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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

46 anos de fundação do Partido dos trabalhadores, trabalhadoras e a educação no campo no Estado do Pará

 




Os 46 anos de fundação de um dos maiores partidos do Brasil e do mundo, hoje, esta data se confunde com a implementação de uma das maiores políticas públicas de inclusões sociais da Amazônia, gerenciada pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará - SEDUC/PA, o Sistema de Organização Modular dê Ensino - SOME. Com a expansão desta política pública nas décadas de 1980 e 90, fruto ainda da ditadura militar, com o governo do tenente coronel e fazendeiro Alacid Nunes, não podemos negar que os educadores lotados nesta importante política pública se deslocavam para os rincões do Estado do Pará com diversas práticas educativas e metodologias pedagógicas que mudaram e influenciaram nos municípios e localidades, principalmente, nas articulações políticas e muito questionando as oligarquias municipais que já vinham governando os municípios e regiões há décadas.

Até 2003, para ser lotado no SOME passava-se por um processo seletivo que tinha entre os critérios para aprovação, sua visão ampla de conhecimento e política, independente, de partidos políticos e correntes políticas.

Com alguns educadores e educadoras, alguns temporários, outros efetivos, esses começaram a divulgar novos pensadores, autores, livros, teorias, educadores progressistas que mexeram teoricamente com os alunos e alunas, vejam alguns e podem acrescentar outros, como: Glória Rocha, Ana Conceição, Ester Silva, Jerônimo, Raimundo do Rosário, Leonardo Pantoja, Eugênio Torres, Iorque, Claudinha, Ribamar Oliveira, Baia, Alcir, Marina Costa entre outros e outras. Com essas novas ideias e práticas educativas, o Partido dos trabalhadores e Trabalhadoras - PT expande também e parte significativa de seus filiados e filiadas nos interiores eram matrículad@s no SOME; assim, o PT, neste momento, amplia novos horizontes políticos como surgimento de nova força política no Estado do Pará.

Apesar de muitos erros e falhas, saídas de diversas correntes internas políticas que deram origem em outros partidos, o PT tem mostrado sua força também no país, como o governo federal atual.

Portanto, o PT deve muito ao SOME no Estado do Pará pela divulgação e expansão de suas propostas, em defesa da democracia e do povo brasileiro. Os 46 anos de história carregam conquistas importantes que transformaram a vida dos brasileiros e brasileiras. Viva o PT e seus 46 anos, Viva o SOME!

Ribamar Oliveira
Aposentado

domingo, 15 de novembro de 2020

VAZA PANDEMIA...

        *Maria Fátima de Oliveira


Lembrar da eleição,  é lembrar do Jurunas, bairro marcado predominantemente pelos partidos da direita. A nossa alegria começava com o visual  nas portas, janelas e onde pudesse usar o vermelho para tirar o brilho do "amarelão". Um fato marcante era a habitual  feijoada do PT, assim denominada pela D. Preta, dona da casa/ nosso QG,  também conhecida como "Pretinha". Mas, no final da tarde estávamos interagindo com os vizinhos do "amarelão", tudo organizado por ela que fazia questão da política da boa vizinhança. .


Ao raiar do dia já estávamos indo para o Jurunas, votar  e fazer  boca de urna , é claro.!


À tarde, o agito aumentava com muito bate boca, denúncias e correria da polícia,  fazer boca de urna escondido ?? Como ?? Tirava todo e qualquer acessório vermelho e saíamos distribuindo os santinhos .Era um ir e vir atrás de ônibus para ganhar o voto dos indecisos, às vezes dava certo..ufa !!  Muita confusão, muita correria, mas éramos nós da esquerda que fazíamos a diferença. Nem vou entrar no mérito das conquistas sociais e econômicas da esquerda no Brasil.


Fizemos sim a diferença, porque incomodávamos àqueles que até hoje querem tirar nossas conquistas adquiridas com tantas lutas.


Hoje, a eleição está mais calma, no entanto, os santinhos e a dinheirama continuam valendo para aqueles que usam da politica para se auto promover e governar para a sua família, intensificar a perda dos nossos direitos  .


Esse é o país que eu não quero que governa através do ódio,  da intimidação e das regalias ..


Vaza pandemia, queremos fazer eleição  como sempre fizemos, porque a luta e árdua. .


Boa eleição, vote certo !!


*Professora da rede estadual de educação.

domingo, 28 de agosto de 2016

Eleições 2016









Em Belém do Pará, estarei como um colega de lutas e sonhos. Voto para vereador em, Marquinho 13510 e para Prefeitura Municipal de Belém, voto em uma mulher guerreira e combativa , em Regina Barata. Vamos nessa! Todos candidatos pelo Partido dos Trabalhadores - PT.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O momento político brasileiro




                                                   * Valdivino Cunha da Silva



Caso alguém tivesse saído do Brasil há vinte anos e tivesse ficado num isolamento total, sem contato de qualquer natureza com a sociedade brasileira e desse local imaginário ele apanhasse uma avião e pousasse hoje no Brasil, ele tomaria um grande susto, tamanho as boas mudanças importantes que ocorreram na sociedade brasileira nestes últimos 20, mais precisamente após os dois governos de Lula e agora com Dilma. Com isso não estamos afirmando que os problemas brasileiros acabaram e nem que ele eles fizeram tudo que deveriam ter feito, mas fizeram muito, mas poderiam ter feito por exemplo, a reforma política e tributaria, onde os ricos deveriam pagar mais e os pobres menos impostos, taxando por exemplo, as grandes fortunas, além da reforma agrária e educacional, só para citar as mais urgentes.

 
No cenário político, o PT cometeu erros gravíssimos, se aliando com partidos e políticos que mancharam sua trajetória de luta em busca da ética. A questão do poder parece ter virado uma obsessão que ele buscou a qualquer preço e está pagando um preço alto demais.


O Governo Lula teve como marca a inclusão social e para isso teve que negociar com o deus e o diabo. Já o governo de Dilma teve e está tendo um viés tecnicista exacerbado, simbolizado pelo atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy. No Primeiro mandato de Lula, perdeu-se a oportunidade de fazer mudanças estruturais para o Brasil, hoje isso é quase impossível, pois as elites que vão de Collor, Renan Maia e Caiado não deixam.


Outro erro que se não for analisado calmamente não se consegue perceber sua dimensão é que o PT deixou de ser um partido de massa, formador. Grande parte de suas lideranças sociais foram cooptadas, viraram DAS, chapa branca e assim criou-se uma lacuna, não se formou-se mais massa crítica, um colapso para a democracia.



Mas, em que pese os erros, os acertos foram bem maiores, inverteu-se prioridades, não é à toa que a burguesia vive a ladrar implorando impeachment e se ainda não tiraram a presidente Dilma que foi eleita democraticamente não é porque não quiseram, é porque ainda não foi possível, achamos até que é pelo fato de que eles já estejam pensando num provável terceiro governo de Lula, e com razão.




                      * Sociólogo e Educador.

quarta-feira, 18 de março de 2015

AS 15 CONTRADIÇÕES DAS RUAS DO ÚLTIMO DIA 15 DE MARÇO




                                                    Valdivino Cunha da Silva*


1- A primeira dela diz respeito ao número de participantes nas manifestações. A diferença entre os cálculos da Policia Militar dos Estados e os organizadores, chegam a ser alarmantes, nem sempre chegam a um denominador comum, propositadamente ou não, usam critérios distintos, difusos para estabelecerem a quantidade de manifestantes.



2- O Estado que teve o maior número de pessoas protestando contra a corrupção e contra o PT foi S. Paulo e é exatamente neste estado onde o PSDB está sendo acusado de uma das maiores corrupções do Brasil, que é a corrupção no metrô paulista, mas não houve se quer um cartaz denunciando também essa roubalheira.



3- Os bairros das capitais onde o “panelaço” foi mais intenso foram exatamente aqueles onde seus moradores não têm problemas com panelas vazias que foram os bairros de Copacabana, Leblon, Ipanema, no Rio de Janeiro e nos bairros dos Jardins, Higienópolis, Pacaembu e Morumbi, em S. Paulo, só para citar alguns.



4- Os manifestantes se autoproclamavam apartidários, ou seja, que não tinham partidos, mas eram contra o PT, porém, em sua grande maioria, estava vestida de amarelo, a cor mais marcante do PSDB, disfarçados nas “cores da Bandeira do Brasil”.



5- Os caminhoneiros, a serviço do agronegócio, pediam a redução do preço do diesel e ao mesmo tempo, aumento do valor do frete.



6- Historicamente, sempre foram os movimentos de esquerdas que protestaram contra a exclusão de muitos, dessa vez, foram os indivíduos, de centro-direita, reivindicavam a manutenção dos privilégios de poucos.


7- Os movimentos sociais e as pessoas em sua maioria sempre foram contra a Ditadura Militar. Uma minoria, imbecilizada, estava com cartazes pedindo a volta da Ditadura Militar.



8- O educador brasileiro Paulo Freire é referencia mundial. No ato, alguns empunhavam cartazes repudiando-o.



9- Enquanto muitos governantes colocam suas polícias para coibir qualquer manifestação contraria aos seus governos, a Presidente Dilma assegura o direito constitucional da livre manifestação.



10- A corrupção não é um mal só do Governo Lula ou Dilma, mas foram eles quem permitiu a investigação e publicização dos atos ilícitos.



11- A Rede de Comunicação Global, notadamente a televisiva sempre foi muda e surda ao clamor dos movimentos sociais, mas estranhamente dessa vez deu cobertura completa, durante toda sua programação no domingo passado, dia do ato.



12- Os apartamentos luxuosos dos quais saíram os sons dos panelaços, certamente foram financiados com o FGTS dos moradores das favelas, dos guetos e cortiços.



13- As patroas que determinaram que suas empregadas domésticas fizessem o panelaço são as mesmas que não pagam os direitos trabalhistas destas.



14- O grito dos indígenas, agricultores familiares, negros e quilombolas sempre vieram dos rincões amazônicos, norte ou nordeste, dessa vez, vieram de pessoas que moram, trabalham ou estudam no sul e sudeste ou ainda de Londres, Tóquio, Berlim ou Suíça.



15- Os três poderes propostos pelo filósofo francês Montesquieu, (Legislativo, Executivo e Judiciário) deveriam ser ampliados, dessa vez incluir a mídia e aqui no caso brasileiro, esse quarto poder se chama Rede Globo.



Não quero com isso dizer que o país vai às mil maravilhas, que os corruptos e corruptores não devolvam o que roubaram e que não sejam presos, tem sim, seja ele quem for, qualquer que seja o partido, o que não concordo é com o engodo do impeachment de um governo eleito democraticamente. Não se derruba um governo só porque uma parcela da população está insatisfeita ou porque a economia não vai bem. A democracia também tem um preço, alto muitas vezes.




A corrupção em nosso país, infelizmente, não é só dos dois últimos governos, nem só das altas autoridades, ela é endêmica, crônica e que não se resolve apenas com decretos, é preciso mudar a cultura do querer tirar vantagem em tudo, enriquecer a qualquer preço, é uma questão de princípios, ética. A corrupção em nosso país está banalizada. É preciso ensinar novos valores às nossas crianças, só assim teremos um país melhor.



Educador da Secretaria Estadual de Educação - SEDUC/Pa.

domingo, 7 de julho de 2013

Partido dos Trabalhadores- PT




Leia documento aprovado pelos membros da CEN durante reunião realizada nesta quinta-feira (4), em Brasília

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida em 4 de julho de 2013 em Brasília/DF, para avaliar a situação política nacional e o resultado das manifestações populares e da juventude que ainda estão em curso em todo o país.

SAÚDA

·    o caráter progressista que se consolidou no rumo das manifestações em curso, com suas reivindicações políticas, econômicas e sociais profundamente identificadas com a trajetória e programa do Partido dos Trabalhadores e das forças que se uniram para governar o Brasil sob a condução da Presidenta Dilma

·    a pronta disposição democrática da Presidenta Dilma, líder de uma das maiores democracias do planeta e a única, entre tantos Chefes de Estado que tiveram suas ruas tomadas por manifestantes populares e da juventude, a abrir o diálogo com estes e a responder de forma concreta aos seus justos clamores pelo aprofundamento das mudanças que o País vive nos últimos dez anos

·    a iniciativa política do Governo de construir, com os movimentos sociais, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário e as forças políticas democráticas uma agenda de alto nível sobre o presente e o futuro do Brasil, consubstanciada nos Pactos anunciados pela Presidenta Dilma e numa agenda legislativa há muito reclamada pela Nação

·    a tramitação de importantes legislações constantes desta agenda nacional, entre elas a PEC do Trabalho Escravo, a destinação de recursos dos royalties do petróleo e do Fundo do Pré-Sal para a educação e a saúde, a criação do REITUP para baratear os custos das tarifas de transporte coletivo, entre outras, e a retirada de cena de projetos reclamados pela população, como a chamada “cura gay”.

·    a entrada em debate de importantes matérias como o Estatuto da Juventude, o PL 4.471 (autos de resistência) e a criminalização dos corruptores em projeto de lei apresentado pelo Presidente Lula, bem como a adoção de medidas que visam ressarcir os cofres públicos dos prejuízos por estes causados à sociedade, que esperamos sejam aprovados no curto prazo. O PT se posiciona ainda contra a PEC 215, que visa transferir do Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas.

·    a construção de crescente unidade na esquerda política, partidária e social da necessidade urgente de aprovação de uma verdadeira Reforma Política com Participação Popular e de um Plebiscito Nacional sobre os eixos fundamentais dessa reforma, pela qual há anos o PT e os movimentos sociais lutam no Congresso Nacional.


MANIFESTA

·    o compromisso com a agenda de reformas democráticas e populares que podem dar sustentação política, econômica e social às respostas que vêm sendo dadas aos justos reclamos da população no que diz respeito à qualidade dos serviços públicos e consolidação da inclusão social de amplas maiorias.

·    entre estas, o compromisso com uma Reforma Tributária que busque nas grandes fortunas e rendas de uma minoria os recursos que permitam a diminuição da carga tributária sobre a produção, a renda e o trabalho das amplas maiorias do pais.

·    a convicção de que os mecanismos constitucionais e legais existentes para uma Reforma Urbana podem e devem ser utilizados para que as atuais políticas públicas de moradia, saneamento básico e mobilidade urbana estejam integradas com a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida das nossas cidades

·    o chamamento à imediata aprovação do marco civil da Internet pelo Congresso, garantindo os direitos de 80 milhões de internautas brasileiros e ampliando as potencialidades de toda comunicação em rede, tão utilizadas nas recentes manifestações em todo o país.

·    a luta pela regulamentação dos dispositivos constitucionais que normatizam as comunicações do Brasil, tal como proposto pelo Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, cujo abaixo-assinado assumimos em fevereiro.

·    a defesa da imediata Reforma Política, com efeitos imediatos já para as eleições de 2014 e com resultados duradouros e estruturais definidos em uma Assembléia Constituinte Exclusiva sobre o tema da Reforma Política cuja convocação propomos seja submetida à consulta popular em Plebiscito.


ORIENTA

·    as bancadas do PT na Câmara e no Senado a trabalharem pela coesão da base aliada da Presidenta Dilma no Congresso para a convocação no mais curto prazo do Plebiscito Nacional pela Reforma Política, priorizando entre os quesitos a serem incluídos na consulta popular os eixos de nosso Projeto de Lei de Iniciativa Popular: financiamento público exclusivo de campanhas; sistema proporcional com voto em lista partidária pré-ordenada e paridade de gênero; a ampliação da participação popular e dos mecanismos de democracia participativa já existentes; e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva para a Reforma Política.


CONCLAMA

·    a militância do PT a continuar colhendo assinaturas para o nosso projeto de iniciativa popular, ombro a ombro com outras iniciativas da sociedade civil que caminham no mesmo sentido (como a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política, o MCCE, a OAB, a CNBB, entre outras valorosas instituições), intensificando o ritmo da coleta de assinaturas para que incidam positivamente no debate no Congresso Nacional sobre o tema.

·    a militância petista nos movimentos sociais a que assumam decididamente a participação nas manifestações de rua em todo o país, em particular no Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações convocada por ampla coalizão de centrais sindicais e movimentos populares para o próximo dia 11 de julho, em defesa da pauta da classe trabalhadora para o país e da Reforma Política com Participação Popular.

·    os partidos democráticos e populares, centrais sindicais e movimentos sociais que vêm se articulando de forma importante ao longo das últimas semanas para colocar na rua a pauta das transformações sociais do país que sempre nos unificou a debater a reconstituição do Fórum Nacional de Lutas como espaço de diálogo permanente, construção de unidade e articulação de lutas sociais e institucionais.

·    os filiados e filiadas ao Partido dos Trabalhadores em todo o Brasil para que intensifiquem os preparativos para um grande Processo de Eleições Diretas (PED) a ser realizado entre os meses de julho e novembro, com ampla mobilização e empenho no debate político dos temas de nosso V Congresso do PT, de modo a demonstrar a toda a sociedade brasileira que nossas bandeiras de democratização e participação popular em nosso projeto de Reforma podem e serão vividas nas relações internas do PT, construindo e fortalecendo nossa unidade de ação.

e  CONVOCA

- Reunião do Diretório Nacional do PT para o dia 20 de Julho.

- Reforma Política com Participação Popular

- Plebiscito Já

- Eleições de 2014 regidas pelas novas regras da Reforma Política

- Todo apoio ao Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações de 11 de Julho


Brasília, 04 de julho de 2013.

Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores

sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Eu também sou filho de trabalhador!”




                                                                                 Karoline Cavalcante*


Nos dias 30 e 31 de Maio de 1981, o então presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Pará lançar o PT no município de Cametá e fundar a primeira Comissão Provisória do PT paraense na cidade de Baião. O PT paraense foi um dos nove estados a contribuir para a fundação do PT nacional.

 Acompanhado do presidente do PT Pará, Bira Barbosa e de uma comitiva formada por militantes do Partido, Lula seguiu viagem de Belém rumo aos municípios de Cametá e Baião. A viagem durou quase 24 horas a bordo de um pequeno barco, conhecido na região como pôpôpô, em função do barulho constante feito pelo motor da embarcação. Hoje, esta mesma viagem é de apenas 6 horas, divididas entre estradas e balsas.

 A primeira parada da comitiva petista foi na cidade de Cametá. Em praça pública, lotada por militantes de esquerda e cercada por policiais a serviço da ditadura, Lula lançava o Partido dos Trabalhadores no município, quando foi interrompido por um policial militar que subiu ao palanque, retirou sua farda, pediu o microfone e esbravejou: “eu também sou filho de trabalhador!” Naquele momento a euforia tomou conta da cidade. Era a plenitude da festa democrática em Cametá.

 Após o evento em Cametá, Lula seguiu de barco por mais 10 horas até Baião, onde fundou a primeira Comissão Provisória do PT no Pará. Passada a fase de organização partidária, Lula voltou ao Pará diversas vezes, como nas jornadas em favor da Reforma Agrária e na Caravana das Águas, como também na primeira eleição direta para Presidência da República em 1989.

 Após a derrota eleitoral de 1989, Lula e o PT seguiram em frente. Foram às ruas e através das caravanas da cidadania, na década de 1990, construíram um programa político para o Brasil elaborado não em gabinetes, mas em contato com o povo. Após a vitória de 2002, o já presidente Lula voltou ao Pará para prestar contas e conversar com o povo. O cargo de presidente não impediu o velho militante de fazer algo que está na sua essência: olhar no olho do povo.

 Após 32 anos, o PT Pará encontra-se organizado em diretórios nos 143 municípios paraenses. Conta com 23 prefeitos e prefeitas, 16 vice-prefeitos e 183 vereadores e vereadoras em todo o Estado. Curiosamente os municípios de Cametá e Baião são governados pelo PT. Em Cametá pelo pescador Irácio de Freitas Nunes e Baião pelo quilombola Nilton Lopes de Farias, conhecido como Saci, já em seu segundo mandato.

 Em 2013 Lula voltou a percorrer o Brasil com seminários temáticos, com o objetivo de discutir os 10 anos  exitosos de governo democrático e popular no país, iniciado em 2003, com Lula e continuado com a presidenta Dilma Rousseff. O seminário já passou por São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre e em breve deve acontecer em Belém/Pa. Lula sempre esteve presente nas vitórias e/ou derrotas do PT, sua peregrinação  representa o gás que nos falta para o embate de 2014. Esperamos Lula novamente no Pará, para renovar a esperança vermelha em nossos corações.

Viva o PT! Viva o Lula!


*Karoline Cavalcante é socióloga, especialista em Gestão de Municípios pelo NUMA/UFPA. Atualmente, é Vice-Presidenta do PT do Pará.

Fonte: Pt.org.br/Pa.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Escolaridade cresce em todas as faixas etárias em dez anos





O número médio de anos de estudo da população com 25 anos ou mais de idade cresceu em todas as faixas etárias na primeira década do século 21, analisada pelo estudo “Indicadores do Desenvolvimento Brasileiro”, divulgado esta semana. Os pesquisadores ressaltam o aumento no número de anos de estudo na faixa etária de 25 aos 30 anos entre 2001 e 2011, que passou de 7,4 para 9,6.



“Entre 2001 e 2011, houve incremento na escolaridade dos estudantes em todas as faixas etárias analisadas, o que é importante para o melhor aproveitamento do aprendizado”, avaliam os pesquisadores. Para estudantes com 12 anos de idade, por exemplo, aumentou a proporção daqueles com pelo menos 4 anos de estudo. “Esse número e o das outras faixas revelam que é cada vez maior a proporção de estudantes que se aproximam da escolaridade adequada para sua idade”, diz o estudo.



A pesquisa verificou também que as taxas de frequência à escola ou creche mostram melhora no acesso à educação, em especial para os menores de 17 anos. Segundo o trabalho, esse é o resultado de um esforço conjunto da União, estados e municípios. Houve crescimento constante nas taxas de frequência, em todas as faixas etárias: de 4 a 5 anos, de 55,1% em 2001 para 78,2% em 2011. O estudo destaca a universalização do ensino fundamental, com 98,3% das crianças com 6 a 14 anos frequentando a escola.



Alfabetização



O analfabetismo vem diminuindo progressivamente, segundo o documento. A taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade diminuiu, passando de 12,3% em 2001 para 8,4% em 2011. Houve queda em todas as regiões. No Nordeste, região que apresentava o maior índice, a redução foi mais acentuada, de 24,2% em 2001 para 16,9% em 2011.



O resultado positivo demonstrado no estudo foi conquistado a partir das ações aplicadas no novo modelo de crescimento com a inclusão social adotado no Brasil. Programas e políticas públicas como Brasil Sem Miséria, Fies, Prouni, Pronatec, Farmácia Popular, PAC Saneamento, entre outros, estão diretamente ligados a transformação da realidade do país na última década.



Pessoas privadas de liberdade terão Pronatec



O público prisional será incluído no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), com um investimento de R$ 180 milhões, segundo acordo firmado nesta quinta-feira (7), pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Justiça, José Eduardo Cardozo.



O programa atenderá pessoas nos regimes aberto, semiaberto, fechado e de prisões provisórias, além daqueles que já cumpriram as penas. Até 2014, serão oferecidas 90 mil vagas - 35 mil já garantidas este ano. Os beneficiários serão selecionados pelo Ministério da Justiça e encaminhados aos cursos em unidades de ensino credenciadas pelo Ministério da Educação, como institutos federais de educação, ciência e tecnologia, unidades do Sistema S e escolas técnicas estaduais. Todas as unidades da Federação participam da cooperação.



De uma população carcerária de mais de 500 mil pessoas, apenas 2,9% tem qualificação profissional e cerca de 5% é analfabeta, o que dificulta a entrada no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. A oferta de cursos será baseada na demanda de cada unidade federativa a partir da escolaridade e do gênero da população carcerária. Haverá cursos nos níveis de ensino fundamental e médio, completos ou incompletos. Os privados de liberdade que participarem do programa terão a pena reduzida.


Fonte: Pt.org.br

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Edmilson Rodrigues





Caminhada no Conjunto Maguari, com a presença de grande número de simpatizantes e militantes de partidos que apoiam Edmilson Rodrigues.








50 neles.

domingo, 23 de setembro de 2012

Partidos divulgam nota em defesa do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva





O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.


As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.


O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.


Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.


Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .


A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo. 


Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.


Brasília, 20 de setembro de 2012.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cultura apoia o candidato Marquinho do PT





O vereador Marquinho do PT, deu uma nova dinâmica nas discussões e debates sobre a cultura no município de Belém. E, como presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Belém - CMB, proporcionou aos que  fazem parte da categoria, o retorno e colocado em pauta o Sistema Municipal de Cultura, que entre as vantagens eleva de 03% para 2,0% de aplicação do município no setor de cultura. 








Esse é um dos motivos que voto em você. Parabéns vereador Marquinho do PT, juntamente com sua assessoria.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os movimentos sociais e Belém que queremos






A luta do povo de Belém volta à cena política por uma democracia plena e melhores condições de vida. Neste aspecto necessitamos de saneamento básico, habitação, melhores condições na escola e salário digno para os trabalhadores em educação, melhoramento e digno transporte coletivo e por aí vai. Em Belém já constantemente os movimentos populares e sociais através de várias manifestações buscam suas melhorias, inclusive buscando a imprensa escrita e falada como alternativa para expor seus problemas em que vivem nas várias comunidades e bairros que a cidade possui.



Nesta cidade já buscamos através de algumas campanhas como “Luta pelo direito de morar”; assim como “Escola para todos”, grandes manifestações populares e reivindicações que sempre estiveram nas pautas de negociações com os representantes ou Prefeito do município.



Os movimentos sociais e populares não podem esmorecer e sabemos que com o advento da abertura política na América latina, surgem diversas divergências quanto ao modo e princípios de suas ações diante da população belenense. Essas posturas provocando crise no movimento popular, fazendo surgir diversos grupos e partidos de tendência de esquerda que enfraquecem o próprio movimento e faz com que surjam entidades e grupos que estão ligados a posição neoliberais. Não são novidades para nós, vários companheiros mudando de lado, buscando sempre DAS e se dando bem financeiramente, esquecendo o lado teórico-político. Os movimentos mesmo assim avançam, com novos quadros.



Nesse cenário acumulamos experiências e ampliamos a discussão sobre as melhorias por uma Belém melhor, mesmo que com o governo atual da Prefeitura de Belém seja total retrocesso para a população. O quadro da saúde é de greve, período de chuvas não conseguiu visibilidade dos serviços essenciais de limpeza e consertos de buracos nas ruas de Belém, vejam por aqui, no Conjunto Maguari e Augusto Montenegro.



Entendo que a organização e participação da população no processo democrático são fundamentais. Portanto o retorno do Orçamento Participativo, espaço de discussão das realidades das comunidades significa a definição, controle e distribuição das verbas do orçamento, e não só esperar programas do governo federal.



A cidade precisa ficar mais limpa e saudável.  O futuro Prefeito precisa dar uma cara limpa para Belém, estabelecendo convênios com cooperativas que trabalhem no processo de seleção do lixo; assim promovendo a geração de emprego e renda.



A saúde enquanto é um direito de cidadania é um dever do estado. O governo federal do Partido dos trabalhadores investe milhões no município e no estado, o que não reflete na realidade da população, tai a greve dos trabalhadores em Belém. A população merece respeito.



A população precisa efetivamente ser chamada para a discussão de uma política de transporte e trânsito para o nosso município, levando em consideração maior as necessidades dos usuários; pois são eles que sustentam os lucros dos empresários.



Belém precisa de uma política habitacional decente com as condições dignas da cidade e que atendam a função social de seus habitantes.



Dessa forma com a chegada das eleições para os governos municipais coloco para os companheiros e camaradas que precisamos reivindicar uma política de moradia, saneamento, educação, saúde, lazer, transporte, segurança, serviços básicos e uma reforma urbana; pois dessa forma construiremos a cidadania, consolidamos a democracia e com certeza teremos um governo do povo. 



Precisamos derrotar os representantes e as elites, que sempre explorou e oprimiu a classe trabalhadora, mas que no processo eleitoral disfarça como defensor dos mais excluídos ou pobres.  Neste contexto, como eleitor e cidadão voto em dois militantes de movimentos sociais e professores de luta: Alfredo Costa e João Cláudio Arroyo, candidatos pelo Partido dos Trabalhadores.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Artigo: Projetos radicalmente distintos

        


 Por Cláudio Puty, publicado em O Liberal (20/05/2012) *     
                                                    

Artigo: Projetos radicalmente distintos
Publicado em O Liberal, 20/05/2012
Cláudio Puty (*)
O modelo neoliberal da oposição demo-tucana foi fragorosamente derrotado nas urnas nas últimas três eleições presidenciais e rejeitado como projeto de governo desde 2003. Mesmo assim, ainda há setores que continuam a entoar o mantra de que a grande virtude dos governos Lula e Dilma foi ter mantido a política econômica de FHC. Ora, as prioridades do país mudaram tão radicalmente nesta última década que só a miopia ideológica ou a má-fé política podem sustentar essa versão fantasiosa.
A ruptura com o receituário ortodoxo começou no governo Lula, quando o Estado deixou de ser “mínimo” e passou a atuar como indutor do crescimento. Adotaram-se políticas como a valorização do salário mínimo, a expansão do crédito, a ampliação dos programas sociais e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Paradoxalmente, a crise internacional que começou em 2008 ofereceu uma janela de oportunidade para o Brasil aprofundar suas políticas anticíclicas.
Uma mudança importante foi o resultado primário das contas públicas. O governo Lula retirou da contabilização do resultado primário a Petrobras e Eletrobrás, fato esse que permitiu a esses grupos a maior flexibilidade e eficiência na gestão das suas respectivas carteiras de projetos de investimentos. Isso favoreceu o investimento em infraestrutura e, consequentemente, o crescimento da economia.
Outro ponto fundamental foi a capitalização do BNDES, realizada pelo Tesouro Nacional a partir de 2009, na forma de aportes em títulos públicos. Ela equacionou as necessidades de fundings(constituição e alongamento do passivo do banco) necessários à expansão da oferta de crédito pelo banco e, consequentemente, à expansão dos investimentos de longo prazo na economia brasileira.
Sob a presidenta Dilma Rousseff, a opção desenvolvimentista se aprofundou. Estabeleceu-se um mecanismo de controle de capitais com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações financeiras de estrangeiros e extinguiu-se a cobertura cambial para exportadores. Depois, com o Plano Brasil Maior, o governo criou as bases de uma política industrial com vistas a reverter a queda da participação da indústria nacional no PIB e nas exportações. É bom lembrar que o ex-ministro Pedro Malan, “czar” da economia dos anos FHC, chegou a dizer que “a melhor política industrial é não ter política industrial”.
Quando o crescimento do consumo provocado pelas medidas de estímulo levou a um repique da inflação, no ano passado, o “mercado” tinha certeza que o governo voltaria a adotar o remédio clássico de aumento de juros, abandonando suas veleidades desenvolvimentistas. Mas Dilma surpreendeu e adotou as chamadas medidas “macroprudenciais”, que objetivavam moderar a expansão do crédito. Com isso, sem aumentar os juros, o governo conseguiu manter a inflação dentro da meta (6,5%) em 2011.
Em relação à política monetária, o Banco Central vem baixando os juros básicos – a taxa Selic – de maneira sustentável. Desde julho de 2011, ela caiu de 12,50% para 9%. Reforçando essa política, os bancos oficiais – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – baixaram suas taxas de juros ao consumidor. Com isso, os bancos privados foram obrigados a reduzir o spread – a diferença entre os juros pagos por eles ao captarem recursos e o custo dos empréstimos feitos aos clientes – tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Alguém imagina o governo FHC neste papel?
Depois disso, o governo deu mais um passo e mudou as regras da caderneta de poupança sem prejudicar poupadores e empresários. Além de manter boas perspectivas de lucros para o futuro, essa mudança estabeleceu as condições necessárias para que a taxa básica de juros possa continuar caindo, sem provocar grandes alterações na economia brasileira.
Outro exemplo de reorientação radical das políticas incensadas pelo Consenso de Washington foi a opção do Brasil de priorizar a opção sul-sul, que teve início nas discussões sobre subsídios agrícolas na Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio e consolidou-se com a formação do Grupo dos 20 e dos Brics. Uma das consequências dessa diplomacia emergente foi o acordo do MERCOSUL que possibilitou as negociações para o uso da moeda local em transações comerciais bilaterais.
Por tudo isso, pode-se dizer que a diferença entre FHC e Lula/Dilma é a mesma existente entre um liberal e um socialista: o primeiro quer o “Estado mínimo”; o outro quer torná-lo agente do crescimento e da justiça social.
(*) Deputado federal (PT-PA)
O modelo neoliberal da oposição demo-tucana foi fragorosamente derrotado nas urnas nas últimas três eleições presidenciais e rejeitado como projeto de governo desde 2003. Mesmo assim, ainda há setores que continuam a entoar o mantra de que a grande virtude dos governos Lula e Dilma foi ter mantido a política econômica de FHC. Ora, as prioridades do país mudaram tão radicalmente nesta última década que só a miopia ideológica ou a má-fé política podem sustentar essa versão fantasiosa.



A ruptura com o receituário ortodoxo começou no governo Lula, quando o Estado deixou de ser “mínimo” e passou a atuar como indutor do crescimento. Adotaram-se políticas como a valorização do salário mínimo, a expansão do crédito, a ampliação dos programas sociais e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Paradoxalmente, a crise internacional que começou em 2008 ofereceu uma janela de oportunidade para o Brasil aprofundar suas políticas anticíclicas.



Uma mudança importante foi o resultado primário das contas públicas. O governo Lula retirou da contabilização do resultado primário a Petrobras e Eletrobrás, fato esse que permitiu a esses grupos a maior flexibilidade e eficiência na gestão das suas respectivas carteiras de projetos de investimentos. Isso favoreceu o investimento em infraestrutura e, consequentemente, o crescimento da economia.



Outro ponto fundamental foi a capitalização do BNDES, realizada pelo Tesouro Nacional a partir de 2009, na forma de aportes em títulos públicos. Ela equacionou as necessidades de fundings(constituição e alongamento do passivo do banco) necessários à expansão da oferta de crédito pelo banco e, consequentemente, à expansão dos investimentos de longo prazo na economia brasileira.



Sob a presidenta Dilma Rousseff, a opção desenvolvimentista se aprofundou. Estabeleceu-se um mecanismo de controle de capitais com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações financeiras de estrangeiros e extinguiu-se a cobertura cambial para exportadores. Depois, com o Plano Brasil Maior, o governo criou as bases de uma política industrial com vistas a reverter a queda da participação da indústria nacional no PIB e nas exportações. É bom lembrar que o ex-ministro Pedro Malan, “czar” da economia dos anos FHC, chegou a dizer que “a melhor política industrial é não ter política industrial”.



Quando o crescimento do consumo provocado pelas medidas de estímulo levou a um repique da inflação, no ano passado, o “mercado” tinha certeza que o governo voltaria a adotar o remédio clássico de aumento de juros, abandonando suas veleidades desenvolvimentistas. Mas Dilma surpreendeu e adotou as chamadas medidas “macroprudenciais”, que objetivavam moderar a expansão do crédito. Com isso, sem aumentar os juros, o governo conseguiu manter a inflação dentro da meta (6,5%) em 2011.



Em relação à política monetária, o Banco Central vem baixando os juros básicos – a taxa Selic – de maneira sustentável. Desde julho de 2011, ela caiu de 12,50% para 9%. Reforçando essa política, os bancos oficiais – Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – baixaram suas taxas de juros ao consumidor. Com isso, os bancos privados foram obrigados a reduzir o spread – a diferença entre os juros pagos por eles ao captarem recursos e o custo dos empréstimos feitos aos clientes – tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Alguém imagina o governo FHC neste papel?



Depois disso, o governo deu mais um passo e mudou as regras da caderneta de poupança sem prejudicar poupadores e empresários. Além de manter boas perspectivas de lucros para o futuro, essa mudança estabeleceu as condições necessárias para que a taxa básica de juros possa continuar caindo, sem provocar grandes alterações na economia brasileira.



Outro exemplo de reorientação radical das políticas incensadas pelo Consenso de Washington foi a opção do Brasil de priorizar a opção sul-sul, que teve início nas discussões sobre subsídios agrícolas na Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio e consolidou-se com a formação do Grupo dos 20 e dos Brics. Uma das consequências dessa diplomacia emergente foi o acordo do MERCOSUL que possibilitou as negociações para o uso da moeda local em transações comerciais bilaterais.



Por tudo isso, pode-se dizer que a diferença entre FHC e Lula/Dilma é a mesma existente entre um liberal e um socialista: o primeiro quer o “Estado mínimo”; o outro quer torná-lo agente do crescimento e da justiça social.



* Cláudio Puty é deputado federal (PT-PA) e membro da Coordenação Nacional da DS.

sexta-feira, 30 de março de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Conjuntura política do Carnaval

A imprensa oligárquica e burguesa começou a questionar e bater de frente o Partido dos Trabalhadores, já que é o único partido que, realmente, mostra de forma pragmática, o que se deve fazer para melhorar a sociedade, através de alguns programas e projetos onde fazem a diferença.

Vamos começar, quando a oposição provoca o governo de Dilma, tratando de temas polêmicos, como no caso do aborto.  Quando estimulam e fazem as intrigas entre o governo e evangélicos sem dúvidas são para desgastar a figura e a personalidade de uma grande militante que chegou ao poder, através do voto e sendo mulher. Acredito e confio que o projeto político do partido nesses três mandatos tem mostrado exemplos como governar, e provavelmente chegará a mais três.

Outro aspecto, importante ressaltarmos é que a social democracia detona quando a nossa Presidenta tira de sua composição política auxiliar que cometem infrações e prejudicando a sociedade brasileira, isso mostra sua força e grande liderança junto aos seus aliados; assim compromisso e responsabilidade com a população. Quando a oposição esteve no governo à imprensa não batia tão forte como está acontecendo no momento atual.

Ao longo de todo um processo histórico e político, infelizmente as mulheres sempre foram deixados de lado. Na conjuntura atual, percebemos ainda a influência forte do machismo na sociedade, e na política o que não é muito diferente. Neste cenário, a nossa Presidenta vem sofrendo consequências de pessoas que não se conformam por ser uma mulher detentora do maior cargo do Brasil.

Sabemos que não é fácil ter a governabilidade, e quando se trata de agradar gregos e troianos é necessário muito “jogo de cintura”, superando, inclusive a oposição, juntamente com seus recursos de comunicações e o Partido dos Trabalhadores que completou 32 anos, permaneça por muitos anos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Privataria Tucana

Olha o Blogueiro com Amaury Ribeiro Jr.


Acabou neste momento, o lançamento do Livro A Privataria Tucana, do jornalista e escritor Amaury Ribeiro Junior, organizado pelo Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Urbanitários e Frente Contra as Privatizações no Estado do Pará, e contou com a presença de lideranças de movimentos sociais, sindicais, estudantis e militantes de partidos de esquerda, principalmente do Partido dos Trabalhadores e Partido Comunista do Brasil.




O Blogueiro com o poeta Antônio Juraci Siqueira


O lançamento da obra da Coleção História Agora  propociona ao leitor os documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro. A fantástica viagem das fortunas tucanas até o paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. E a história de como o PT sabotou o PT na campanha de Dilma Rousseff. 



O Prof. Cosmo Cabral com o autor do livro.


O lançamento foi interessante pela presença do autor e do Delegado da Policia Federal e Deputado Federal Protógenes Queiroz que fizeram excelentes exposições seguida das intervenções do público sobre vários aspectos relacionados com a obra. Tanto o autor, como o Deputado Federal responderam todas as perguntas, inclusive feitas pela internet.




Adquira seu exemplar e divulgue uma obra prima que retrata o comando político nas mãos das oligarquias e dos tucanos.