo extra na batalha. Nossa greve continua ainda mais forte, pois denunciaremos e desmascaramos os aparatos da elite enganadora, apoiada pelos ditatoriais do estado. Não fique de fora, construa o Sintepp pela base”.






Até o ato de terça-feira (29), às 9 h, na frente do MP (Pça Felipe Patroni, Cidade Velha/Belém).






Assembleia Geral: Dia 30/10. Local a definir.





































terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Educação na Escola Pública: Um olhar de Dalcídio Jurandir


                                                       


                                                      Maria de Fátima Santos de Oliveira*


O debate educacional percorre os mais diversos caminhos historiográficos, inclusive aquele que nos permite estabelecer o diálogo entre a história e a literatura.

Diante desta perspectiva, procurei fazer uma abordagem da educação pública no Estado do Pará percorrendo a literatura dalcidiana através da obra Passagem dos Inocentes e como suporte teórico a micro-história.

A micro-história é mais uma das contribuições científicas que podemos lançar mão para se obter o passado, o que implica dizer que não devemos nos limitar em documentos escritos oficiais, mas também utilizar narrativas, fruto de como os sujeitos viveram e pensaram sua própria existência. No dizer de Ginzburg (1989) [...A singularidade na micro-história (...) assume o paradigma indiciário ...], este é um modelo epistemológico baseado na interpretação dos indícios sobre o passado. Portanto, a educação elemento ou fragmento usado na obra narrativa é um indício de um contexto maior no período em estudo, revelado pela contribuição literária do marajoara Dalcídio Jurandir.

 Passagem dos Inocentes, é a obra escolhida para sinalizar os “sintomas da doença” educacional do século XX, pois traça um perfil educacional em Belém no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, Escola esta que foi palco da vida estudantil deste escritor nos anos de 1922 a 1924.

O orgulho da Escola, percebe-se nas suas palavras [...o caminho para o Barão, passava pelo Grupo Escolar do Largo de Santa Luzia, o Doutor Freitas, e espichava o beiço: esse – um aí? Coitado. Não tinha a boa parecença do Barão, este sim...] (1984). No entanto Alfredo fica decepcionado com o método das aulas, era obrigado a decorar datas, fatos que o deixava perplexo, por isso duvidava do que ouvia da professora. Veja o fragmento: [...Quem em mil quinhentos e quarenta e nove chegou na Bahia? E isto dos Séculos? Tempo contado em cem anos?  Era de verdade um tempo? ...] (p.115). Estas memórias de Dalcídio Jurandir, pontuam indícios da educação escolar do século XX baseado na concepção de transferir o conhecimento para o aluno simplesmente memorizá-lo. Observe mais uma vez o que diz Alfredo sobre suas aulas no Grupo Escolar “Barão do Rio Branco” [... lições giz cobria a pedra de máximo divisor comum, volumes, quantias, governadores-gerais, coisas do mais puro faz de conta (...). A maçã de que saia a fração, cadê a maçã?...] (p.116). São fragmentos que a literatura dalcidiana nos conduz a uma reflexão do processo ensino aprendizagem, ou seja, no século XX aquela era a melhor aula, pois o aluno queria mais.


Na imaginação de Alfredo a aula bem que poderia ser diferente, ele dá a seguinte sugestão: [...Pela porta do lado, procurar as mangueiras do fundo e sem estames ou pistilo chamar os alunos: esta vocês conhecem de berço. Olhem se tem manga, vamos comer umas e olhar o caroço, olhem uma ali grelando, e as folhas, o que estão vendo nas folhas? Já viram um reino de formiga todo ocupado em carregar cargas e cargas de folha? Quanta folha em Cachoeira nem uma agora para a lição de coisas na mesa da professora...] (p.116). Observe que o aluno propõe o uso dos objetos concretos mas que não são utilizados pela professora, isso nos dá a dimensão da inquietude do aluno que tem na escola um aparato pedagógico, mas não tem a melhor aula. Talvez porque a professora usava muito mais o aparato pedagógico e curricular em detrimento da contextualização do cotidiano do educando.

Sem perder de vista que o paradigma da época é tradicional, convém lembrar que Alfredo sugere uma aula mais dinâmica e criativa. No entanto, o procedimento metodológico da professora é outro, por isso, o aluno infere-se a angústia de ter uma aula fora do seu contexto social, por exemplo, quando lembra o seu cotidiano, como as mortes e a sujeira no Umarizal contrastando com a beleza e limpeza da Estrada de Nazaré e se pergunta o que sei de tudo isso? Que é que as professoras vão explicar  no Barão? Ou não vão saber?...] (p.214). Observa-se que o contexto social, da qual faz parte Alfredo era separado pelo muro escolar, ou seja, a obra Passagem dos Inocentes apresenta indícios de como era a aula do passado. Fica explicito que era uma aula baseada no paradigma tradicional, onde decorar datas, sem de fato entrar no significado do que se estudava e o uso da memorização se sobrepunha aos saberes do cotidiano do educando.

E hoje o que mudou na vida escolar?

Rubem alves  (1999) faz também reflexões sobre o aspecto desinteressante do ensino e constata que a escola não seduz o aluno. Ele fala [...assombra-me a incapacidade das escolas de criar sonhos.  Enquanto isso, os meios de comunicação, principalmente a televisão que conhecem melhor os caminhos dos seres humanos vão seduzindo as pessoas com seus sonhos pequenos...].

Os caminhos literários do escritor Rubem Alves e Dalcídio Jurandir, estão associados a uma impossibilidade de a escola oferecer práticas pedagógicas interessantes aos alunos. Esta situação está intimamente associada à formação do professor, também, que muitas vezes contribui para que seus alunos sejam omissos e desinteressados.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais [...A lei Federal 9.394, de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, destaca o papel importante da escola e lhe confere propostas inovadoras...] (1998), como exemplo, o paradigma da Pedagogia das Competências, fundamentada em dois eixos temáticos como a interdisciplinaridade e o uso do cotidiano no contexto escolar. Por essa proposta de ensino os alunos não devem ser moldados para reproduzir conhecimentos. Como diz Perrenoud (1999)[...é impossível avaliar competências de forma padronizada...], ou seja, a avaliação assume dimensão de acompanhamento e procura desfazer o caráter de punição tradicionalmente utilizado nas nossas escolas. O paradigma das Competências não ignora os conteúdos e propõe que a interdisciplinaridade deve ser trabalhada através das temáticas ou projetos educacionais. Nesta perspectiva, o cotidiano passa a ser fundamental para a aprendizagem.

É importante lembrar, que a obra Passagem dos Inocentes sinaliza questionamentos sobre o método educacional do século XX, pois, o método tradicional da educação já é controvertido para Dalcídio Jurandir. Na fala de Alfredo quando ele diz “que é que as professoras vão explicar no Barão”?. Ele quer explicação para os acontecimentos do dia-a-dia como: greve dos coveiros, greve das costureiras da fábrica Aliança, morte de tantas crianças na Maternidade da Santa Casa, porque morava num cheio de lama? Porque os doutores só faziam conferências em vez de acabar com as mortes dos anjos?. Enfim, essas reflexões já sugerem uma nova abordagem educacional do século passado.

Edgar Morin (2002), nos alerta [...O ser humano é a um só tempo, físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. O ser humano é totalmente desintegrado na educação por meio das disciplinas, tendo-se tornado impossível apreender o que significa o ser humano...]. Em outras palavras significa dizer que o uso do cotidiano escolar é importante na medida em que o aluno é visto como ser humano em toda sua globalidade. Diante desta afirmativa posso concluir que Alfredo é o porta-voz do aluno, mas o aluno inquieto pelo descaso social, o aluno visto como ser global, pois s inquietações educacionais de Dalcídio Jurandir são tão atuais como Edgar Morin, Perrenoud, Rubem Alves, Paulo Freire e outros.

Enfim, o cotidiano de Dalcídio Jurandir também é marcado de angústias e incertezas seja por ter sido preso no antigo Presídio São José, seja pelo desemprego por diversas vezes, contudo, contrariar todos os obstáculos como preconceito por ser pobre, negro e ser natural da Amazônia já o fazem digno e respeitado não só pelas convicções políticas como pela obra literária. E mais, Dalcídio vivencia o caos social da República e pela visão crítica de mundo que possui faz denúncias desse caos, entre eles, a educação pública vigente no século passado.




 REFERÊENCIAS

Alves, Rubem. Entre a Ciência e a Sapiência – o dilema da educação. SP: Loyola,1999. 11ªed.

Ginzburg, Carlo. Sinais:Raizes de um Paradigma.In:Mitos,Emblemas: Morfologia e História:trad-SP:Companhia das Letras, 1989

Jurandir, Dalcídio. Passagem dos Inocentes. Belém: Falangola, 1984

Morin, Edgar. Os Setes Saberes Necessários à Educação do Futuro.Trad.SP: Cortez, 2000
Parametros Curriculares Nacionais: Mec, 1998

Perrenoud, Philippe. Construir as Competências desde a Escola: Porto Alegre: ArtMed.1999


*A autora é Professora Especialista em História do Brasil, História da Amazônia e atuando na EEEFM "Maria Gabriela Ramos de Oliveira". Texto produzido durante a especialização na Universidade da Amazônia- UNAMA, com apoio da Secretaria Estadual de Educação - Seduc, em 2005.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Escolaridade cresce em todas as faixas etárias em dez anos





O número médio de anos de estudo da população com 25 anos ou mais de idade cresceu em todas as faixas etárias na primeira década do século 21, analisada pelo estudo “Indicadores do Desenvolvimento Brasileiro”, divulgado esta semana. Os pesquisadores ressaltam o aumento no número de anos de estudo na faixa etária de 25 aos 30 anos entre 2001 e 2011, que passou de 7,4 para 9,6.



“Entre 2001 e 2011, houve incremento na escolaridade dos estudantes em todas as faixas etárias analisadas, o que é importante para o melhor aproveitamento do aprendizado”, avaliam os pesquisadores. Para estudantes com 12 anos de idade, por exemplo, aumentou a proporção daqueles com pelo menos 4 anos de estudo. “Esse número e o das outras faixas revelam que é cada vez maior a proporção de estudantes que se aproximam da escolaridade adequada para sua idade”, diz o estudo.



A pesquisa verificou também que as taxas de frequência à escola ou creche mostram melhora no acesso à educação, em especial para os menores de 17 anos. Segundo o trabalho, esse é o resultado de um esforço conjunto da União, estados e municípios. Houve crescimento constante nas taxas de frequência, em todas as faixas etárias: de 4 a 5 anos, de 55,1% em 2001 para 78,2% em 2011. O estudo destaca a universalização do ensino fundamental, com 98,3% das crianças com 6 a 14 anos frequentando a escola.



Alfabetização



O analfabetismo vem diminuindo progressivamente, segundo o documento. A taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade diminuiu, passando de 12,3% em 2001 para 8,4% em 2011. Houve queda em todas as regiões. No Nordeste, região que apresentava o maior índice, a redução foi mais acentuada, de 24,2% em 2001 para 16,9% em 2011.



O resultado positivo demonstrado no estudo foi conquistado a partir das ações aplicadas no novo modelo de crescimento com a inclusão social adotado no Brasil. Programas e políticas públicas como Brasil Sem Miséria, Fies, Prouni, Pronatec, Farmácia Popular, PAC Saneamento, entre outros, estão diretamente ligados a transformação da realidade do país na última década.



Pessoas privadas de liberdade terão Pronatec



O público prisional será incluído no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), com um investimento de R$ 180 milhões, segundo acordo firmado nesta quinta-feira (7), pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo.



O programa atenderá pessoas nos regimes aberto, semiaberto, fechado e de prisões provisórias, além daqueles que já cumpriram as penas. Até 2014, serão oferecidas 90 mil vagas - 35 mil já garantidas este ano. Os beneficiários serão selecionados pelo Ministério da Justiça e encaminhados aos cursos em unidades de ensino credenciadas pelo Ministério da Educação, como institutos federais de educação, ciência e tecnologia, unidades do Sistema S e escolas técnicas estaduais. Todas as unidades da Federação participam da cooperação.



De uma população carcerária de mais de 500 mil pessoas, apenas 2,9% tem qualificação profissional e cerca de 5% é analfabeta, o que dificulta a entrada no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. A oferta de cursos será baseada na demanda de cada unidade federativa a partir da escolaridade e do gênero da população carcerária. Haverá cursos nos níveis de ensino fundamental e médio, completos ou incompletos. Os privados de liberdade que participarem do programa terão a pena reduzida.


Fonte: Pt.org.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

XVI Feira do Livro - A borracha entra em cena










Barões da borracha, na XVI Feira do Livro? Isso mesmo. Trata-se de alunos da E.E.E.F.M "Maria Gabriela Ramos de Oliveira", localizada no Conjunto Maguari, caracterizando o período áureo da economia da borracha.









A elegância das personagens revela o luxo, a riqueza, a modernidade. Segundo a Professora Maria de Nazaré Sarges, em sua Belém : Riquezas produzindo a Belle-Époque (1870 - 1912) " A composição de uma nova elite formada por comerciantes, seringalistas, financistas e profissionais liberais, é o novo grupo dominante que, em nome do progresso, vai direcionar a remodelação da cidade imprimindo-lhe o brilho da Belle-Époque". Portanto, Belém e Manaus, no final do século XIX, assumem a influência da modernidade, assim como outras cidades brasileiras   










A atividade pedagógica faz parte do projeto Meio Ambiente Preservado: Qualidade de vida e sustentabilidade no futuro; pois a preservação do meio ambiente, antes bandeira de um pequeno grupo de ativistas, passou a ser uma preocupação global e a partir daí políticas governamentais foram adotadas em todo o planeta. Essa inquietação deve-se à valorização da qualidade de vida e à percepção de que a sobrevivência do homem depende diretamente da preservação dos recursos naturais.  Portanto, trabalhando a proposta no espaço escolar, a partir da 5ª serie, fazendo uso dos mais variados recursos de que dispõe a comunidade da escola "Maria Gabriela de Oliveira" estará desenvolvendo a consciência sobre a importância da necessidade urgente de preparar as crianças de hoje, para que possam viver em um ambiente saudável no futuro.








Os alunos participarão de várias atividades relacionadas à preservação do meio ambiente como: passeio ecológico, gincana de conhecimento, produção de horta e plantio de espécies ornamentais, produção de vídeos, painéis, murais, jornal impresso.


ATIVIDADES:


1. Gincana Ambiental


Com uma mistura de tarefas sobre conhecimento de fauna, flora, coleta de lixo, dentre outros, as equipes responderão perguntas sobre o meio ambiente, a partir dos textos estudados em Sala de Aula.
Organizar as tarefas para a gincana
Elaborar perguntas de conhecimento sobre questões ambientais.
Os alunos das turmas 801T e 802T serão os atores da gincana. As turmas, divididas em grupos desenvolverão miniprojetos para serem apresentados a partir de uso dos recursos tecnológicos de que a escola dispõe.
Grupos: 1. Lixo eletrônico; 2. Reciclagem; 3. Mini horta; 4. Escola Limpa; 5. Materiais plásticos; 6. Poluição


2. Caminhada Ecológica

Professores envolvidos: Fátima (Estudos Amazônicos e História); Elizabeth (Ciências) e Aricleide ( Língua Portuguesa)
Local de visitação: Parque Seringal em Ananindeua
Objetivo Geral: estimular a observação de elementos naturais e a extração de produtos da natureza de forma sustentável.
Objetivos específicos:
·         Compreender a natureza reconhecendo suas interações no espaço e no tempo.
·         Identificar o processo de utilização do seringal como meio sustentável e as relações do homem considerando aspectos históricos e geográficos.
·         Conhecer a história dos seringais na Amazônia.
Ações:
·         Mural de fotos
·         Apresentação de vídeos
·         Exposição de produtos derivados da borracha
·         Quadrilha “Xote Ecológico”
·         Premiação da melhor redação - Tema: Museu Parque Seringal: Contando a história da borracha

3. Palestras para as 5ª e 6ª séries: convidados: desbravadores 

4. Oficinas de reciclagem sobre lacres, garrafas PET, papel, sobras de tecidos.
O trabalho com esse material fundamenta a visão de que tudo pode ser renovado ou transformado, em oficinas com sucatas, que incentivam a arte de reciclar o lixo em papel artesanal e material eletrônico.

5. Passeio na Feira do Conj. Maguari

Professores envolvidos: Dineide (História) e Márcio (Inglês)
Objetivo: Observar o desperdício de alimentos na Feira
Atividade: Produção de documentário, mural e sopão

6. Construção de cenários educativos

Contrastando uma mata preservada e com habitats degradados em consonância com a cultura junina

 7. Exposição de fotos: degradação ambiental e solução para o problema da degradação 

 8. Distribuição de amostras do adubo orgânico: Decomposição do lixo
·         Contação de histórias para crianças
·         Oficina de reciclagem de garrafas PET
·         Plantio de espécies ornamentais
·         Abraço simbólico às arvores

8. Apresentação de danças, teatro e produções de vídeos
Teatro a partir de mitos e lendas da Amazônia: Fantoche -  A  bruxa porcalhona
Filme: Os animais unidos jamais serão vencidos”- Exposição de cartazes
Produção de mural criativo em linguagem não verbal
Experimento: A eletrização por atrito
Danças explorando as músicas sobre o meio ambiente
Horta suspensa de garrafas pet
Paródia
Apresentação de vídeos

Ações:
Estimular a doação de material de construção para revitalização do muro
Promover a coleta de mudas e sementes para a horta
Estimular a doação de mudas ornamentais
Construir uma horta suspensa no muro com garrafas pets
Planejar a área para decorar com plantas ornamentais
Estimular a doação de recipiente para a coleta seletiva
Organizar a coleta seletiva de lixo
Oferecer oficina de reciclagem do lixo eletrônico

Disciplinas e professores envolvidos:

Língua Portuguesa – prof. Carlene Nunes, Aricleide Tavares, Walquíria Carvalho e Ivan
Matemática – prof. Romildo Cunha
História – prof. Dineide Feio, Fátima Oliveira
Geografia – Déa Benather e Ailton
Filosofia – Edson
Biologia - Elizabeth
Inglês – Marleide e Marcio Borges

Cronograma

O projeto deverá acontecer durante os meses de abril, maio e junho.
Passeio Ecológico: 29/05/2012 (701/702m) – prof. Fátima e Elizabeth e 05/06/2012 (801/802t) – Prof. Aricleide e Elizabeth
DATAS: 30/05/2012 Passeio na comunidade – turma 801, 802, 301
Revitalização do muro: 01/06/2012
Produção de Horta com garrafa Pet: 05/06/2012


A Escola foi selecionada para apresentar suas atividades no dia 23 de setembro, no stand da Secretaria Estadual de Educação - Seduc (Belém - Pará).


sábado, 28 de abril de 2012

Educação em Bujaru

Recebo neste momento o Informativo Educação Bujaru, com comunicações sobre a educação do município de Bujaru e o patrocínio da Secretaria Municipal de Educação. Nele temos o seguinte:


- Que a Prefeitura Municipal através da Secretaria de Educação de Bujaru, com o objetivo de valorizar, incentivar e reconhecer a prática docente, bem como a importância de seus educadores para o progresso da educação bujaruense, lançou o prêmio "Valorização da Prática Pedagógica do Educador". O evento que aconteceu no dia dois de dezembro, no auditório municipal, contou com a inscrição de 18 projetos, dos quais 11 foram de Escolas da Cidade e 07 das Escolas da Zona Rural. Das Escolas da Cidade o projeto vencedor foi a professora Lídia Cristina Santos da Escola "São Joaquim", cujo tema Vivenciando a prática da leitura e da escrita em situações de encantamento. E da Zona Rural o vencedor foi a professora Vanessa Gomes da Silva, da Escola "São Raimundo"(Vila), com o tema: Prática Social do Uso da Mandioca. Foram premiados os professores do 1º e 2º lugar que participaram do concurso e também os técnicos das respectivas Escolas vencedoras, que receberam Notebook e Netbook, respectivamente.  



O Pref. Lúcio Bessa do PT reinaugura a escola



Através de parceria a Prefeitura Municipal de Bujaru está conseguindo melhorar a qualidade da educação garantindo as condições de permanência para o educando na escola. Entre as ações está a melhoria nos prédios escolares, onde os espaços físicos estão sendo reformados e ampliandos, como aconteceu no dia 27 de abril o grande evento de  reinauguração da Escola "São Benedito", na localidade de São Lopes. A comunidade escolar, e convidados demonstrando todo seu carinho, respeito e agradecimento a mais esta realização do Prefeito Lúcio Bessa.






Prof. Valdivino Cunha representando o SOME


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Que Vergonha !



Triste   -  história de um Professor
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”) uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço, encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que é perpetrada contra os professores neste país''.
Fica cristalina a visão de que, neste país:
Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO
Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM
Alguns exemplos atuais:
· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...
· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...
TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE:CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....
SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:
Ø Educação Física: Futebol;
Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;
Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento
das "Celebridades"
Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;
Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;
Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;
Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...
Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.
Está bom assim? ... eu quero mais!...
ESSE É O NOSSO BRASIL ...
Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)
Ø BOPE - R$ 2.260,00.................. para ........ Arriscar a vida;
Ø Bombeiro - R$ 960,00................para ........ Salvar vidas;
Ø Professor - R$ 728,00...............para ........ Preparar para a vida;
Ø Médico - R$ 1.260,00...............para ........ Manter a vida;
E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).
 

sábado, 24 de março de 2012

Quem vive no campo terá mais oportunidades de estudar




A presidenta Dilma lançou hoje o Programa Nacional de Educação no Campo – Pronacampo, que oferece apoio técnico e financeiro aos estados, Distrito Federal e municípios para implementação da política de educação do campo, atendendo escolas rurais e quilombolas. O investimento anual do programa será de R$1,8 bilhão.


“Dentro da nossa estratégia de combate à miséria, junto com o Bolsa Família, a nossa busca ativa, este programa é um dos eixos estratégicos porque aposta não só em retirar as pessoas das condições de miséria a que foram condenadas durante décadas, mas implica sobretudo em garantir que as gerações futuras terão um outro tipo de horizonte de oportunidades à sua frente”, disse a presidenta, em solenidade no Palácio do Planalto.


Serão criados o Programa Nacional do Livro Didático – em que três milhões de estudantes receberão material relacionado à realidade do campo – e o Mais Educação, que oferecerá diversas atividades pedagógicas.


A formação de professores também receberá atenção especial, com oferta de aperfeiçoamento para profissionais do campo e de escolas quilombolas. Para desenvolver a educação de jovens e adultos e a educação profissional e tecnológica, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Campo apoiará a inclusão social dos jovens e trabalhadores do campo, destinando 120 mil bolsas de estudo.


Quanto ao eixo de infraestrutura física e tecnológica, o programa apoiará a construção de três mil escolas e a aquisição de oito mil ônibus escolares, além de promover a educação digital e o uso pedagógico da informática por meio da instalação de recursos digitais em 20 mil centros educacionais até 2014.

Fonte: Dilma.com.br

sábado, 10 de março de 2012

Professor




Com divulgação do piso salarial pelo MEC, para os professores de todo o Brasil de R$ 1.451,00, a imprensa oligárquica e burguesa começou a fazer conjecturas sobre os valores considerados “altos”, diante das perspectivas do pagamento pelos governos estaduais para a nossa categoria.

Interessante é que, temos tantos problemas e temas para serem abordados e problematizados pela imprensa, principalmente a escrita, onde poderia contribuir muito mais na formação e educação de nossa sociedade, não faz.  Infelizmente, seus editores e “donos” deveriam ter essa preocupação.

Na categoria do magistério, a diferença em relação às outras categorias é porque trabalhamos com a formação do ser humano que contribuirá com a sociedade, principalmente, nós da educação básica.

Gostaria de ressaltar, que o profissional que trabalha na sala de aula, dependendo da situação e contexto que é compromissado com seus alunos, geralmente, retira parte de seus salários para ser investido em seu local de trabalho, o que outras categorias, dificilmente faria, vejam, só: vídeos, internet, jornais, revistas, mapas, pincel atômico, esponja, computador, tintas, cópias, livros, CDs e outras necessidades. Portanto, diferente do que pensa a imprensa burguesa, o dinheiro do professor (a), não é só para suprir suas necessidades básicas, mais também, investir no trabalho e jamais em adquirir bens ou riquezas.   

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Educação no Campo: Trilhando o ensino do Sistema Modular (IV)

A dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação - Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura do Instituto Presbiteria no Mackenzie como requisito para a obtenção do título de Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pelo professor do SOME Angelino Gomes Ferreira Junior, sob a orientação da Dra. Mirian Celeste Ferreira Dias Martins, tendo como denominação "Os Limites e Possibilidades de Emprego de Multimídias no Ensino de Arte no Município de Abaetetuba/Pará" , em São Paulo, no ano de 2009, torna-se outra fonte fundamental de leitura, conhecimento, pesquisa e levantamentos de dados do Sistema Modular e Educação do Campo.    


Para o autor da dissertação um problema considerável que tem enfrentado nas práticas educativas de Arte, junto dos alunos ribeirinhos do Sistema Modular no município de Abaetetuba, no estado do Pará. Frente a pauperidade de estrutura física e tecnológica adequada. Segundo o professor, por outro lado, os propósitos dos PCNs   em arte, tem direcionado a todos os alunos da educação básica do Brasil a imprimir ao professor a missão de ser mediador propositor, que apresenta e articula a produção do conhecimento em arte, através das experiências artísticas, estéticas e culturais produzidas pelo homem ao longo da história da humanidade, do seu contexto atual, e de sua própria produção.   


Portanto, para o professor Angelino Júnior, diante desta problemática seu objetivo foi investigar os limites e possibilidades de produzir nos alunos ribeirinhos uma experiência estética virtual, através de pesquisa nos meios multimídias em especial a internet, com o recorte do Patrimônio Cultural do Pará, mesmo que estes ainda não tenham acesso a ela. Com o intuito de avaliar se essas novas ferramentas tecnológicas podem vir a ajudar os alunos a terem um ganho qualitativo na construção do conhecimento em arte, fazendo com que fosse realizada a pesquisa de intervenção participativa do tipo analítica descritiva, no contexto escolar da escola EMEFM "João Maria" na comunidade de Rio Doce e no Laboratório de Informática da EEEFM"Pedro Teixeira",  em Abaetetuba, envolvendo alunos da 8ª série e 1º ano do ensino médio.


Para o professor "A análise dos dados levantados ao longo da pesquisa apontam para um estímulo e ganho considerável nas aulas de arte, quando apoiadas com o suporte das novas ferramentas pedagógicas advindas da profusão das novas tecnologias no mundo agregadas a educação".


Pois é Professor Angelino Júnior, ainda tem governo que não tem nenhum compromisso com a educação. Triste !       

sábado, 7 de janeiro de 2012

Educação no Campo: Trilhando o ensino do Sistema Modular (III)


Abordando neste espaço algumas produções acadêmicas relacionadas com o SOME, que tirei do fundo do baú, já que bastante tempo não folheava este material. Não poderia deixar de lado, uma riqueza imprescindível ao estudo sobre educação do campo que é a obra do prof. Francisco Edson Sousa de Oliveira, denominada "O Ensino Modular em Pequenas Comunidades da Amazônia", publicado pela Editora Grafórmula, com o apoio da Prefeitura Municipal de Santarém, no ano de 2001. 


O livro que é fruto de suas atividades no mestrado na Universidade Moderna de Lisboa-Portugal. O autor retrata "a realidade amazônica e sensibiliza o sistema para continuar investindo em políticas sólidas para o desenvolvimento do homem que vive em uma geografia ímpar no mundo chamado Amazônia".


Para o autor a Amazônia precisa ser tratada com carinho "para não marginalizar o processo de desenvolvimento"; além de tecer algumas considerações sobre estatísticas sociais, fazendo relevância ao contrastamento entre zona urbana e zona rural em comunidades brasileiras e mas precisamente amazônicas.


Interessante, também, na obra em um segundo momento são relatos de experiências executadas pelo Ensino Médio Modular, considerando os aspectos educacionais  e suas implicações na formação das comunidades que compõe a região.


Ressalta o professor Francisco Oliveira que "as dificuldades de operacionalização da Experiência, causada pela falta de aplicação das Políticas Públicas no setor. Assim como também os fenômenos naturais bastante influentes nas áreas de várzeas".


Sem deixar de lado as considerações "através das análises e amostras, concernentes ao funcionamento da experiência, considerando que, o acesso à região é dificultoso, as condições de vida precárias (...) onde essa realidade educacional carente apresenta-se bem acentuada".


Concluindo: "No estado  do Pará algumas circunstâncias específicas motivaram a implantação do SOME, como:  a falta de escolas e professores qualificados no municípios, pressões locais em torno da implantação desse grau  de ensino, situação financeira do estado, que não permite atender essa demanda via Ensino Regular, o que remonta ao quadro geral de problemas no Sistema Educacional Brasileiro (...) precárias condições do meio ambiente" entre outros. 


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Educação no Campo: Trilhando o ensino do Sistema Modular (II)


Um estudo que é fundamental para aprofundar a educação no campo, enfatizando o Ensino Médio Modular foi produzido pela Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia, denominado de Relatório Preliminar da Pesquisa "Avaliação Diagnóstica do Sistema de Organização Modular de Ensino - SOME no estado do Pará", no ano de 2003.

 
O estudo que teve como autores(as): Ana Célia Bahia Silva, Cely do Socorro Costa Nunes, Elenizio Paixão Matos e Rosa Helena Nogueira Ferreira e equipe de pesquisa de campo: Ana Célia Bahia Silva, Elenizio Paixão Matos, Francisco Edson Souza de Oliveira, Hélcio de Castro Monteiro, Maria das Graças Lima, Rosa Helena Nogueira Ferreira, Vilmar Nascimento e Vilvia Bentes Guimarães.


O objetivo da pesquisa que foi produzida pela FIDESA, em 2003, foi avaliar a estrutura e o funcionamento do SOME; assim como propor diretrizes para a melhoria qualitativa no que diz respeito ao ensino médio. Segundo a pesquisa, em 2002, o projeto atendia 84 municípios do estado do Pará, funcionando geograficamente em 47 sedes, 144 distritos e 191 localidade, número significativo o que demonstrou a expansão e crescente interiorização do ensino médio para as zonas rurais, onde atendia aproximadamente 22.338 alunos, com 591 professores.


A pesquisa foi realizada em 20 municípios, tendo como prioridades 14 sedes e 06 localidades.


Com a pesquisa foi possível a Secretaria Estadual de Educação ter melhor visibilidade do SOME na "tentativa de revelar seus limites, e contribuições para a democratização do ensino médio em localidades adversas do estado do Pará".  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Educação no campo: Trilhando o ensino do Sistema Modular (I)


Um dos trabalhos acadêmicos que teve grande repercussão na década de 90 foi a dissertação do professor João Gomes Tavares Neto, apresentada no Centro de Educação da Universidade Federal do Pará, no ano de 1998, tendo como título " O lado instituinte das políticas públicas de educação no estado do Pará e o Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) 1980 - 1998".

No resumo, o autor da dissertação de mestrado ressalta que "o estudo analisa a expansão das oportunidades de ensino básico para os municípios do interior do estado do Pará no período de 1980 - 1998". É importante destacar que João Neto toma como "referência  principal o projeto SOME (Sistema de Organização Modular de Ensino) ao longo de sua trajetória que incide sobre o período de tempo referido. Temos como objetivo compreender a dinâmica desse processo de expansão, a partir da elucidação das atividades desenvolvidas no âmbito desse projeto, mantido pela Secretaria de Estado de Educação".

Neste apecto, continua o professor:" O argumento principal adotado para empreender a pesquisa, é de que as políticas públicas de educação em seu processo: planejamento, execução, monitoramento e avaliação, pode ultrapassar os limites de uma ação isolada do poder público. Há uma face de menor visibilidade, a qual denominamos de 'instituinte', onde efetivamente atuam sujeitos sociais com relativo grau de autonomia, oferecendo uma certa 'resistência crítica' à ações do estado. Neste lado instituinte essas políticas também ecoam como iniciativa da cidadania".

Interessante que o professor utiliza alguns teóricos para desenvolver seus argumentos, como A. Przeworski, C. Castoriadis, S. Draibe, C. Matus entre outros pensadores que reforçam a trajetória do SOME nos últimos 18 anos.

E conclui:" Nos limites dos dados disponíveis, foi possível concluir que o projeto SOME opera com relativa margem de autonomia, na confluência das políticas públicas de educação no Pará. Atende à ordem institucionalizada pela Seduc, ao mesmo tempo em que cria alternativas próprias de gestão, que inclui eventualmente a interferência crítica dos sujeitos que o constroem. Como decorrência desse processo, observamos a existência, ainda em estado embrionário, de elementos que podem levar a superação de uma estrutura educacional massificadora e à diferenciação positiva do SOME em relação ao sistema de ensino público no estado do Pará".      

  

domingo, 20 de novembro de 2011

Consciência Negra I



"Ter consciência negra significa compreender que a luta contra o racismo não é uma luta


somente dos negros e sim de toda sociedade que se quer livre, pois não há sociedade


 livre onde existe  racismo"

                                                               Texto: Consciência Negra no Brasil
                                                                                               Nilma Bentes

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Educadores saem vitoriosos após 54 dias de greve

Com mais de mil profissionais em educação, em Assembléia Geral, realizada na sede do Paysandú Esporte Clube, foi aprovada pela maioria e decisão soberana, o retorno das aulas na próxima segunda-feira, dia 21.


O importante, neste processo não é a discussão se perdemos ou não, o fundamental neste cenário é que a categoria mostrou ousadia, unidade e força contra as principais instituições que pensavam que ditavam normas contra um direito constitucional, que é a greve. Poder Executivo, Justiça e Mídias tradicionais foram colocados em xeque por uma categoria  que forma opiniões, detém conhecimentos e trabalha com a massa. Esta é eleitora.


Para nossa categoria, que possui, um dos  maiores sindicatos do estado do Pará, com quase 27 mil associados, "não podemos perder de vista a necessidade de manter uma permanente interlocução com os demais segmentos da comunidade educacional e com a população em geral, bem como, a necessidade de uma forma consciente de organização de base, que estimule a mobilização por unidade escolar e por escolas agregadas. Precisa ainda implementar um plano de lutas visando a uma campanha salarial vitoriosa em 2012, que garanta o pagamento integral e imediato do Piso Salarial e à efetiva melhoria das condições físicas das escolas, de trabalho e da qualidade da educação pública no Estado, que só pode ser viabilizada mediante a aplicação de 10% do PIB na educação brasileira".


Neste momento crucial, a categoria dos profissionais em educação, sai fortalecida e vitoriosa com o processo da greve.


"Jatene a luta continua a culpa é tua"
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Greve de Verão

Educadores na Assembléia - 11.11.2011



Aproximadamente dois mil educadores e técnicos em educação lotaram, hoje,  o Centro Social de Nazaré, onde,  em Assembléia Geral, decidiram pela continuidade da greve, que sem dúvida, é justa, onde defendemos o pagamento integral do Piso Salarial Nacional e o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração - PCCR.

A greve que defendo como Greve de Verão, pelo fato de estar acontecendo neste segundo semestre, já que a maioria de nossas greves, aconteciam durante o período de inverno, já que nossa data base, foi maio e depois passou para abril, com muita chuva.


Em Nota do nosso Sindicato, deixa bem explícita a posição da categoria:


" Em seu 45º dia de greve, os trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará deram mais uma demonstração de que não aceitam que o governo Jateve torne letra morta a lei que dispõe sobre o Piso Nacional Profissional do Magistério, além de deixar em segundo plano a implementação do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração desta categoria. A multidão que saiu em passeata para protestar contra o descumprimento da lei e a intransigência desse governo ante as reivindicações da categoria, em frente à SEDUC e, em seguida, em frente ao Palácio dos Despachos, em Belém do Pará, confirmou a continuidade e o vigor de nossa greve, a despeito da campanha de desinformação e das ameaças do governo tucano à categoria, na tentativa de fazer nossa categoria recuar. Neste período de greve, nossa categoria enfrentou cortes de ponto, uma decisão infundada da 1ª instância do judiciário, a criminalização de nosso movimento e toda uma série de pressões e em nenhum momento se deixou intimidar.


O governo neoliberal tucano reafirmou sua aversão ao diálogo com nosso categoria, ao fugir de sua responsabilidade de receber nosso sindicato e negociar uma saída para o movimento grevista. Optou por esvaziar um e outro local de protesto da categoria, apostando no uso da imprensa para convencer a população de sua versão enganosa dos fatos. A longa nota que publicou nesta quinta-feira, 10/11, nos principais jornais do estado, tem essa finalidade, além de cometer o desplante de parabenizar a reduzida minoria dos trabalhadores em educação pública - geralmente servidores temporários - que não aderiu à greve ou retornou ao trabalho  foi em vão, pois a greve continua e só se encerrará por decisão soberana de nossa categoria.

Para o SINTEPP, ainda que nossa principal reivindicação - o pagamento do Piso Salarial Nacional esteja longe de ser atendida, a greve trouxe efeitos positivos. Agora o governo Jateve, além de obrigado a reconhecer a constitucionalidade da Lei Federal nº 11.738/2008, que estabeleceu um piso salarial nacional  para o magistério, sabe que não pode continuar a descumpri-la impunemente, com o falso argumento de que faltam recursos para tal. Apesar de manter-se omisso, não pode contestar de maneira convicente a análise elaborada pelo SINTEPP que atesta disponibilidade de recurso para o pagamento do piso; sabe que precisará prever no orçamento do próximo ano recursos para garantir o seu pagamento integral. Sabe também que nossa categoria não se dobrará a nenhuma decisão judicial que viole o direito constitucional de greve, inclusive porque contribuiu para conquistar esse direito.

Nosso sindicato não ignora o grande arsenal que está à disposição do governo para que o mesmo insista em enganar a população e intimidar os trabalhadores em educação; nem ignora a angústia de milhares de estudantes e pais com tantas semanas sem aulas nas escolas públicas do estado. Mas a manutenção da greve, tanto quanto sua deflagração é uma decisão responsável de nossa categoria; o único recurso que lhe restou para forçar o governo a negociar com o SINTEPP. Se essa greve continua é porque o governo teima em ignorar a necessidade de negociar com a categoria, porque ignorou inclusive a proposta de escalonamento que visava o diálogo".

E continua em seu site:

Em uma grande assembleia realizada hoje, (11), no Centro Social de Nazaré, os trabalhadores em educação em greve decidiram, por maioria esmagadora dos presentes, a manutenção da greve.


Foi aprovado a realização de um grande ato público para sensibilizar a sociedade para se contrapor às calúnias veiculadas pelo Governo Jatene através da maioria da imprensa televisiva, escrita e radiofônica, no dia 16 de novembro, no CAN, às 09 horas.


As várias formas utilizadas pelo Governo de Simão Jatene/Nilson Pinto para criminalizar o nosso movimento utilizando-se do aparelhamento da máquina estatal com alguns grupos de comunicação; a forma obscura da utilização do Judiciário/Ministério Público; a ameaça de demissão em massa de trabalhadores temporários do estado e em estágio probatório mostra a disposição do seu partido em superar os seus antecessores, como sendo o mais novo/velho repressor dos movimentos sociais deste estado.



Recentemente o governo do estado enviou ao Conselho Estadual de Educação, a proposta de redução de 20 dias no calendário escolar, que, felizmente, ainda não foi aprovada pelo conselho, mas deixa clara mais esta tentativa de reduzir as leis que resguardam a educação, pois a Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece 200 dias letivos.


Isto mostra o desespero deste desgoverno e o ódio que eles nutrem a nossa categoria. Em outras linhas, querem a qualquer custo punir os que ousam a não abaixar a cabeça aos arrogantes Nilson Pinto, Jatene e Alice Viana, pois vêem o desgaste que sentem nas suas aparições em público, quando são vaiados.



A categoria mostrou-se, mais uma vez, madura e mobilizada para não aceitar nenhum ataque vindos de qualquer lugar, seja ele da imprensa marrom deste Estado ou dos nossos maiores algozes do executivo estadual, pois lotou a CSN, pela manhã, com a presença expressiva de 25 municípios que se deslocaram até a capital para participar da assembleia. Entre eles: Santarém, Peixe Boi, Augusto Correa, Santa Izabel, Curionópolis, São Francisco do Pará, Itaituba, Curralinho, Breves, Alenquer, Monte Alegre, Curuça, Colares, Marapanim, Abaetetuba, Barcarena, Castanhal, Igarapé Açu, Magalhães Barata, Maracanã, Portel, Terra Alta, Vigia, Capanema e Bragança.


Foi encaminhada ainda, a seguinte agenda:


12/11 – Conselho Estadual de Representantes

13/11 – Panfletagem na Pça da República, 9 horas

16/11 – Ato público no CAN, 9 horas


"Jatene a greve continua, a culpa é tua".